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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
I love the way she walks
Não dá pra descrever o impacto que eu tive quando assisti pela primeira vez o filme Blues Brothers. Essa cena é um dos melhores musicais do filme com John Lee Hooker interpretando Boom Boom. Let the boy boogie-woogie!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
"My life is like a train ride in fields of blue"
Koko Taylor se foi. Nascida Cora Walton na cidade de Memphis, Tennessee, em 28 de setembro de 1938, ela ganhou o apelido Koko dos garotos da vizinhança por gostar muito de chocolate.
Começou a cantar na igreja aos 15 anos e em 1953 mudou-se para Chicago onde acabou cruzando seu caminho com o do grande compositor e baixista Willie Dixon que a levou para a gravadora Checker, uma subsidiária da Chess Records.
Fiquem com este grande dueto dela com o mentor Willie Dixon e uma funkeira que conta com ninguém menos do que Buddy Guy na guitarra.
Koko Taylor & Willie Dixon - Insane Asylum
Koko Taylor - Yes It's Good For You
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Crazy sixties
Blues-rock deluxe com os hoje sessentões Jeff Beck, na guitarra, Rod Stewart no gogó e Ron Wood no baixo. Essa é a abertura de show do Jeff Beck Group na lendária casa de Bill Graham, o Fillmore East.
Graham era um produtor durão e visionário que tratava seus músicos com o maior respeito e exigia reciprocidade. Em troca os artistas em geral davam seus melhores shows no Fillmore East, no Fillmore East e em outras casas e festivais que tivessem o dedo de Graham.
Sorte nossa que seu arquivo foi para na mão do Wolfgang's Vault que disponibiliza esse e muitos outros shows.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Sal da terra
Uma canção para ouvir tomando seu café da manhã e partir pro dia de espírito elevado.
Townes Van Zandt - Where I Lead Me
Descobri o cara lá no blog Music Is Art.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Reverberando ao infinito
Rock, blues, soul e r&b de primeira. Trago esta pérola de 1998.
Duane Jarvis - A Girl That's Hip
terça-feira, 17 de março de 2009
Cryin' the blues

Esse cara é um dos bluesman mais emblemáticos e poderosos que conheço. Com seu vozeirão rasgado e o slide cheio de feeling Blind Willie Johson tinha grande influência do gospel e cantava temas bíblicos mas foi além da tradição religiosa e tornou-se um dos maiores músicos na técnica do slide.
Sua música de maior sucesso falava da crucificação de Jesus. Dark was The Night, Cold Was The Ground foi gravada em 3 de dezembro de 1927.
Blind Willie Johnson - Dark Was The Night, Cold Was The Ground
Ilustração: Robert Crumb
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Band of Gypsys
Foto: Eric UhlirEugene Hutch, o cigano-freak líder da banda Gogol Bordello, quando não está em turnê, vive no Rio de Janeiro onde se tornou figurinha carimbada da noite.
Na foto ele se apresenta no festival Austin City Limits 2008, que aconteceu de 26 a 28 de setembro último na cidade texana de Austin. Detalhe da camiseta do maluco: bandeira de Pernambuco.
O ACL teve uma escalação de sonho. Manja só uma palhinha do que rolou além do Gogol Bordello: Sharon Jones & The Dap Kings, Racounters, Gnarls Barkley, Black Keys, Robert Plant & Alisson Krauss, Beck, David Byrne, Antibalas, Manu Chao, The Mars Volta, Erykah Badu. A nata do rock e do pop feito hoje em dia.
A cidade texana tem uma longa tradição na música e ruas repletas de bares com shows.
Direto do magnífico blog The Corner, pilotado pelo jornalista, radialista e mestre pela Universidade do Texas em Estudos Latino-americanos, Thomas Fawcett.
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domingo, 24 de agosto de 2008
Alive and kicking!
Já comentei anteriormente sobre esse site supimpa, o Wolfgang's Vault. Eles ganham seu faz-me-rir vendendo artigos de memorabilia do rock e como chamariz disponibilizam na rede dezenas e dezenas de gravações de shows clássicos.
O acervo foi adquirido do espólio de grandes promotores de shows como Bill Graham, de gravadoras e de estúdios. O imenso arquivo vai de Cream e Crosby, Stills, Nash & Young, até The Clash e Miles Davis.
Cada show tem sua ficha técnica e uma pequena resenha.
Aí vão umas amostras:
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
It's Showtime!
Um tremendo show de Ike & Tina Turner na TV norte-americana. Quase dez minutos de energia vibrante, dança e arrepio.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Dose dupla
Duas das minhas últimas descobertas sonoras que recomendo para aquecer a saída para a noite de hoje, onde acontece o Clube da Luta na Célula, com Tijuquera, Da Caverna, Neno Miranda e John Bala Jones, além do internacional dj vidente Zé Pereira Raio Leisy.
Pra começar os malucões australianos do Watussi, um octeto multicultural de Sydney liderado pelo colombiano Oscar Jimenez. Funk-rock-afrobeat-latino da pesada.

E dos pântanos sonoros de New Orleans no espírito, mas baseado no Texas, pesquei Dan Dyer. Após duas décadas na estrada, o músico lançou seu segundo disco solo, gravado num estúdio construído numa antiga igreja de Austin. Soul voodoo, blues e a latinidade caribenha que abraça até a música brasileira com ótimas participações.
Numa primeira audição me veio à mente o nome de Lenny Kravitz. E no site oficial matei a charada. Lenny produziu e lançou por seu selo o primeiro disco de Dyer. Mas nesse caso a criatura superou o criador. Como diria o racional Tim Maia: "é coisa limpa, é coisa pura". Direto da fonte.

Pra começar os malucões australianos do Watussi, um octeto multicultural de Sydney liderado pelo colombiano Oscar Jimenez. Funk-rock-afrobeat-latino da pesada.
E dos pântanos sonoros de New Orleans no espírito, mas baseado no Texas, pesquei Dan Dyer. Após duas décadas na estrada, o músico lançou seu segundo disco solo, gravado num estúdio construído numa antiga igreja de Austin. Soul voodoo, blues e a latinidade caribenha que abraça até a música brasileira com ótimas participações.
Numa primeira audição me veio à mente o nome de Lenny Kravitz. E no site oficial matei a charada. Lenny produziu e lançou por seu selo o primeiro disco de Dyer. Mas nesse caso a criatura superou o criador. Como diria o racional Tim Maia: "é coisa limpa, é coisa pura". Direto da fonte.
terça-feira, 24 de junho de 2008
On Jack Tall Back?
Pintaram na rede algumas das músicas do novo álbum do Beck que deve sair no dia 8 de julho. Produzido por Danger Mouse, o disco promete.
Ouça em streaming a faixa Orphans.
Coisa que meu povo gosta.
Foto : Chad Wadsworth
sábado, 14 de junho de 2008
Réquiem
Eu tinha 15 anos e muita curiosidade sobre o blues quando comprei na empolgação um disco de vinil de Bo Diddley no sebo Lunário Perpétuo, que ficava no edifício Dias Velho, Centro de Florianópolis. O dono do sebo chamava-se Ênio e era idêntico ao personagem Stock do Angeli.Eu e toda uma geração de roqueiros compramos lá muitos bolachões que foram marcantes na nossa formação. Era um dos únicos locais onde se encontravam as coisas boas. No meu caso o Wheels of Fire do Cream, Hoje É o Primeiro Dia do Resto Da Sua Vida da Rita Lee/Mutantes e um disco que quase gastei de tanto ouvir, o Jimi Plays Monterey, um dos melhores álbuns ao vivo da história.
Mas voltando ao disco do bluesman recentemente falecido. Era uma reedição deste álbum que ilustra o post, lançado originalamente pela Chess Records e que saiu aqui numa série chamada Blues Anthology. A capa original era reproduzida na contracapa.
Este post homenageia o pai daquela batida diferente que influenciou tanta gente e me causou estranheza numa primeira audição. Mal sabia eu que o blues de Bo Diddley era só dele mesmo.
Ouça aqui:
Bo Diddley - Bo Diddley
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Muddy Waters sabia das coisas
Champagne & Reefer
Yeah bring me champagne when I'm thirsty.
Bring me reefer when I want to get high.
Yeah bring me champagne when I'm thirsty.
Bring me reefer when I want to get high.
Well you know when I'm lonely
Bring my woman set her right down here by my side
Well you know there should be no law
on people that want to smoke a little dope.
Well you know there should be no law
on people that want to smoke a little dope.
Well you know it's good for your head
And it relax your body don't you know.
Everytime I get high
I lay my head down on my baby's breast.
Well you know I lay down be quiet
Tryin' to take my rest.
Well you know she done hug and kiss me
Says Muddy your one man that I love the best.
I'm gonna get high
Gonna get high just as sure as you know my name.
Y'know I'm gonna get so high this morning
It's going to be a cryin' shame.
Well you know I'm gonna stick with my reefer
Ain't gonna be messin' round with no cocaine.
terça-feira, 13 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
The Blues is Alright
Esse vídeo é sensacional. Um moleque de 8 anos faz uma jam com ninguém menos que Buddy Guy e quebra tudo! Quinn Sullivan é o nome dele.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Blue Monday
Nos tempos pré-internet eu era ávido por qualquer coisa com um toque bluesy que pintava.Momento massa número 1: Em 1989 a extinta Rádio União FM de Floripa se linkou à Eldorado de São Paulo que transmitia o Festival de Blues de Ribeirão Preto ao vivo. Eu dava o play-rec no meu ghettoblaster, gravava altos shows e no intervalo descobri Albert King, Magic Slim, Freddie King, Buddy Guy.
Momento número 2: Assistir em alguma madrugada da minha infância a enlouquecida comédia de John Landis, The Blues Brothers. Jon Belushi e Dan Aykroyd mandando brasa ao lado de um elenco de figuras como James Brown, John Lee Hooker, Aretha Franklin e Ray Charles. Antológico. Descobri o soul, um sentimento bom que a gente quer que dure o máximo que puder.
Momento número 3: O lançamento do filme Encruzilhada (Crossroads,1986), baseado na biografia de Robert Johnson. Tá certo que no duelo final o cara ganha tocando música clássica mas o quente mesmo era o Ry Cooder, responsável pela trilha sonora, que continha uma pérola como essa:
Ry Cooder - Somebody's Calling My Name.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
The Light
Uma das grandes cenas do fabuloso filme The Blues Brothers de John Landis: James Brown interpretando o reverendo Cleophus. Foi um dos primeiros contatos que tive com a música do mestre e sempre me deixou arrepiado. Mr Dynamite dá um show!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Guitar hero

Acabei de ler a autobiografia de Eric Clapton. Vivendo a melhor época de sua vida, ao lado da esposa Melia e das três filhinhas, o grande guitarrista abriu o verbo e conta tudo sobre a vida de sexo, drogas e blues.
Deixo vocês com o parágrafo que encerra o livro:
"A cena musical como a vejo hoje é pouco diferente de quando eu estava crescendo. Os percentuais são aproximadamente os mesmos: 95% de lixo e 5% puro. Contudo, os sistemas de marketing e distribuição estão no meio de uma enorme guinada, e por volta do final desta década creio ser improvável que qualquer uma das gravadoras ainda esteja no negócio. Com todo o respeito a todos os envolvidos, isto não seria grande perda. A música sempre vai achar um caminho até nós, com ou sem negócios, política, religião ou qualquer outra baboseira ligada a ela. A música sobrevive a tudo e, como Deus, está sempre presente. Não precisa de ajuda, e não é obstruída. Ela sempre me encontrou e, com a benção e permissão de Deus, sempre haverá de encontrar".
domingo, 16 de dezembro de 2007
Ike Turner 1931-2007

Morreu nesta quarta, 12 de dezembro , aos 76 anos, o compositor, pianista e guitarrista Ike Turner.
Ao gravar pelas mãos de Sam Phillips o compacto "Rocket 88" em 1951 aos 19 anos, quando já liderava sua própria banda os The Kings of Rhythm, foi considerado um dos pioneiros do rock'n'roll.
O jovem bandleader Ike Turner foi apresentado à Sam do Sun Studio por ninguém menos do que B.B. King. Little Richard se referia a ele como " O Cara".
Em 1959 conheceu a jovem Ann Mae Bullock, mudou o nome dela para Tina Turner e transformou-a em cantora, dançarina, sua parceira de banda e mulher.
Tiveram um relacionamento turbulento que terminou em 1976 e apesar da lamentável história que ficou do casal, fato é que apresentavam um espetáculo tão sensacional que foram convidados a abrir uma turnê dos Rolling Stones. Na ocasião um ainda tímido Jagger aprendeu a dar um show com Ike, Tina e as Ikettes.
Ganharam Grammys, milhões de dólares e Ike cheirou tudo. Mas seu maior vício era mesmo a música. Ele a banda passavam dias trancados no estúdio/mansão do músico lapidando os souls, funks, blues e rocks que estremeciam os palcos e vendiam compactos aos montes.
Um dos tecladistas do Ike & Tina Turner Revue, o músico Steve Leigh criou uma seção no seu fantástico site para homenagear Ike. Steve conta a sua versão da história num papo reto e bem legal. Como ele diz: " eu não ouvi, eu estava lá".
Em uma das últimas entrevistas dadas à Associated Press, Ike desabafou: " Eu sei quem eu sou dentro do meu coração. E apesar de tudo que eu fiz, de bom e de ruim, sei que isso tudo foi que me fez ser quem eu sou hoje."
Na mesma entrevista ele declarou também: " Você pode perguntar para Snoop Dog ou Eminem, você pode perguntar para os Rolling Stones ou Clapton, ou você pode peguntar para qualquer um — qualquer um. Todos sabem da minha contribuição para a música".
Antes de falecer, ele que já fazia parte do Hall da Fama do Rock and Roll, obteve em 2007 mais um reconhecimento ao seu talento e influência: um Grammy com o disco Risin' With the Blues.
Descanse em paz.
Ouça aqui um dos melhores singles da dupla Ike & Tina: It's Gonna Work Out Fine .
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