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sexta-feira, 13 de junho de 2008

"O Caso da Governanta"



Posso contar uma vitória? Não é que seja exatamente uma vitória, mas é uma grande forra. Sabe? Vingança é uma palavra forte para definir. Acho que forra é o que é. Não uma forra minha, particular. Uma forra que eu tomei em
nome de todos os artistas do país.

Vamos lá.

Quando o Sr. Victor Costa, diretor geral da Rádio Nacional, comprou a Rádio
Mayrink Veiga, nós da Mayrink passamos a ser escalados para shows em casas
de pessoas ricas, gente a quem o Sr. Victor devia favores ou desejava
obtê-los. O fato é que a gente chegava na tabela e estava lá:

- Fulano, Fulano, Francisco Anysio, Fulano, Altamiro Carrilho,
Jorge Veiga, Dolores Duran, Antonio Carlos – show na casa do Dr.
Não-Sei-O-Quê de tal, na rua Tal número tanto. 20 horas.

E a gente ia e fazia um show para o qual ninguém dava a menor
bola. Mas nem olhavam. Aquele show era uma coisa chata, que só servia para
atrapalhar a conversa deles. Mas fazer o show era uma ordem do patrão, e o
jeito qual era? Obedecer.

Pois bem.

Uma tarde estava na tabela o meu nome para um show numa casa da Lagoa
Rodrigo de Freitas. A gente lia o nome ali, escalado para esse serviço e
dava um frio que corria pela espinha. Era pedra!

Eu lembro do elenco escalado para aquele show: Jorge Veiga, Dolores Duran,
Aracy Costa, eu e (deixei de propósito para citar no final), o Antonio
Carlos – o pai da Glorinha Pires e maior comediante que eu conheci em toda a
minha vida.

Um locutor apresentava o show. E os cantores seriam acompanhados, como
sempre, pelo regional do Altamiro Carrilho.

Era pra chegar às oito horas, 15 para as 8 eu toquei a campainha,
abriu a porta uma governanta. Loura, já de uma certa idade, muito elegante,
um vestido cinza até os tornozelos, parecendo mais uma governanta de filme
inglês. Chiquérrima.

- Pois não.

- Eu sou artista do show.

- Ah, artista? Ali pela porta de serviço, por favor.

Eu fui lá e ela me ofereceu uma cadeira na copa. Daí a pouco
chegou a Dolores, chegou o Jorge, o Tuneca, o Altamiro com o regional dele.
Nós, os artistas, ficamos todos ali na copa.

A cozinheira serviu pra gente uns bolinhos de bacalhau e cerveja.
Ai veio a hora fatal: a hora do show. Nós fizemos aquela infelicidade que
era habitual, e fomos embora.

Quatorze anos depois, eu estava no Teatro da Lagoa com um show arrebentando
a boca do balão, um record que não tem como ser batido, porque eram oito
sessões por semana – (2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, duas no sábado e duas no domingo),
eu fiz 15 meses, com uma média de público de 23 pessoas acima da lotação, ou
seja: todas as casas superlotadas.

Pois bom.

Numa noite lá o Ricardo Amaral que até hoje não sei se é um amigo irmão ou
um irmão amigo, me disse:

- Olha aqui, Chico Anysio: você não me marque nada para depois do
espetáculo, porque o Fulano de Tal viu o show, adorou, e fez um jantar em
sua homenagem. Olha aqui o endereço.

E botou um papel no meu bolso.

- Ta legal.

- Eu não vou poder ir, porque já tinha um compromisso, ele sabe disso, mas
me falou que ele mesmo vai tomar conta de você.

- OK, Amaral. Eu vou lá.

Depois do show eu peguei o papel, vi o endereço e fui pra lá, para o tal
jantar em minha homenagem.

Quando eu desci do carro e olhei...

Era aquela mesma casa de quatorze anos atrás. A mesma. Olha só.
Quatorze anos depois eu estava ali, de volta.

Eu então o que fiz? Tranqüila e modestamente, fui à porta de serviço e
toquei a campainha.

Abriu a porta a mesma governanta, com a mesma roupa cinzenta...

- Chico Anysio. O que é isso? Aqui é a entrada de serviço. A porta
da frente é ali.

Eu disse:

- Eu sei. É que há quatorze anos atrás eu vim aqui fazer um show a
mando do Sr. Victor Costa, toquei a campainha lá e a senhora mesma me disse
que artista entrava pela porta de serviço. Como eu continuo artista vou
entrar por aqui. Com licença.

Entrei e fiquei na cozinha. Nem à copa eu fui. Fiquei brincando
com a cozinheira, tirando tampa de panela, dando uma provadinha numa coisa e
noutra e as pessoas foram vindo, me chamando pra sala e eu não indo e
mexendo nas panelas e a festa passou para a copa e cozinha.

Minha mãe me dizia que isto foi uma indelicadeza minha, mas será
que foi?

Pra mim foi uma forra, porque eu já estava de saco cheio de ser discriminado
somente por ser artista.

Julguem vocês.




Chico Anysio
em seu blog.

sábado, 7 de junho de 2008

Frases


Ramos verdes não podem surgir
De sementes torradas,
Assim como qualidades perfeitas não vão brotar
Em corações sem fé.


Ratnakuta Sutra. Via Samsara.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Otimismo ativo

Grande notícia que li no Biscoito. Aqui o primeiro trecho:


Filosofia e sociologia de volta como matérias obrigatórias no ensino médio

"Se a filosofia e a sociologia não tivessem sido abolidas do currículo médio pela ditadura militar em 1971, a discussão sobre a educação no Brasil hoje com certeza estaria se dando em bases um pouco mais sofisticadas, sem a tediosa repetição de clichês e o previsível ping-pong entre focalismo e universalismo. Por isso, é excelente a notícia da volta da obrigatoriedade das duas disciplinas no ensino médio. Trata-se, finalmente, da restauração de parte do que foi destruído pela reforma educacional da ditadura, que começa com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Superior, a 5.540/68 – marco na tecnificação da universidade brasileira – e se confirma com a 5.692/71, que joga para escanteio a filosofia e a sociologia e instala as famigeradas Educação Moral e Cívica e OSPB. Não custa lembrar que em 2001 o Congresso Nacional já havia aprovado a restauração das duas disciplinas, mas Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo, vetou.

Depois de uma busca bem exaustiva, não consegui achar um único profissional ligado à educação que fosse contrário à medida. Talvez algum contra-exemplo exista, mas é notável a quase unanimidade do apoio à lei entre quem trabalha com o ensino. Como sempre acontece quando qualquer reforma de ensino é proposta, um argumento se repete: o ensino médio brasileiro é muito ruim e acrescentar duas disciplinas não adianta. É uma variação do pseudo-raciocínio que preconiza que não adianta mudar nada até que se mude tudo: pensamento típico de uma geração que não estudou filosofia e que, portanto, não adquiriu instrumentos para formular a relação entre a parte e o todo, entre a singularidade e a totalidade. Ficamos engessados na paralisia ante o ruim de tudo. Qualquer ação localizada é imediatamente bombardeada com o pseudo-argumento de que o todo continuará o mesmo... "


Leia mais.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Extra!Extra!

Olha só a bomba que César Valente publicou:

Vocês sabem que as notas que estão aqui são, normalmente, aquelas publicadas na coluna De Olho na Capital, na página 3 do jornal Diário do Litoral, o DIARINHO. E lá, como em todo jornal de papel, o espaço é finito. Num blog não é, basta rolar a tela e continuar escrevendo.

Por isso, tive que dar, no jornal, a seguinte explicação:

“Recebi ontem uma cópia do livro “A descentralização no banco dos réus”, em que Nei Silva, da revista Metrópole, entrega as negociatas que fez com o governo LHS. Um escândalo. Depois de muito pensar, decidi deixar o espaço da coluna para as boas memórias de 1968. O escândalo ficou pra amanhã.”

É possível que, com esta decisão, tenha deixado de publicar primeiro, ou pelo menos junto com outros colegas, alguma coisa sobre esta bomba que acaba de estourar no colo do governo. Mas pensei cá com os meus botões: escândalo tem todo dia. Este não será o último. E entre recordar um tempo em que estávamos unidos em lutas que pareciam mais dignas e cortar o material para caber a lama do dia, preferi manter o espaço todo para 1968.

Como a coisa é muito quente, provavelmente não conseguirei esperar até amanhã. E isso beneficiará os leitores do blog, que talvez tenham aqui notas sobre isso hoje, ao longo do dia, à medida em que for preparando o material do jornal. Uma inversão: em vez de ler aqui o que foi antes enviado para o jornal, lerão primeiro aqui o que depois será mandado para lá.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Escolhas

Uma revendedora de carros da cidade de Butler, no Missouri (EUA) está com a seguinte promoção: compre um carro e ganhe uma arma.

A promoção Guns and Gas (Armas e Gasolina), da revendedora de veículos Max Motors, dá ao cliente que comprar um carro a chance de escolher entre um revólver ou um cupom de gasolina no valor de U$250 (R$ 415).

"Até agora 80% dos clientes optaram pelo revólver", disse Walter Moore, um dos gerentes da loja, à rede de televisão KMBC.


Via Na Periferia do Império.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Tapinhas



Essa foi boa. "Fumacê e anauê" é o título excelente de um post do blog A Bunda Canalha sobre a presença, no Rio de Janeiro, de uma bandeira integralista na marcha contra a Marcha da Maconha.

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Jurandir Paulo, dono do blog, lembra bem aonde vão parar as investigações sobre o tráfico se formos chegar nos chefões.Follow the money já diziam.

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Num site integralista eles comemoram a proibição da Marcha da Maconha pelo Brasil.

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O jornalista Pedro Alexandre Sanches participou da reunião no Parque do Ibirapuera , em São Paulo, onde as pessoas proibidas de realizarem a marcha se encontraram sob o olhar de guardas armados até os dentes. Pedro escreveu na caixa de comentários de seu blog que sentiu o "início de uma coisa que vai crescer muito nos anos que vêm por aí".

sábado, 10 de maio de 2008

Troca da guarda




Tenho acompanhado as notícias sobre a corrida presidencial norte-americana pelo blog O Biscoito Fino e a Massa do professor Idelber Avelar, que mora em New Orleans onde leciona no departamento de Espanhol e Português da Tulane University.

Idelber não esconde qual seu lado porém mais do que opiniões, ele traz informação de qualidade. Como no último post com o tema; a decadência do clã dos Clinton.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Grassroots X Mainstream

Acabei de ler Convergence Culture de Henry Jenkins. No livro, o professor que dirige o Programa de Estudos de Mídia Comparativa do MIT - Massachusetts Institute of Technology, analisa as maravilhosas possibilidades que se abrem numa cultura onde há o choque entre a velha e a nova mídia. O livro está disponível na íntegra neste link, em inglês.

Analisando a força dos blogs na campanha política americana de 2004 ele previu o cenário atual assim:


"...Nos próximos quatro anos, blogueiros de todos os espectros políticos estarão aperfeiçoando suas ferramentas, expandindo seu alcance e afiando as garras. Blogueiros não se atém a objetividade, frequentemente são parciais, lidam bastante com rumores e insinuações; e como veremos, há evidências de que eles são lidos principalmente por pessoas que concordam com suas opiniões. Blogar pode por um lado ter facilitado o fluir de idéias no cenário da mídia; de outro, assegura uma maior divisão no debate político. É claro, como os blogueiros foram rápidos em perceber, que o jornalismo da grande mídia está carecendo de confiança, sendo guiado mais por agendas ideológicas do que por padrões profissionais, abafando histórias que contrariam seus interesses econômicos, reduzindo a complexidade do mundo a uma história por vez e banalizando a política.
Nesse contexto, os blogueiros estarão lado à lado dos jornalistas da grande mídia, história à história, às vezes acertando, às vezes errando, mas sempre forçando um segmento do público a questionar as representações dominantes. Um lado não pode contar com o outro para fornecer ao público a verdade, toda a verdade, nada mais que a verdade. A relação de oposição entre estas duas forças carrega a oportunidade de corrigir muitos erros."

sábado, 19 de abril de 2008

Vrum



E o rock vai esquentar Balneário Camboriú no domingão. O festival Mundo 47, promovido pelo meu chapa e primo o blogueiro Rafael Weiss do Mundo47, estréia no JB Pub na Praia dos Amores.

No line-up a banda carioca Autoramas, os prata da casa Lenzi Brothers, Incolores de Jaraguá do Sul e Parachamas de Blumenau, além claro da dupla dinâmica dos CD-Js, Marcos Espíndola e Fábio "Mutley" Bianchini. Ótima pedida para a véspera de feriado.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Top 12



Dica que descobri no blog Listening Post da Wired: o Muxtape.

Pra relembrar a onda de gravar uma fita para os amigos, lá você pode baixar até 12 músicas e montar o seu tape que fica hospedado para qualquer um ouvir.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Soul Fire





Teaser do filme "The Upsetter", biografia do mestre do dub Lee "Scratch" Perry que deve sair até o final do ano.

Dion diria: "Porrashhhhh...".

Via You & Me on a Jamboree.

African pop





De Benin, África vem Charles Rodrigues & His Psychedelic Organ. Descobri esse cara e sua curiosa biografia via Analog Africa um blog fantástico baseado em Frankfurt, Alemanha.

Começou a tocar em 1958 e logo entrou numa banda que viajava por toda a África Negra: Zaire, Benin, Nigéria, Costa do Marfim...Até que em meados dos anos 60 resolve voltar para casa. "Tudo que encontrei foram membros da família irados me dizendo que eu era um Rodrigues, um Agouda ( descendente de portugueses) e estava manchando o nome da família"

Em agosto de 1973 Charles abandonou a música depois de gravar "L´Amour Ne S´achete Pas".

Sobre esta canção ele disse:

"Na música "L´amour ne s´achete pas" eu estava dizendo para as prostitutas para pararem de encher a cara e dormir com caras por 2000 ou 3000-CFA*, dizia que elas estavam desperdiçando as suas vidas. Ah cara, quando aquela canção foi lançada eu tive todo tipo de problemas com as prostitutas de Cotonou, elas me fizeram passar maus bocados, mas eu não tô nem aí..........é isso, foi minha última gravação."


Ouça "L'amour Ne S'achete Pas".

*(nota do editor: não tenho idéia de quanto dá em reais mas deve ser uma merreca)

domingo, 30 de março de 2008

"Isso é coisa que meu povo gosta"




Grande dica do brother José Rafael Mamigoniam: o blog Pornochancheiro, onde se encontram fotos, vídeos e textos sobre o cinema brasileiro dos anos 70 que levava milhões de pessoas às salas e lucrava horrores sem ter um centavo de dinheiro público na produção.

Um dos gurus da Boca do Lixo - epicentro da Pornochanchada - foi o manezinho Ody Fraga, diretor de "A Fêmea do Mar" rodado na Ilha de Santa Catarina em 1980. Ody era um dos mais ativos personagens da cultura catarinense nas décadas de 40 e 50. Participou do Grupo Sul, na área teatral, onde foi o primeiro diretor a encenar um texto de Jean-Paul Sartre no Brasil.

No início dos anos 60, após alguns anos no Rio, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas TVs Cultura, Bandeirantes, Record e Tupi antes de radicar-se de vez na Boca do Lixo, onde roteirizou mais de 50 filmes e dirigiu mais de 20, colecionando vários sucessos de bilheteria como a comédia "Histórias que Nossas Babás não Contavam". Morreu em 1987, aos 59 anos.

O jornalista Carlos Damião publicou em 2007, no blog Identidade Catarinense, uma entrevista feita por ele com Ody Fraga em abril de 1980 para o Jornal da Semana. Alguns trechos do cineasta sem papas na língua.

JS – Muda-se a pergunta, então. Como é que um jovem autor de peças teatrais herméticas encenadas nos palcos da Florianópolis da década de 1950 terminou como um bem-sucedido produtor e diretor de peças de sexo?

Ody – Acho que naquela época a gente era ilhéu até de espírito e eu refletia isso no que escrevia. Refletia crises, problemas espirituais, místicos, existenciais. Hoje eu sou um tranqüilíssimo ateu.


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JS – Mas tem gente que vive dos financiamentos da Embrafilme. E faz bons filmes.

Ody – Tem. Mas eu sempre me recusei a participar desse jogo, porque a Embrafilme é um rio que vai desembocar em algum lugar. Vai desembocar, em longo prazo, na estatização do cinema. Não acredito neste pessoal dito de esquerda, que aceita o jogo da Embrafilme e faz o chamado filme engajado. Acho impossível você fazer um filme revolucionário com apoio oficial. Esta é uma esquerda profissional, que está aí para ser comprada
.

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JS – Diz-se que no Brasil não há cinema inteligente. Como é que você encara essa afirmação?

Ody – Eu tenho uma outra opinião: acho que não há crítico inteligente no Brasil. E posso citar um exemplo, de um nome muito famoso, muito em moda atualmente: já publicou dois livros sobre cinema e não escreveu nenhum. É um autor entre aspas.

JS – Quem é?

Ody – É o Rubens Ewald Filho. Um crítico americanista. A carteira de identidade dele e dos outros é um acidente sideral: não tem nada a ver com ele. São americanos e caíram por aqui.

JS – Por quê?

Ody – Porque eles analisam e estudam o cinema brasileiro com padrões de cultura, de técnica e arte americanos. Nós não temos nada a ver com isso: temos que criar uma linguagem de cinema nosso.


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JS – E os filmes de Walter Hugo Khoury? Não estariam numa linha de sexo mais intelectualizada?

Ody – O Walter Hugo Khoury, para mim, não é um intelectual: é um bolo sem recheio. É o "barroco do vazio".

JS – Há quem o considere como o "Bergman brasileiro"...

Ody – Ele tem um pecado capital: é não ser o Bergman sueco. Porque, tentar ser o "Bergman brasileiro", como se diz, resultou num péssimo carbono. E tão ruim que quase levou o A. P. Galante à bancarrota.



Valeu, Zé!

PS: Para quem estiver em São Paulo no mês de abril vai a dica da Mostra Ody Fraga - O Gênio do Sexo que acontece na Sala CINEMATECA/PETROBRAS no Largo Senador Raul Cardoso, 207, próxima ao Metrô Vila Mariana. Veja aqui a programação.

sábado, 15 de março de 2008