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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Telejornalismo em uma lição



Muito boa essa aula de telejornalismo do Rafinha Bastos. Uma dica do amigo Marcus Fabiano.

Chegou a hora desse gente sem diploma mostrar seu valor.

terça-feira, 23 de junho de 2009

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Santa Catarina embaixo d'água


Na foto( vinda daqui) se não me engano está a cabeceira da ponte sobre o Rio Tijucas na BR-101, direção Florianópolis.

No último post com a foto antiga de Blumenau, que deixei programado para ser publicado, não tinha idéia da tragédia que se abateria sobre a cidade do Vale do Itajaí e sobre várias regiões do Estado.

Uma lestada fortíssima tem trazido uma grande carga de umidade do Atlântico Sul em direção ao continente. Barrada pela Serra do Mar despenca em chuvas torrenciais que caem ininterruptamente desde sexta.

É um caos. Estradas bloqueadas, barreiras caindo por toda Santa Catarina e o mais grave, muita gente morrendo e perdendo tudo que tem.

E o Diarinho de Itajaí, como informa o colunista César Valente, impedido de sair às ruas na terça por causa dos estragos com a enchente está publicando material que cobre a região de Barra Velha à Florianópolis em um blog chamado Diarinho na Chuva.

O amigo Alex Gonçalves se empolgou e criou um perfil no Twitter para ajudar na distribuição automática dos posts publicados no blog.

Em Blumenau parece que a água está baixando e mais estragos vão surgindo.



Outras informações sobre a enchente em:

Flagrantes do Cotidiano

Sambaqui na Rede

Notícias de Itajaí nas Cheias

Enchente em Blumenau

Notícias de Blumenau

Rádio Cidade - Brusque

Defesa Civil


site do Governo Estadual

domingo, 27 de julho de 2008

Noites cariocas



23h58 - Chegada alvissareira à redação. Ninguém na sala de escuta. Mal sinal.

0h00 - Conversa pelo rádio com o ‘motora da madruga’. “A chapa esquentou no Morro Azul, cumpadi”, ele me avisa.

0h01 - Um minuto de plantão e já sei. O crime do Morro Azul (bom título para um livro policial juvenil, hein?) vai me custar um passeio pela comunidade, que, revoltada com a morte de um rapaz no pé do morro, achou por bem incendiar carros, espalhar lixo, interditar ruas e depredar lojas pelo Flamengo. Pra marcar uma posição, sabe? Aparentemente, a culpa é da polícia. Pela morte do rapaz, sim. Mas e quem paga pelos carros incendiados, vitrines quebradas etc.? Ninguém quer saber de conversa. O negócio é ação, reação, destruição.

0h11 - Leio e “corto pelo pé” a notícia sobre morte e descontrole social no Flamengo. É, tá ruim pra todo mundo. Depois, vou até o morro ver qual é. Contra a vontade, obviamente.

0h50 - Os homens se preparam para rebocar o carro da polícia, que se chama viatura e está bloqueado no morro. A comunidade está indócil. “Assassinos e covardem, mataram um trabalhador”, repete uma mulher. Um motorista de ônibus, copo de cerveja na mão, chama um PM pro pau. O PM, fuzil em punho, olha pro cara, furioso. O carro da polícia desce o morro, rebocado. Vaias para o carro. Alguém atira uma garrafa de cerveja. A viatura não tem uma janela intacta.

1h10 - A imprensa (falada, escrita e televisada) invade a 9ª DP, no Catete. Lá dentro, um garoto de 21 anos está apavorado. Ele viu a morte do rapaz e prestará depoimento como testemunha. Acho que ele preferia não ter visto nada.

1h17 - A aglomeração da imprensa na porta da DP atrai a curiosidade de quem passa em frente. Um rapaz com um violão na mão e um capacete de obras na outra passa entre jornalistas e policiais, tentando adivinhar, com o olhar, o que está acontecendo. Cinegrafistas e fotógrafos se acotovelam atrás de um registro da testemunha em pânico. Passa um carro e o motorista grita: “urubus!”. Um repórter grita de volta: “Porra, eu sou tricolor!”.

1h42 - Rodinha da imprensa em frente à delegacia. Alguém lembra que o morto era manco, cego de um olho e já havia sido vítima de bala perdida. “Ô, vida severina”, lamenta uma repórter. Outro conta de um lendário jornalista, em ação no morro horas antes, interrogando a viúva. “Desculpe, mas seu marido era manco da perna esquerda ou direita?”

2h05 - O rapaz do violão e capacete passa de novo. Observa mais uma vez a confusão. Pareceu ter ido embora sem matar a curiosidade.

2h38 - Outra testemunha, uma senhora, deixa a sala da delegada de plantão se queixando: “Se eu soubesse, tinha ficado na minha terra”. Ela e a mãe do rapaz apavorado (que ainda não testemunhou) começam a conversar. “Nessas horas é melhor ser surdo e não ver nada.”

2h48 - As senhoras desfiam um impressionante rosário de lamentos e denúncias contra os policiais. Histórias sem fim de abuso, desrespeito e ilegalidade. “A quem a gente pede socorro?”, uma delas pergunta para os repórteres. Vontade de me enfiar num buraco.

2h53 - Reparo numa placa na entrada da delegacia. “9ª DP - Delegacia Legal. Inaugurada em abril de 2002. Governador: Anthony Garotinho. Chefe da Polícia Civil: Álvaro Lins.” Isso explica muita coisa, não? Um repórter comenta: “Falta outra placa em cima dessa. Com a palavra ’Procurados’.”

2h58 - As duas senhoras continuam sua conversa. Uma diz: “Os policiais acham que são deuses, tiram a vida de qualquer um. Não quero que nenhum mortal tire a minha vida. Só Deus. Quero viver que nem a Dercy Gonçalves.” “Ih, menina, ela morreu hoje…”

3h05 - A delegada avisa que não vai falar com a imprensa. A imprensa decide ir tomar um café na padaria. O rapaz apavorado ainda não testemunhou.

3h15 - O fotógrafo honra a raça na padaria. “Eu quero um sanduíche de presunto e queijo.” “Ah, você quer um misto?” “Não, eu quero sanduíche de presunto e queijo. Odeio misto.” E a atendente: “Tá bom. Ô Válter, faz um misto!”

3h36 - No Largo da Cruz Vermelha, duas motos quase batem. O carona de uma delas grita alguma coisa para o piloto da outra moto e enfia a mão por dentro da camiseta, como se fosse sacar uma arma. O que gerou o comentário no carro: “Esses caras ficam brincando assim, passa a polícia e metralha todo mundo, agora que eles estão nessa de atirar antes de perguntar.”

3h40 - De volta à redação.

4h43 - Um passeio pela redação deserta pra espantar o sono. Se eu tivesse uma lanterna, seria o próprio zelador do museu.

4h49 - Uma ronda telefônica pelas delegacias. “Alô, é da 19ª? Alguma coisa aí pra gente?” “Não, tá tudo calmo, graças a Deus.” “Valeu. Alô, é da da 23ª? Tá tudo calmo por aí?” “Até agora sim, graças a Deus.” “Um abraço.” A cidade é uma calmaria desde que a polícia criptografou sua freqüência de rádio.

5h00 - Toca o telefone. “Ih, fodeu.” É o cara do plantão de uma TV. “É isso mesmo? Tá tudo calmo agora?” “Parece.” “Que bom.” “Nem me fala.”

5h14 - Vou ao banheiro.

5h16 - Bem melhor agora.

5h26 - Navegando. Parti do Arrastão (fundamental) e aportei de cara no download (CC) de ‘Mídia, Máfia & Rock’n'Roll’, do Cláudio Júlio Tognolli (editora do Bispo). Direto ao capítulo 8, sobre jornalismo cultural e ‘De como os cadernos do gênero estão cada vez mais escravos das assessorias de imprensa’.

5h35 - Envio, a quem de direito, pequeno relatório sobre meu passeio ao morro e à DP e volto ao texto do Tognolli.

6h02 - Ainda navegando. E contando os minutos. Faltam 58.

6h07 - “Surfar a crista da onda das ofertas de catálogos culturais, dos guias, é estar conectado visceralmente à torrente, ao fluxo. Não queremos mais tão-somente a arte que nos gera efeitos; queremos sentir o efeito de estar no fluxo, eis aí a mais nova leitura da frase “O meio é a mensagem”, de Mc Luhan.” Às seis da manhã, isso fez todo o sentido. Mas pode ser o sono. (p.144)

6h08 - Tem missa na TV.

6h18 - Soooooono, muito sono. E mais um cafezinho.

6h29 - Caralho-merda-puta que pariu, a porra do tempo não passa! (minha sincera homenagem à Dercy)

6h33 - Telefono pra um colega de infortúnio. “É isso, então?” “É isso mesmo.” Pelo menos pra gente fez sentido.

6h48 - Faltam 12 minutos pra alforria e me vem um poliça contar que está pra começar uma mega ultra uber operação de apreensão de balões “de grande porte”… em São Gonçalo? Um abraço!

6h53 -Liberdade! Com sete minutinhos de troco. Agora é só subir o post e cantar pra subir. Bom dia a todos e até uma próxima. Ou não, de preferência.


Por Calaza no Raios Triplos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sincronia


Tinha visto essa no site do Arnaldo Branco ontem e o sempre antenado Marcos Espíndola repercutiu hoje na Contracapa:

O ilustrador Arnaldo Branco teve uma tirinha da sua seção Mundinho Animal vetada pela direção do site G1. A justificativa é de que se tratava de uma "apologia à pirataria". Argumento reles bizarro eu diria, até porque a dita tira brincava (o que é a essência do gênero) com o discurso das campanhas contra a pirataria que afeta a indústria da música e do cinema. Assunto aliás dos mais polêmicos e que não encontra um denominador comum, quanto mais para impor um ato de censura. Tudo bem, assim como baixar música da internet é crime, a gente também faz de conta que experimentamos a plenitude da liberdade de imprensa nesse país. Depois eu conto aquela do papagaio!
Falou e disse.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Em algum ponto perto de...



− Estamos fodidos, Ralph − posso ouvi-lo dizer. − Inventaram a ferramenta perfeita para o Novo Idiota. Agora eles podem florescer, numa verdadeira terra de burrice e ganância. Podem infestar o planeta com tudo o que há de babaca e nojento que você puder imaginar, e todos eles vão parecer gente sensata. Agora, qualquer bundão banal, mentiroso, pode virar presidente dos Estados Unidos e ficar numa boa. Tudo quanto é desmiolado cabeça oca vai poder derramar os seus pensamentos podres nesse novo mecanismo, entortá-lo um grau fora do prumo e depois reenviar como uma forma de sabedoria. Você acha que a gente já chegou à Terra dos Mortos-Vivos? Não,Ralph. Estamos só começando!


O ilustrador inglês Ralph Steadman, comparsa de Hunther Thompson por 35 anos em uma puta matéria na revista Piauí em que ele fala sobre o grande Gonzo. Aqui ele conta sobre os anos 80 quando Hunther conheceu o computador pessoal e vislumbrou o que seria a Internet.

Não dá para negar que junto com tantas coisas maravilhosas há uma escumalha nesse mundo virtual. Nada diferente da vida real não é?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A revanche emo


O site do jornal britânico The Times publicou uma matéria sobre os emos fazendo um contraponto entre o protesto dos jovens de franja longa ingleses e a violência contra os estilosos da América do Sul.

Lá na Ilha do Norte o suicídio de uma garota de 13 anos levou uma parte da mídia a demonizar bandas de emocore. Aquela velha babaquice de sempre.

Aqui no Novo Mundo a homofobia dá o tom do preconceito contra os emos que descamba para a agressão e linchamento.

O trecho da matéria que me chamou mais a atenção descreve fato ocorrido no Peru. O cantor Junior Medina, de um grupo de destaque na cena local - Eiana - foi convidado para um debate na TV no programa Enemigos Intimos. Junior e outros dois companheiros de banda sacaram que os outros participantes eram impostores e abandonaram o estúdio no primeiro comercial. Esperaram até 1 da madrugada para flagrar, e filmar, os falsos emo - na realidade empregados da emissora - saírem do trabalho. Medina postou o vídeo no Youtube. O jornal peruano El Comercio repercutiu e a produção do programa foi obrigada a se desculpar.

Foto de Fokus Lima.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

"Debaixo do asfalto tem uma praia"

Segundo capítulo de um especial sobre maio de 68 produzido pela Globonews.

O assunto é a rua. As manifestações ao redor do mundo, a revolução sexual, o rock'n'roll, as drogas, as ditaduras, as greves, os protestos. Dois dos diversos entrevistados são o historiador Eric Hobsbawn e o ex-presidente Fernando Henrique, que estavam em Paris naquele ano. 23 minutos de duração.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Corre lá



O jornalista Luís Nassif estará em Florianópolis no próximo dia 23, quarta-feira, onde participará do projeto Brasil em Debate da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

As inscrições são feitas no site da Alesc. São 500 vagas e no momento em que posto este haviam ainda 365.

O tema da palestra será "O Brasil no Mapa da Economia Mundial" mas vai ser uma boa oportunidade para saber mais sobre o caso Veja, um belo trabalho jornalístico onde Luís Nassif revela o modus operandi do semanário mais fedorento do Brasil.

domingo, 6 de abril de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

Cidadã instigada


"Qualquer sujeito, hoje, pode se tornar um produtor de mídia. Esse me parece o horizonte da universalização dessa atividade que já foi pensada como uma atividade de especialista. Hoje, é uma demanda de cidadania a produção de informação, análise, interpretação. Além da diversidade em relação ao que é produzido"

Ivana Bentes, jornalista, doutora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ.

terça-feira, 25 de março de 2008

Luís Nassif X Veja


Um dos fatos do ano sem dúvida é a série de reportagens que o jornalista e blogueiro Luís Nassif está publicando sobre a revista Veja .A extensa pesquisa do jornalista levantou uma série de perguntas não respondidas que mexem fundo nesse vespeiro fedorento que se tornou a revista semanal mais encontrada em todos os consultórios do Brasil.

Fato também importante é o silêncio que a grande mídia dedica ao assunto.

Hoje Nassif reproduziu parte de uma interessante entrevista com Ivana Bentes, jornalista e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ. Seguem alguns trechos:

"A Veja veio para explicitar um pensamento conservador reativo que existia sem visibilidade porque as pessoas tinham vergonha de se posicionar dessa forma. Ela apresenta um jogo forte sendo feito e para isso lança mão de manchetes sensacionalistas, de uma constante criação de pautas. O que Nassif faz, em sua análise, é indicar a explicitação de uma linha editorial que existia de uma forma velada".


"É claro que todo mundo que leu a Veja, porque muita gente deixou de lê-la, tinha essa impressão de uma linha editorial conservadora. No entanto, o Nassif veio explicitar uma constatação em vários meios. A revista é muito estudada nos cursos dentro da linha de um jornalismo construído. Desse modo, é importantíssimo o que o Nassif vem fazendo, além de muito corajoso, pois está sendo criminalizado, interpelado judicialmente".


"É preciso haver um movimento de apoio a ele, de apoio a uma analista contra uma corporação. Levar essa questão às escolas de comunicação e às mídias independentes é muito importante, além da divulgação desse dossiê. E, veja você, o Nassif é um economista que escreve em jornais e conseguiu por meio de um blog uma repercussão enorme no meio comunicacional. Perceba só o poder que apenas um indivíduo, sem uma relação com nenhum meio da grande imprensa, tem contra uma grande corporação".

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Deu no New York Times

O famoso jornal norte-americano abriu já faz algum tempo seu arquivo na rede. Fui lá pesquisar notícias sobre Florianópolis e encontrei esta do dia 7 de setembro de 1895:





quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Freak show


"Quando conto que existem celebridades que simulam namoro para sair em capa de revista tem gente que não acredita. A lógica comercial deste "modelo de negócios", por incrível que pareça, escapa à maioria das pessoas. É tudo marmelada, gente. Feito o telecatch. Jornalismo e entretenimento, quem disse que essa fronteira existe? Mórreu faz tempo. De tal forma que, no Brasil, o principal repórter da cobertura eleitoral da rede de TV mais importante e influente é, ao mesmo tempo, mestre-de-cerimônias do big brother".

Luiz Carlos Azenha em seu blog Vi o Mundo.