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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Golpismo


Essa foto recebi agora a pouco via MSN do meu camarada Lúcio "Brown" Lambranho, repórter do site Congresso em Foco que está na Nicarágua após uma visita à Honduras onde foi conferir o clima. Lá golpistas derrubaram o presidente eleito Manuel Zelaya e colocaram no poder Roberto Micheletti.

A foto foi feita em Tegucigalpa, capital de Honduras.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A vingança do Inca



Boa iniciativa a reportagem sobre o crack exibida recentemente no Jornal da Globo. Focando na recuperação mostra como o problema se alastrou da Cracolândia para todo o Brasil.

Vale a pena conferir também este post no baita blog de João Wainer, jornalista e fotógrafo. O neto de Samuel Wainer fotografou a Cracolândia e fez algumas considerações, que publicadas há mais de um ano, ainda valem, como demonstra a matéria da Globo. Um trecho:

" Nas favelas do Rio, as facções criminosas proibiram a venda de crack. Nas cadeias, o PCC fez o mesmo. Nas ruas de SP, o Estado deveria seguir o exemplo, mas não foi capaz.
O efeito da pedrinha é devastador e transforma seus usuários mini-monstros que perambulam em bandos feito almas penadas roubando e cachimbando enrolados em cobertores de feltro pelas outrora chiques ruas da Cracolândia, nas beiradas da Estação da Luz.
Faz anos que vejo nos jornais os anúncios de revitalização da Cracolândia. Urbanistas mostram seus desenhos, economistas seus cálculos e jornalistas suas análises enquanto a cada dia mais e mais crianças se acabam na pedra sobre colchonetes sujos e fétidos, a vista de todos, inclusive da policia que passa e os ignora como se nada acontecesse.
Sob efeito do crack os moleques parecem bichos. Os olhos saltam e os músculos enrijecem. Olham para os lados como se estivessem sendo perseguidos o tempo todo. Sentem incontrolável vontade de cagar, o que transforma seus “mocós” em lugares mais nojentos do que já são. O cheiro é podre".

sábado, 13 de setembro de 2008

Shownalismo


Um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, Ricardo Kotscho, entrou na blogosfera com o Balaio do Kotscho.

De lá trago este post sobre a saída de Nelson Motta da Folha:

Por isso que é bom sair de casa e andar por aí. Se não tivesse ido ao supermercado na terça-feira não ficaria sabendo, por exemplo, por que o colunista Nelson Motta deixou abruptamente a coluna carioca da “Folha” nas sextas-feiras.

Em sua lacônica coluna de despedida, quando aproveitou para dar mais um pau na TV pública, tema recorrente dos neo-cons da imprensa, Motta nada esclareceu, e o jornal também não se preocupou em dar uma satisfação aos leitores.

Foi o seguinte, como me contou um velho amigo testemunha dos fatos com quem cruzei no supermercado.

Na coluna anterior, “O rei e o leão”, o jornalista, compositor e produtor musical Nelson Motta criticou a crítica do jornal que criticou o show de Caetano Veloso e Roberto Carlos em São Paulo.

Até aí, não teria nada demais, até porque o jornal bem que gosta de uma polêmica. Acontece que a direção do jornal foi informada que Nelson Motta havia trabalhado na produção deste show.

Cobrado por seus superiores por ter omitido esta informação, ele se aborreceu e disse tchau, não admitindo que colocassem em dúvida a sua ética profissional.

O caso Motta-”Folha” pode nos recomendar uma reflexão sobre os caminhos e interesses cruzados entre jornalismo e entretenimento, cada vez mais comuns.

Em um dos seus livros, o jornalista e professor José Arbex já definiu esta prática como “shownalismo” .

Como bem comentou um leitor do Kotscho, o Nelson Motta é craque na MPB, já em política...