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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Soul Brazil
TV Tupi em 1971. A banda conta com dois bateristas. Um deles deve ser o famoso Dedé, fraquinho mas muito amigo do RC.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Falou

“O sucesso a qualquer preço não existe, porque ninguém faz sucesso porque simplesmente quer fazer sucesso. Sucesso é resultante de um carisma. Acontece que a falta de talento faz com que certas pessoas queiram levar o negócio na marra, usando meios que podem até parecer diplomáticos, mas que não são. Em suma: o que está faltando no Brasil é a união dos artistas. União dos Artistas! Nós temos uma força imensa”.
Tim Maia na revista Ele e Ela de novembro de 1987.
via música popular do brasil
terça-feira, 3 de março de 2009
Desencanto
Tim Maia - Let's Have a Ball Tonight
Na época Tim estava praticamente falido e com a banda reduzida a Paulinho Guitarra, Dom Pi nos teclados e Carlinhos Simões no baixo. Ele tocava bateria e cantava nos ensaios e no disco. Quando pintava um show chamava Paulinho Braga pra assumir as baquetas.
Essa foto da banda na contracapa rende uma das melhores histórias contadas por Nelson Motta na biografia de Tim.
Encontrei aqui mais alguns outros"causos" que o músico Dom Pi relata. Segue um:
TENSÃO EM UBERLÂNDIA
O festival era pelo aniversário da cidade. Estavam programados três dias de shows de rock numa espécie de Woodstock mineiro, com muita loucura, drogas e som pesado. O Maia, que estava “estourando” no Brasil, foi programado para ser o último, encerrando a festa em grande estilo.
Bem, logo no primeiro dia, houve evasão de renda da bilheteria e os artistas que se apresentaram antes do Maia tiveram sérias dificuldades para receber seus cachês. Eles tinham seus empresários no local, o que, em tese, facilitava as coisas. Nesses dias, o Maia havia brigado outra vez com a Janete e tava no hotel derrubando garrafas e mais garrafas de malte escocês – e não estava nem aí para nada. Mas, na hora marcada, lá estava o Maia no estádio lotado, levando a platéia ao delírio. Ele cantou legal, encerrando a festa com chave-de-ouro. Uma pessoa tinha sido encarregada de receber o cachê com o empresário. Era um dos organizadores do evento, que ficou mais próximo de nós.
No final, ele chegou para o Maia e disse que o pagamento seria feito com um cheque, que logo pensamos: borrachudo, é claro! O Tim ainda tentou argumentar, mas não havia jeito... O detalhe é que todos os outros músicos haviam recebido em dinheiro vivo.
Bem, depois do concerto foi oferecido um jantar numa discoteca da cidade aos artistas e músicos. Nessa época, havia sido lançado um carro de luxo, o Dodge Dart, carro caríssimo. O empresário tinha um amarelo, zero quilômetro. O Tim gostou do carro, inclusive foi dirigindo do hotel até a discoteca. Durante a festa alguém teve a idéia: se no dia seguinte teríamos que estar em São Paulo, para uma gravação em televisão, por que não seqüestrar o Dodge até o cheque ser compensado na segunda-feira?
Ótima idéia. Um dos músicos pediu a chave do carro para levar o Maia pro hotel e... voltar logo. O cara não desconfiou de nada e, todo sorridente, entregou as chaves. Foi um tchau! No dia seguinte, estávamos hospedados em outro hotel, em Sampa. Na segunda-feira, quando foram compensar o cheque, ficou confirmada a qualidade de borrachudo. O Maia, que tinha de estar de volta ao Rio em dois dias, se perguntou: o que fazer com o carro? Ele tinha um Alfa-Romeo de luxo e não iria precisar de mais um. Então, ele viajou e o Dodge ficou lá, no estacionamento do hotel. Como o veículo nunca foi reclamado pelo proprietário, o carro foi ficando, ficando... até que, um dia, virou propriedade do hotel, tendo inclusive recebido um logotipo da empresa: Hotel Rosas.
Me lembrou fato semelhante acontecido coma banda Dazaranha e que me foi contado pelo Adauto.
A banda fez um show em Brusque e sentindo que não iam receber o cachet não tiveram duvidas. Pegaram uma moto pertencente ao contratante caloteiro e meteram no bagageiro do ônibus e a trouxeram para Floripa. Só devolveram quando chegou o din-din.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Louvação funky
sábado, 13 de dezembro de 2008
Chocrível
O jornalista e acadêmico norte-americano Thomas Fawcett autor do excelente blog The Corner - baseado em Austin, Texas - criou um site dedicado ao soul brasileiro o Brazil Soul Power.
Lá estão diversas entrevistas com músicos como Carlos Dafé, Hyldon, Luiz Vagner, Gérson King Combo e "o bom" Eduardo Araújo que conta um pouco sobre seu disco A Onda É Boogallo, produzido pelo Tim Maia que versionou para o português vários clássicos do soul e defendeu um levadinho legal antes de se tornar "o cara" do funk/soul brasileiro. O álbum é considerado um marco da soul music em terra brasilis.
Na foto do arquivo pessoal de Eduardo Araújo, ele fazendo um som com Stevie Wonder.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Bauretes & baús
"A banda da Seroma senhoras e senhores, a banda da Seroma, muito obrigado, tamos aí". Este é o Tim Maia saindo de cena enquanto o time de feras continua no sambalanço de Gostava Tanto de Você.
O incrível vídeo é uma parte da noite de inauguração do Teatro Bandeirantes, em 12 de agosto de 1974.
Tim acabara de travar contato com o Racional Superior e pouco antes de cair de boca nessa roubada mística falou do livro e cantou um rascunho de Que Beleza.
Tem ainda Rita Lee & Tutti Frutti, Chico Buarque, Elis...
domingo, 6 de abril de 2008
Livin' la Vida Loca

Esse é o disco que Tim gravou assim que abandonou a barca furada da seita Racional e caiu de volta na vida louca de triathlons. Cheio de groove é um dos LPs mais funky da carreira do soulman Tim Maia do Brasil e foi lançado em 1976.
No orkut há uma comunidade dedicada ao álbum . O baixista Antônio Pedro ( Mutantes, Blitz) na época participava da banda Vitória Régia e volta e meia faz algum comentário lá.
Baixe aqui.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Brasil Racional

Super dica do compadre Gustavo, também conhecido como DJ Zé Pereira. Caiu na rede um link para baixar algumas músicas do que seria o volume 3 do Tim Maia Racional.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Groove de sábado

"Aquele que aprendeu, é o que aprendeu que não aprendeu nada. Não existe um bocado de coisas que dizem que existe. O que existe está aí e nós não vemos. Para mim as pessoas mais importantes são as crianças (porque representam o futuro). Porém, se forem mal orientadas ficarão perdidas, como nós, no meio de mentiras."
Tim Maia na contracapa de seu LP de 1977 que você pode baixar aqui.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Telmo, tell me what to do

Dos arquivos do mestre Paulinho Guitarra. Ensaio na Seroma em 1973 com Tim Maia no baixo, Luiz Carlos Fuína na bateria e o Paulinho, na guitarra é claro.
O menino ali eu acho que é o Márcio Leonardo que foi na Seroma pra brincar e tocar seu violão, seu piano.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Mais Tim

Essa recolhi do blog Quem é Doido? do baiano Marcelo Stern:
"Na platéia, presente ao Parque de Exposições Agropecuárias da Bahia, o alívio veio assim que o apresentador anunciou:
- E atenção, galera: Tim Maia já chegou!
Agora, sim! O cara já tinha chegado. Todo mundo estava morrendo de medo do cara não aparecer e ficarmos sem show, ou pior, condenados a assistir às demais apresentações previstas na noite, cujo espírito era mais, digamos, afeito ao local. Mas o Tim era o Tim e valia o ingresso. E veio o homem, com sua blusa azul brilhante e o vozeirão característico. Estavam, ele e a Banda Vitória-Régia, inspirados. Súbito, lá pela metade do show, o inevitável aconteceu:
- Banda Vitória-Régia, pára tudo, pára a música!
Pronto, pensamos. Agora, os intermináveis "Mais graves, mais agudos, mais retorno!" e lá se vai o show (aliás, diz uma piadinha que, certa vez, internado num hospital, o médico perguntou ao Tim qual era o seu estado e ele respondeu "mais grave, mais agudo, cadê a enfermeira, eu quero um médico!"). Mas, ao invés de se dirigir ao operador de som, Tim dirigia-se a uma pequena confusão surgida no meio da platéia. A polícia levava um rapaz, que se debatia. Tim interveio:
- Boa-noite! Porque é que estão levando o rapaz? Como? O quê? Um baseadinho? E é só ele que o senhor vai prender? Então, tem que prender todo mundo... ou soltar o rapaz! Bota a luz aqui em cima do rapaz!
Como primeiro efeito da luz, soltaram as mãos do rapaz e o liberaram da "gravata" que ele estava levando de um soldado. Um atônito oficial, no meio dos soldados, respondia ao Tim, visivelmente desconcertado com a súbita notoriedade que o artista lhe conferia. Respondeu, com gestos, que iria levar o rapaz. Mas era tarde. O Tim já tinha comprado a briga.
- Então, tenente, é o seguinte: ou solta o rapaz ou acaba o show aqui. E que todos fiquem sabendo que foi a PM que acabou com o show.
Em delírio, a multidão respondeu:
- TIM MAIA, TIM MAIA, TIM MAIA TIM MAIA!
E eis que a multidão vai apertando o círculo aberto em torno dos PMs, pedindo show. Com medo do que poderia acontecer, o a essas alturas desesperado tenetnte ordenou que o rapaz fosse solto. Do palco, Tim gostou:
- Atenção, Banda Vitória-Régia! O show vai continuar! E você, rapaz, não dá mole, não. Já viu que os "homi" querem você, cumpade! Atenção, segurança: libera a entrada do rapaz no camarim. Vai pra lá que o lugar é bom pra ver o show e depois a gente toma um uísque... guardou a ponta ou tomaram de você? Beleza, rapaz esperto... guarda ela direitinho...
E seguiu o show! O melhor do Tim Maia a que eu tive oportunidade de assistir. A todo momento, víamos, ao fundo do palco, o tal rapaz, se divertindo como nunca e, a partir daquele dia, com uma história sensacional para contar para os netos. Se é que algum dos dois conseguiu se lembrar depois do uísque. E da ponta, é claro... nem me passou pela cabeça que o Tim estivesse pensando em mandar o rapaz se livrar do flagrante..."
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Leia o livro
Absolutamente ducaralho este vídeo do Tim.
Ganhei no Natal a biografia do mestre do funk-samba-soul escrita pelo Nelson Motta. É imperdível mesmo. Li em 2 dias. O amigo de Tim o coloca em seu lugar de direito dentro da música brasileira: entre os melhores de todos os tempos.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
O cara
sábado, 24 de novembro de 2007
Tim Maia é o cara

A recém-lançada biografia de Tim Maia, escrita por Nelson Motta, chegou às livrarias. Intitulada Vale Tudo - O som e a Fúria de Tim Maia a história do gordoidão merecia mesmo ser contada e ninguém melhor do que o jornalista e agitador cultural, amigo pessoal do mestre do soul-funk brasileiro.
E o lançamento conta com um hotsite bem legal onde dá para ouvir dezenas de músicas do Tim, ver várias fotos e de lambuja ler alguns capítulos do livro. Chega lá.
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