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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Noite de rock


Foi um porraço assistir aos shows de WWDiablo( na foto) , Da Caverna e Andrey e a Baba na última sexta na Célula.

Os rockers mariachis abriram com um clima pesadão colorido pelo trompete e balançaram o público ainda tímido e reduzido, que foi crescendo durante o show.

Gostei muito do Samuel Casal na guitarra que deu o chão perfeito para o Galináceo cantar e fazer intervenções, às vezes engordando as bases, outras solando. Uma ótima estréia no Clube da Luta.

E o segundo show foi com Da Caverna que veio moendo, com garra e muita coesão. Os irmão Zimmermann estavam irados e fizeram uma de suas melhores apresentações na Célula. Ponto alto da noite.

E pra fechar Andrey e a Baba, com Luciano Bilu no baixo, fez também um grande show. Punk rock concreto sem parar. Com direto a um bis para um público ensandecido que exigiu e teve mais.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Elza aderiu



Ontem tive uma noite memorável. Após mais uma edição do Lero-lero Musical na Livraria Saraiva - onde fui agraciado com uma singela homenagem pelos serviços prestados à causa e participação - estive no CIC onde vi e ouvi a genial Elza Soares. Que energia minha gente! Aos 71 anos estava serelepe e fez o teatro chacoalhar ao som de sua voz rouca e cheia de sentimento acompanhada da nata dos músicos de Florianópolis e - no fim dos show- das velhas guardas de 3 escolas de samba da Capital.

No camarim, eu e o Zé Pereira fomos recebidos pela cantora que se entusiasmou com o Clube da Luta. Segundo Elza tá todo mundo na luta. Disse ela ainda que deveríamos tê-la avisado antes do show pois ela teria dado um grande recado no palco. Enfim, valeu demais. Ainda pudemos dar um beijo naquela face abençoada.

E não acabou. Ainda no embalo da boa música e vibrações positivas partimos em caravana rumo à Lagoa para assistir o show de Curumin e continuar nossa viagem na linha evolutiva da música popular brasileira.

Chegando ao John Bull, local do show, ouvi as melhores impressões possíveis sobre a apresentação da Samambaia Sound Club que abriu a noite e deixou o Curumin nos cascos. Vai ser funk assim lá na casa do chapéu. O cara manda ver na bateria e canta com muito suingue. Aquela cruza malandra de Trio Mocotó com Stevie Wonder. Nosso grupo, formado por este que vos escreve, Júlia Eleguida, Zé Pereira, Shei, Alexandre Luz e o Gil ( proprietário do Blues Velvet) se esbaldou e caiu na dança.

Em grande momento o BNegão, que havia se apresentado no mesmo local na noite anterior, deu uma canja excelente em Caixa Preta - faixa do álbum Japan Pop Show de Curumin onde o rapper carioca deu uma palha - e pegou a guitarra para mandar tudo pro espaço em Funk Até o Caroço. O reduzido público não se intimidou e caiu no groove.

Vacilões, se liguem que no sábado o Curumin faz um show extra no Vecchio Giorgio.

UPDATE: Maquinhos Espíndola tascou em seu blog um relato da jornalista Maristela Amorim que estava no camarim e, junto com o fotógrafo Fernando Willadino, registrou o momento em que eu e o Zé encontramos Elza.