Acabo de assistir o último episódio da trilogia Ilha 70, produzido pela Vinil Filmes e veiculado na RBS TV. Um belo trabalho pra cidade se ver e olhar para seu passado próximo, alimentando as mentes criativas do presente.
E já se fala num Ilha 80. Eu já disse antes que o material pesquisado rende no mínimo outros cinco documentários.
Seguem mais imagens de arquivo dos acervos de Beto Stodieck e Ricardinho Machado, gentilmente cedidas pela produção.
A famosa capa do jornal Rock, Surf & Brotos
Dois gênios catarinas, Hassis e Meyer FilhoO começo da Ilha de Nossa Senhora dos Aterros,como gosta de chamar o Fábio BrüggemannFigueiredo e Bornhausen tomam um café no Senadinho em novembro de 1979O jornalista, visionário e agitador Beto Stodieck
E não custa relembrar que nesta segunda, 20 de agosto, haverão duas sessões gratuitas de pré-estréia do documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, de Ieda Beck, no CIC - Centro Integrado de Cultura em Florianópolis.
É um importante registro de um músico fenomenal, desconhecido em sua terra e admirado ao redor do mundo. O filme e junto com ele o relançamento, pela família, do disco Mestiço são uma oportunidade e tanto para que Luiz Henrique seja mais conhecido e ouvido.
E o álbum relançado pela família tem a capa feita por outro genial artista florianopolitano, Hassis. Este foi um importante membro do Grupo Sul, que movimentou a arte catarinense ao trazer o modernismo para cá nos anos 50(!).
Hassis se tornou conhecido como pintor e ilustrador mas gostava de fazer experimentos com super8 sensacionais. Ele pintava e raspava direto no negativo criando obras magníficas, como o filme Batucada.
Em outro ele faz uma homenagem à Florianópolis que tem como trilha Luiz Henrique no violão. E a música é absurda. O cara simplesmente esmerilha nas 6 cordas. Batidas percussivas, solos oitavados, slides, o diabo. É um Luiz Henrique nunca registrado em um do seus discos.
Assisti esses vídeos pois foram incluídos no documentário Hassis – Um AutoRetrato Imaginado, uma autobiografia Inventada – de Marco Martins e Ricardo Weschenfelder, lançado em 2005.