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terça-feira, 11 de agosto de 2009

On the road



Dica do @fabiobruggeman. O segundo documentário da série Encontros, em que ele e o escritor Salim Miguel viajam de carro de Florianópolis a Biguaçu, primeiro com Brüggemann no volante e depois numa viagem onírica em um carro antigo guiado por Salim Miguel.

Uma conversa afiada sobre a arte de escrever e um mergulho nas memórias e reminiscências de Salim Miguel, que recebeu no último dia 23 de julho o maior prêmio oferecido pela Academia Brasileira de Letras, o prêmio Machado de Assis (pelo conjunto da obra).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cinema catarina


Ontem fiz uma visita ao escritório da Vinil Filmes e tive a oportunidade de assistir os episódios de Histórias de Cinema, uma série em três capítulos que mistura a linguagem do documentário e da ficção.

A produção ao mesmo tempo em que didaticamente informa, emociona e diverte,"mostra uma visão diferente sobre a aventura de fazer cinema em Santa Catarina", é o que afirma o release e eu confirmo. Tá divertido demais e conta com belos depoimentos de gente como Salim Miguel, Eglê Malheiros, João Amorim ( Antônio Rossa vai lembrar dele) e Gilberto Gerlach.

Este último aliás conta uma história marcante que é o ápice do primeiro episódio.

Vale muito a pena ligar a TV ao meio-dia no próximo sábado, para assistir esse atestado de fé no amor à arte que abraçaram, ou melhor, que os abraçou pois nessa vida não se escolhe, se é escolhido.

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Caminante no hay camino..."




Eu não chegaria a afirmar como o Fábio Bruggemann que a elite catarinense "é a pior o mundo". Mas do Brasil chega perto.

Nesta entrevista como convidado do Conversas de Sábado na TvCom, ele lembra de um fato cultural simbólico que é o atraso de 30 anos de nossa terra em relação ao mundo. Isso por conta do conservadorismo e moralismo da sociedade catarinense.

O amigo Fábio cita o surgimento do Grupo Sul tentando trazer a Semana de Arte Moderna de 22 para cá...30 anos depois. O coletivo de jovens artistas, que incluia talentos como Meyer Filho, Hassis, Eglê Malheiros, Salim Miguel, Adolfo Boos Jr e Ody Fraga, foi muito hostilizado. Depois do golpe de 64 a livraria que Salim Miguel tinha no Centro, foi quebrada e os livros queimados em praça pública. É mole?

Uns dois anos atrás Salim escreveu sobre o episódio num artigo de jornal e falou que um dos mais inflamados no papel de inquisidor ainda estava na vida pública.

Na época eu morava no mesmo prédio que o escritor e sua esposa, a também escritora Eglê Malheiros e volta e meia os encontrava em suas caminhadas. Quando os vi no portão do condomínio cumprimentei-os e não resisti à curiosidade de perguntar quem era o cidadão incendiário.

Salim só me disse que era um que não valia a pena e ficamos nos olhando, ele deu um sorriso e seguiu no passeio.