Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 14 de novembro de 2009
Amor natural
A língua lambe
A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.
Carlos Drummond de Andrade
A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
...
A lei do quão
Deve ocorrer em breve
uma brisa que leve
um jeito de chuva
à última branca de neve.
Até lá, observe-se
a mais estrita disciplina.
A sombra máxima
pode vir da luz mínima.
Paulo Leminski
Foto: Dico Kremer
terça-feira, 20 de maio de 2008
Cruz e Souza
Lésbia
Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
planta mortal, carnívora, sangrenta,
da tua carne báquica rebenta
a vermelha explosão de um sangue vivo.
Nesse lábio mordente e convulsivo,
ri, ri, risadas de expressão violenta
o Amor, trágico e triste, e passa, lenta,
a morte, o espasmo gélido, aflitivo...
Lésbia nervosa, fascinante e doente,
cruel e demoníaca serpente
das flamejantes atrações do gozo.
Dos teus seios acídulos, amargos,
fluem capros aromas e os letargos,
os ópios de um luar tuberculose...
quarta-feira, 14 de maio de 2008
"Cocktail Party"
Não tenho vergonha de dizer que estou triste,Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas:
Estou triste por que vocês são burros e feios
E não morrem nunca...
Minha alma assenta-se no cordão da calçada
E chora,
Olhando as poças barrentas que a chuva deixou.
Eu sigo adiante. Misturo-me a vocês. Acho vocês uns amores.
Na minha cara há um vasto sorriso pintado a vermelhão.
E trocamos brindes,
Acreditamos em tudo o que vem nos jornais.
Somos democratas e escravocratas.
Nossas almas? Sei lá!
Mas como são belos os filmes coloridos!
(Ainda mais os de assuntos bíblicos...)
Desce o crepúsculo
E, quando a primeira estrelinha ia refletir-se em todas as poças d'água,
Acenderam-se de súbito os postes de iluminação!
Mário Quintana
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Uroboro

Poema visual de Avelino de Araújo. Via Poema/Processo 1967.
* para ser lido ouvindo "A Face do Destruidor" dos Titãs, álbum Cabeça Dinossauro de 1986.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Tempos de terra devastada
Um respiro de poesia nesse mar de caretice que assola o planeta e que cresceu muito depois de 11 de setembro de 2001. Do blog Por Um Punhado de Comida.
Up to Date
Antigamente, as pessoas eram mais modernas.
Up to Date
Antigamente, as pessoas eram mais modernas.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)

