E isso é só o começo de 2010, ano que promete.
Acompanhem as novidades no Twitter em @escutesc e @clubedaluta .
Contracapa – Bom, o “morto” ainda não esfriou, mas, com o fim do Clube, o que surge no horizonte?
Marcinho Costa – Surge o selo ESCUTE!. Esse é o nome que escolhemos para chamar nosso coletivo de bandas. Todos os shows, lançamentos de CDS e festas produzidas por nós (bandas e produtores do Clube da Luta) vão levar esse selo e, diferente do Clube, isso não vai acontecer só na Célula. E morre, também, qualquer tipo de regra.
Contra – O projeto ESCUTE! parece muito mais desafiador, uma evolução da proposta do Clube que aponta para um caminho há muito já cobrado; a profissionalização e a prospecção de mercados. Qual a estratégia de vocês para que não ocorra com o ESCUTE! o desgaste natural (porém muito rápido) e a consequente desmobilização que vimos com o Clube?
Marcinho – O único desafio é continuar lutando! A estratégia é muito simples: deixar as regras de lado pra dar mais liberdade de intercâmbio entre os artistas que consideramos interessantes. Porém, para aqueles que achavam que o CLUBE veio “salvar a lavoura”, lembramos que isso nunca foi dito por nós, nunca nos consideramos um movimento, nunca nos consideramos uma cena. Se for pra rotular, diria que somos um coletivo de artistas gritando juntos, e assim será o selo ESCUTE!
Contra – Os críticos do Clube, e também ex-signatários, dizem que o projeto ficou muito aquém do seu propósito inicial, que era divulgar a música de Santa Catarina e defender a causa da música autoral no Estado, mas acabou se tornando uma “panela de algumas bandas”. Assim como você, vejo que o projeto atingiu um ápice e desgastou-se, a ponto de virar apenas uma festa. Mas acumulou vitórias em tão pouco tempo. O que faltou conquistar?
Marcinho – Será? Será que as bandas e o próprio Clube da Luta não divulgaram a música de Santa Catarina? Posso falar pelo Tijuquera, que chegou até a Alemanha tocando música autenticamente Catarina. E tenho notícias vindas do Dr (Guilherme) Zimmer (Insecta/SC Conectada) que, em muitos festivais de música por todo Brasil, pergunta-se pelo Clube da Luta e, também, pela Célula Cultural, sede oficial da festa.
Contra – Embora bons provocadores, vocês não engoliram bem as críticas. Abra o coração, Marcinho, qual a autocrítica que você faz a respeito destes três anos?
Marcinho – Nossa ingenuidade talvez tenha sido esperar um entusiasmo cultural na cidade na mesma proporção de aumento de pessoas vindas de outros lugares, principalmente metrópoles do nosso país. Percebemos o contrário: quem vem viver e conhecer a Ilha não procura a cultura daqui, mas sim, praias (ainda) limpas e entretenimento fútil estilo Miami. Não teve exatamente um estopim para o fim, só uma jogada de marketing pra transformar uma marca em outra.

Coletivo Operante no palco do Floripa Music Hall no ultimo sábado 20 de junho no Acústico Brognoli 2009. Foto de Carlos Kilian.
"A chapa vai ferver e o soco na mente será forte. CLUBE DA LUTA ALL STARS vai ao ringue para levar, ou não, um direto de esquerda da MALTINES que, por sua vez, trouxe mais um reforço para a briga: DACA E OS FAIXA-PRETA!MULHERES FREE ATÉ ÀS 23:30!Show? Pra quê show? Pra quê?Vai encarar?"

Uma bela lua cheia iluminava o céu limpo de outono. 10 de abril, noite de sexta e casa abarrotada na Célula. Clube da Luta recebeu o músico Curumin para uma grande festa ao lado de Samambaia Sound Club e Da Caverna.