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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sincronia


Tinha visto essa no site do Arnaldo Branco ontem e o sempre antenado Marcos Espíndola repercutiu hoje na Contracapa:

O ilustrador Arnaldo Branco teve uma tirinha da sua seção Mundinho Animal vetada pela direção do site G1. A justificativa é de que se tratava de uma "apologia à pirataria". Argumento reles bizarro eu diria, até porque a dita tira brincava (o que é a essência do gênero) com o discurso das campanhas contra a pirataria que afeta a indústria da música e do cinema. Assunto aliás dos mais polêmicos e que não encontra um denominador comum, quanto mais para impor um ato de censura. Tudo bem, assim como baixar música da internet é crime, a gente também faz de conta que experimentamos a plenitude da liberdade de imprensa nesse país. Depois eu conto aquela do papagaio!
Falou e disse.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Verdade inconveniente




Esta ilustração é um pedacinho da coluna Mal Necessário do Arnaldo Branco, publicada na revista Zé Pereira #3.

No site/blog da publicação, Eduardo Souza Lima escreveu hoje:

Ninguém neste país jamais foi preso por crimes no trânsito. Você pode encher a cara e depois atropelar um bando de incautos que não vai dar em nada. Também pode bater na sua mulher que ninguém vai meter a colher. Mas fumar um baseado ou vender um comprimido para um amigo maior de idade pode dar cadeia. Quem decide que substâncias um cidadão que paga impostos pode ingerir? Quem decide quem é criminoso ou cidadão de bem? Se o sujeito comete um delito sob a ação de drogas, que seja processado - como seria quem fizesse o mesmo de cara limpa. Sejamos adultos e responsáveis. Ao Estado cabe educar e punir quem atentar contra outrem. Botar a culpa no usuário é uma saída covarde. Assassinar traficantes é crime. Deixemos de hipocrisia. Quando o assunto é droga, só uma questão importa: é uma violência contra os direitos individuais proibir o cidadão de fazer o que bem entender com os próprios corpo e mente. E violência gera violência. Simples assim. O resto é conversa de sociólogo para boi dormir.