No sábado estive no Planeta Atlântida, trabalhando na equipe técnica da Aerocirco, que se apresentou no palco Voador ao lado de Zeca Baleiro, Mallu Magalhães e o Tributo a Tim Maia.
Márcio Costa abriu os trabalhos apresentando a chegada do Clube da Luta na área e às 20:30 h Aerocirco atacou o primeiro acorde distorcido esquentando o palco alternativo do evento.
Logo juntou uma muvuca em frente ao palco com muitos fãs cantando TODAS as músicas. Realmente foi bonito. A galera sentou a mão e ferveu o começo daquela noite que seria longa e terminaria com este blogueiro enfiando os dois pés, e as mãos, na lama.
Zeca Baleiro veio depois com uma banda afiada com metais em brasa e que executou muito bem o repertório eclético do maranhense. Povo animadíssimo lotou a frente do palco.
Em seguida Mallu Magalhães também veio cercada de ótimos músicos e atraiu uma multidão maior ainda. E ela é uma menina gente fina mas muito tatibitati. A concentração dela com a banda antes de entrar no palco parecia uma reunião de escoteiros almofadinhas. Um clima assim "olá amiguinhos". Nada podia ser menos rock.
Destaco ainda a presença do grupo Tholl, de Pelotas, que realizou a tarefa de costurar as apresentações e encantou. Com muito profissionalismo, técnica, figurinos impecáveis, graça e leveza levaram o sonho para o palco.
A primeira dessas fotos que fiz foi psicodélica. Cheguei perto do palco pela lateral e as luzes e sons se fundiram na minha cabeça, fiquei por um momento em um estado alterado de consciência e sentia aqueles pedaços de papel laminado como se fossem neve caindo em mim. Loucura meu!
E o destaque negativo vai para a falta de respeito, de noção e de planejamento de quem coloca um stand ao lado do palco com um sistema de som bombando pagode, axé e sertanejo universitário alto, mas muito alto mesmo, com as caixas cuspindo um som distorcido e fisicamente incômodo. A perda de sensibilidade das pessoas é uma coisa incrível. O lugar tava cheio de gente dançando aquele som podre. E digo isso tecnicamente falando não entrando no mérito do gosto musical.
O som alto prejudicou todos os artistas que tocaram no palco Voador. Aerocirco, Zeca Baleiro e Mallu Magalhães deixaram bem claro o desconforto com essa grande falha da produção.





















