Mostrando postagens com marcador justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador justiça. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de junho de 2008

Seo Chico


Na próxima terça,1 de julho, sairá decisão da Justiça sobre o caso "Seo Chico".

Vivendo num sítio no Sertão do Peri, na Ilha de Santa Catarina, Seo Chico tinha um dos últimos engenhos de Florianópolis , onde produzia farinha e cachaça sem luz elétrica. Era tudo feito com a ajuda de seus bois. A casa tinha mais de 200 anos e estava com sua estrutura arquitetônica intacta.

Um ser humano fantástico que vivia no século XIX e que teve um pedaço de sua vida registrada no belíssimo documentário "Seo Chico, um retrato" de José Rafael Mamigonian.

Francisco Thomaz dos Santos, o "Seo Chico", foi assassinado em 19 de setembro de 1996.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fez a horta na varanda

Dois juízes federais de Buenos Aires absolveram um homem que havia sido processado por ter uma plantação de maconha na varanda de seu apartamento na capital argentina.

Na decisão divulgada nesta terça-feira (10), os juízes Eduardo Farah e Eduardo Freiler consideraram inconstitucional que o réu (cuja identidade não foi revelada) fosse punido por ter seis vasos com a planta Cannabis sativa para uso pessoal, concordando com o argumento da defesa de que a plantação não atentava contra a "saúde pública".

Farah e Freiler entenderam, segundo a imprensa argentina, que este cultivo não é crime porque o homem não planejava comercializar o produto e atuava no "âmbito de sua privacidade".


Via G1.

sábado, 17 de maio de 2008

Aniquilado


A justiça chilena encerrou o caso que investigava a morte do cantor e compositor Victor Jara, assassinado em 1973 nos primeiros dias após o golpe que depôs o presidente Allende. O juiz Juan Fuentes Belmar terminou o processo com um único culpado: o coronel da reserva do Exército Mario Manríquez Bravo.

A frustração foi grande pois nem mesmo a identidade do "Príncipe", indicado por testemunhas como o autor do assassinato de fato, foi revelada.

O músico foi morto à bala após ter tido as mãos decepadas. Dizem que o militar que o matou gritava para que tocasse assim.

Victor Jara era comunista e uma espécie de "Geraldo Vandré" chileno. Era filho de camponeses de origem mapuche. Foi detido no dia do golpe, pego de surpresa na Universidade de Santiago e levado ao Estádio Nacional ( que hoje leva seu nome) onde foi morto no dia 16 de setembro de 1973.

Via Crítica de Buenos Aires.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Moeda no ventilador





Essa é a primeira página do relatório final sobre a Operação Moeda Verde entregue pela delegada Júlia Vergara para a Justiça ( cortesia do blog De Olho na Capital). E César Valente, que passou o último fim de semana debruçado sobre as 743 páginas do documento, publicou novos trechos e uma excelente entrevista com a procuradora da República Analúcia Hartmann. Segue um aperitivo:


Como conciliar desenvolvimento e meio ambiente?

O ideal é que, em vez de procurar briga, tentar passar qualquer coisa e construir qualquer coisa, que se procurasse ajudar o governo do estado e os municípios a fazer alguma coisa que seja realmente boa pra todo mundo e para o futuro. Que não seja uma coisa só para o lucro imediato. Uma exploração sustentada mesmo, no sentido de aproveitamento hoje e manutenção, para o futuro, dos mesmos recursos naturais.

E tem que pensar nessa concertação entre poderes e população. Porque é muito difícil imaginar desenvolvimento sustentável e miséria. E na verdade esses equipamentos turísticos que não levam em consideração a população tradicional, acabam gerando bolsões de miséria que inviabilizam o turismo de qualidade, criando um círculo vicioso.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Procuradores enfrentam o monopólio da RBS

Direto do RS Urgente.

Procuradores da República entrarão com uma ação na Justiça Federal em Santa Catarina contra o grupo RBS, informa matéria de Raquel Casiraghi, da Agência Chasque. Eles acusam a empresa da prática de monopólio e de ter mais de duas emissoras no Estado, o que é ilegal. A RBS, segundo os procuradores, também desrespeita a legislação que estipula que as TVs cedam espaços em suas programações para iniciativas locais. Segundo Celso Três (foto), Procurador da República em Tubarão, a idéia da ação surgiu após a RBS comprar, em agosto de 2006, o jornal A Notícia, de Joinvile. Com o negócio, a empresa passou a dominar ainda mais o mercado de jornais em Santa Catarina, o que, na avaliação do procurador Celso Três, é prejudicial à população. Além do A Notícia, a RBS é proprietária dos jornais Diário Catarinense e Jornal de Santa Catarina. Situação semelhante ocorre no Rio Grande do Sul, onde a RBS é proprietária dos jornais Zero Hora, Diário Gaúcho, Pioneiro e Diário de Santa Maria.



O procurador disse à Agência Chasque: “Como em qualquer lugar o monopólio da mídia é terrível, é pior do que o monopólio em qualquer outro setor. Ele evidentemente trás danos ao consumidor. Quando falamos em mídia a situação é pior ainda, já que tratamos do princípio da pluralidade que está na Constituição. Não existe democracia sem imprensa livre, mas a liberdade de imprensa pressupõe a pluralidade, não existe liberdade de imprensa tendo um monopólio”.



Os procuradores querem anular a compra do jornal A Notícia, fazendo com o que o mesmo volte para antigo proprietário ou seja vendido para terceiros. Além disso querem alterações no sistema de televisão da RBS. Segundo Celso Três, a empresa possui seis emissoras em Santa Catarina, quando a lei permite até duas. Ele apresentou um exemplo dos efeitos negativos do monopólio midiático: “na última eleição em Santa Catarina passamos a campanha inteira ouvindo da RBS que sequer teria segundo turno, através do Ibope. Ocorreu o segundo turno, em que a RBS afirmava que a diferença entre os dois candidatos era de mais de vinte pontos percentuais, e no final, a diferença foi de 5%. Todo mundo sabe que a indução maciça eleitoral em favor de um ou outro candidato influi diretamente no eleitorado. E para resolver isso não adianta impedir as pesquisas, querer tirar do ar a emissora, a questão está justamente em permitir a pluralidade”.


Quem leu o brilhante texto de Jaques Mick para o Observatório da Imprensa, em que ele conta os bastidores da negociação de compra pela RBS do jornal A Notícia, fica com a impressão de que o modus operandi do grupo gaúcho é bem semelhante ao de uma famosa organização italiana.