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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Eduardo Xuxu fala sobre o ENSAIO CÉLULA e o que vem pela frente
Ontem estive na inauguração do ENSAIO CÉLULA e aproveitei para fazer esta pequena entrevista com o Xuxu, que agora é sócio do Márcio da Costa e Bruno Tristão na Célula.
Pra começar, Xuxu montou estes dois estúdios de ensaio muito bem equipados e onde Jean Mafra & Bonde Vertigem se prepararam para aquele show incrível da Maratona Cultural.
Fico extremamente feliz de ver a união de gente que faz. A Célula nasceu do sonho daqueles que fizeram o Clube da Luta, encabeçados pelo Márcio da Costa, o Marcinho e agora junta forças com Xuxu, Elke Siedler e Alexei Leão, que também estão envolvidos na reforma que tornará a Célula um dos melhores equipamentos culturais do Estado.
Como Xuxu disse, é um sonho de uma vida realizado. Coisa boa de ver esse sorriso. E vem muito mais por aí.
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sábado, 12 de março de 2011
Do limão, a limonada
As últimas informações dão conta que a vaga no Conselho Estadual de Cultura pleiteada pela Musicatarina - que reúne profissionais de todo o Estado que atuam no mercado - foi colocada à disposição da Ordem dos Músicos do Brasil, na pessoa de seu presidente da regional SC, Sebastião Machado.
O fato demonstra a distância entre o poder público e os agentes culturais. Distância que é agravada pelo desconhecimento da realidade da música no país e pela falta de uma secretaria exclusiva para a Cultura. A luta continua.
Meu colega Jean Mafra contextualizou muito bem a situação em seu blog. Sugiro a visita.
Esta carta aberta, publicada em seguida, foi enviada para Secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Cesar Souza Júnior.
O fato demonstra a distância entre o poder público e os agentes culturais. Distância que é agravada pelo desconhecimento da realidade da música no país e pela falta de uma secretaria exclusiva para a Cultura. A luta continua.
Meu colega Jean Mafra contextualizou muito bem a situação em seu blog. Sugiro a visita.
Esta carta aberta, publicada em seguida, foi enviada para Secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Cesar Souza Júnior.
Florianópolis, 03 de março de 2011.
Digníssimo Sr. Cesar Souza Júnior
Secretário de Cultura Esporte e Turismo de Santa Catarina
Senhor Secretário,
Nós, coletivo dos músicos de diversas regiões de Santa Catarina e de instituições musicais congêneres abaixo listadas, viemos parabenizá-lo no cargo de Secretário da Cultura, certos de que não lhe faltará esforço e empenho em solucionar os problemas culturais que envolvem nosso estado.
Colocamo-nos à disposição, através de um diálogo permanente e aberto, para colaborar com sugestões para o aprimoramento das soluções que possam conduzir a resultados que atendam aos anseios dos músicos, artistas e produtores culturais relativos, almejando contribuir para uma cultura plural que vá de encontro aos anseios e desejos da população catarinense.
Sabedores de sua urgente preocupação em ter um Conselho Estadual de Cultura, dinâmico, eficiente e representativo da classe artística para assessorá-lo, desejamos informar que a Ordem dos Músicos do Brasil – OMB, não é uma instituição que represente os músicos de Santa Catarina e em nada contribuiu até o presente momento para uma melhor qualificação, desenvolvimento e entrosamento dos músicos. Motivo pelo qual, não deveria ter assento na representação de música do Conselho Estadual de Cultura, pois não representa a classe musical do estado.
Neste sentido, aproveitamos para lembrá-lo que, desde o ano passado, reiterado neste ano, temos o nome do Sr. Guilherme Zimmer, liderança destacada no cenário da música de Santa Catarina, e indicado pela categoria (através de algumas instituições representativas da sociedade civil – AMUJ, Fundação ECOS Cultural, MUSAE, Coletivo Barriga Verde, Coletivo Clube da Luta, Coletivo Cardume Cultural, Coletivo Beluga, SConectada, Insecta Cultura Independente, Micróbio Gravasons, Rock Rural e outras) para uma das cadeiras do Conselho. O Sr. Guilherme Zimmer como delegado eleito pelos músicos de SC para representá-los em Brasília na Conferencia Setorial de Cultura, é o representante natural da música no Conselho Estadual de Cultura.
No afã de termos colaborado, colocamo-nos à disposição para uma reunião ou encontro se assim o desejar.
Atenciosamente, Vinícius Zimmermann
Presidente
MUSICATARINA - Associação da Cadeia Produtiva da Música de Santa Catarina.
terça-feira, 4 de maio de 2010
SOS Cultura em SC
---------- Forwarded message ----------
From: Fórum Cultural de Fpolis
Date: 2010/5/3
Subject: SOS FCC
To: forumculturaldeflorianopolis@gmail.com
Caríssimos(as),
Diante dos últimos acontecimentos protagonizados pelo governador Pavan em relação à Cultura, e da situação frágil que se encontra a Fundação Catarinense da Cultura, assim como a vulnerabilidade dos convênios fechados junto ao Ministério da Cultura e com as instituições culturais do estado, ainda a recente informação de que o Estado liberou R$ 2,5 milhões para o tenor que não cantou, avaliamos a necessidade de uma reunião urgente nesta semana.
Data: 5 de maio - próxima quarta-feira
Horário: 19h
Local: Plenarinho na Assembléia Legislativa
Acreditamos que tanto o debate sobre a motivação e “método” do governador quanto a concordância ou não da comunidade cultural do Estado com a gestão da área cultural nos últimos anos são desdobramentos importantes, porém, gostaria de enfatizar uma questão ainda mais urgente: a continuidade das ações da FCC.
Entre as atividades executadas este ano que não podem parar em função da dança das cadeiras do período eleitoral estão: A reforma e modernização do CIC, os convênios do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura, a estruturação da rede de Pontos de Cultura do Estado, o Sistema Estadual de Cultura e a adesão de Santa Catarina, a institucionalização dos Fórum Estadual dos Dirigentes Municipais de Cultura, o concurso publico da FCC, a vaga no Fórum Nacional de Secretários de Cultura, a manutenção do Edital Elizabete Anderle e o Edital de Cinema e o encaminhamento das deliberações da II Conferencia Estadual de Cultura. A reunião será transmitida online pela Alquimídia para que os produtores de outras partes do estado participem. De lá sairá um documento manifestando a necessidade de continuidade das ações citadas e outras elencadas durante o encontro. Passem adiante e compareçam.
Repetindo o convite:
Data: 5 de maio - próxima quarta-feira
Horário: 19h
Local: Plenarinho na Assembléia Legislativa
Abraços.
Chistiane Ramirez - Presidente do Fórum Cultural de Florianópolis
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Meu calhambeque bip bip
Mais um tirinha de uma nova série do Laerte - Legórnias Pampa - carregada de simbolismo e poesia muito além/e na superfície.
Para o jornalista Gilberto Dimenstein isto não é cultura.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A luta tá só começando

Esse aí é Guilherme Zimmer em Fortaleza onde participou da Feira de Música que aconteceu na semana passada e dentro da feira mais especificamente ele foi representar Santa Catarina através uma série de agentes culturais ligados à música no Estado, tais como o Clube da Luta e a Insecta.
Cheio de novidades e entusiasmo ele relatou via e-mail que "Abrafin, Fora do Eixo, Casas Associadas, MPB, etc... Todos já foram avisados que SC tá acordando!".
Bandas, músicos, casas de show, engenheiros de som, roadies, etc,etc, etc. Entrem em contato através do endereço sconectada@gmail.com para serem incluídos numa lista de discussão que visa reunir a cadeia produtiva da música catarinense.
Bora lá fazer nossa parte. Organizar, capacitar e empreender. Agentes culturais de SC uni-vos, nada tendes a perder a não ser esse marasmo que faz com que nosso Estado ainda seja uma incógnita no mapa cultural brasileiro.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Só Seo Francolino é quem sabia

Tou na correria e não queria deixar de registrar este evento que preenche um pouco, e belamente, o vácuo que a Prefeitura de Florianópolis deixou ao não comemorar o centenário de Franklin Cascaes adequadamante no ano passado.
Aglair é uma figura das mais intigantes e uma agitadora com a qual aprendi muito nos bancos do curso de Jornalismo da UFSC. Segue o release que recebi:
Nunca é tarde para celebrar o nascimento de alguém tão especial como foi Franklin Cascaes. É com esse espírito que inaugura no dia 5 de agosto, às 20 horas, na galeria Pedro Paulo Vecchietti, exposição Metamorfoses Imagéticas, videoinstalação concebida por Aglair Bernardo e produzida pela Vinil Filmes.
A exposição faz parte de um conjunto de trabalhos idealizados pela Associação dos Amigos do Museu Universitário em parceria com a Fundação Franklin Cascaes e a UFSC, patrocinada pelo Fundo estadual de cultura do estado de SC para comemorar o centenário de nascimento de Franklin Cascaes, integrando um outro ciclo de exposições comemorativas denominado 100+ 1, já que seu centenário foi no ano passado.
Sem didatismo e sem apelos documentaristas, a videoinstalação é um rico diálogo com fragmentos da obra do artista onde imagens e sons fazem-se e refazem-se diante do espectador, permitindo que, em função do seu olhar e de sua circulação na galeria, a obra nunca seja igual. Metamorfoses Imagéticas trata de mutações e de transformações, de acasos entre os encontros de som e imagem, de fluxos imagéticos, ora velozes, ora entediantes.
Serviço:
Coquetel de abertura para convidados: 05 de agosto, às 20 hs
Data de visitação: de 06 de agosto a 25 de setembro
Horário: das 10hs às 18hs
Local: Galeria Pedro Paulo Vecchietti – Arquivo Histórico Municipal – Praça XV, n 30
domingo, 31 de maio de 2009
Com retrato na coluna social
Recebi de um leitor censurado em outras plagas este texto sobre o polêmico maestro José Nilo Vale. Quem responderá as indagações finais?
Por Raul Perdigueiro
Maestro José Nilo Vale, da OSSCA, "vale" o quanto chora. E como chora, quer R$ 10 mil por mês do Governo do Estado para abrigar a orquestra. Ainda que com toda a sua benevolência, o secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esportes, Gilmar Knaesel negou a proposta indecorosa. Se até dentro da secretaria o Maestro já é visto como uma presença incômoda, o mesmo não se pode dizer em outras instâncias, como a mídia.
Mas o maestro não gosta de falar, chora para não falar. Chora para receber, mas não presta contas sobre a sua gestão temerária, desafinada. Os músicos não recebem seus salários e a OSSCA está parada porque não tem dinheiro, não tem porque não pode receber do Estado diante das advertências do Tribunal de Contas do Estado que desde o ano passado bate na desorganização da administração da Ossca, mas também não leva adiante, como por exemplo, ao Ministério Público.
Só recapitulando, no mês de maio foi revelado o resultado da auditoria operacional do TCE sobre os mecanismos de incentivo à cultura do Governo do Estado. Dentre os 10 proponentes que abocanharam 55% de todo o dinheiro (R$ 25 milhões) investido pelo governo em projetos culturais no exercício de 2008 está a Associação Cultural Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (AOSSCA), com R$ 1,1 milhão. E não poderia jamais recebê-lo porque sua situação legal é capenga.
Mas aí todos sentem pena do maestro, ele chora, é emotivo, pede para não se tocar no assunto, promete entrevistas bombásticas e some do mapa, enfim desafina na gestão e dissimula na prestação. Mas ninguém pensa nos músicos, muito embora eles também contribuiem em seu silêncio ao não tomar uma atitude e denunciar a questão ao Ministério Público e Delegacia Regional do Trabalho.
O problema é que isso envolve dinheiro público, nosso, que vai para o mesmo ralo do desperdício que mensalmente despeja milhões em lugares incertos e não sabidos. Daí não podemos levar a situação como um caso folclórico. Isso é de interesse da coletividade e como tal deve estará sujeito à lupa rigorosa da lei e suas instâncias fiscalizadoras, bem como as penas previstas para os casos de malversação do dinheiro público, para não falar o pior.
O que impede o Maestro Nilo de cumprir o seu dever e prestar contas sobre a sua orquestra? E o que impede o TCE, o governo do Estado e o MP de cobrar maior responsabilidade por conta da gestão da orquestra? Ou então que cessem já essa "ópera de bufa" com o dinheiro do Estado, afinal, só o maestro aplaude.
Aliás, ninguém percebeu o nome deste espetáculo: A Ópera do Malandro!
domingo, 14 de dezembro de 2008
Seo Francolino
E pra não dizer que a Fundação Municipal de Cultura deixou passar totalmente em branco o centenário de Franklin Joaquim Cascaes será lançada amanhã às 20 hs no Cineclube Nossa Senhora do Desterro, no CIC, o documentário Franklin Cascaes.Produzido por Edina de Marco, José Rafael Mamigonian e Norberto Depizolatti, o filme de 30 minutos faz parte da Série Alma de Artista, projeto da Fundação Franklin Cascaes.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Tríplice lambança
Repercute bastante no meio cultural o texto de Ademir dos Santos que republiquei aqui. E pasme, acabo de ler no blog do Cacau que está em andamento uma reforma administrativa onde o prefeito Dário Berger, à exemplo de seu mentor, vai unir as pastas de Cultura, Esporte e Turismo.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
"Só seu Francolino é quem sabia..."
Vilson Rosalino, superintendente da Fundação Franklin Cascaes - que deixou passar em branco o centenário daquele que batizou a Fundação Municipal de Cultura e maior pesquisador da cultura açoriana do litoral catarinense - tomou uma cacetada e tanto do Ademir dos Santos, funcionário da FFC que escreveu o seguinte texto "produzido com base em conclusões de reuniões e encontros informais com os atores culturais de Florianópolis", extraído do blog Sambaqui na Rede:
"Uma apreensão crescente toma conta do mundo da cultura de Florianópolis: o Sr. Vilson Rosalino quer permanecer mais quatro anos à frente da Fundação Franklin Cascaes !
Não bastasse a gestão medíocre e autoritária que desenvolveu nos últimos anos, reconhecida pela quase totalidade dos agentes culturais como um desastre; apesar de ter interrompido o diálogo com praticamente todos os segmentos culturais; além de despertar o desprezo da quase unanimidade dos funcionários por sua empáfia e prepotência, e de não contar com o respaldo de mais de meia dúzia de pessoas, ainda assim, não poupa esforços para se manter no cargo!
Este fenômeno humano, cuja contribuição à cultura para a cidade foi a participação em um grupo teatral nos anos 80 e a adaptação de uma lei de incentivo à cultura transposta para Florianópolis em 1991, quando vereador, na Superintendência da Fundação Franklin Cascaes se constituiu na maior decepção dos agentes culturais que o apoiaram e dos próprios companheiros do PPS que o indicaram. Ninguém poderia imaginar que um militante oriundo das fileiras do Partido Comunista Brasileiro, reconhecido pelas suas tradições humanísticas e democráticas, se tornasse um gestor tão autoritário, tacanho e mesquinho.
A atual gestão da Fundação sob o seu comando é, disparadamente, a pior dos 21 anos de existência desta entidade! A participação dela na vida cultural da Cidade tornou-se insignificante, uma sombra, se comparada ao que já foi no passado, na administração de Salim Miguel ou mesmo da Professora Lélia Nunes Pereira, por exemplo.
Inseguro, sem criatividade, preocupado mais em cortar gastos do que em ampliar os recursos quando se trata de projetos culturais, com o seu empenho, Florianópolis se tornou a capital do Brasil com o menor orçamento destinado à cultura. Sem liderança alguma para motivar quem quer que seja, o atual Superintendente, coadjuvado pelo seu Coordenador Administrativo Financeiro e algumas outras conivências, implantou uma gestão baseada na intimidação, no autoritarismo stalinista em relação aos funcionários e na ausência completa de diálogo com os segmentos culturais. O que de bom a Fundação (entenda-se o corpo técnico) produziu, produziu apesar deles!
Entretanto, tudo o que era possível para prejudicar os funcionários foi feito: desde o impedimento de participação em cursos de aprimoramento oferecidos pela própria Prefeitura, ao congelamento das gratificações; da transferência de pessoas com atestado de saúde ou padecendo de doença grave, à mudança de período de férias para que o funcionário não usufruísse dias de feriados a mais; ameaças, grosserias, tratamentos desrespeitosos tornaram-se freqüentes, resultando em abalos emocionais e, inclusive, em afastamentos da Fundação.
Os funcionários, que em outros tempos constituíam uma equipe em permanente interação, que trabalhavam satisfeitos, não recebem a menor consideração (são vistos como malandros, não confiáveis, incompetentes, sabotadores (!), etc., etc...). Assim como os cargos comissionados, tornaram-se meros tarefeiros, para os quais a discussão, a crítica, a criatividade estão proibidas. Não se promove o diálogo, a participação; cumpre-se ordens!
O autoritarismo e a centralização são de tal ordem que nestes últimos quatro anos nenhuma reunião geral de avaliação foi convocada pela Superintendência! Os setores trabalham de forma fragmentária, não sabendo um do que ocorre no outro! Os funcionários muitas vezes tomam conhecimento da programação cultural da Fundação pelos jornais! Nenhuma discussão pública sobre qualquer aspecto da cultura foi promovida pela Fundação! Ninguém sabe qual é a política cultural da Franklin Cascaes, quais suas metas e prioridades. O órgão municipal de administração da cultura aboliu o jornal que vinha sendo produzido desde a sua criação! Não possui um único boletim informativo!
Os artistas e produtores culturais da cidade em momento algum participaram de qualquer fórum para tratar da cultura em Florianópolis. Como constituem, entretanto, uma categoria de difícil mobilização, padecem individualmente de dificuldades enormes para serem atendidos, para poderem viabilizar os seus projetos, manifestando com pesar às pessoas em quem confiam a situação lastimável em que se encontra a gestão da cultura da capital do Estado.
Os funcionários, os artesãos, os artistas, os intelectuais, os produtores culturais são unânimes na avaliação do retrocesso, da mediocridade, da quase anulação do papel de uma fundação de cultura que esta superintendência e alguns assessores conseguiram efetivar em Florianópolis.
É quase inacreditável que alguém, tendo prejudicado tanto a cultura local, que não conte mais com o apoio de seus antigos companheiros de partido, que se encontre praticamente isolado, que não tenha e nem alavanque votos (pelo contrário), ainda assim, não poupe esforços para continuar sua desastrosa e nefasta gestão. Talvez só recorrendo aos estudos freudianos mais cavernosos ou às páginas kardecistas mais densas sobre espíritos obsessores, poder-se-ia tentar entender tal postura.
O fato de ter permanecido no cargo até agora é resultante de uma singular (e irrepetível, espera-se) conjunção de fatores que inclui equívocos, enganações e dissimulações, conveniências e carências, falta de mobilização dos setores culturais, omissões diversas ( incluindo a dos funcionários) e, com certeza, algumas forças obscuras, próprias deste universo cheio de mistérios e bizarrices.
Como nos tempos atuais estão em desuso as práticas exorcistas, o que todos esperam é que o Prefeito Dário Berger, cuja administração no seu conjunto recebeu, com a reeleição, uma aprovação contundente (apesar dos prejuízos causados por alguns dos seus colaboradores), no seu segundo mandato não permita a continuidade de pessoas incompetentes, destemperadas, incapazes de tratar com cortesia outros que não sejam autoridades; de pessoas que ao invés de motivar, utilizam métodos administrativos retrógrados e coercitivos, próprios dos regimes ditatoriais; de pessoas inaptas para criar sinergia e tornar Florianópolis uma cidade com uma vida cultural efervescente, democrática, que valorize as nossas tradições, estimule nossas potencialidades e esteja em sintonia com o que de melhor se produz em nível da cultura universal.
Para isto se faz imprescindível, além da mobilização da sociedade civil e dos segmentos culturais, o apoio dos órgãos de imprensa e dos formadores de opinião que acreditam no potencial de nossa terra e de nossa gente e compreendem a importância da cultura na melhoria da qualidade de vida da cidade, como fator de inclusão social e prosperidade econômica".
sábado, 15 de novembro de 2008
Comitê gestor de cu é rola
Um produtor cultural do Sudeste que esteve em Florianópolis pesquisando oportunidades ficou chocado em conhecer as leis da cultura em Santa Catarina. Nosso Estado segundo ele" é o único em que o governador detém o canetaço".Pois é. Vide a peça da Vera Fischer, shows da primeira filha, festinha com o João Dória Jr, campeonato de golfe no campo de um membro do governo e por aí vai.
A última mesmo é excelente. O atual Governo do Estado de Santa Catarina deu R$1,5 milhão de reais para um festival de música pop baba em Joinville, realizado pela maior empresa de comunicação do Estado.
Será por isso que muita gente que tem seus projetos aprovados em editais da FCC chega a demorar quase 1 ano para receber o dinheiro captado por eles mesmos e depositados na conta do Governo?
Ou melhor ainda. Será por isso que a nossa grande imprensa não vai a fundo no mar de lama que assola a província?
Na área da cultura a grande sacada de vossa alteza é o famigerado Funcultural. O lance é deixar os entretantos e ir pros finalmentes.
E o que dizer do atraso em liberar verbas para comemorar o centenário de Franklin Cascaes como bem lembrou um bom amigo da Esquerda Festiva?
Parece muito mesmo com um descaso consciente para matar nossa cultura popular e importar, ou melhor, impor uma mistura de novo-riquismo cheio de mau gosto, as últimas novidades das Oropa e os piores de nossos pesadelos.
Uma vergonha para todos nós.
Que as bruxas da Ilha acordem e varram essa gente nefasta. Eu faço minha parte.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Jardim elétrico
Rock da Tainha com Valdir Agostinho em apresentação no jardim do Palácio Cruz e Souza.
domingo, 25 de maio de 2008
Falou e disse

A cultura é um vetor de desenvolvimento pessoal, de progresso, de convívio. A cultura não vai resolver o problema da distribuição de renda e nem de violência, mas ela dá um nível de satisfação e de participação que as pessoas precisam e esperam.
Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura de São Paulo em entrevista à Carta Capital.
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