Chão da rua Adolfo Konder em frente ao puteiro 1007 onde discotequei ontem na festa Crewolina. Tava duca.
Confere aqui algumas foto da noite em que o puteirinho chacoalhou ao som de muito funk e soul.
A SConectada, conjuntamente com os demais entes envolvidos na II Conferência Nacional de Cultura, em especial a Rede Música Brasil, pelo presente, CONVOCA todos os profissionais que atuam na denominada cadeia produtiva da música no Estado de Santa Catarina para, observando as regras adotadas pelo Ministério da Cultura (MINC) através da Portaria n. 04, de 03 de dezembro de 2009 e suas posteriores alterações, participarem, no próximo dia 12 de janeiro de 2010 (terça-feira), no Espaço Cultural Sol da Terra, às 19:00h, da Assembléia Setorial de Música.
Na oportunidade serão eleitos 03 (três) delegados titulares + 03 (três) delegados suplentes do Estado de Santa Catarina para atuação na Pré-Conferência Setorial de Música que será realizada até 28 de fevereiro/2010, cujo cronograma será oportunamente disponibilizado pelo MINC.
Qualquer cidadão com atuação no setor musical pode se candidatar. As candidaturas deverão ser apresentadas no local, mediante porte de cópia do registro de pré-candidatura feito em formulário próprio disponibilizado no site do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) - www.cultura.gov.br/cnpc
Formalizadas as candidaturas, cada postulante a delegado terá 3 minutos para apresentar seu histórico e suas propostas ao setor. Após as defesas a plenária entrará em votação para eleger os delegados do setor de Música de Santa Catarina.
Contamos com a participação de todos.
SERVIÇO:
Data: 12 de janeiro
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural Sol da Terra
Endereço: Rua Afonso Delambert Neto, 885, Lagoa da Conceição, Florianópolis/SC
Contato do Facilitador: (48) 8408 8565 - Eduardo XuXu
"Na Record, artistas da bossa nova como João Gilberto cantavam apenas em ocasiões muito especiais, como na entrega do Troféu Chico Viola de 1960, quando aconteceu nos bastidores um tremendo bate-boca entre ele e o compositor Tito Madi. Nos camarins do Teatro Record, em 14 de janeiro de 1961, João quebrou um violão na cabeça de Tito e ainda cantou depois. Tito não pôde entrar no palco: foi para o hospital".
"Andar em bandos é saudavel e construtivo. Fazer juntos, de forma colaborativa, para conseguir vantagens para todos. Aprenda a fazer isto com a menor estrutura possivel, sem engessar, criar instituições, essas coisas. Não é mais necessario ter sede própria com piscina ou fazer assembleia para conseguir unir as pessoas com as mesmas idéias, definir uma agenda de trabalho e mandar ver, trazer cada um sua parte no mutirão. Os coletivos realizam de forma natural e simples, com a ajuda destas coisas que chegaram agora, os lugares compartilhados na nuvem, os meios de comunicação gratuitos, as redes sociais. A música, especialmente, se beneficia muito, porque se constroi e gera riquezas e empregos a partir apenas de pessoas, de criatividade, de conteudo, a partir de conversas, encontros, interação. Tudo isso é o que rola e circula pela rede e nas ferramentas, aproveitem bem".
A política do rock
* Paulo Germano
Enquanto a cena de Porto Alegre padece moribunda, implodindo em decadência feito o Congresso, com bandas mais desunidas do que a cúpula do PT, eis que surge uma esperança, uma luz, um exemplo, uma lição, um messias, uma bênção, enfim, um troço massa mesmo.
Mais romântica do que um cara-pintada, mais ingênua do que a oposição do PCO (ok, tá enchendo o saco essa analogia com a política, mas é importante, acredite), mais combativa do que a Heloísa Helena, uma turma da Região Metropolitana vem dando aula de como se constrói uma cena roqueira. Porque, para montar uma cena, é preciso romantismo, ingenuidade e combatividade. Talvez política não seja só isso, mas rock é.
Bueno, o fato é que de uns anos para cá uma ideia cresce na Região Metropolitana, e as bandas lotam bares a torto e a direito, e parcerias são fechadas com as prefeituras, e grupos de outros Estados tocam em Canoas, e festivais fervilham sem parar, e uma banda chamada Cu Sujo tem público cativo. Troço fantástico!
Trata-se dos “coletivos”. São associações sem fins lucrativos que reúnem uma penca de bandas, produtores, donos de estúdios etc. O lance é baseado na tal “economia solidária”. Por exemplo, se o vocalista de uma banda é designer, ele cria o logotipo do estúdio de outro integrante do coletivo. Em troca, vai gravar duas músicas de graça. Já se um guitarrista manja de eletrônica, ele conserta um amplificador e, na permuta, vai receber tantas horas de ensaio.
– Isso tudo só funciona quando a cena anda. Um ciclo econômico começa a funcionar e, daqui a pouco, todos conseguem se manter – diz Wender Zanon, um dos cabeças do Coletivo BIL (Bandas Independentes Locais), de Canoas.
É tanta banda unida que, naturalmente, chama a atenção. A prefeitura de Canoas – aqui, em um exemplo de política justa – convocou o BIL para montar um palco alternativo na Festa do Trabalhador, evento tradicional da cidade no Dia do Trabalho. Em julho, o coletivo levou para Canoas o Ratos de Porão, que sequer deu as caras na Capital. O BIL ainda organizou o 1º Festival Canoense de Videoclipes Independentes e, em três anos, lançou três coletâneas com bandas locais. Pelo amor de Deus, isso é sensacional.
Outros coletivos pipocam em Esteio, São Leopoldo e já chegam a Santa Maria, Venâncio Aires e Pelotas. Na Capital, desde 2007 existe o Coletivo ExtremoRockSul, com adesão ainda tímida.
– Exatamente por sermos de Porto Alegre, nos sentimos na obrigação de propagar essa ideia – diz o produtor Juliano Fraga, romântico feito um cara-pintada.
Assim se faz política no rock.
* Publicado originalmente no jornal Zero Hora, na coluna Remix, em 27 de agosto de 2009.
Contracapa – Bom, o “morto” ainda não esfriou, mas, com o fim do Clube, o que surge no horizonte?
Marcinho Costa – Surge o selo ESCUTE!. Esse é o nome que escolhemos para chamar nosso coletivo de bandas. Todos os shows, lançamentos de CDS e festas produzidas por nós (bandas e produtores do Clube da Luta) vão levar esse selo e, diferente do Clube, isso não vai acontecer só na Célula. E morre, também, qualquer tipo de regra.
Contra – O projeto ESCUTE! parece muito mais desafiador, uma evolução da proposta do Clube que aponta para um caminho há muito já cobrado; a profissionalização e a prospecção de mercados. Qual a estratégia de vocês para que não ocorra com o ESCUTE! o desgaste natural (porém muito rápido) e a consequente desmobilização que vimos com o Clube?
Marcinho – O único desafio é continuar lutando! A estratégia é muito simples: deixar as regras de lado pra dar mais liberdade de intercâmbio entre os artistas que consideramos interessantes. Porém, para aqueles que achavam que o CLUBE veio “salvar a lavoura”, lembramos que isso nunca foi dito por nós, nunca nos consideramos um movimento, nunca nos consideramos uma cena. Se for pra rotular, diria que somos um coletivo de artistas gritando juntos, e assim será o selo ESCUTE!
Contra – Os críticos do Clube, e também ex-signatários, dizem que o projeto ficou muito aquém do seu propósito inicial, que era divulgar a música de Santa Catarina e defender a causa da música autoral no Estado, mas acabou se tornando uma “panela de algumas bandas”. Assim como você, vejo que o projeto atingiu um ápice e desgastou-se, a ponto de virar apenas uma festa. Mas acumulou vitórias em tão pouco tempo. O que faltou conquistar?
Marcinho – Será? Será que as bandas e o próprio Clube da Luta não divulgaram a música de Santa Catarina? Posso falar pelo Tijuquera, que chegou até a Alemanha tocando música autenticamente Catarina. E tenho notícias vindas do Dr (Guilherme) Zimmer (Insecta/SC Conectada) que, em muitos festivais de música por todo Brasil, pergunta-se pelo Clube da Luta e, também, pela Célula Cultural, sede oficial da festa.
Contra – Embora bons provocadores, vocês não engoliram bem as críticas. Abra o coração, Marcinho, qual a autocrítica que você faz a respeito destes três anos?
Marcinho – Nossa ingenuidade talvez tenha sido esperar um entusiasmo cultural na cidade na mesma proporção de aumento de pessoas vindas de outros lugares, principalmente metrópoles do nosso país. Percebemos o contrário: quem vem viver e conhecer a Ilha não procura a cultura daqui, mas sim, praias (ainda) limpas e entretenimento fútil estilo Miami. Não teve exatamente um estopim para o fim, só uma jogada de marketing pra transformar uma marca em outra.
"Passei praticamente 10 anos compondo, desenvolvendo linguagem própria, mas sem muita expectativa de algo profissional. Era válvula de escape, fazer o som que a gente gostava. Até que apareceu essa parceira com o Chico e esse envolvimento com a formação dessa cena nova, que deu novo ânimo, vamos produzir, agora é mais viável acreditar que Recife pode se tornar um pólo, contemporâneo. É aquela coisa, uma andorinha só não faz verão. Aí a gente descobriu que não estava sozinho na parada, apareceram outras bandas na metrópole, de hard core, hip hop, e quando as antenas nacionais se voltaram pra lá, toda essa galera pode sair do gueto".