quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Coisa de cinema


Já têm programação para a próxima noite de segunda-feira? Difícil né, mas venho aqui apresentar uma opção e tanto: o lançamento do primeiro longa-metragem da dupla Guilherme Ledoux e Alan Langdon, Sistema de Animação. Já comentei o filme aqui anteriormente. Agora reforço o convite pois, além claro, dos dois serem amigos queridos, até que os rapazi tem talento ô!

Tive oportunidade de assistir a pré-estréia no último FAM no CIC e fiquei, assim como a imenda maioria da platéia, muito entusiasmado com o perfil de alto nível que o Ledoux e o Alan realizaram. Só alguém tão próximo captaria aquelas imagens e conseguiria tão rico material. Obra prima da cinematografia catarinense. Podem crer. E vão lá pra ver.

Segunda, 6 de outubro no TAC - Teatro Álvaro de Carvalho, às 20h. Depois tem show com participação de uma turma de feras, incluindo o grande amigo do Toicinho, o Nenê.

Dama de ferro



Via FFFFOUND!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Rumo à Célula


O Clube da Luta retorna após um fim de semana em que cedemos a nossa data na Célula para que os amigos da Insecta realizassem o festival Floripa Noise 2008, que foi um sucesso.

Parabéns ao lutadores que estão ajudando a colocar Santa Catarina no mapa da música pop brasileira. (Hum, esse pop aí o Zimmer acho que não gostar!)

E na volta do Clube vou estar lá com meus camaradinhas tocando com Coletivo Operante, ao lado de Luiz Meira, genial guitarrista manezinho que acompanha Gal Costa, e da Sociedade Soul, que vem a ser a antiga Gubas.

Noite de balanço total e aquelas surpresas que só o Clube da Luta traz pra você. Bora lá.

El Bovino

O grupo El Divino é atualmente o maior conglomerado de entretenimento de SC. Realizou recentemente uma parceria com a rede espanhola de clubs Pacha. Em suas diversas casas, todas voltadas ao som que estiver sendo jabázado nas rádios e no som dos "melhores DJs segundo revista de tal" , recebe a "nata" de nossa sociedade. Pois bem.

Este grupo tão conceituado e de alto nível protagonizou um festival de desrespeito aos músicos, que quem lembra já sabe ser meio que o modus operandi por lá. Quero crer que os proprietários do grupo não sejam pessoas toscas assim. Tá na hora de botar ordem e substituir esses subalternos desqualificados, ou pagar um cursinho de boas maneiras. Gente ignóbil que só entende de $$$ mas de nada de educação e finesse.

Aconteceu de novo, agora com meu amigo Fábio Dwyer, que justamente indignado mandou um e-mail aos músicos, do qual eu reproduzo alguns trechos:

Nova modalidade de desrespeito aos músicos em Florianópolis

"Venho por meio desta mensagem narrar alguns fatos revoltantes que aconteceram no último sábado à noite com minha banda aqui em Floripa. Fomos convidados por um amigo para nos apresentarmos na festa de 40 anos da ACI ( Associação Catarinense de Imprensa ) que ocorreu no El Divino Lounge, na Beira-Mar..."

"...Durante a tarde fomos passar o som, e os problemas com o El Divino começaram logo na chegada quando funcionários não queriam nos deixar entrar com o equipamento, pois a faxina foi marcada para a mesma hora que a passagem de som. Quando conseguimos entrar e montar o equipamento, ficamos sabendo que estávamos trancados ali, com um funcionário responsável mas que não tinha as chaves do local..."

"...Quando chegou a hora combinada de tocarmos, das 23h às 24h, um senhor, acho que proprietário de uma agência de propaganda local, pediu o microfone um “instantinho” antes de a banda começar. O que se seguiu foram 28 minutos de premiações, homenagens e discursos, o que reduziu nosso show pela metade. Até aí, ainda é tudo razoavelmente aceitável, a festa era para a imprensa, talvez a gentileza de comunicar isso à banda antes estivesse mais de acordo com o bom senso, mas tudo bem..."

"Começamos finalmente nosso show e surpresa: o som estava horrível, baixo e com ruídos que não estavam presentes na passagem de som, e, pelo que me foi relatado por pessoas que estavam na platéia, parece que as caixas de PA estavam funcionando com carga bem reduzida. Isso prejudicou enormemente a performance da banda e serviu pra dar aquela “queimada de filme” básica, justamente o oposto do que procurávamos, mas até aí, tudo pode ser relativizado, até a qualidade da banda poderia ser questionada por alguém que não tenha presenciado a passagem de som, etc. O problema realmente começa agora:

Tocamos até meia-noite sem sabermos que o espaço onde tocamos - numa espetacular combinação de ganância, descaso e completa falta de raciocínio lógico - havia sido locado também para outra festa. A primeira da ACI privativa, até meia-noite, depois a Festa Mural, aberta ao público e cuja área destinada aos vips era onde estavam os equipamentos da banda.

Enquanto começávamos a desmontar o palco, os equipamentos da banda começam a desaparecer. Primeiro some uma caríssima guitarra PRS. O dono estava desesperado, e quando fui ajudar a procurar a guitarra dele e ficar de olho na minha própria guitarra, vejo um rapaz que até então eu não conhecia, saindo do palco com minha guitarra nas costas. Voei em cima dele e arranquei-a do seu ombro perguntando quem ele era e onde estava a outra guitarra. Ele, um rapazinho que atende pelo nome de Alemão e parece ser uma espécie de sub-gerente, falou que estava tudo ‘no depósito’ (sem explicar onde era!) e tínhamos DEZ MINUTOS para desmontar tudo e CRUZAR A PISTA DE DANÇA, COM MAIS DE 500 PESSOAS COM TODO O EQUIPAMENTO DO PALCO! Uma bateria, caixas de retorno, mesa de som, 4 amplificadores, baixo, guitarras, etc.

Teríamos que cruzar com tudo isso um espaço que uma pessoa não carregando nada já cruzaria com bastante dificuldade. Falei que era impossível e o ‘Alemão’ respondeu “Não sou nenhum ignorante, isso é problema de vocês!” Cercado de seguranças pressionando a banda, pedi que os mesmos fizessem um cordão de isolamento para a banda passar e o Alemão falou que não!

O resultado é que, mesmo pedindo licença, com a música alta e o público já meio‘calibrado’, não conseguimos passar com o equipamento sem esbarrar em muitas pessoas, que ignorando a situação pensaram que essa decisão estúpida e surreal era da banda. Criou-se um clima bem desagradável contra a banda e quando retruquei perto do tal Alemão que aquilo era um absurdo, a resposta educada que obtive foi: “Vai cuidar dos seus bagulhos, seu palhaço”..."

"... Depois fiquei sabendo que o superior dele, um tal Sr. Ely, administrador do El Divino e uma das mentes mais brilhantes de Fpolis, foi quem deu a ordem para que vazássemos da área vip em questão de minutos. Daí, o rapaz transferiu para banda um problema administrativo da casa, o que não justifica tanta grosseria.

Não tenho nenhum prazer em ficar aqui me lamuriando, sei que todos têm seus problemas, outras bandas já passaram e passam diariamente por problemas desagradáveis nos bares e casas noturnas de Florianópolis..."

"...Imagina-se que uma festa organizada por uma agência de propaganda de destaque, para uma Associação dessa importância em uma casa noturna de luxo da cidade não vá resultar numa situação digna de festa de bêbados em botequim de quinta categoria..."

"...O nome da banda foi preservado pois não consultei meus companheiros antes de expressar minha indignação, cada um o faz à sua maneira, a minha é esta. Alguém disse que a forma como os artistas são tratados reflete a saúde de uma sociedade. Espero que tenhamos dias melhores (e cabeças melhores) pois esta cidade merece..."

Fábio Dwyer

Florianópolis, 30 de setembro de 2008


Em um segundo e-mail que me enviou, Fábio conta que mesmo preservando a banda, " o "líder" do grupo, escreveu me esculachando, me chamando de irresponsável, dizendo que eu queimei o filme da banda e fechei todas as portas da cidade pra eles".

Meu amigo tomou uma atitude de nobreza, coisa que esses ditos "músicos" que se rebaixam à qualquer condição e rebaixam toda a classe não têm, se demitiu.

Ainda acrescentou: "Estou recebendo inúmeros e-mails de solidariedades (e um de esculacho completo de quem mais deveria me apoiar) e estou vendo um racha: existem definitivamente duas categorias de músicos em Floripa: os que exigem respeito profissional (Clube da Luta e Projeto Rock, principalmente, com quem estou mais envolvido) e aqueles "músicos" que se submetem a qualquer absurdo por uns trocados, poluindo nossa "piscina" profissional. Vejo vocês do Clube da Luta e o Projeto Rock dando um duro danado pra conquistarmos o respeito e profissionalizar a área, e daí o cara que tá ali, do teu lado assume uma postura dessas..."

Com agradecimentos à Madame Celeste que deu o título do post.



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Nesse circo quem é que é o palhaço?



Essa peguei no Flagrantes do Cotidiano, através do Carlos Damião.

Foto de santinho do candidato mais divertido do horário eleitoral gratuito, o palhaço Chupetão e seu candidato a prefeito. Será contrapropaganda?

Encaixotada



Daqui.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

Sacanáize




Na porn vibe de hoje encontrei isso.

Um vídeo que rolou na internet há uns meses atrás. Chamado Safe For Work XXX, foi criado para comemorar os 30 anos da marca Diesel. Mistura animação com cenas de filmes pornô dos anos 80.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Panorama

O site Technorati, um agregador e ferramenta de busca de blogs da qual participo, publicou uma interessante pesquisa sobre a blogosfera.

Dark Water


Via Pony Express.

Bora lá


E amanhã as bandas Tijuquera e Andrey e a Baba do Dragão de Komodo se apresentam gratuitamente na praça da Lagoa às 17h.

Escute



Um vídeo da Mongaru Productions.

PSA



Teaser de lançamento do documentário Sistema de Animação de Guilherme Ledoux e Alan Langdon.

Trata-se do primeiro longa-metragem da dupla que já conta com um currículo de sucessos como O Fim do Mundo, Providência - Como Fazer Um Comercial de Cachaça e outras obras freak realizadas pelo coletivo Pintô Sujêra.

Sistema de Animação mostra um pouco da genialidade, espiritualidade e loucura do baterista Toicinho, uma lenda da música em Florianópolis.

Deixo o recado para o Ledoux:


Carissimos amigos, colegas de cinema e musica:

É com imenso prazer que eu e meu amigo alan vos convidamos para prestigiar uma noite de gala, requinte e muita sétima arte. Uma noite especial para nós, pois desde que ele voltou ao Brasil em 2003 estamos trabalhando e aprontando a confecção de nosso primeiro longa-metragem, o documentário SISTEMA DE ANIMAÇÃO. Trata-se de um dinâmico e inusitado retrato do não-menos-excêntrico e talentoso músico Toucinho Batera, em cartório conhecido como Lourival José Galliani.

O lançamento será no dia 6 de outubro, Segunda-Feira, no Teatro Álvaro de Carvalho - TAC, as 20 horas. Ingressos antecipados nos pontos de venda a R$ 10.

Será um evento duplamente animado, elevado ao quadrado: o filme, seguido de uma apresentação musical do Toucinho e eximios musicos convidados, inclusive com a participação especial do renomado baterista e amigo de Toucinho, Nenê Batera.

O filme está que é uma beleza. Recebeu ótimas críticas em blogs quando foi pre-estreado no FAM e depois no CATARINA Festival de Documentarios, onde recebeu a Menção Especial da Crítica Especializada, um desígnio criado especialmente para o filme receber reconhecimento no evento. O crítico Carlos Alberto Mattos, um dos maiores críticos de docs brasileiros, fez uma crítica muito boa no seu blog no OGlobo Online, na ocasião do evento.


Os ingressos antecipados podem ser adquiridos nos seguintes locais:

Teatro Álvaro de Carvalho (TAC)

Praça Pereira Oliveira

R. Marechal Guilherme, 26

Centro – Floripa, SC

(48) 3028-8070


Escola de Música Rafael Bastos

R. Dom Jaime Câmara, 202

Centro - Floripa/SC

(48) 3025-3868

contato@rafaelbastos.com


Batuka Groove

R. 7 de Setembro, 130

Centro – Floripa, SC

(48) 3024-6206contato@batukagroove.com

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

É Noise!


E quem é que pode continuar dizendo que em Floripa não acontece nada. A semana está recheada de shows, festas e um grande festival independente.

A rapeize da Insecta Produções promete colocar o estado no mapa dos grandes festivais independentes que atualmente varrem o país com o Floripa Noise Festival 2008, um festival de 9 dias, englobando música, mostra de documentários de rock, debate e as manifestações artísticas inusitadas e improváveis sempre presente nos eventos desse trio de freaks, os amigos Xuxu, Zimmer e Amexa.

Estão previstas performances com atrações internacionais, nomes destacados do cenário independente nacional e como não poderia deixar de ser, algumas das mais relevantes bandas/artistas do estado de Santa Catarina.

O Floripa Noise Festival acontecerá em diversos espaços; no Museu da Imagem e do Som do Centro Integrado de Cultura (CIC), nas Livrarias Saraiva do Shopping Iguatemi e na Célula.

Fiquem ligados na programação. Clique na imagem para ampliar.

Elza aderiu



Ontem tive uma noite memorável. Após mais uma edição do Lero-lero Musical na Livraria Saraiva - onde fui agraciado com uma singela homenagem pelos serviços prestados à causa e participação - estive no CIC onde vi e ouvi a genial Elza Soares. Que energia minha gente! Aos 71 anos estava serelepe e fez o teatro chacoalhar ao som de sua voz rouca e cheia de sentimento acompanhada da nata dos músicos de Florianópolis e - no fim dos show- das velhas guardas de 3 escolas de samba da Capital.

No camarim, eu e o Zé Pereira fomos recebidos pela cantora que se entusiasmou com o Clube da Luta. Segundo Elza tá todo mundo na luta. Disse ela ainda que deveríamos tê-la avisado antes do show pois ela teria dado um grande recado no palco. Enfim, valeu demais. Ainda pudemos dar um beijo naquela face abençoada.

E não acabou. Ainda no embalo da boa música e vibrações positivas partimos em caravana rumo à Lagoa para assistir o show de Curumin e continuar nossa viagem na linha evolutiva da música popular brasileira.

Chegando ao John Bull, local do show, ouvi as melhores impressões possíveis sobre a apresentação da Samambaia Sound Club que abriu a noite e deixou o Curumin nos cascos. Vai ser funk assim lá na casa do chapéu. O cara manda ver na bateria e canta com muito suingue. Aquela cruza malandra de Trio Mocotó com Stevie Wonder. Nosso grupo, formado por este que vos escreve, Júlia Eleguida, Zé Pereira, Shei, Alexandre Luz e o Gil ( proprietário do Blues Velvet) se esbaldou e caiu na dança.

Em grande momento o BNegão, que havia se apresentado no mesmo local na noite anterior, deu uma canja excelente em Caixa Preta - faixa do álbum Japan Pop Show de Curumin onde o rapper carioca deu uma palha - e pegou a guitarra para mandar tudo pro espaço em Funk Até o Caroço. O reduzido público não se intimidou e caiu no groove.

Vacilões, se liguem que no sábado o Curumin faz um show extra no Vecchio Giorgio.

UPDATE: Maquinhos Espíndola tascou em seu blog um relato da jornalista Maristela Amorim que estava no camarim e, junto com o fotógrafo Fernando Willadino, registrou o momento em que eu e o Zé encontramos Elza.

O sétimo selo