segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Ilha da Bruxas

Dias desses jantei com meus amigos Raposo, notável cozinheiro, e sua esposa Ila na Lagoa. Os dois mudaram do Rio para Floripa a cerca de 2 anos. Lá ambos trabalharam na Manchete, ela como diagramadora e ele como jornalista.

Numa conversa amiga, relaxada, me contaram vários causos do "seu" Adolfo Bloch e da extinção da Manchete. Vai daí que me lembrei de uma minissérie que a emissora gravou aqui na Ilha no começo dos anos 90 e fui no YouTube. Consegui apenas uma chamada para uma reapresentação, mas já tá bem legal. Trash total. Chamava-se Ilha das Bruxas. Solta o tape.

Classe é isso aí




Jimmy Smith, mestre do Hammond em 2 músicas de uma aparição no programa Jazz Scene USA, apresentado pelo cantor Oscar Brown Jr. Oscar foi parceiro de Luiz Henrique no musical de extremo sucesso Joy e em um LP, Finding a New Friend .

domingo, 26 de agosto de 2007

Sweet Soul Music




The Dap Kings são a banda de Sharon Jones, cantora de funk-soul que já apresentei aqui, bem como a banda-base da gravadora independente Dap Tone Records, sediada no Brooklyn em Nova Iorque.
O caras gravam música no old-fashioned way, ou seja, com fitas analógicas e sem nada digital e lançam todo seu catálogo principalmente em vinil. O resultado é uma sonoridade vintage que faz a alegria dos curtidores de James Brown e Aretha Franklin, além claro de ser procurada por DJs e músicos de todo o mundo, vide Mark Ronson e sua louca Amy Winehouse.

Abaixo um pouquinho de Sharon Jones & The Dap Kings no estúdio.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Cheio de vontades




O prefeito chorão tá bem encrencado. O mandato de Dário corre sério risco de ser abreviado por conta da tal Lei da Hotelaria.

Resumindo, ele montou a lei que beneficiaria os hoteleiros, que deixariam de pagar uma bolada de impostos para o município. As distorções no projeto são tão grandes que em alguns casos aconteceria a bizarra situação do município ficar devendo(?!) aos hoteleiros. Parece que o principal beneficiado seria Marcondes de Mattos, dono do Costão do Santinho preso na Operação Moeda Verde e que dizem, mas eu não afirmo, financiou a campanha para deputado do primeiro-irmão Djalma Berger. Este por sua vez foi aquele que se utilizou da Justiça para censurar a coluna Sem Cortes lá no site do Paulo Alceu, citado no post anterior.

E olha só este petisco oferecido via blog do Vieirão: uma ligação telefônica grampeada pela PF na Moeda Verde, mostra um diálogo entre o prefeito e o ex-vereador Michel Curi.



Michel: - Eu tô aqui com o doutor Marcondes e o Juarez…
Dário: - Certo!
Michel: - Na minha visão essa lei não ajuda a hotelaria de praia.
Dário: Tá!
Michel: - Em nada.
Dário: - Então… então faz a alteração que tem que fazer! […]
Michel: - E o exercício fiscal, né?!
Dário: - É. Agora é o seguinte: ele tá aberto. Inclusive, disse pro Juarez, é… pra gente fazer alteração que seja necessário pra atender, dentro de um certo equilíbrio, né? […] Mas eu tenho muita vontade aí… de… atender o doutor Marcondes […] O que vocês fizerem aí tá bom pra mim, tá?
Michel: - Tá, tá. Um grande abraço…

Perguntas que pairam no ar

Do site do jornalista Paulo Alceu veio a seguinte nota:


Estranho

Porque será que a prefeitura, comandada pelo prefeito Dário Berger, solicitaria ao Deter o aumento de tarifa do transporte coletivo da Região Metropolitana de Florianópolis? Esta na Resolução nrº 004/2007 publicada no Diário Oficial onde o Deter acolhe a solicitação da prefeitura da Capital. Esse papel não seria dos empresários? Qual o interesse? E tem essa responsabilidade?

" A resposta do povo virá mais tarde"




Goste-se ou não dele, Getúlio Vargas foi inegavelmente o mais importante político brasileiro do século XX. Hoje fazem 53 anos de sua morte às 8h35min da manhã de 24 de agosto de 1954. Com um tiro no coração saiu da vida para entrar definitivamente na História, onde já estava desde que dividiu o Brasil em antes e depois da Revolução de 30.


PS: O título do post é a última frase de um rascunho da carta-testamento encontrado no cofre de Vargas.

Arte catarina





Uma boa pedida para o sábado é o evento Laboratório que acontece no Espaço Cultural Sol da Terra na Lagoa da Conceição, das 16 às 23 h. O Laboratório é uma mostra que reúne trabalhos de música, vídeo, teatro, artes plásticas, moda e performances de artistas de Florianópolis e outras cidades do Estado. E tudo isso por apenas 5 reais. E tu vai ficar em casa?

Consulte a programação no belo site do evento. E clicando na imagem amplie o release.

Para chegar lá é fácil. Indo do Centro para a Lagoa você vem pela rua Afonso Delambert Neto ( em amarelo), na altura da curva onde ela vira Rua Henrique Veras do Nascimento é só seguir em frente e você está na continuação da Afonso Delambert, onde fica o Sol da Terra.


Exibir mapa ampliado

Haja tempo

O amigo Ramiro Pisseti me enviou este link absurdo. São 51 mil álbuns para download. Vou lá cavocar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Sanguinho Novo



Rapaziada da banda Balanço Bruxólico estreou ontem no palco lá no Clube da Sinuca. Reuniram um razoável público para uma noite de quarta-feira e fizeram um belo show do início ao fim.

Na próxima sexta, dia 31 de agosto, eles abrem o show do Coletivo Operante no Drakkar. Será nossa última apresentação com o tecladista Luciano Py. A vaga está aberta. Interessado(a)s entrem em contato pelo e-mail ulyssesdutra@gmail.com.

Pornochanchada latina


.

Los Amigos Invisibles, banda venezuelana, com o clipe da música Cuchi-Cuchi do álbum Arepa 3000, lançado pela Luaka Bop em 2000. Pra ver que nosso vizinho tem muito mais do que petróleo, misses e Hugo Chávez.

Conheci o disco, e a banda, ao ler uma edição da BIZZ onde meu comparsa Emerson Gasperin fez uma resenha. Tempos depois ele me disse "que até a Venezuela tem uma banda de groove legal no mainstream enquanto nós temos o Jota Quest".

Bocas de todo o mundo! Uni-vos




Hilário! Muito bem bolado manifesto pelos alimentos orgânicos. The Mouth Revolution.

Caminhando e cantando




"É assim que se faz a construção, tijolo a tijolo, dinheiro a dinheiro".

Foto de Cassiano Ferraz

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A flagrância do movimento



Charge genial do Kayser que peguei no blog do amigo César, o ótimo Animot.

A luta contínua




A grande pergunta da rapaziada ontem e hoje na ilha do sul é: como foi a viagem do Clube da Luta para o Rio de Janeiro?

Aerocirco, Andrey e a Baba e Maltines tocaram na noite de segunda no Teatro Odisséia na Lapa.


O figuraça da foto é o Macau, irmão do bróda Josema, numa animada noite do Clube da Luta.

"No Balanço do Mar"

Sérgio da Costa Ramos publicou um belo texto sobre Luiz Henrique no DC na segunda passada. E destaco uma frase:


"A Ilha não se embala com um único gênero. A Ilha é Pop, mas também é erudita. A Ilha é folclore, mas também é a elaborada erudição de um José Brasilício de Souza, um Edino Krieger".

Queremismo

Qualquer um que ame Santa Catarina deve ter ojeriza deste atual governo instalado no Palácio da Agronômica, que pra mim continua com esse nome. E parece que as coisas não andam bem pros lados de lá. O STF vai examinar o processo que pode levar à destituição do déspota megalômano nada esclarecido.

César Valente dá uma nota legal sobre o assunto hoje. Ele comenta declarações de Amin. Disse ele:


Esperto, o careca. Com uma só tacada, deu um jeito de manter o assunto do processo contra LHS vivo na mídia e jogou um balde de água fria na turma que estava se preparando para chamá-lo de golpista.

Esperidião reuniu a imprensa ontem para dizer que, qualquer que seja o desfecho do processo em que o STF examina o pedido de cassação do mandato do LHS, ele não assumirá o governo sem que haja nova eleição.

No trecho final da carta que distribuiu, diz o ex-governador:

“Saibam todos, acreditando ou duvidando: se o judiciário tomar a decisão de cassar o mandato em foco – por razões de direito que são conhecidas – não ofenderei Santa Catarina, exercendo o cargo sem preencher o supracitado requisito do voto! O Brasil está precisando de decisões que elevem o exercício da política a nível superior e melhor do que o atual. Se a decisão for a de destituir quem cometeu infração à lei e à ética, uma nova eleição será o caminho do exemplo que nosso País reclama e Santa Catarina merece e pode dar!”


O ex-prefeito biônico e ex-governador estava presente no CIC ontem na pré-estréia do documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar. Era um dos vários políticos.

Um colega das redações me conta que pessoas de uma assessoria de imprensa de uma autarquia ligaram no CIC perguntando sobre o documentário do governador (!?).

Além do Horizonte



No último sábado tive o prazer de ,convidado pelo amigo Airton Perrone, fazer parte da banca do Clínica Demo, um evento realizado no Espaço Cultural Sol da Terra na Lagoa. Revi alguns amigos e conheci outros: Cáo Régis, Marcelo Silva, Carlos Lamarque e o grande mestre Fernando Bahia, outro peixero criado em Floripa. Na conversa do café o bom papo Bahia relembrou ótimas histórias de Luiz Henrique Rosa e outros músicos da cidade.

Mas enfim, o Clínica Demo reúne alguns profissionais da música que analisam na hora, músicas de bandas iniciantes. São dados toques sobre arranjos, letras, afinação e produção - entre outras coisas - num feedback construtivo.

Destaco duas bandas que ouvi: Verano e This Side Down. A primeira faz um folk-rock com pinceladas de psicodelia, clima sixtie, numa relax, numa tranquila, numa boa. Já a This Side Down faz um rock pesado calcado em Black Sabbath e Rage Against The Machine numa boa produção do comparsa Jorge Goméz.

Punk Reggae Party




Joe Strummer & The Mescaleros tocam Get Down Moses no Cambridge Folk Festival.

Bom Feeling





A cantora Sara Tavares no programa Jools Holand da BBC. Nascida em Portugal é da segunda geração de uma família cabo-verdiana. O sotaque dela me lembra muito o do descendente de açorianos do litoral catarinense.

Para o amigo Dauro Veras




Jack Kerouac lê um trecho de On The Road acompanhado por um combo de jazz.

Grande figura!



José Carlos Caldeira Braga protestou, sozinho, contra o ato público na Praça da Sé, organizado pelo Cansei. José deixou embaraçados os artistas que foram lá receber um cachezinho gordo - vide a Ivete Sangalo, garota-propaganda da Philips, cujo CEO nouveau riche é a figura de frente na articulação dessa patuscada.

A comunidade do orkut dedicada ao engenheiro. Costesia da minha rubra.

domingo, 19 de agosto de 2007

Viva a arte catarinense



E não custa relembrar que nesta segunda, 20 de agosto, haverão duas sessões gratuitas de pré-estréia do documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, de Ieda Beck, no CIC - Centro Integrado de Cultura em Florianópolis.

É um importante registro de um músico fenomenal, desconhecido em sua terra e admirado ao redor do mundo. O filme e junto com ele o relançamento, pela família, do disco Mestiço são uma oportunidade e tanto para que Luiz Henrique seja mais conhecido e ouvido.

E o álbum relançado pela família tem a capa feita por outro genial artista florianopolitano, Hassis. Este foi um importante membro do Grupo Sul, que movimentou a arte catarinense ao trazer o modernismo para cá nos anos 50(!).

Hassis se tornou conhecido como pintor e ilustrador mas gostava de fazer experimentos com super8 sensacionais. Ele pintava e raspava direto no negativo criando obras magníficas, como o filme Batucada.

Em outro ele faz uma homenagem à Florianópolis que tem como trilha Luiz Henrique no violão. E a música é absurda. O cara simplesmente esmerilha nas 6 cordas. Batidas percussivas, solos oitavados, slides, o diabo. É um Luiz Henrique nunca registrado em um do seus discos.

Assisti esses vídeos pois foram incluídos no documentário Hassis – Um AutoRetrato Imaginado, uma autobiografia Inventada – de Marco Martins e Ricardo Weschenfelder, lançado em 2005.

Um pouco da obra de Hassis segue neste vídeo:


Antiga sabedoria



"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta"

Platão

"I'm a full grown man, but..."





Um vídeo muito legal de uma grande música, Sexx Laws, do Beck. Ele mesmo dirigiu. Jack Black alucinado participa. Em homenagem à ela.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Grito Primal





Björk e Raimundo Amador numa apresentação no Jools Holland Show, um puta programa de música ao vivo da BBC. O cara toca um piano endemoniado, conhece todos os grandes e abre espaço para o que há de novo e bom do mundo todo.

Num estúdio são montados cerca de 4 a 5 palcos e cenários e Jools circula pelo ambiente conversando, ouvindo e tocando com seus convidados. Numa mesma noite você pode assistir Al Green, Nação Zumbi, Femi Kuti e Supergrass.

Abaixo segue, em inglês e espanhol, o texto postado junto com o vídeo no You Tube. Saca só que história louca envolve a gravação desta música.


"I recorded 'So Broken' that infamous week for me, the week of the bomb. The only way for me to write a song about it was just to take the piss. I wrote it in my house hitting the table singing, 'I'm so broken (in corny, overwrought voice), olé!' I was going to have the sound of washing dishes and three kids screaming; it would be a soap opera. Then I went to the studio in Spain and met the flamenco guitarist who plays on the track and stayed there for six months recording."

Para septiembre del año 1996, Ricardo López, un joven de 21 años residente en Miami de origen uruguayo, se filma a sí mismo mientras construye una bomba de ácido sulfúrico para matarla. López se encontraba deprimido porque había enviado a Björk cartas en repetidas ocasiones, pero nunca obtenía respuesta y, además, decía en la filmación, no podía soportar que Björk saliera con un hombre de color: el músico tropical Goldie. La bomba fue enviada dentro de un libro, y en el paquete, López se hacía pasar por un ejecutivo de Elektra Records en el que le ofrecía un guión para una nueva película. Gracias al rastreo de Scotland Yard, el envío fue interceptado en las oficinas de correo de Londres justo antes de que saliera a destino.

López dejó registrado todo el proceso en más de 20 videos: desde la construcción de la bomba a la compra de un revólver calibre 38 para suicidarse y el envío del paquete. Finalmente, se afeita la cabeza y se pinta la cara de color verde y rojo para declarar ante la cámara: "Estoy obsesionado con Björk. Su relación es inaceptable". A continuación se coloca el revólver en la boca y aprieta el gatillo. Horrorizada por el acontecimiento, Björk prepara su exilio a España y se separa de Goldie.

En España, graba junto a Raimundo Amador, guitarrista flamenco, ex Pata Negra, la canción "So Broken".

"Lá de Florianópolis..."




O bróda Espíndola avisou ontem da boa nova. Enfim poderemos assistir o documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, de Ieda Beck na próxima segunda-feira, no CIC. A pré-estréia ocorrerá em duas sessões, gratuitas, às 19h30min e 21h.

Pra quem não conhece, Luiz Henrique começou nas rádios de Florianópolis nos anos 50, partiu para o Rio de Janeiro, se enturmou no Beco das Garrafas, foi para New York, gravou pela Verve e voltou para Floripa onde morreu em 1985 num acidente de carro.

De volta pra casa, lançou em 1975 pelo próprio selo Itagra Discos, o LP Mestiço. O disco é repleto de misturas do jazz-rock, do funk com suas raízes bossa-novistas. Pra acompanhá-lo olha só o naipe do time convocado: J.T. Meirelles, Edison Machado, Luizão Maia, Tenório Jr ( que foi assassinado pela ditadura argentina ) e o baterista Paulinho Braga, aquele que recebeu o seguinte comentário de Tom Jobim para César Camargo Mariano, durante a produção de Elis & Tom:

" Cesinha, esse rapaz elevou a bateria à categoria de instrumento musical."

Bem, tudo isso pra dizer que a família do músico aproveita a carona no filme e irá relançar o disco. Biscoito fino feito em casa.

Up to date

O jornalista Carlos Damião, em transição para o Blogger, mandou essa excelente hoje:


Nos idos dos anos 1940, havia uma marchinha carnavalesca muito popular na capital catarinense. Dizia: "Florianópolis/terra de Hercílio Luz/De dia falta água/De noite falta luz". A energia só chegou para valer na década de 1960, graças a obras de infra-estrutura implantadas pelo governador Celso Ramos e ampliadas pelo seu sucessor, Ivo Silveira, recentemente falecido.
Esses problemas constantes de falta de energia em regiões da Ilha de Santa Catarina - como no fim de semana e hoje, no Norte - são sinais de alerta: estamos no limite da nossa capacidade de distribuição. Como a água depende, em muitos lugares, da energia elétrica para chegar aos consumidores, parece evidente que a marchinha da década de 1940 continua tão atual quanto nunca.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Soul Sister




Marva Whitney, uma das "People" singers de James Brown canta " Things Got To Get Better" no programa de TV Music Scene em 1969.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Uma pequena história da América




Trecho do filme sobre Robert Crumb, dirigido por Terry Zwigoff.

Hello Crazy People!





Os Fabulosos Freak Brothers, personagens de Gilbert Shelton num trailer do longa metragem " Grass Roots".

O filme estrelado por Phineas, Fat Freddy, Freewheellin' Franklin e o gato do Fat Freedy foi feito em stop-motion, técnica que utiliza bonecos.


Qual sua filosofia de vida?





Quem responde é o Barão de Itararé. Um cara genial, muito admirado pela verve, ironia e sabedoria. Criador de inúmeras frases que vivem no inconsciente coletivo brazuca. Publiquei um post sobre ele no início do Esquerda Festiva. Pois bem, sem mais delongas a filosofia de vida do Barão, publicada no Jornal de Debates em 12 de julho de 1946:


— Qual a sua filosofia da vida?
— Respondo, perguntando:
— Mas que é a vida?
— A vida — disse Claude Bernard — é a morte. E Louis Pasteur afimou que, sem a morte, a vida seria impossível.

Quando, entretanto, falamos em vida, a que vida nos referimos? A vida dos animais ou á vida dos vegetais? A vida dos animais e vegetais unicelulares (protozoários e bactérias) ou aos vertebrados e plantas superiores?

Não nos devemos esquecer, porem, que Bertholet, o pai da química, disse que a terra é algo vivo. Naturalmente Bertholet, naquela época, não declarou sem rebuços que a terra vive, porque não queria terminar os seus dias num manicomio ou numa churrascada da inquisição. Mas, evidentemente, quem sabia que a terra é formada de elementos minerais e que esses elementos, por sua vez são compostos de átomos, que estão em constante movimento, deveria admitir a hipótese de que o átomo do reino mineral também vive. Sobre este assunto, nos dias que correm, nenhum cientista nutre qualquer dúvida. Todos percebem que assim como um dia apareceu, tambem um dia a terra desaparecerá. E adiantam até que este nosso mundo, já muito velhinho, morrerá de frio, enregelado. Mas não é só a terra que vive. Tudo o que nela se encontra tambem vive, até mesmo os ciristais que, como a gente, nascem, crescem, envelhecem, adoecem e morrem. Isto é, se transformam.

A vida de um animal superior, como o homem, é uma sociedade anônima, composta de milhões e milhões de acionistas, ou seja, de átomos que formam moléculas e células que se acham em constante atividade. Esses acionistas, entretanto, não se agrupam arbitrariamente, mas de acordo com a lei que rege as sociedades anônimas biológicas, constitundo uma firma que vai agir na praça ou fora dela a prazo limitado, dedicando-se às mais variadas transações de importação e exportação. (Os fisiologistas dizem anabolismo e catabolismo).

A existencia da sociedade depende da renovação, constante de seu estoque. As mercadorias importadas (proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas, etc.) são transformadas nos laboratórios da firma.

O material transformado, em parte, fica depositado nas prateleiras dos grandes armazens, para o abastecimento a domicilio de cada célula, enquanto que a outra parte inaproveitada é exportada ou mandada para fora.

Quando um animal superior morre, não morre nenhum acionista. A sociedade é que entra em liquidação mais ou menos rápida. Cada acionista, isto é, cada átomo então, muda o rumo da sua vida. Indo exercer a sua atividade em outro ramo de negocio ou voltando a emprestar o seu concurso a outra sociedade do mesmo tipo.

Em outras palavras: — a nossa vida depende da renovação permanente das paredes celulares. Cessando essa renovação, sobrevem a gangrena, que é o apodrecimento, a decomposição ou liquidação da sociedade. Entretanto, as paredes celulares, como as paredes das nossas casas, são formadas de tijolos. Mas os tijolos das paredes celulares chamam-se ácidos aminados. Ora os ácidos aminados são corpos neutros que resultam do encontro e do equilíbrio das duas fermentações antagonicas da natureza, a fermentação ácida e a fermentação alcalina ou amoniacal.

Em linguagem metafísica, os espiritualistas dizem a mesma coisa, com outra frase: "O homem tem em si a essencia do bem e do mal. Neste caso, o "bem" sem é a fermentação alcalina e o "mal", a fermentação ácida.

Ora sob o ponto de vista físico, uma fermentação é eletro-positiva e a outra é eletro-negativa. Assim física é quimicamente, a nossa vida tem origem numa contradição. Esta contradição inicial domina todo o fenomeno biológico.

Aliás, nada acontece na natureza sem o encontro dos contrarios. Nada nasce sem o encontro das forças antagônicas.

É da lei da física: forcas contrarias se atraem; forças semelhantes se repelem. Mas é da lei também que o encontro de duas forças, positiva e negativa, tende á formação de uma terceira força neutra, que depois será, conforme o caso, positiva ou negativa em relação a outras.

A minha filosofia não consiste em procurar a harmonia dos contrários, mas, ao contrario, em ressaltar as contradições da natureza, para que sejam, pelo menos, controladas.

As forças contrarias se atraem em virtude de uma lei que não me é dado evitar e pela qual não sou absolutamente responsável. Sei que do encontro de uma carga positiva e de outra negativa, resulta a faisca. Não me sendo possível impedir a faísca, procuro desempenhar o papel de para-raios.

A tristeza e a alegria, como o frio e o calor, como a luz e a treva, são expressões desse contraste. Não há, por isso, tragedia que não tenha o seu lado cômico e não há comedia que não apresente o seu aspecto trágico.

Descobrir o que há de material no espírito e o que há de espiritual na matéria; denunciar o que há de mentira na verdade e o que há de verdade na mentira, eis o trabalho principal a que me dedico para melhor sentir e compreender a vida.

Aqueles que não puderem entender as contradições da natureza tambem não me pode compreender quando as interpreto. E é por isso que há por aí muitas pessoas respeitáveis que ficam confusas quando me escutam e, afinal, não ficam sabendo se, quando brinco, estou falando serio ou se, quando falo sério, estou brincando...

Barão de Itararé

O texto mantém a grafia original do artigo escrito em julho de 1946 por Barão de Itararé.

Barulhinho Bom


A Pipodélica colocou na rede um hotsite para disponibilizar um disco virtual: Infinito, uma coletânea de versões gravadas pelo grupo de músicas " consagradas de outros artistas/bandas - cada uma com sua história - gravadas por nós e posteriormente usadas por diferentes pessoas em CD, k7, em filme".

Na lista tem Beatles, Kraftwerk, Ultraje a Rigor, Jorge Ben, Cartola e Odair José. Este último tem a sua "A Viagem" gravada com humor, sotaque, guitarra 12 cordas, psicodelia. "Quero que você seja livre de fato, seja dona dos seus próprios atos" canta o Batata com altas vibe "fragrância do movimento".

Ilha do Som

Tão achando que é lenga-lenga ou exagero quando eu, o Espíndola, Jean Mafra e outros falamos que a música de Floripa vive um momento efervescente?


Pois minha querida amiga Ive Luna, vocalista, flautista e compositora do grupo Cravo da Terra acaba de ganhar o troféu Cata-Vento, eleita a melhor cantora da música independente por um júri de especialistas da área.

O prêmio foi criado por Solano Ribeiro, produtor e apresentador do programa Nova Música do Brasil, da Rádio Cultura AM de São Paulo.

Só pra situar um pouco, " Solano Ribeiro foi o idealizador e realizador dos grandes festivais da MPB, sendo o primeiro na TV Excelsior, quando revelou Elis Regina, e os demais na Record, Globo, Tupi e TV Cultura, realizado em 2005. Como diretor de musicais para a TV realizou, entre outros, o "Som Livre Exportação", na Rede Globo, até hoje recorde de público para musicais em recinto fechado (100 mil espectadores no Anhembi - São Paulo). Dirigiu vários documentários para a TV Alemã, tendo sido premiado em um importante Festival Europeu de Televisão, pela realização do musical que tem por título: Novos Baianos FC ".

Solano foi ainda ator do Teatro de Arena e cantor da banda The Avalons, do guitarrista e tocador de banjo Dudu, atualmente morador de Floripa e em plena forma aos 70 anos. Organizei uma noite com vários amigos guitarristas e seu Dudu esmerilhou, foi o show mais vibrante.

O troféu Cata-Vento premiou também, indiretamente, outro talentoso músico florianopolitano, o violonista Chico Saraiva, que integra o grupo "A Barca" , vencedor na categoria Pesquisa Musical.

O Chico, meu amigo de infância que me ensinou os primeiros acordes, tem no currículo um Prêmio Visa de Música Popular Brasileira - Edição Compositores em 2003 e recentemente compôs a trilha sonora do documentário Seo Chico - Um retrato, que acaba de chegar nas locadoras em DVD. Mas isso é assunto para outro post em breve.

UPDATE 3-09-2007: Foto da querida Paula , da produtora/revista/blog Polifônica.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Tocando o terror



Esta é uma página de um incrível gibi de Planejamento Familiar dos anos 50 sobre o controle de natalidade. Do Comics With Problems. Tem cada doidera lá minha gente. Gibi sobre inalantes, AIDS, drogas, aborto e este sobre a marijuana, uma erva que mata.



Lembrando que é só clicar nas imagens para ampliá-las.

Objetividade imparcial




Esse senhor Ali Kamel, diretor de jornalismo das Organizações Globo, se supera a cada artigo. Neste aqui, uma coluna na página de Opinião do “Globo”, diz ele sobre a cobertura do acidente da TAM : " Consumidores exigentes, grande público e cidadãos conscientes não são três entidades distintas, mas uma única realidade. Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim...".

Lá do blog do Nassif, onde descobri tal texto, tem um comentário de Lu Dias, muito pertinente e que reproduzo:


Caro Nassif

Chega a ser uma piada a explicação do senhor Ali Kamel referente à postura de grande parte da mídia sobre o episódio da TAM.
Penso que nem mesmo um aluno do primeiro ano de jornalismo seria tão ingênuo (para não dizer imbecil).
Fico imaginando a postura de uma cabeça dessas à frente de uma indústria farmacêutica. Iria parar no xilindró ao “testar suas hipóteses”, depois de levar, irresponsavelmente, muitas pessoas à morte.

Qualquer cidadão, por mais rudimentar que seja o seu saber, tem consciência de que testes são sempre sigilosos até que se tenha a comprovação da verdade.
Explicitemos para o senhor Ali Kamel alguns exemplos bem singelos:

1 – O professor somente dá a nota do teste, ao aluno, após a confirmação do número de seus acertos e erros. Até então permanece calado.

2 – O médico somente dá o diagnóstico da doença, ao paciente, após a comprovação dos resultados dos exames feitos. Até então evita levar cliente ao desespero precoce.

3 – O instrutor somente dá a notícia de sua aprovação ou não, ao futuro motorista, após o término do exame de rua, quando não mais será capaz de afetar o seu raciocínio e sua concentração. Até então o bom senso prevalece.

4 – O atleta somente é avisado de seu lugar no pódio, após a apresentação de todos os atletas concorrentes. Até então o sigilo permanece.

5 – A futura mamãe somente tem certeza do sexo de seu esperado rebento após a confirmação do exame de ultra-som. Até então não compra roupinhas cor de rosa.

6 – O candidato político somente tem certeza de sua vitória após a abertura das urnas. Até então permanece discreto. Nada de poses de vencedor.

Nenhum dos personagens, acima citados, baseia seus resultados em hipóteses, levando em conta umas coisinhas bem conhecidas:
Ética
Profissionalismo e
Responsabilidade.

SERIA PEDIR MUITO AO SENHOR ALI KAMEL E A SEUS COLEGAS?

Eu Bebo Sim




Allan Sieber, no seu blog que tem um dos melhores nomes de blog que conheço: Allan Sieber Talk to Himself Show.

Daí Caio, não é o parente violento do Andrade?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Rumo ao Rio



Salve minha gente. Finalmente minha conexão foi reativada e volto a blogosfera. E pra começar uma boa novidade do Clube da Luta: confirmada a realização de dois shows no Rio de Janeiro.

No dia 20 de agosto apresentam-se Coletivo Operante, Andrey e a Baba e Aerocirco com a costura bonita do DJ Zé Pereira e no dia 27 é a vez de Gubas & Os Possíveis Budas, Tijuquera e Samambaia.

Os shows acontecerão num dos palcos mais legais da cidade maravilhosa, o Teatro Odisséia na Lapa.

Vamos lá amarrar nossa tarrafa no obelisco.

E hoje tem Clube da Luta no Café Fios e Formas.


Vai pra casa Padilha!



Bem que outro dia um amigo, que atua na esfera da política, me falou que era só terminar o recesso parlamentar que vinha chumbo grosso contra o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB). A cada dia cresce a pressão pro lado dele e muita lama da Moeda Verde tá respingando. Certas forças políticas vão lutar pelo impeachment.

Na foto ele está de mãozinha dada com seu ex-líder na Câmara, o vereador cassado Juarez Silveira, que teve seus bens e contas bancárias bloqueados, isto é, somente aqueles que não estão em nome de laranjas ou da família. A Justiça concedeu uma liminar em resposta à uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por ato de improbidade administrativa.

Me and the Devil



Keith Richards está escrevendo uma autobiografia agendada para sair em 2010. A Associated Press divulgou que o Stone Highlander vai receber 3.6 milhões de libras dos editores Little, Brown and Company. Dando uma forcinha está o escritor e amigo James Fox.

Vou ler só pra saber o que ele diz sobre subir naquele coqueiro.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Procon neles!

Pessoal. Mudei de residência e, por tabela, de provedor, e só digo uma coisa: a NET é uma merda. Estou sem internet desde o sábado de manhã até o presente momento. Assim que as coisas voltarem ao normal coloco novos posts no ar. Agradeço a visita e até breve.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

" A reinvenção de Floripa"

Bem no mood de hoje aqui no blog, trago comentário postado anteriormente pelo amigo Rodrigo Lóssio.

"A informalidade é a grande característica no turismo da capital. A prefeitura arrecada, por exemplo, com o setor de tecnologia duas vezes e meia mais do que com Turismo. Tecnologia é uma indústria formal, com mão de obra qualificada, salário acima da média no município e, acima de tudo, não poluente. Se querem incentivar o turismo, que pensem antes o que fazer e não deixem na mão dos empresários".


Outro dia li ainda no excelente blog do Rodrigo, o Impressão Digital, um post relativo à uma matéria da revista Exame sobre o potencial do pólo tecnológico de Florianópolis. Escrita por Malu Gaspar, a matéria é bem interessante e conta com algumas ótimas informações. Segue um trecho com destaques meus em negrito:

"A imagem que muitos brasileiros e estrangeiros costumam ter de Florianópolis é a de um lugar perfeito para passar férias, com belas praias, boa comida e povo hospitaleiro. De fato, o visual encantador e a posição de sede do governo de Santa Catarina sempre sustentaram a cidade, mas ela nunca foi a economia mais importante do estado.

Mas, nos últimos anos, a ilha dos manezinhos, como são conhecidos os habitantes de Florianópolis, transformou-se num centro de inovações tecnológicas e empreendedorismo que a colocaram no radar de instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Talvez por isso, no ano passado, a revista americana Newsweek incluiu Florianópolis na lista dos centros urbanos mais dinâmicos do mundo.

Graças à feliz combinação de boas universidades, qualidade de vida e incentivos fiscais, o setor de tecnologia, que até 2001 não estava nem entre os cinco mais importantes da economia local, passou o turismo e hoje é o maior pagador de impostos em Florianópolis.

Com o avanço da nova economia, há três anos o produto interno bruto da cidade pela primeira vez ultrapassou o da industrializada Blumenau -- atualmente, fica atrás apenas do PIB de Joinville. São evidências de que a cidade conseguiu reinventar sua vocação econômica e hoje colhe os frutos dessa empreitada".

"A Ilha inexistente"



No embalo do post anterior cito alguns trechos ( com destaques meus em negrito) de um artigo do professor da UFSC, Fábio Lopes da Silva, publicado no Caderno de Cultura do DC no dia 21 de julho. Leia na íntegra aqui.


"Assim como grande parte dos que habitam Florianópolis, só vim a morar na cidade quando já ingressara na vida adulta. À semelhança de muitos de meus concidadãos, fui escolarizado, portanto, em outras paragens - experiência que, para mim (e, suponho, para tantos outros), soa, retroativamente, muito estranha. Refiro-me, em particular, ao que acontecia nas aulas de geografia. É que nelas eu era apresentado a um mapa do Brasil do qual a Ilha de Santa Catarina não constava. A Ilha de Marajó estava lá, do mesmo modo que Fernando de Noronha. Mas o lugar que, ao fim de alguma errância, escolhi para viver simplesmente não era representado, como se não existisse".


"Ilhas, mesmo as desenhadas em mapas escolares, já têm qualquer coisa de irreal. Cercadas de água por todos os lados, elas tendem, por isso mesmo, a despertar em seus habitantes ou visitantes um sentimento de desconexão, de perdição. "Pedacinho de terra perdido no mar", diz, aliás, um verso famoso do rancho que serve de hino à cidade: caracterização muito precisa do que é esta ilha; descrição ainda mais pertinente de Florianópolis depois que a Ponte Hercílio Luz foi desativada e passou a assombrar as pontes novas, como que a lembrar-nos da precariedade de nossos vínculos com o Continente, ainda que a estrutura desses vínculos tenha, supostamente, a solidez do aço (o apagão que, recentemente, se abateu por dias sobre a cidade é outro fantasma dessa precariedade)".


"Já observei, em outros ensaios, que, em Florianópolis, se dissemina uma espécie insólita de cidadania, em cujos termos somos como que turistas permanentes (uma boa evidência disso - nem de longe a única - é dada, por exemplo, pelo número de indivíduos que residem há anos na cidade sem que seus títulos eleitorais sejam transferidos para cá). Nos mesmos ensaios, observei, ademais, que, coalhada desses turistas permanentes, Florianópolis - ou melhor, Floripa - não chega a ser propriamente uma cidade. É, antes, uma paisagem pela qual circulamos como em um interminável city tour. Melhor ainda: Floripa é, a rigor, menos que uma paisagem, menos que um conjunto de praias e montanhas em que prédios e casas, como a Ponte Hercílio Luz, são quase uma ilusão de ótica. Floripa, no limite, é um cenário - algo como uma Disneylândia subtropical".



Foto de Daniel Conzi/DC

Questão de prioridades

A edição do DC do último sábado trouxe uma nota na seção Informe Econômico que me chamou a atenção. Nela está uma afirmação do novo superintendente da Floram ( Fundação Municipal do Meio Ambiente), Itamar Bevilacqua. Diz ele que a parceria com a ONG FloripAmanhã é "fundamental". Um trecho:

Segundo ele, a ONG reúne uma parcela participativa da comunidade e será parte importante do projeto estratégico de gestão da Floram daqui pra frente.


Hum, pra mim aí tem. Dentro da "parcela participativa da comunidade" desta ONG, estavam vários presos pela Polícia Federal na Operação Moeda Verde. Será que ainda estão lá e ditam regras? Coisa pra ficar atento.

A nota ainda informa que desde 2006 para cá a FloripAmanhã viabilizou junto à iniciativa privada, 44 adoções de praças e locais públicos e outras 14 estão em negociação.

Não sou contra deixar a cidade mais bela mas tem coisa muito mais importante para uma ONG, que é citada como "fundamental" , fazer por Florianópolis do que plantar flores e cortar grama.

Lembrei-me de assistir a um empresário que adotou uma praça falar para o Ricardinho Machado numa entrevista para a TV, sobre como essas ações são muito importantes para os turistas que visitam Florianópolis.

Bem a cara da nossa elite que quer a cidade para ganhar dinheiro com o turismo e quem mora aqui que se f...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Ilha da Fantasia

O amigo Renê Müller, que assumiu interinamente a coluna do Cacau Menezes no DC, mandou essa interessante notícia hoje.


"O painel que o professor Helton Eduardo Ouriques, da UFSC, apresentará no seminário Floripa Real, que começa hoje, na Assembléia, vai render. Ouriques estuda o modelo turístico da Capital há mais de 10 anos e mostra dados para afirmar que o setor turístico gera poucos empregos formais, de baixa remuneração, e traz grandes prejuízos ao meio ambiente. Vai contra toda a mobilização dos empresários do setor".



Deve ser um belo trabalho pra derrubar mais um dos mitos que existem em Florianópolis.

Boa pedida para um domingão invernal





Mais uma edição do Sopão de Filmes. Só clicar para ampliar a imagem.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

"Sou velho mas gosto de viajar"



Ontem estive na casa do Márcio Leonardo - baixista da Pipodélica e fabricante de cases alucinantes - e pude conferir uma prévia do novo disco da banda. E tá muito legal. O rock pipodélico evoluiu, cheio de nuances e psicodelias enxutas. Aguardamos pelo lançamento ainda neste segundo semestre.

No dia 27 de julho eles apresentam algumas das novas canções num pocket-show semi-acústico na Livraria Saraiva do Iguatemi. Bora lá.

Música Independente


Segue aí uma belíssima dica de Pedro Alexandre Sanches na caixa de comentários de seu blog, também conhecida como "a janela vermelha", um dos melhores cantos desse mar internético. É um texto do antropólogo Hermano Vianna, publicado no site Overmundo.

"Eu estava em Manaus, lá por volta de 1997, quando ouvi Chimbinha pela primeira vez. As rádios locais só tocavam brega paraense. Logo a sonoridade característica da guitarra, em todas as músicas, chamou a minha atenção. Era um dedilhado barroco, cheio de floreios, mas muito claro e seguro. Anotei o nome de alguns dos artistas, para procurar os CDs. Naquele tempo, ainda havia muitas lojas de discos, que vendiam os produtos oficiais, com encarte e ficha técnica. Percebi, em todos eles, o crédito para o mesmo guitarrista: Chimbinha. Como estava fazendo a pesquisa para o projeto Música do Brasil, e minha próxima escala seria Belém, resolvi procurar o cara. Foi fácil: todo mundo nos estúdios paraenses sabia onde encontrá-lo.

Chimbinha me deu de presente seu CD solo, chamado Guitarras que Cantam, hoje uma raridade que deveria ser relançada para os fãs conhecerem suas origens. Era um disco de guitarrada, claramente herdeiro das invenções dos mestres Vieira e Aldo Sena, que foram muito populares em toda a Amazônia no início dos anos 80, antes da febre da lambada. Sou fã de guitarrada - então foi fácil ficar fã do Chimbinha. As músicas Dançando Calypso e Na Levada do Brega, que abrem o Guitarras que Cantam, estão entre as minhas favoritas de todos os tempos. Elas aparecem tocadas ao vivo num dos episódios do Música do Brasil que passou na MTV e na TVE.

Fiquei fascinado com a movimentação musical em Belém, ainda totalmente desconhecida no sul do país. Escrevi o seguinte texto para o livro de fotografias do Música do Brasil:

"O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. Tudo começou com a jovem guarda, e sua adaptação do rock internacional para o gosto popular nacional. Quando Roberto Carlos colocou em segundo plano as guitarras elétricas e se transformou em cantor romântico acompanhado por orquestras, a fórmula inventada pela jovem guarda se descentralizou, primeiro passando pelo Goiás de Amado Batista, depois pelo Pernambuco de Reginaldo Rossi, até chegar ao Pará do ex-governador Carlos Santos, também cantor brega, autor de dezenas de discos.

Hoje Belém é a capital do novo brega. Centenas de CDs são lançados anualmente, a princípio para um consumo regional, mas que começa a atingir também o público nordestino. Os músicos locais já nem chamam o que fazem de brega, dizem que é "calipso", música mais "sofisticada".

O marco do nascimento do calipso - não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago - foi o sucesso Ator Principal, lançado por Roberto Villar em 1996. De lá pra cá, os discos do novo brega de Belém são produzidos com maior cuidado, as guitarras são dobradas, e o ritmo se acelerou. Algumas pessoas se destacam no meio da profusão amazônica de novas estrelas.

Chimbinha, com 23 anos, tocou guitarra em mais de 200 CDs, só em 1997. É uma das maiores revelações entre novos músicos brasileiros de qualquer estilo, sendo herdeiro direto das invenções de Renato dos Blue Caps - que criou o chacumdum da guitarra brega ao ser obrigado a tocar num disco de bolero, sem saber tocar bolero - e das guitarradas de Vieira"...


Leia na íntegra aqui. Recomendo e muito.

Cuidado com o Bulldog


Uma das minhas prediletas.

PQP



Vejam só essa. Um amigo meu, professor de cursinho, foi despedido por exibir o clássico de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica, aos seus alunos. Isto aconteceu em Lages na Serra Catarinense. Uma aluna, revoltada com as cenas de ultra-violência e sexo, ficou de costas para a tela. Deu azar de ser filha de um outro professor do colégio. O caso chegou nos ouvido do dono e kaput.

A idéia era debater a violência à reboque dos últimos acontecimentos, como o caso dos cariocas que espancaram uma mulher que estava no ponto de ônibus.

É pra mim mais um sinal de quão careta este mundo está ficando. Coisa que só se torna mais forte desde 11 de setembro de 2001.

Como disse, bem a calhar, o Luiz Carlos Azenha :


"Enquanto vocês contam as medalhas de ouro do Brasil, não deixem de notar o que REALMENTE pode mudar a nossa vida de maneira dramática.

A Rússia se retirou dos acordos que limitavam o número de tropas no continente europeu, em resposta à decisão americana de instalar bases de lançadores de foguetes na Polônia e na República Tcheca?

E eu com isso?

É a Guerra Fria 2, no ar, que provocará uma corrida armamentista na Rússia e nos países fronteiriços aliados dos Estados Unidos.

No Paquistão, o governo do general Pervez Musharraf está cai-não-cai.

A guerra imperial do Bush no Iraque eliminou os moderados do cenário político.

Agora é extremista contra extremista.

E você com isso?

Já imaginaram se um regime islâmico fundamentalista assume o poder no Paquistão armado com bombas nucleares?"

domingo, 15 de julho de 2007

A pergunta é uma só...


O Clube da Luta é um evento que reúne bandas com som autoral e que acontece quinzenalmente em Florianópolis, por enquanto no Café Fios & Formas na Avenida Beiramar Norte, embaixo da ponte Hercílio Luz. A cada edição apresentam-se 3 bandas em shows de no máximo 40 minutos, sendo que uma banda é estreante. E a porrada come solta. O público vai pra participar e todos saem de lá ganhando.

Criado por músicos que atuam, em sua maioria, a pelo menos 10 anos tocando suas próprias composições, o Clube é uma festa. De música, de cor, de variedade, de talento, de paixão, de criatividade e celebração. Uns dizem que é uma panela mas pode chegar que é só colocar um pouquinho mais de água no feijão que tem pra todo mundo. Só não vale dedo no olho, chute no saco e soco no peito das meninas.

A iniciativa está tendo sucesso e se espalha. Já houve uma edição em Curitiba e outras cidades do Brasil estão nos planos para breve.

Algo acontece no reino de Desterro, como pode-se perceber e o Clube tem muito a ver com isso para o despeito de quem só sabe reclamar.

O jornalista Alexandre Gonçalves, ex-editor do portal Empreendedor - ponto de referência sobre empreendendorismo na Internet - e blogueiro desde 2004 no Coluna Extra, publicou em maio deste ano um post sobre o Clube com alguns pontos bem interessantes. Ele sabe do que fala. Em seu excelente blog há muita música e informação de qualidade. Segue um aperitivo com destaques e um comentário meu.


"Florianópolis vive um período de intensa movimentação na área musical desde que algumas bandas da cidade resolveram brigar - juntas - por mais espaço para a produção local. Batizada de Clube da Luta, essa ação cooperada tem como uma de suas preocupações principais valorizar o trabalho autoral das bandas. Ou seja, nos shows promovidos pelo Clube da Luta mensalmente ( na época que ele escreveu o post o Clube ainda não era quinzenal)não é permitido cover, só música própria.

Nesse embalo, o que considero mais interessante na iniciativa é que não se trata de um movimento estético (como já houve no passado e acabou morrendo na casca por falta de consistência). Na minha percepção, o Clube da Luta, que está próximo de completar um ano, é um movimento em prol da criação e do estabelecimento de uma cena, de um mercado. Isso fica evidente na maneira profissional com que as bandas que participam do Clube produzem suas músicas, discos e clipes".

Para os maus entendedores, os detratores e os discípulos de Reinaldo Azevedo, esclareço que com "movimento", Alexandre quer dizer, agitação, impulso, e não que ele - ou o Clube - considere este evento representativo de uma totalidade. Pra ser mais claro: o Clube não é a cena! Estamos aí pra fomentar e alimentar. Que outras iniciativas em prol da ampliação de público e da abertura de mais espaços para a Música feita aqui sejam criadas, ampliadas e continuadas. Não por que ela é daqui mas por que é boa.
Aos poucos vamos ver nascer a condição para que surja um festival abrangente que mostre o que há de melhor na música feita em Santa Catarina. E também toma corpo a iniciativa da criação de um sindicato que reunirá todos os profissionais da cadeia produtiva da música. E isso é só o começo.

Pavimentação

O último bate-papo sobre a cena musical na Livraria Saraiva, na terça dia 10 de julho, esquentou a movimentação. A editora e repórter Lígia Gastaldi, da RBS, escreveu poucas horas depois, um texto claro e apaixonado no site Tô Puto, que descreve bem o que rolou lá. Assim como Marcos Espíndola, que mandou na Contracapa do último sábado:

"O vírus da disposição, ao que tudo indica, se alastra e junta-se aos anticorpos na batalha contra o ostracismo, a pasmaceira e pelo reconhecimento da produção musical local e autoral. A segunda edição do Lero-Lero Sonoro, na última terça, na Livraria Saraiva, do Shopping Iguatemi, serviu para acionar o rastilho de pólvora que tem tudo para preceder uma explosão. Produtores, donos de casas de shows e entretenimento, músicos, jornalistas e transeuntes tomaram conta do mezanino para debater estratégias para a retomada de um circuito musical na Ilha. Como bem lembrou o professor Caio de Cápua: "É um caminho sem volta para uma história que se desenha"".


Breve organizaremos o terceiro encontro, com novidades quentes sobre novas ações. Saímos todos de lá de ânimo renovado e para aqueles e aquelas que estão cheios de perguntas e relutantes, eu tenho só uma resposta: AJA! Positivamente, criativamente, eticamente e principalmente, coletivamente.

sábado, 14 de julho de 2007

As vaias ensaiadas




Ensaio da cerimônia do Pan 2007 incluiu as vaias para o presidente Lula. Cheguei nessa via RS Urgente, que linkou no Azenha, que linkou ao República Vermelha, de onde enfim peguei o vídeo e trancrevo trechos.


"Triste a conduta do Sr. César Maia e de sua claque tucano-pefelista armada para vaiar o presidente do País. O golpe deu certo e o mundo inteiro viu o rosto de decepção de Lula. Conseguiram também a armada repercussão na imprensa, conforme a articulação golpista que une oposição, Folha, Estadão, Abril e Organizações Globo".

"Quem esteve lá sabe que as vaias foram puxadas pelos voluntários escalados pela máquina do mandatário carioca".

"A Prefeitura e o Estado do Rio comeram o dinheiro público e comprometeram os Jogos. Foram salvos pelo Governo Federal, especialmente pelo empenho do presidente. A retribuição foi a armadilha covarde armada contra o presidente. Mostraram senão a falta de educação de um setor da elite e dos canalhas que a festejam".


E o Azenha disse bem:

Se levarmos em conta que quem foi ao Maracanã pagou ingresso, as vaias a Lula são um sinal claro de que a classe média quer a cabeça dele.

Se levarmos em conta que os cariocas eram maioria no estádio é sinal de que o Rio é uma cidade mal agradecida.

O Rio é uma sombra do que foi no passado.

Na Zona Sul do Rio e em alguns bairros de São Paulo vivem os remanescentes do voto de cabresto no Brasil.

Mas São Paulo é uma cidade um pouco mais oxigenada.

No Rio o voto de cabresto é tangido pelo jornal O Globo, vulgo A Voz Reacionária.

Que faz intensa campanha contra o governo não é de hoje.

A voz reacionária do Brasil se concentra hoje naquela faixa que vai de Copacabana ao Leblon.

É o Brasil espeerrrrrrrrrrrto.


Eu apenas acrescentaria que é o Brasil onde uma simpatizante do Alckmin arrancou o dedo de uma mulher que entrou num restaurante com uma camiseta do Lula nas últimas eleições.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Chega mais



Na próxima cabalística sexta 13 estaremos - Zé Pereira, Erlon e este que vos escreve - discotecando com CDs e discos de vinil o melhor do Rock desde os primórdios nos anos 50 até hoje, no Clube da Sinuca. Rock mestiço e sem frescuras ortodoxas. Jack Daniels mas também cachaça, vinho ou a bebida que mais lhe apetecer.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Para entender melhor alguns veículos da "nossa" imprensa



Direto do Diário Gauche pesquei esta frase emblemática.

"A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países"

William Colby, ex-diretor-geral da agência central de inteligência (CIA) dos Estados Unidos da América.


Só não vê quem não quer. E o pior é que tem muito capacho que não ganha nem uns caraminguás pra servir de porta-voz de interesses alheios aos do Brasil. Fazem com prazer. Mas como dizia o grande Barão de Itararé: "Todo homem que se vende sempre recebe mais do que vale".

E antes que alguém me taque a pecha de anti-americano, esclareço que admiro a cultura e muita das conquistas e contribuições daquele país. E vale lembrar que também somos americanos, latinos pero americanos. Mas é uma pena que nos últimos anos os EUA tenham nos dado tanta coisa ruim.

Trio ternura



Andam dizendo por aí que os famosos personagens do Walt Disney estão morando em São José já a algum tempo e atravessaram a ponte. Mas parece que a coisa tá complicando e um deles cogita em fazer o caminho de volta.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Bate papo na Saraiva

Músicos, produtores, jornalistas, entusiastas e alguns corajosos donos de bares e casas noturnas reúnem-se nesta terça, dia 10 de julho, para um bate-papo sobre a cena musical florianopolitana na Livraria Saraiva no Shopping Iguatemi. É a segunda vez que acontece essa rodada de conversas que deu o que falar e o que pensar em sua primeira edição. Bora lá minha gente, às 19 horas.

"Primero dejar de ser, que dejar de ser revolucionario"

Fui lá conferir o blog da amiga Joice e vi que ele recebeu o selo Blog Activista criado pelo Carlinhos Medeiros do Bodega Cultural.

Daí fui conhecer a bodega e tive a grata surpresa de ver que este humilde blog foi também indicado pelo Aparecido de Araújo Lima, o Cido, ao qual eu agradeço desde já. Estamos ao lado só de gente da pesada. Valeu a honra!

Coletividade no Clube da Luta




A música " O Nome do DJ" apresentada pelo Coletivo Operante no último sábado, dia 6 de julho, no Clube da Luta. Dividimos a noite com Gubas & Os Possíveis Budas e Da Caverna.

Uma baita festa! Casa lotada, gente bonita, divertida e atenta. O público do Clube da Luta só cresce e vai lá pra ouvir, dançar, ver e curtir o som daqui, por que é de Floripa e é bom.

E o Coletivo Operante sai um pouco de cena em julho. Estamos trancados no Estúdio Jardim Elétriko preparando as gravações de 4 músicas. Estávamos já com algum material gravado mas uma pane num computador apagou tudo e recomeçamos do zero. Tá ficando bem legal e dessa vez o back-up é feito diariamente.

sábado, 7 de julho de 2007

Sem meias palavras



Estarrecedoras as conversas entre envolvidos na Operação Moeda Verde, divulgadas em primeira mão pelo César Valente. E quem é que nessa cidade já não sabia que esta corja de pulhas tem o caráter mais baixo que sola de sapato? Que nojo!

E o governador Luiz Henrique, obviamente, escancaradamente, assumidamente e safadamente envolvido até o pescoço com essa gente ( sabe-se lá em quantas maracutaias, favorecimentos, mumunhas e vantagens imorais), está hoje na Itália para o casamento da sua filha Márcia Méll. Ele aproveita uma viagem oficial para realizar este convescote. É muito esculacho minha gente.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Enciclopédia do Rock Brasileiro



Hoje acontecem duas efemérides de caras geniais e que tem um triste fato em comum: caíram (ou se jogaram?) pela janela de um prédio. Comemoramos o aniversário do mutante Arnaldo Baptista, que felizmente sobreviveu à queda do segundo andar do hospital psiquiátrico onde estava internado em 1982, e faz 23 anos que o líder da Gang 90, Júlio Barroso, morreu ao cair do décimo primeiro andar do prédio em que morava em São Paulo.

A casa tá caindo

Novidades quentes do caso Moeda Verde. Hoje foram divulgadas informações que colocam o nome do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, na roda. Eita que que a bola tá quicando pra ser chutada de volta pra São José.
Lá no blog do César Valente ele publica hoje alguns diálogos, das ligações grampeadas pela PF com autorização judicial, interessantes e de alta octanagem. É bom ter um saquinho pra vômito à mão.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

In Vino Veritas




Será que ela vem?

Feira do Vinil




Neste sábado, dia 7 de julho, acontece mais uma Feira do Vinil no Sheriff Grill no Centro. Vou ver se dessa vez compareço e negocio aquele triplo do The Band que tenho aqui. Alguém se interessa?

Moeda Verde

A faxina começou. A Câmara de Vereadores cortou na própria carne e cassou os mandatos de Juarez Silveira e Marcílio Ávila. Eles ainda podem recorrer à Justiça comum, mas é bem provável que não revertam a decisão inédita. É a primeira vez que a Câmara de Florianópolis cassa um mandato de um vereador.

Foi uma punição rápida e exemplar. Agora é a vez da gente fazer a nossa parte e escolher bem em quem vota.
Eu, graças a Deus, nunca votei em nenhum desses pulhas. Meu voto só me orgulha.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Quem não foi perdeu





Que festão! Muitos velhos e novos amigos e amigas, gente bonita, divertida, clima excelente, sonzera rolando, lua cheia, bolo de chocolate e nozes, sinuca, cerveja Original, vista pra Lagoa, ai ai...

O Clube da Sinuca tá de parabéns também. Só ouvi elogios. E mais não falo, vão lá conferir.

R-E-S-P-E-C-T


Grande dica do excelente blog Jornalismo & Internet, mantido pelos integrantes do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.

O Detroit Free Press criou um baita especial multímidia para comemorar os 40 anos da canção "Respect", que em 1967 alcançou o topo das paradas de sucesso nos EUA na voz de Aretha Franklin e se tornou um hino do movimento dos Direitos Civis.

A música foi composta e gravada por Otis Redding em 1965, mas Aretha deu a versão definitiva, tanto que Otis declarou: " Aquela garota roubou minha canção e a tornou dela".

Rogê tá aqui


O figura citado na letra de "Macô" (..."Cadê Rogê, cadê Rogê, cadê Rogê Ô"...), gravada por Chico Science & Nação Zumbi, com participação do ministro Gilberto Gil, tem um blog muito bonito e cheio de coisas legais, apenas um pouco desatualizado. Hoje vi lá um texto curioso. Veja se trocando Recife por Floripa não dá no mesmo. Segue um trecho:


"Se você ainda não foi embora até agora daqui, aí está uma ótima oportunidade que esta bela e cruel cidade, agora lhe oferece na planta. Recife vive disso, de botar a gente pra fora e depois fechar a porta, antes mesmo que você possa sair. Preso em uma cidade que já não é mais a sua, você se depara com este texto refletido na cara de uma gente que engarrafou o trânsito sem acreditar, e via cair o último andar do edifício que parecia como nós,Sofrer Sorrindo. "Se essa cidade faz isso com ele, imagine comigo...". Parecia claro na dor "de parente" da cara da galera, mas é assim em Recife... é o poder... e o fuder, se divertindo na noite dos puteiros socialaites, e de dia, movimentando um mercado de prédios fantasmas, de investidores suspeitos, de apartamentos fechados e de donos quase os mesmos... e que nunca serão seu... porque Recife quer meRmo, é que tu vá embora,e de vez. Em vez de "perigo tubarão" na placa, deveria está escrito: O que é que tu tá fazendo aqui?!!? Ficar é opção, o que não seria opção, é não poder sair, e se sentir impotente em mudar qualquer coisa, num lugar onde o passado manda, a conveniência governa, a hipocrisia convive e o silêncio coroa".


Pensando bem, dá pra trocar Recife por qualquer cidade de médio-porte que cresça dasatinadamente nesse Brazilzão.

Música sem fronteiras




Uma jam session altamente improvável. Ian Anderson, flautista do Jethro Tull e Jack Bruce, baixista do Cream que aqui está no piano elétrico, tocam com a banda de Fela Kuti em Munique, Alemanha, em 15 de novembro de 1983. Fela mostra o que se faz de verdade com um sax-soprano, instrumento que teve sua dignidade enchovalhada por um palhão como o Kenny G.

Boa leitura

Chegou hoje às bancas a revista Brasileiros, organizada pelos jornalistas Hélio Campos Mello, Nirlando Beirão e Ricardo Kostcho. Já dei uma olhada na prévia disponível no site. Tá duca.
Grandes reportagens e perfis de gente ilustre e desconhecida, retratos desse Brazilzão, histórias bem contadas, enfim, Jornalismo com J maiúsculo.

O número 1 traz na capa o ator Lázaro Ramos e uma matéria exclusiva sobre preconceito no Brasil feita a partir de uma pesquisa encomendada pela revista ao Ibope. Tem a Ternurinha Wanderléa resenhando o novo disco do Erasmo Carlos, uma entrevista com Gay Talese, perfil da atriz Tainá Müller - que estrela o mais recente filme de Beto Brant, Cão Sem Dono - e outras cositas más. Confere que tá massa.