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sábado, 17 de janeiro de 2009
Em proveito de todos os seres
Em sua passsagem pelo Brasil em julho de 2007, o mestre Yongey Mingyur Rinpoche deu uma entrevista ao Fantástico. Vale a pena conferir a matéria.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Ensaio sobre a cegueira
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
"Virá que eu vi..."

"Não houve apenas um Buda. No passado, houve incontáveis despertos. Na era do universo presente, mil Budas vão aparecer. Em eras futuras, um número incontável de Budas vai surgir".
Tulku Urgyen Rinpoche (1920-1996)
Via Samsara.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Ignorância
Aqueles que confundem o não-essencial como sendo essencial
E o essencial como sendo não-essencial,
Abrigando pensamentos incorretos,
Jamais chegam ao essencial.
Dhammapada 1 | 11
Via Samsara
sábado, 7 de junho de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
I, me and myself
O Buda descreveu o que chamamos de "eu" como um conjunto de elementos agregados de mente e corpo, que funcionam de maneira interdependente, criando a aparência de mulher ou homem. Nós, então, nos identificamos com essa imagem ou aparência, fazendo dela "eu" ou "meu", imaginando que ela tem alguma auto-existência inerente.
Por exemplo, acordamos de manhã, olhamos no espelho, reconhecemos um reflexo e pensamos "OK, sou eu de novo". Então, adicionamos todo tipo de conceito a essa sensação de "eu": sou mulher ou homem, tenho tantos anos, sou uma pessoa feliz ou infeliz, e a lista continua.
Quando examinamos nossa vivência, contudo, vemos que não há nenhum ser central a quem ela se refere. Em vez disso, são simplesmente fenômenos vazios se desenrolando. Vazios no sentido de que não há ninguém particular por trás dos fenômenos surgindo e mudando.
Um arco-íris é um bom exemplo disso. Vamos para fora após uma tempestade e sentimos aquele momento de deleite quando surge um arco-íris no céu. Na maioria das vezes, simplesmente curtimos a visão sem investigar a natureza do que está acontecendo. Mas quando olhamos mais profundamente, se torna claro que não há nenhuma coisa chamada "arco-íris", separada das condições particulares do ar, umidade e luz.
Cada um de nós é como esse arco-íris: uma aparência, uma aparição mágica, surgindo de nossos vários elementos de mente e corpo.
Joseph Goldstein
Via Samsara.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Cada um, cada um
"Um peixe nada no oceano e -- independente de quão longe nade -- não há fim para a água. Um pássaro voa no céu e -- independente de quão longe voe -- não há fim para o ar. Contudo, o peixe e o pássaro jamais deixaram seus ambientes. Quando as atividades deles são amplas, seu campo é amplo. Quando as necessidades deles são pequenas, seu campo é pequeno. Assim, cada um cobre totalmente sua área, e cada um experimenta completamente sua realidade. Prática, iluminação e pessoas são assim".
Zen Master Dogen, em "Moon in a Dewdrop".
Via Samsara.
Zen Master Dogen, em "Moon in a Dewdrop".
Via Samsara.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
É tão simples

O que acontece quando não nos soltamos? Na Ásia há uma armadilha astuta para capturar macacos. As pessoas esvaziam um côco, colocam algo doce dentro e fazem um buraco na parte de baixo -- do tamanho exato para o macaco enfiar sua mão aberta, mas pequena demais para ele retirar a mão fechada. Eles prendem o côco a uma árvore, o macaco vem e fica preso.
O que o mantém preso? Apenas a força do desejo, de se segurar, do apego. Tudo que o macaco tem a fazer é soltar o doce, abrir sua mão, deslizá-la para fora e ser livre. Mas apenas um macaco muito raro irá fazer isso.
Joseph Goldstein, em "Transforming the Mind, Healing the World , via Samsara.
sábado, 6 de outubro de 2007
O inferno são os outros

Não somos crianças inocentes vitimadas por um grande mundo malvado. Se nosso mundo é grande e mau, nós o fizemos dessa maneira. Isso é o que o Buda ensinou. O "outro" é um bicho-papão infantil, a projeção de nossos próprios medos em um objeto assustador de nossa imaginação, que nos aterroriza. Nossa ignorância é não ver que nós somos o outro. Não podemos nos permitir confundir inocência com essa ignorância.
A violência não é um objeto permanente, imutável e fixo. É um estado da mente, uma expressão da ignorância. Não tem mais solidez que uma nuvem. Não podemos lançar um ataque frontal na violência. Mesmo proteger a nós mesmos disso abastece sua existência de bicho-papão. Mas o Buda ensinou que podemos mudar.
Essa foi sua boa notícia: existe uma maneira de aliviar o sofrimento através da libertação de nossas mentes da cobiça, raiva e ignorância. Mas até que entendamos os modos como somos Oklahoma City, as bombas e os filhotes de ursos, as vítimas e os violadores, continuaremos a acusar os "outros", sempre proclamando nossa inocência e fugindo de nossas responsabilidades.
Helen Tworkov, em "Tricycle: The Buddhist Review, Vol. V". Via Samsara.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Phunkybuddhismo
Apesar de sentirmos amor e afeição pela nossa família e amigos, no momento da morte embarcamos sozinhos para um lugar desconhecido. Temos repetido a mesma experiência em todas nossas vidas passadas, deixando para trás todos conhecidos e abandonando nossas posses.
Não importa quanta felicidade e abundância tenhamos reunido neste tempo de vida, isso é tão insubstancial quanto o que sonhamos na noite passada. Entender que nada dura, que tudo passa como um sonho, é entender a impermanência e a morte.
Se simplesmente fosse o caso de que nossa vida acaba no nada, como água que secou ou uma chama se extinguindo, seria perfeito. Não haveria nada para se preocupar. Mas sinto muito em dizer que não é assim; porque nossa consciência não é algo que pode morrer.
Após a morte, somos forçados a vivenciar o efeito de nossas ações cármicas passadas. Devido à ignorância, temos vagado infinitamente no samsara, incapazes de nos libertarmos, continuamente circulando entre os três reinos inferiores e os três superiores, um após o outro. Para nos libertarmos dos seis reinos da existência samsárica, temos que praticar o Dharma sagrado agora, enquanto temos a chance.

Tulku Urgyen Rinpoche
Via Samsara
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