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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

“O limite da notícia é a verdade”

O jornal Diarinho completou 30 anos e publicou na edição do final de semana uma entrevista com a editora-chefe Samara Toth Vieira da qual destaquei um trecho:

"...ele é altamente informativo, é um prestador de serviços nato, é esteticamente bonito e atrativo, tem uma linguagem agradável, é polêmico, divertido, enfim, um jornal que tem muito ‘sal’"
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Lendo me lembrei de uma aula do professor Nilson Lage no curso de Jornalismo da UFSC onde ele falava de um certo jornal que de catarinense só tem o nome. Dizia Lage que tal jornal era um jornal para "cardíacos". Bem sem sal mesmo pra não ferir nenhuma susceptibilidade, se é que me entendem.

Com agradecimentos ao mestre César que disponibilizou a entrevista com a diretora do Diarinho na íntegra aqui.

Vale muito a pena conferir o que pensa a herdeira de Dalmo Vieira sobre Jornalismo e Santa Catarina.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Não é verdade?

Quero retomar um assunto que deixei de comentar por causa dos problemas que tive com a conexão de internet: a morte da estudante na UFSC, no mês passado.

A onda sensacionalista em cima deste lamentável fato me deixou enojado. Pois bem, lendo o blog da Bianca, o Moving The Relation, vi que ela fez um post muito pertinente e que é o que eu gostaria de ter dito, portanto reproduzo trechos e assino embaixo:


"...É assustador como a enorme maioria das pessoas culpa a realização de festas e happy hours no campus pela morte da garota.

Dizem que Universidade é lugar de "aprender" estudar", ralar, como se só se aprendesse através do sofrimento ou enfurnado em laboratórios.

Desde Platão, Sócrates (e provavelmente quilênios antes), o aprendizado estava ligado à leituras, escrita e aos passeios, caminhadas em grupo. E é essa a grande função da universidade, o agrupamento, do qual o lazer (responsável, obviamente) faz parte.

Em qualquer conferência ultra-mega-cult-high-level do mundo as melhores discussões ocorrem durante as confraternizações.

É impressionante o discurso mega conservador que reina na classe média catarinense. O problema do abuso de álcool é sim um sintoma social, mas se a proibição fosse a melhor solução a década de 30 não teria precedido uma Guerra.

O campus da Ufsc, além de ser um local de estudos e pesquisa é uma das poucas áreas públicas em Florianópolis que não está dominada pelas relações de comércio e por isso é um ambiente agradável e arborizado para confraternizações após o fim do expediente.

Falam em proibir festas na área, mas se a morte tivesse ocorrido em uma casa não continuaria sendo ainda o abuso do álcool entre os jovens um problema de saúde pública?...

...Aqui sempre há festas na universidade, inclusive com bebida paga pelo governo, inserida no budget do semestre. Às vezes algum idiota fica mais bêbado do que deveria, a segurança ajuda com rapidez. Agora, demoraram 6 horas pra achar a menina estatelada no chão...isso sim é uma vergonha...

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A Bianca é casada com meu grande camarada Andrey e os dois vivem em Montreal no Canadá. É o local ao qual ela se refere como aqui.