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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Alea jacta est



"Para qualquer brasileiro a data seria inesquecível - dia 06 de setembro à noite embarque no aeroporto do Galeão e dia 7 de setembro, às sete da manhã, chegada em Nova Iorque (1964). No anoitecer do dia 6, no terraço do apartamento de minha tia no Rio de Janeiro aconteceu algo que além de ter-me tocado profundamente ficou marcado pro resto da minha vida. De repente, em meio a toda agitação natural de qualquer viagem de "primeira vez" para Nova Iorque, me vi sozinho no terraço. Envolto na linda noite carioca me perguntava que loucura era aquela que me atirava num foguete em direção aos Estados Unidos?

Uma passagem de ida e volta pela Varig, 50 dólares (emprestados) no bolso e mais uma promessa de 500 dólares do Itamarati. Era uma aventura mesmo! Mas por quê? - se ao menos eu tivesse uma dica, um sinal... Foi aí que uma doce estrela cintilante riscou o céu azul marinho como que me dizendo "vai que é quente". Eu fui e a estrela estava certa"


Luiz Henrique Rosa

* Post dedicado ao amigo Jaguarito.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Classe é isso aí




Jimmy Smith, mestre do Hammond em 2 músicas de uma aparição no programa Jazz Scene USA, apresentado pelo cantor Oscar Brown Jr. Oscar foi parceiro de Luiz Henrique no musical de extremo sucesso Joy e em um LP, Finding a New Friend .

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

"No Balanço do Mar"

Sérgio da Costa Ramos publicou um belo texto sobre Luiz Henrique no DC na segunda passada. E destaco uma frase:


"A Ilha não se embala com um único gênero. A Ilha é Pop, mas também é erudita. A Ilha é folclore, mas também é a elaborada erudição de um José Brasilício de Souza, um Edino Krieger".

domingo, 19 de agosto de 2007

Viva a arte catarinense



E não custa relembrar que nesta segunda, 20 de agosto, haverão duas sessões gratuitas de pré-estréia do documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, de Ieda Beck, no CIC - Centro Integrado de Cultura em Florianópolis.

É um importante registro de um músico fenomenal, desconhecido em sua terra e admirado ao redor do mundo. O filme e junto com ele o relançamento, pela família, do disco Mestiço são uma oportunidade e tanto para que Luiz Henrique seja mais conhecido e ouvido.

E o álbum relançado pela família tem a capa feita por outro genial artista florianopolitano, Hassis. Este foi um importante membro do Grupo Sul, que movimentou a arte catarinense ao trazer o modernismo para cá nos anos 50(!).

Hassis se tornou conhecido como pintor e ilustrador mas gostava de fazer experimentos com super8 sensacionais. Ele pintava e raspava direto no negativo criando obras magníficas, como o filme Batucada.

Em outro ele faz uma homenagem à Florianópolis que tem como trilha Luiz Henrique no violão. E a música é absurda. O cara simplesmente esmerilha nas 6 cordas. Batidas percussivas, solos oitavados, slides, o diabo. É um Luiz Henrique nunca registrado em um do seus discos.

Assisti esses vídeos pois foram incluídos no documentário Hassis – Um AutoRetrato Imaginado, uma autobiografia Inventada – de Marco Martins e Ricardo Weschenfelder, lançado em 2005.

Um pouco da obra de Hassis segue neste vídeo:


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

"Lá de Florianópolis..."




O bróda Espíndola avisou ontem da boa nova. Enfim poderemos assistir o documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, de Ieda Beck na próxima segunda-feira, no CIC. A pré-estréia ocorrerá em duas sessões, gratuitas, às 19h30min e 21h.

Pra quem não conhece, Luiz Henrique começou nas rádios de Florianópolis nos anos 50, partiu para o Rio de Janeiro, se enturmou no Beco das Garrafas, foi para New York, gravou pela Verve e voltou para Floripa onde morreu em 1985 num acidente de carro.

De volta pra casa, lançou em 1975 pelo próprio selo Itagra Discos, o LP Mestiço. O disco é repleto de misturas do jazz-rock, do funk com suas raízes bossa-novistas. Pra acompanhá-lo olha só o naipe do time convocado: J.T. Meirelles, Edison Machado, Luizão Maia, Tenório Jr ( que foi assassinado pela ditadura argentina ) e o baterista Paulinho Braga, aquele que recebeu o seguinte comentário de Tom Jobim para César Camargo Mariano, durante a produção de Elis & Tom:

" Cesinha, esse rapaz elevou a bateria à categoria de instrumento musical."

Bem, tudo isso pra dizer que a família do músico aproveita a carona no filme e irá relançar o disco. Biscoito fino feito em casa.