Logo mais à noite estarei no Blues Velvet acompanhando Zuleika Zimbabue no Cabaret Inferno, um espetáculo de música, teatro e entretenimento. O repertório novo tá superlegal. Vai de Madonna à Roberto Carlos, passando por Beatles e Carly Simon.
E a noite começa mais cedo se você der uma passada na Fundação Cultural Badesc, na Visconde de Ouro Preto, 216 (na frente do Floph) onde o inquieto amigo Fábio Brüggemann comemora os 15 anos de sua editora , a Letras Contemporâneas, com os lançamentos de Como Viver Sem Perguntar?, do próprio, e Relatos de um Corvo Sedutor, de Péricles Prade.
A temporada de festas da semana começa na quarta com a super edição do La Gonga, o show de calouros comandada por Zuleika Zimbabue no Blues Velvet. A diva trash é escorpiana e comemora seu aniversário, junto com o Paulão neste dia.
Fui convidado para comandar a banda da Zuleika e chamei a cozinha da Maltines, Cisso Fernando e Marcill, para completar o trio The New Gongo Boys on The Block, que além de acompanhar a musa do under fará a cama para os calouros.
O animado júri dessa vez contará com Fábio Brüggemann, Lígia Gastaldi, Marcos Espíndola, Renato Turnes e Ricardo Tromm, só figuraças que não perdoam a tosquice.
Chegue cedo pois o Blues Velvet lota rapidinho e a animação é certa.
Eu não chegaria a afirmar como o Fábio Bruggemann que a elite catarinense "é a pior o mundo". Mas do Brasil chega perto.
Nesta entrevista como convidado do Conversas de Sábado na TvCom, ele lembra de um fato cultural simbólico que é o atraso de 30 anos de nossa terra em relação ao mundo. Isso por conta do conservadorismo e moralismo da sociedade catarinense.
O amigo Fábio cita o surgimento do Grupo Sul tentando trazer a Semana de Arte Moderna de 22 para cá...30 anos depois. O coletivo de jovens artistas, que incluia talentos como Meyer Filho, Hassis, Eglê Malheiros, Salim Miguel, Adolfo Boos Jr e Ody Fraga, foi muito hostilizado. Depois do golpe de 64 a livraria que Salim Miguel tinha no Centro, foi quebrada e os livros queimados em praça pública. É mole?
Uns dois anos atrás Salim escreveu sobre o episódio num artigo de jornal e falou que um dos mais inflamados no papel de inquisidor ainda estava na vida pública.
Na época eu morava no mesmo prédio que o escritor e sua esposa, a também escritora Eglê Malheiros e volta e meia os encontrava em suas caminhadas. Quando os vi no portão do condomínio cumprimentei-os e não resisti à curiosidade de perguntar quem era o cidadão incendiário.
Salim só me disse que era um que não valia a pena e ficamos nos olhando, ele deu um sorriso e seguiu no passeio.
Pelas Barbas de Magritte, filme de Lina Lavoratti e Paulinho Maisatto, baseado no conto "O Mudo", do camarada Fábio Brüggemann, com o próprio atuando ao lado de Bruno Carvalho.