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sábado, 17 de abril de 2010

Ilha 70 arrepiando o almoço de sábado


 acervo Beto Stodieck
O segundo episódio de Ilha 70 arrebentou. O garimpo que a equipe da Vinil Filmes realizou rendeu material para pelo menos mais uns cinco documentários. Pudemos ver os freaks ilhéus de Palhostock contando as peripécias e o afluxo de hippies de todo Brasil para a região. Os aterros e o crescimento urbano. Pérolas como o áudio do show da banda A Comunidade Contraversão em Palhostock, tocando N.I.B do Black Sabbath numa onda latina. E o que é aquele comercial do Ceisa Center?




Imagine por onde vagueiam os pensamentos dos protagonistas da época assistindo isso tudo. E imagine o efeito daquela efervescência nas mentes criativas de hoje.

Ilha 70 relembra um período onde o mundo fervilhava e mostra a resposta da juventude de Floripa. Emociona ao mesmo tempo que nos ajuda a compreeender melhor o presente da cidade. Imperdível.


acervo Luc Costa

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caravana Toicinho

Atenção rapaziada antenada de Joinville, Jaraguá do Sul, Criciúma, Lages, Chapecó e Floripa! A dupla Guilherme Ledoux e Alan Langdon ( Equipe Pintô Sujêra) junto com José Rafael Mamigonian (Atalaia Filmes) está levando seu documentário Sistema de Animação para o SESC TOUR 2009.

De 9 a 14 de novembro, o filme será exibido em 6 cidades do Estado seguido de um grande show instrumental do Toucinho Trio, formado por Toucinho (bateria), Giann Thomasi (sax) e Fábio Carlesso (guitarra). Em TODAS as exibições a equipe do filme estará presente para um bate-papo com o público após a sessão.

Deixo o próprio Toicinho dar o recado agora:



Oportunidade imperdível e gratuita de conferir um mestre de rara musicalidade e ser humano ímpar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Hello crazy people!

The Big Boy Show (2004), de Leandro Petersen e Claudio Dager é um curta-metragem que traça a trajetória e influência de Big Boy, o cara que revolucionou o rádio brasileiro.



domingo, 14 de dezembro de 2008

Seo Francolino

E pra não dizer que a Fundação Municipal de Cultura deixou passar totalmente em branco o centenário de Franklin Joaquim Cascaes será lançada amanhã às 20 hs no Cineclube Nossa Senhora do Desterro, no CIC, o documentário Franklin Cascaes.

Produzido por Edina de Marco, José Rafael Mamigonian e Norberto Depizolatti, o filme de 30 minutos
faz parte da Série Alma de Artista, projeto da Fundação Franklin Cascaes.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Spinning Wheel




Hemp for Victory dizia o governo dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial para incentivar a plantação da erva milenar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Black and White


Cena de um dos documentários da série Martin Scorcese Presents The Blues. Aqui temos o reencontro do músico pioneiro Ike Turner e o lendário Sam Phillips, descobridor de Elvis Presley.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A História das Coisas ou A esperança é última que morre



Documentário porraço sobre o Sistema. Dublado. Dica do blog Saindo da Matrix.

Assistindo ele, me lembrei de uma música do Curumin. Canta ele assim:


" Todo mundo quer amor e paz na terra

Todo longe é perto da esperança

A esperança é a última que morre

Quem morre é o último a saber

Quem sabe qual é o dia da nossa morte

A esperança é uma coisinha pequenina

A esperança é a última que morre
"


Podem crer que vem gente bem melhor por aí. Um sinal é este post do Dauro, com um belíssima história dele com o filho Miguel, que não precisa assistir o documentário. Cosamalinda.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Dá-lhe!

Meus amigos Alan Langdon e Guilherme Ledoux ganharam um prêmio e tanto no 5º Catarina Festival de Documentário que aconteceu esta semana em Itajaí. O documentário da dupla, Sistema de Animação, levou uma menção especial concedida pelo júri da crítica especializada.

Segue trecho de um texto do jornalista Carlos Alberto Mattos, enviado do jornal O Globo, que foi publicado em seu blog no OGloboOnline:

Baterista genial ganha perfil no ritmo certo

Não se pode dizer que o Catarina Festival de Documentário seja um sucesso de público. A divulgação na cidade é precária, e o evento acaba sofrendo do mesmo mal que aflige tantos festivais de cinema de cidades pequenas e médias: a distância entre suas ótimas intenções e os resultados visíveis. Mesmo assim, a sessão oficial (embora não-competitiva) da noite de ontem teve gosto de festa. Após a exibição do bastante conhecido e saboroso curta A Maldita, de Tetê Mattos – que relembra a odisséia da Rádio Fluminense FM –, vimos o longa catarinense Sistema de Animação, uma ótima surpresa...




O cara começou bem mas depois falou umas indelicadezas desnecessárias, ou que pelo menos podiam ser ditas de outra forma. Tô certo ou tô errado?

Foto: Cássio Moura.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Memória da música pop catarinense


Com a devida autorização de seus autores o blog Esquerda Festiva traz para a internet um documentário histórico. O retrato de uma cena musical que sacudiu Floripa e Santa Catarina nos anos 90, da qual participei como idealizador, guitarrista e compositor da banda Phunky Buddha.

O vídeo Sete Mares Numa Ilha, lançado em 1999, foi parte de uma tese de doutorado da psicóloga social Kátia Maheirie que - junto com o jornalista André Gassen - analisou as reais conexões entre os "sete mares" da Ilha de Santa Catarina e a tentativa de se estabelecer uma cena a partir do trabalho de bandas com propostas diversas. Participam Dazaranha , Iriê, Stonkas y Congas, Tijuquera, Phunky Buddha, Primavera nos Dentes e Rococó. Esta última se tornaria o John Bala Jones.

Algumas lições para hoje, boas risadas e cenas levemente constrangedoras, incluindo o tombo de skate de Jorge Gómez que o afastou do contrabaixo por umas semanas.

Para situar um pouco.

No início dos anos 90 surgiu no atual bairro João Paulo em Florianópolis - então conhecido como Saco Grande - a banda Dazaranha que priorizou o repertório autoral e influenciou toda uma turma que gravitava pelo antológico Boulevard da Lagoa, pelo centro de artes da Udesc, festas no Morro do Badejo, Luau na Mole, Berro D'água, L'Equinox, Fly, Barulho do Mar e por outros pontos da boemia underground numa noite menos segmentada do que a atual.

Várias bandas surgiram tocando suas composições e logo havia um público cativo para muitas delas. Um bom exemplo do qual posso falar com propriedade foi o que se pode considerar o primeiro show oficial da Phunky Buddha. Numa noite em que fomos a única atração no Barzil na Lagoa da Conceição, estiveram presentes 470 pagantes. E na época só tocávamos nossas músicas e apenas um cover ou outro pelas apresentações que logo aconteciam por todo o interior do Estado e no Paraná.

E assim era com todas as bandas entrevistadas por Katita e Gassen. Como lembrou o Marcinho da Costa num papo outra noite no Célula, "naquele tempo a gente recebia uma porrada de telefonema para contratar shows e hoje só correndo atrás".

As bandas tocavam quase todos fins-de-semana em bares, eventos e festas. Esboçou-se um movimento mas não havia interação entre músicos, respaldo da mídia e a internet em seus primórdios era acessível para poucos.

Atualmente há um renascimento sobre bases mais sólidas. Santa Catarina é certamente um dos segredos mais bem guardados da música brasileira. Há uma efervescência nas ruas. Iniciativas pipocam pelo Estado. Em cada região alguns jovens empreendedores buscam consolidar um circuito para a música autoral catarinense. Esta é a nossa luta. Clube da Luta, Marcos Espíndola, Mundo 47, Válvula Rock, Célula, Barba Ruiva, Insecta, JB Pub, Tra-lá-lá, Devassa/Rocket/RaveMetal, Fancaria, Curupira, Psicodália, Rural Rock, Sol da Terra, Tschumistock e Transitoriamente
são alguns dos muitos outros festivais, bares, espaços culturais, músicos, jornalistas, produtores, blogueiros, fotógrafos, ativistas e entusiastas que movimentam o cenário.

Um agradecimento ao Jeco Thompson que me deu uma cópia digitalizada pois eu só tinha o original em VHS.

Divirtam-se. Lembrando que clicando na cruzinha você assiste o vídeo em tela cheia.



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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Magnetismo


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"Estamos assistindo uma série de experimentos científicos, o Universo em fluxo, ou um documentário ou mundo fictício?"


Ruth Jarman e Joe Gerhardt do Semiconductor Films passaram um tempo como artistas residentes no Laboratório de Ciências Espaciais da NASA na Universidade de Berkeley, Califórnia.

Com esta experiência e muito talento em som, animação e programação, eles realizaram Magnetic Movie, maravilhosas visualizações de campos magnéticos e ventos solares, as "forças invisíveis trazidas para a escala humana".

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Segunda chamada


Quem perdeu de ver nos cinemas dos shoppings Shine a Light, o documentário de Scorcese com os Rolling Stones, ainda pode assistir lá no Sol da Terra na Lagoa. Se liga que é um filmaço e fica em cartaz até quinta.

domingo, 11 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Stoned immaculate



Assisti ontem o documentário de Martin Scorcese - Shine A Light - com os Rolling Stones. Muito bom. Scorcese captou perfeitamente a vibe do grupo. O ponto alto é a participação de Buddy Guy na canção pró-maconha, Champagne & Reefer, composta por Muddy Waters. Tem um momento em que a camêra fecha o plano no rosto de Buddy e ele encara fixo durante alguns segundos. Foda.

A idéia inicial de Jagger & Cia era de fazer um documentário sobre a banda captando imagens de um mega-show, no caso o último show que a banda fez em Copacabana, no Rio. Scorcese os convenceu a abdicar desse formato para registrarem dois shows no Beacon Theater em Nova Iorque, um lugar mais intimista e onde o diretor colocou as camêras nas mãos de alguns dos melhores profissionais da fotografia de Hollywood.

Fui sozinho ver o filme e na fila do cinema observei que as poucas pessoas que estavam lá iam assistir ao Homem de Ferro, em sua maioria. Pensei cá comigo: "Cadê os roqueiros dessa cidade? ". Pois não é que encontro o Sérgio Negrão, meu camarada jornalista e vocalista do Quarteto Banho de Lua.

Na entrada damos de cara com outro rocker veterano, Maurício Alves, baterista da Gubas & Os Possíveis Budas, acompanhado de um amigo. Fomos os quatro e mais 15 pessoas testemunhar o documentário.

Como eu disse para o Negrão: " Esses sim são os homens de ferro".

E viva os desconto no ingresso às quartas.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Aí malandragem!

Documentário sobre Bezerra da Silva com diversas entrevistas com os compositores gravados pelo mestre. Sabedoria, suingue e malandragem esperta. Se liga.





domingo, 11 de novembro de 2007

Seja punk mas não seja burro




Na última quarta, dia 7 de novembro, Gastão Moreira lançou oficialmente em Florianópolis seu documentário Botinada- A Origem do Punk no Brasil com uma exibição na telona do Cinesystem no Shopping Iguatemi.

A sessão iniciou com uma falha na projeção e foi interrompida quando não havia se passado nem 1 minuto do início. Bem humorado Gastão levantou-se e declarou: " Tudo bem pessoal, obrigado. Era isso aí...". Algumas risadas e enfim...

Foram 77 minutos de um mergulho na cultura da juventude classe média baixa de São Paulo e ABC, onde o punk fermentou uma cena impressionante no fim dos anos 70 e início dos 80. A pesquisa de imagens e textos do Gastão foi profunda e deu um caráter bem abrangente ao documentário. E a edição de Raul Machado, num timing perfeito, destacou bem as declarações de diversos partipantes ativos do movimento: João Gordo, Redson do Cólera, Wander Wildner, Fábio do Olho Seco e muitos outros.

Dividindo a produção executiva e dando hilários depoimentos está Clemente da banda Os Inocentes, um dos protagonistas mais agilizados que escreveu num manifesto da época os objetivos dos punks brasileiros: "pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das onze, pisar sobre as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer".

Absolutamente indispensável esse qualificado registro do punk na história da música brasileira.