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domingo, 17 de maio de 2009

Nosce te ipsum

"Os homens que governam o mundo prometem isto e aquilo, liberdade, honra, segurança e - trabalho. Suas promessas são vazias e têm se provado vazias sempre. Mas os homens vazios gostam de promessas vazias. O homem que aconselha:" Olhe para você mesmo, o poder está dentro de você!" é visto como um sonhador e um louco"


Henry Miller no prefácio de Naufrágios & Comentários, livro do explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca.

Cabeza de Vaca naufragou na Flórida em 1527 e por dez anos caminhou descalço e nu até chegar ao México.

Em 1541 foi nomeado governador do Rio da Prata e parou na Ilha de Santa Catarina onde viveu por alguns meses e daqui partiu a pé rumo à Assunção numa viagem onde descobriu as Cataratas do Iguaçu.

Um personagem e tanto. Cabeza de Vaca chegou à América disposto a conquistar pela " bondade, e não pela matança".

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Em nome do imperador


Esta foto de Yasushi Nagao lhe rendeu um prêmio Pulitzer em 1961. É o momento do segundo golpe de espada que o estudante Otoya Yamaguchi de 17 anos, membro de um grupo ultranacionalista de direita, desferiu contra o líder do Partido Socialista de Japão, Inejiro Asanuma.

O dia era 12 de outubro de 1960 e Asanuma morreu antes de chegar no hospital. Neste impressionante vídeo o primeiro golpe ( Aos 1:13) :






Via Inner El Pendejo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Caminante no hay camino..."




Eu não chegaria a afirmar como o Fábio Bruggemann que a elite catarinense "é a pior o mundo". Mas do Brasil chega perto.

Nesta entrevista como convidado do Conversas de Sábado na TvCom, ele lembra de um fato cultural simbólico que é o atraso de 30 anos de nossa terra em relação ao mundo. Isso por conta do conservadorismo e moralismo da sociedade catarinense.

O amigo Fábio cita o surgimento do Grupo Sul tentando trazer a Semana de Arte Moderna de 22 para cá...30 anos depois. O coletivo de jovens artistas, que incluia talentos como Meyer Filho, Hassis, Eglê Malheiros, Salim Miguel, Adolfo Boos Jr e Ody Fraga, foi muito hostilizado. Depois do golpe de 64 a livraria que Salim Miguel tinha no Centro, foi quebrada e os livros queimados em praça pública. É mole?

Uns dois anos atrás Salim escreveu sobre o episódio num artigo de jornal e falou que um dos mais inflamados no papel de inquisidor ainda estava na vida pública.

Na época eu morava no mesmo prédio que o escritor e sua esposa, a também escritora Eglê Malheiros e volta e meia os encontrava em suas caminhadas. Quando os vi no portão do condomínio cumprimentei-os e não resisti à curiosidade de perguntar quem era o cidadão incendiário.

Salim só me disse que era um que não valia a pena e ficamos nos olhando, ele deu um sorriso e seguiu no passeio.

sábado, 17 de maio de 2008

Aniquilado


A justiça chilena encerrou o caso que investigava a morte do cantor e compositor Victor Jara, assassinado em 1973 nos primeiros dias após o golpe que depôs o presidente Allende. O juiz Juan Fuentes Belmar terminou o processo com um único culpado: o coronel da reserva do Exército Mario Manríquez Bravo.

A frustração foi grande pois nem mesmo a identidade do "Príncipe", indicado por testemunhas como o autor do assassinato de fato, foi revelada.

O músico foi morto à bala após ter tido as mãos decepadas. Dizem que o militar que o matou gritava para que tocasse assim.

Victor Jara era comunista e uma espécie de "Geraldo Vandré" chileno. Era filho de camponeses de origem mapuche. Foi detido no dia do golpe, pego de surpresa na Universidade de Santiago e levado ao Estádio Nacional ( que hoje leva seu nome) onde foi morto no dia 16 de setembro de 1973.

Via Crítica de Buenos Aires.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

"Debaixo do asfalto tem uma praia"

Segundo capítulo de um especial sobre maio de 68 produzido pela Globonews.

O assunto é a rua. As manifestações ao redor do mundo, a revolução sexual, o rock'n'roll, as drogas, as ditaduras, as greves, os protestos. Dois dos diversos entrevistados são o historiador Eric Hobsbawn e o ex-presidente Fernando Henrique, que estavam em Paris naquele ano. 23 minutos de duração.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vista da Ilha de Santa Catarina




Esta é a primeira imagem documentada da Ilha de Santa Catarina, feita por um artista francês que aqui passou junto da expedição de Jean François Galaup de La Pérouse, em 1785.

A maior parte dos desenhos se perdeu no naufrágio que deu fim à expedição. Salvaram-se porém, quatorze registros, nove dos quais gravados no Atlas publicado com os documentos da expedição de La Pérouse.

sábado, 3 de maio de 2008

"Acabareis todos por morrer de conforto"

Folha Online - O movimento de 1968 pelo mundo foi sufocado pelos governos da época. O que restou dele que dura até hoje em dia?

Carneiro- Olha, em primeiro lugar, eu concordo que houve uma derrota imediata dos movimentos, que foram violentamente reprimidos, com centenas de mortos. No caso da França foram poucos mortos, mas houve um ordenamento do governo. Nos Estados Unidos, houve uma repressão brutal, muitos mortos, e o Nixon conseguiu se eleger. No entanto, o movimento teve uma espécie de vitória em longo prazo. Houve conquistas imediatas, sobretudo na França, que serviram até mesmo para neutralizar as manifestações, por meio do aumento salarial e de várias concessões na administração universitária. Mas as grandes conquistas talvez sejam no âmbito ideológico, e até simbólico, que instaurou uma política cultural alternativa. As reivindicações feministas, dos direitos dos homossexuais, das minorias étnicas raciais, como os negros nos EUA, ou os indígenas e etc., todas essas questões se tornaram centrais, inclusive a ecológica. Ocorreu uma espécie de despertar de uma geração que passou a colocar novos assuntos na agenda política. Também houve o movimento psicodélico, questionando a proibição das drogas e a existência de outras legais, como o tabaco e o álcool. Acho que isso resultou em uma reivindicação de democracia cultural.


Trecho da entrevista com o professor Henrique Carneiro, da Faculdade de História da USP que está num caderno especial sobre o maio de 1968 publicado pela Folha. 40 anos da revolta jovem na França e pelo mundo.

No Brasil tudo começou já em março daquele ano, quando a Polícia matou o estudante Edson Luís no Rio de Janeiro. E em outros países os jovens também saíram às ruas antes da França.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Deu no New York Times

O famoso jornal norte-americano abriu já faz algum tempo seu arquivo na rede. Fui lá pesquisar notícias sobre Florianópolis e encontrei esta do dia 7 de setembro de 1895:





quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Memória catarinense

Dois momentos do mesmo local. Hoje o Horto Botânico da UFSC




Na década de 30, uma fazenda no bairro Trindade.




Post inspirado no Carlos Damião e seus foto-testes. Através deles descobri o interessante site do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.