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domingo, 22 de maio de 2011

Só filé

Foto: Carlos Kilian

Samambaia Sound Club e Curumin, em mais uma edição do Clube da Luta, fizeram uma grande noite ontem na Célula.

Começou um pouco tarde é verdade. SSC subiu ao palco lá pela 1h da manhã e saiu lascando uma versão desconstruída de D.M.L.U que ficou bem legal. Mas não deixo de pensar que deveriam trocar o nome da banda e seguir em frente. A guinada para o rock inglês que deram após a saída do guitarrista Marco Antônio "Jaguarito"e do vocalista Jean Mafra, tornou-os uma outra banda, bem distante dos grooves com os quais se tornaram conhecidos.

Curumin se redimiu pela última apresentação no Clube da Luta, quando afônico recorreu à convidados para completar o show. Dessa vez com a garganta em dia, iniciou com o hit Compacto e não parou mais, emendado um groove atrás do outro. E como toca bateria esse cara! Um puta groove setentista que vai do sambão ao funk.

Muito legal ver também a participação do Coletivo Cardume Cultural, juntando forças à resistência.

Fui para casa elevado.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Direto pra cabeça



Foto: Nino Andres

Uma versão ao vivo no estúdio de Compacto por Curumin. Gravada no Daytrotter Studio em Rock Island, Illinois nos EUA em 18 de julho de 2009.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A linha evolutiva do iê-iê-iê



Arnaldo Antunes acabou de lançar um belo disco - Iê Iê Iê - produzido por Fernando Catatau e conta com uma superbanda com Chico Salem (violão e guitarra), Betão Aguiar (baixo) e Marcelo Jeneci (teclados) e Edgard Scandurra na guitarra e Curumim na bateria..

Olha eles aí no programa Altas Horas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Neotropicalismo


Lucas Santtana soltou mais uma música na rede. A regravação de "Amor em Jacumã", de Dom Um Romão e Luiz Carvalho, que saiu originalmente no LP Hotmosphere, gravado por Dom Romão nos EUA.

Neotropicalismo total. Me lembrou do disco londrino de Gil, de 71, e do Transa. Bebeu nessa fonte e misturou a adubada certeira de Buguinha que psicodeliza a faixa magistralmente.

A turma envolvida é da pesada. Buguinha Dub na co-produção, Curumin, batucando um violão e Ricardo Dias Gomes no baixo.

Mais detalhes sobre a história dessa climática gravação no Diginóis.

Lucas Santtana - Amor em Jacumã

domingo, 12 de abril de 2009

Chase The Devil

Uma bela lua cheia iluminava o céu limpo de outono. 10 de abril, noite de sexta e casa abarrotada na Célula. Clube da Luta recebeu o músico Curumin para uma grande festa ao lado de Samambaia Sound Club e Da Caverna.

Os irmãos Zimmermann se incumbiram de iniciar os trabalhos com um show energético de rock puro. Com a pista lotada desde cedo eles animaram e se animaram por 30 minutos que passaram muito rápido.

E entra a Samambaia Sound Club afiada e concisa. A rapaziada mesclou algumas novas composições ao seu show e botou pra chacoalhar. Esse ano sai disco novo da banda e pelo que já ouvi vem aí uma pedrera cheia de hits.

Então veio o Curumin. Guerreiro que é subiu ao palco mesmo estando completamente sem voz numa rouquidão de dar dó. The show must go on. Começou de leve e foi trazendo a turma toda pra dar um help nos vocais enquanto ele mandava brasa na bateria e no MPC. O guitarrista de Anelis Assumpção - que também se juntou ao coro depois - entrou e mandou ver na rima em Mal Estar Card com o Curumin tal qual um Max Cavalera. A galera deu um reforço no refrão e assim seguiu o show.

Ao anunciar a terceira música Curumin perguntou: Alguém aí sabe cantar Compacto? Foi a deixa para o Caio Cezar ( na foto), da Coletivo Operante, subir e mandar o hit do segundo disco do músico paulistano.

Daí em diante Anelis Assumpção puxou o cordão do reggae e dub e a noite seguiu na jamaican vibe.

Após os shows o bailinho com o DJ Zé Pereira seguiu animadíssimo. Quase 5 horas e a galera resistente não arredava o pé quando André Guesser segurando as cortinas do palco anunciou que se não fossem embora seria solto o macaco! E ele veio. Daniel, baixista da SSC, saiu do placo urrando e caminhando tal qual um gorila selvagem numa imitação impecável que arrancou aplausos calorosos dos presentes. Fecha a cortina.

Foto: Carlos Kilian

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sexta ele tá no Clube da Luta



Essa peguei lá do esquemado Matias. Participação do Curumin no projeto Recess Sessions patrocinado pelo Morgan Group, uma cadeia de hotéis. Eles chamam um cineasta ou documentarista independente para entrevistar um músico em um dos hotéis da rede. Curumin foi filmado por Vincent Moon, no Royalton Hotel em Nova Iorque.

Esta é a segunda parte da sessão onde o músico é entrevistado e faz uma boa apresentação do seu trabalho.

No ano passado ele lançou o melhor disco brasileiro de 2008 sem dúvida nenhuma. Japan Pop Show é suíngue, malemolência, boas letras e sonoridade vintage quente que desce macio.

Esta semana Curumin volta à Floripa e dessa vez se apresenta no Clube da Luta ao lado de Samambaia Sound Club e Da Caverna na próxima sexta, 10 de abril. Nem preciso dizer que é imperdível né. Bora lá fazer contato e engrossar o caldo do mocotó.

Segue um aperitivo.

Curumin - Compacto

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sambito


O boa praça Curumin ( na foto com alguns dos membros do Clube da Luta SC) retorna à Floripa para tocar ao lado de outros novos artistas brasileiros da pesada como Céu, Bnegão, Anelis Assumpção e Beto Villares no festival Conexão Sul Floripa 2009 que rola nos dias 9, 10 e 11 de janeiro.

Mais informações no belo site do evento.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Elza aderiu



Ontem tive uma noite memorável. Após mais uma edição do Lero-lero Musical na Livraria Saraiva - onde fui agraciado com uma singela homenagem pelos serviços prestados à causa e participação - estive no CIC onde vi e ouvi a genial Elza Soares. Que energia minha gente! Aos 71 anos estava serelepe e fez o teatro chacoalhar ao som de sua voz rouca e cheia de sentimento acompanhada da nata dos músicos de Florianópolis e - no fim dos show- das velhas guardas de 3 escolas de samba da Capital.

No camarim, eu e o Zé Pereira fomos recebidos pela cantora que se entusiasmou com o Clube da Luta. Segundo Elza tá todo mundo na luta. Disse ela ainda que deveríamos tê-la avisado antes do show pois ela teria dado um grande recado no palco. Enfim, valeu demais. Ainda pudemos dar um beijo naquela face abençoada.

E não acabou. Ainda no embalo da boa música e vibrações positivas partimos em caravana rumo à Lagoa para assistir o show de Curumin e continuar nossa viagem na linha evolutiva da música popular brasileira.

Chegando ao John Bull, local do show, ouvi as melhores impressões possíveis sobre a apresentação da Samambaia Sound Club que abriu a noite e deixou o Curumin nos cascos. Vai ser funk assim lá na casa do chapéu. O cara manda ver na bateria e canta com muito suingue. Aquela cruza malandra de Trio Mocotó com Stevie Wonder. Nosso grupo, formado por este que vos escreve, Júlia Eleguida, Zé Pereira, Shei, Alexandre Luz e o Gil ( proprietário do Blues Velvet) se esbaldou e caiu na dança.

Em grande momento o BNegão, que havia se apresentado no mesmo local na noite anterior, deu uma canja excelente em Caixa Preta - faixa do álbum Japan Pop Show de Curumin onde o rapper carioca deu uma palha - e pegou a guitarra para mandar tudo pro espaço em Funk Até o Caroço. O reduzido público não se intimidou e caiu no groove.

Vacilões, se liguem que no sábado o Curumin faz um show extra no Vecchio Giorgio.

UPDATE: Maquinhos Espíndola tascou em seu blog um relato da jornalista Maristela Amorim que estava no camarim e, junto com o fotógrafo Fernando Willadino, registrou o momento em que eu e o Zé encontramos Elza.