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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Guitar hero




Acabei de ler a autobiografia de Eric Clapton. Vivendo a melhor época de sua vida, ao lado da esposa Melia e das três filhinhas, o grande guitarrista abriu o verbo e conta tudo sobre a vida de sexo, drogas e blues.

Deixo vocês com o parágrafo que encerra o livro:


"A cena musical como a vejo hoje é pouco diferente de quando eu estava crescendo. Os percentuais são aproximadamente os mesmos: 95% de lixo e 5% puro. Contudo, os sistemas de marketing e distribuição estão no meio de uma enorme guinada, e por volta do final desta década creio ser improvável que qualquer uma das gravadoras ainda esteja no negócio. Com todo o respeito a todos os envolvidos, isto não seria grande perda. A música sempre vai achar um caminho até nós, com ou sem negócios, política, religião ou qualquer outra baboseira ligada a ela. A música sobrevive a tudo e, como Deus, está sempre presente. Não precisa de ajuda, e não é obstruída. Ela sempre me encontrou e, com a benção e permissão de Deus, sempre haverá de encontrar".

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Jah is God






"Estávamos nos Dynamic Sound Studios e a movimentação era intensa, com músicos e outras pessoas consumindo imensos baseados e fazendo tanta fumaça que eu não conseguia ver quem estava e quem não estava. Peter Tosh participou de algumas músicas. Ele ficava chapado numa poltrona, nem se mexia. De repente, quando era solicitado, pulava, ia para o a sala de gravação, tocava e cantava de maneira brilhante. Quando acabava, sentava de novo, imóvel".


Eric Clapton, em sua recém lançada autobiografia, falando sobre a ida à Jamaica para fazer umas gravações. Ele havia acabado de fazer um tremendo sucesso com "I Shot The Sheriff" de Bob Marley e foi à fonte para registrar mais algumas músicas com participação de Peter Tosh.