domingo, 19 de agosto de 2007

Antiga sabedoria



"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta"

Platão

"I'm a full grown man, but..."





Um vídeo muito legal de uma grande música, Sexx Laws, do Beck. Ele mesmo dirigiu. Jack Black alucinado participa. Em homenagem à ela.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Grito Primal





Björk e Raimundo Amador numa apresentação no Jools Holland Show, um puta programa de música ao vivo da BBC. O cara toca um piano endemoniado, conhece todos os grandes e abre espaço para o que há de novo e bom do mundo todo.

Num estúdio são montados cerca de 4 a 5 palcos e cenários e Jools circula pelo ambiente conversando, ouvindo e tocando com seus convidados. Numa mesma noite você pode assistir Al Green, Nação Zumbi, Femi Kuti e Supergrass.

Abaixo segue, em inglês e espanhol, o texto postado junto com o vídeo no You Tube. Saca só que história louca envolve a gravação desta música.


"I recorded 'So Broken' that infamous week for me, the week of the bomb. The only way for me to write a song about it was just to take the piss. I wrote it in my house hitting the table singing, 'I'm so broken (in corny, overwrought voice), olé!' I was going to have the sound of washing dishes and three kids screaming; it would be a soap opera. Then I went to the studio in Spain and met the flamenco guitarist who plays on the track and stayed there for six months recording."

Para septiembre del año 1996, Ricardo López, un joven de 21 años residente en Miami de origen uruguayo, se filma a sí mismo mientras construye una bomba de ácido sulfúrico para matarla. López se encontraba deprimido porque había enviado a Björk cartas en repetidas ocasiones, pero nunca obtenía respuesta y, además, decía en la filmación, no podía soportar que Björk saliera con un hombre de color: el músico tropical Goldie. La bomba fue enviada dentro de un libro, y en el paquete, López se hacía pasar por un ejecutivo de Elektra Records en el que le ofrecía un guión para una nueva película. Gracias al rastreo de Scotland Yard, el envío fue interceptado en las oficinas de correo de Londres justo antes de que saliera a destino.

López dejó registrado todo el proceso en más de 20 videos: desde la construcción de la bomba a la compra de un revólver calibre 38 para suicidarse y el envío del paquete. Finalmente, se afeita la cabeza y se pinta la cara de color verde y rojo para declarar ante la cámara: "Estoy obsesionado con Björk. Su relación es inaceptable". A continuación se coloca el revólver en la boca y aprieta el gatillo. Horrorizada por el acontecimiento, Björk prepara su exilio a España y se separa de Goldie.

En España, graba junto a Raimundo Amador, guitarrista flamenco, ex Pata Negra, la canción "So Broken".

"Lá de Florianópolis..."




O bróda Espíndola avisou ontem da boa nova. Enfim poderemos assistir o documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, de Ieda Beck na próxima segunda-feira, no CIC. A pré-estréia ocorrerá em duas sessões, gratuitas, às 19h30min e 21h.

Pra quem não conhece, Luiz Henrique começou nas rádios de Florianópolis nos anos 50, partiu para o Rio de Janeiro, se enturmou no Beco das Garrafas, foi para New York, gravou pela Verve e voltou para Floripa onde morreu em 1985 num acidente de carro.

De volta pra casa, lançou em 1975 pelo próprio selo Itagra Discos, o LP Mestiço. O disco é repleto de misturas do jazz-rock, do funk com suas raízes bossa-novistas. Pra acompanhá-lo olha só o naipe do time convocado: J.T. Meirelles, Edison Machado, Luizão Maia, Tenório Jr ( que foi assassinado pela ditadura argentina ) e o baterista Paulinho Braga, aquele que recebeu o seguinte comentário de Tom Jobim para César Camargo Mariano, durante a produção de Elis & Tom:

" Cesinha, esse rapaz elevou a bateria à categoria de instrumento musical."

Bem, tudo isso pra dizer que a família do músico aproveita a carona no filme e irá relançar o disco. Biscoito fino feito em casa.

Up to date

O jornalista Carlos Damião, em transição para o Blogger, mandou essa excelente hoje:


Nos idos dos anos 1940, havia uma marchinha carnavalesca muito popular na capital catarinense. Dizia: "Florianópolis/terra de Hercílio Luz/De dia falta água/De noite falta luz". A energia só chegou para valer na década de 1960, graças a obras de infra-estrutura implantadas pelo governador Celso Ramos e ampliadas pelo seu sucessor, Ivo Silveira, recentemente falecido.
Esses problemas constantes de falta de energia em regiões da Ilha de Santa Catarina - como no fim de semana e hoje, no Norte - são sinais de alerta: estamos no limite da nossa capacidade de distribuição. Como a água depende, em muitos lugares, da energia elétrica para chegar aos consumidores, parece evidente que a marchinha da década de 1940 continua tão atual quanto nunca.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Soul Sister




Marva Whitney, uma das "People" singers de James Brown canta " Things Got To Get Better" no programa de TV Music Scene em 1969.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Uma pequena história da América




Trecho do filme sobre Robert Crumb, dirigido por Terry Zwigoff.

Hello Crazy People!





Os Fabulosos Freak Brothers, personagens de Gilbert Shelton num trailer do longa metragem " Grass Roots".

O filme estrelado por Phineas, Fat Freddy, Freewheellin' Franklin e o gato do Fat Freedy foi feito em stop-motion, técnica que utiliza bonecos.


Qual sua filosofia de vida?





Quem responde é o Barão de Itararé. Um cara genial, muito admirado pela verve, ironia e sabedoria. Criador de inúmeras frases que vivem no inconsciente coletivo brazuca. Publiquei um post sobre ele no início do Esquerda Festiva. Pois bem, sem mais delongas a filosofia de vida do Barão, publicada no Jornal de Debates em 12 de julho de 1946:


— Qual a sua filosofia da vida?
— Respondo, perguntando:
— Mas que é a vida?
— A vida — disse Claude Bernard — é a morte. E Louis Pasteur afimou que, sem a morte, a vida seria impossível.

Quando, entretanto, falamos em vida, a que vida nos referimos? A vida dos animais ou á vida dos vegetais? A vida dos animais e vegetais unicelulares (protozoários e bactérias) ou aos vertebrados e plantas superiores?

Não nos devemos esquecer, porem, que Bertholet, o pai da química, disse que a terra é algo vivo. Naturalmente Bertholet, naquela época, não declarou sem rebuços que a terra vive, porque não queria terminar os seus dias num manicomio ou numa churrascada da inquisição. Mas, evidentemente, quem sabia que a terra é formada de elementos minerais e que esses elementos, por sua vez são compostos de átomos, que estão em constante movimento, deveria admitir a hipótese de que o átomo do reino mineral também vive. Sobre este assunto, nos dias que correm, nenhum cientista nutre qualquer dúvida. Todos percebem que assim como um dia apareceu, tambem um dia a terra desaparecerá. E adiantam até que este nosso mundo, já muito velhinho, morrerá de frio, enregelado. Mas não é só a terra que vive. Tudo o que nela se encontra tambem vive, até mesmo os ciristais que, como a gente, nascem, crescem, envelhecem, adoecem e morrem. Isto é, se transformam.

A vida de um animal superior, como o homem, é uma sociedade anônima, composta de milhões e milhões de acionistas, ou seja, de átomos que formam moléculas e células que se acham em constante atividade. Esses acionistas, entretanto, não se agrupam arbitrariamente, mas de acordo com a lei que rege as sociedades anônimas biológicas, constitundo uma firma que vai agir na praça ou fora dela a prazo limitado, dedicando-se às mais variadas transações de importação e exportação. (Os fisiologistas dizem anabolismo e catabolismo).

A existencia da sociedade depende da renovação, constante de seu estoque. As mercadorias importadas (proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas, etc.) são transformadas nos laboratórios da firma.

O material transformado, em parte, fica depositado nas prateleiras dos grandes armazens, para o abastecimento a domicilio de cada célula, enquanto que a outra parte inaproveitada é exportada ou mandada para fora.

Quando um animal superior morre, não morre nenhum acionista. A sociedade é que entra em liquidação mais ou menos rápida. Cada acionista, isto é, cada átomo então, muda o rumo da sua vida. Indo exercer a sua atividade em outro ramo de negocio ou voltando a emprestar o seu concurso a outra sociedade do mesmo tipo.

Em outras palavras: — a nossa vida depende da renovação permanente das paredes celulares. Cessando essa renovação, sobrevem a gangrena, que é o apodrecimento, a decomposição ou liquidação da sociedade. Entretanto, as paredes celulares, como as paredes das nossas casas, são formadas de tijolos. Mas os tijolos das paredes celulares chamam-se ácidos aminados. Ora os ácidos aminados são corpos neutros que resultam do encontro e do equilíbrio das duas fermentações antagonicas da natureza, a fermentação ácida e a fermentação alcalina ou amoniacal.

Em linguagem metafísica, os espiritualistas dizem a mesma coisa, com outra frase: "O homem tem em si a essencia do bem e do mal. Neste caso, o "bem" sem é a fermentação alcalina e o "mal", a fermentação ácida.

Ora sob o ponto de vista físico, uma fermentação é eletro-positiva e a outra é eletro-negativa. Assim física é quimicamente, a nossa vida tem origem numa contradição. Esta contradição inicial domina todo o fenomeno biológico.

Aliás, nada acontece na natureza sem o encontro dos contrarios. Nada nasce sem o encontro das forças antagônicas.

É da lei da física: forcas contrarias se atraem; forças semelhantes se repelem. Mas é da lei também que o encontro de duas forças, positiva e negativa, tende á formação de uma terceira força neutra, que depois será, conforme o caso, positiva ou negativa em relação a outras.

A minha filosofia não consiste em procurar a harmonia dos contrários, mas, ao contrario, em ressaltar as contradições da natureza, para que sejam, pelo menos, controladas.

As forças contrarias se atraem em virtude de uma lei que não me é dado evitar e pela qual não sou absolutamente responsável. Sei que do encontro de uma carga positiva e de outra negativa, resulta a faisca. Não me sendo possível impedir a faísca, procuro desempenhar o papel de para-raios.

A tristeza e a alegria, como o frio e o calor, como a luz e a treva, são expressões desse contraste. Não há, por isso, tragedia que não tenha o seu lado cômico e não há comedia que não apresente o seu aspecto trágico.

Descobrir o que há de material no espírito e o que há de espiritual na matéria; denunciar o que há de mentira na verdade e o que há de verdade na mentira, eis o trabalho principal a que me dedico para melhor sentir e compreender a vida.

Aqueles que não puderem entender as contradições da natureza tambem não me pode compreender quando as interpreto. E é por isso que há por aí muitas pessoas respeitáveis que ficam confusas quando me escutam e, afinal, não ficam sabendo se, quando brinco, estou falando serio ou se, quando falo sério, estou brincando...

Barão de Itararé

O texto mantém a grafia original do artigo escrito em julho de 1946 por Barão de Itararé.

Barulhinho Bom


A Pipodélica colocou na rede um hotsite para disponibilizar um disco virtual: Infinito, uma coletânea de versões gravadas pelo grupo de músicas " consagradas de outros artistas/bandas - cada uma com sua história - gravadas por nós e posteriormente usadas por diferentes pessoas em CD, k7, em filme".

Na lista tem Beatles, Kraftwerk, Ultraje a Rigor, Jorge Ben, Cartola e Odair José. Este último tem a sua "A Viagem" gravada com humor, sotaque, guitarra 12 cordas, psicodelia. "Quero que você seja livre de fato, seja dona dos seus próprios atos" canta o Batata com altas vibe "fragrância do movimento".

Ilha do Som

Tão achando que é lenga-lenga ou exagero quando eu, o Espíndola, Jean Mafra e outros falamos que a música de Floripa vive um momento efervescente?


Pois minha querida amiga Ive Luna, vocalista, flautista e compositora do grupo Cravo da Terra acaba de ganhar o troféu Cata-Vento, eleita a melhor cantora da música independente por um júri de especialistas da área.

O prêmio foi criado por Solano Ribeiro, produtor e apresentador do programa Nova Música do Brasil, da Rádio Cultura AM de São Paulo.

Só pra situar um pouco, " Solano Ribeiro foi o idealizador e realizador dos grandes festivais da MPB, sendo o primeiro na TV Excelsior, quando revelou Elis Regina, e os demais na Record, Globo, Tupi e TV Cultura, realizado em 2005. Como diretor de musicais para a TV realizou, entre outros, o "Som Livre Exportação", na Rede Globo, até hoje recorde de público para musicais em recinto fechado (100 mil espectadores no Anhembi - São Paulo). Dirigiu vários documentários para a TV Alemã, tendo sido premiado em um importante Festival Europeu de Televisão, pela realização do musical que tem por título: Novos Baianos FC ".

Solano foi ainda ator do Teatro de Arena e cantor da banda The Avalons, do guitarrista e tocador de banjo Dudu, atualmente morador de Floripa e em plena forma aos 70 anos. Organizei uma noite com vários amigos guitarristas e seu Dudu esmerilhou, foi o show mais vibrante.

O troféu Cata-Vento premiou também, indiretamente, outro talentoso músico florianopolitano, o violonista Chico Saraiva, que integra o grupo "A Barca" , vencedor na categoria Pesquisa Musical.

O Chico, meu amigo de infância que me ensinou os primeiros acordes, tem no currículo um Prêmio Visa de Música Popular Brasileira - Edição Compositores em 2003 e recentemente compôs a trilha sonora do documentário Seo Chico - Um retrato, que acaba de chegar nas locadoras em DVD. Mas isso é assunto para outro post em breve.

UPDATE 3-09-2007: Foto da querida Paula , da produtora/revista/blog Polifônica.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Tocando o terror



Esta é uma página de um incrível gibi de Planejamento Familiar dos anos 50 sobre o controle de natalidade. Do Comics With Problems. Tem cada doidera lá minha gente. Gibi sobre inalantes, AIDS, drogas, aborto e este sobre a marijuana, uma erva que mata.



Lembrando que é só clicar nas imagens para ampliá-las.

Objetividade imparcial




Esse senhor Ali Kamel, diretor de jornalismo das Organizações Globo, se supera a cada artigo. Neste aqui, uma coluna na página de Opinião do “Globo”, diz ele sobre a cobertura do acidente da TAM : " Consumidores exigentes, grande público e cidadãos conscientes não são três entidades distintas, mas uma única realidade. Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim...".

Lá do blog do Nassif, onde descobri tal texto, tem um comentário de Lu Dias, muito pertinente e que reproduzo:


Caro Nassif

Chega a ser uma piada a explicação do senhor Ali Kamel referente à postura de grande parte da mídia sobre o episódio da TAM.
Penso que nem mesmo um aluno do primeiro ano de jornalismo seria tão ingênuo (para não dizer imbecil).
Fico imaginando a postura de uma cabeça dessas à frente de uma indústria farmacêutica. Iria parar no xilindró ao “testar suas hipóteses”, depois de levar, irresponsavelmente, muitas pessoas à morte.

Qualquer cidadão, por mais rudimentar que seja o seu saber, tem consciência de que testes são sempre sigilosos até que se tenha a comprovação da verdade.
Explicitemos para o senhor Ali Kamel alguns exemplos bem singelos:

1 – O professor somente dá a nota do teste, ao aluno, após a confirmação do número de seus acertos e erros. Até então permanece calado.

2 – O médico somente dá o diagnóstico da doença, ao paciente, após a comprovação dos resultados dos exames feitos. Até então evita levar cliente ao desespero precoce.

3 – O instrutor somente dá a notícia de sua aprovação ou não, ao futuro motorista, após o término do exame de rua, quando não mais será capaz de afetar o seu raciocínio e sua concentração. Até então o bom senso prevalece.

4 – O atleta somente é avisado de seu lugar no pódio, após a apresentação de todos os atletas concorrentes. Até então o sigilo permanece.

5 – A futura mamãe somente tem certeza do sexo de seu esperado rebento após a confirmação do exame de ultra-som. Até então não compra roupinhas cor de rosa.

6 – O candidato político somente tem certeza de sua vitória após a abertura das urnas. Até então permanece discreto. Nada de poses de vencedor.

Nenhum dos personagens, acima citados, baseia seus resultados em hipóteses, levando em conta umas coisinhas bem conhecidas:
Ética
Profissionalismo e
Responsabilidade.

SERIA PEDIR MUITO AO SENHOR ALI KAMEL E A SEUS COLEGAS?

Eu Bebo Sim




Allan Sieber, no seu blog que tem um dos melhores nomes de blog que conheço: Allan Sieber Talk to Himself Show.

Daí Caio, não é o parente violento do Andrade?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Rumo ao Rio



Salve minha gente. Finalmente minha conexão foi reativada e volto a blogosfera. E pra começar uma boa novidade do Clube da Luta: confirmada a realização de dois shows no Rio de Janeiro.

No dia 20 de agosto apresentam-se Coletivo Operante, Andrey e a Baba e Aerocirco com a costura bonita do DJ Zé Pereira e no dia 27 é a vez de Gubas & Os Possíveis Budas, Tijuquera e Samambaia.

Os shows acontecerão num dos palcos mais legais da cidade maravilhosa, o Teatro Odisséia na Lapa.

Vamos lá amarrar nossa tarrafa no obelisco.

E hoje tem Clube da Luta no Café Fios e Formas.


Vai pra casa Padilha!



Bem que outro dia um amigo, que atua na esfera da política, me falou que era só terminar o recesso parlamentar que vinha chumbo grosso contra o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB). A cada dia cresce a pressão pro lado dele e muita lama da Moeda Verde tá respingando. Certas forças políticas vão lutar pelo impeachment.

Na foto ele está de mãozinha dada com seu ex-líder na Câmara, o vereador cassado Juarez Silveira, que teve seus bens e contas bancárias bloqueados, isto é, somente aqueles que não estão em nome de laranjas ou da família. A Justiça concedeu uma liminar em resposta à uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por ato de improbidade administrativa.

Me and the Devil



Keith Richards está escrevendo uma autobiografia agendada para sair em 2010. A Associated Press divulgou que o Stone Highlander vai receber 3.6 milhões de libras dos editores Little, Brown and Company. Dando uma forcinha está o escritor e amigo James Fox.

Vou ler só pra saber o que ele diz sobre subir naquele coqueiro.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Procon neles!

Pessoal. Mudei de residência e, por tabela, de provedor, e só digo uma coisa: a NET é uma merda. Estou sem internet desde o sábado de manhã até o presente momento. Assim que as coisas voltarem ao normal coloco novos posts no ar. Agradeço a visita e até breve.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

" A reinvenção de Floripa"

Bem no mood de hoje aqui no blog, trago comentário postado anteriormente pelo amigo Rodrigo Lóssio.

"A informalidade é a grande característica no turismo da capital. A prefeitura arrecada, por exemplo, com o setor de tecnologia duas vezes e meia mais do que com Turismo. Tecnologia é uma indústria formal, com mão de obra qualificada, salário acima da média no município e, acima de tudo, não poluente. Se querem incentivar o turismo, que pensem antes o que fazer e não deixem na mão dos empresários".


Outro dia li ainda no excelente blog do Rodrigo, o Impressão Digital, um post relativo à uma matéria da revista Exame sobre o potencial do pólo tecnológico de Florianópolis. Escrita por Malu Gaspar, a matéria é bem interessante e conta com algumas ótimas informações. Segue um trecho com destaques meus em negrito:

"A imagem que muitos brasileiros e estrangeiros costumam ter de Florianópolis é a de um lugar perfeito para passar férias, com belas praias, boa comida e povo hospitaleiro. De fato, o visual encantador e a posição de sede do governo de Santa Catarina sempre sustentaram a cidade, mas ela nunca foi a economia mais importante do estado.

Mas, nos últimos anos, a ilha dos manezinhos, como são conhecidos os habitantes de Florianópolis, transformou-se num centro de inovações tecnológicas e empreendedorismo que a colocaram no radar de instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Talvez por isso, no ano passado, a revista americana Newsweek incluiu Florianópolis na lista dos centros urbanos mais dinâmicos do mundo.

Graças à feliz combinação de boas universidades, qualidade de vida e incentivos fiscais, o setor de tecnologia, que até 2001 não estava nem entre os cinco mais importantes da economia local, passou o turismo e hoje é o maior pagador de impostos em Florianópolis.

Com o avanço da nova economia, há três anos o produto interno bruto da cidade pela primeira vez ultrapassou o da industrializada Blumenau -- atualmente, fica atrás apenas do PIB de Joinville. São evidências de que a cidade conseguiu reinventar sua vocação econômica e hoje colhe os frutos dessa empreitada".

"A Ilha inexistente"



No embalo do post anterior cito alguns trechos ( com destaques meus em negrito) de um artigo do professor da UFSC, Fábio Lopes da Silva, publicado no Caderno de Cultura do DC no dia 21 de julho. Leia na íntegra aqui.


"Assim como grande parte dos que habitam Florianópolis, só vim a morar na cidade quando já ingressara na vida adulta. À semelhança de muitos de meus concidadãos, fui escolarizado, portanto, em outras paragens - experiência que, para mim (e, suponho, para tantos outros), soa, retroativamente, muito estranha. Refiro-me, em particular, ao que acontecia nas aulas de geografia. É que nelas eu era apresentado a um mapa do Brasil do qual a Ilha de Santa Catarina não constava. A Ilha de Marajó estava lá, do mesmo modo que Fernando de Noronha. Mas o lugar que, ao fim de alguma errância, escolhi para viver simplesmente não era representado, como se não existisse".


"Ilhas, mesmo as desenhadas em mapas escolares, já têm qualquer coisa de irreal. Cercadas de água por todos os lados, elas tendem, por isso mesmo, a despertar em seus habitantes ou visitantes um sentimento de desconexão, de perdição. "Pedacinho de terra perdido no mar", diz, aliás, um verso famoso do rancho que serve de hino à cidade: caracterização muito precisa do que é esta ilha; descrição ainda mais pertinente de Florianópolis depois que a Ponte Hercílio Luz foi desativada e passou a assombrar as pontes novas, como que a lembrar-nos da precariedade de nossos vínculos com o Continente, ainda que a estrutura desses vínculos tenha, supostamente, a solidez do aço (o apagão que, recentemente, se abateu por dias sobre a cidade é outro fantasma dessa precariedade)".


"Já observei, em outros ensaios, que, em Florianópolis, se dissemina uma espécie insólita de cidadania, em cujos termos somos como que turistas permanentes (uma boa evidência disso - nem de longe a única - é dada, por exemplo, pelo número de indivíduos que residem há anos na cidade sem que seus títulos eleitorais sejam transferidos para cá). Nos mesmos ensaios, observei, ademais, que, coalhada desses turistas permanentes, Florianópolis - ou melhor, Floripa - não chega a ser propriamente uma cidade. É, antes, uma paisagem pela qual circulamos como em um interminável city tour. Melhor ainda: Floripa é, a rigor, menos que uma paisagem, menos que um conjunto de praias e montanhas em que prédios e casas, como a Ponte Hercílio Luz, são quase uma ilusão de ótica. Floripa, no limite, é um cenário - algo como uma Disneylândia subtropical".



Foto de Daniel Conzi/DC

Questão de prioridades

A edição do DC do último sábado trouxe uma nota na seção Informe Econômico que me chamou a atenção. Nela está uma afirmação do novo superintendente da Floram ( Fundação Municipal do Meio Ambiente), Itamar Bevilacqua. Diz ele que a parceria com a ONG FloripAmanhã é "fundamental". Um trecho:

Segundo ele, a ONG reúne uma parcela participativa da comunidade e será parte importante do projeto estratégico de gestão da Floram daqui pra frente.


Hum, pra mim aí tem. Dentro da "parcela participativa da comunidade" desta ONG, estavam vários presos pela Polícia Federal na Operação Moeda Verde. Será que ainda estão lá e ditam regras? Coisa pra ficar atento.

A nota ainda informa que desde 2006 para cá a FloripAmanhã viabilizou junto à iniciativa privada, 44 adoções de praças e locais públicos e outras 14 estão em negociação.

Não sou contra deixar a cidade mais bela mas tem coisa muito mais importante para uma ONG, que é citada como "fundamental" , fazer por Florianópolis do que plantar flores e cortar grama.

Lembrei-me de assistir a um empresário que adotou uma praça falar para o Ricardinho Machado numa entrevista para a TV, sobre como essas ações são muito importantes para os turistas que visitam Florianópolis.

Bem a cara da nossa elite que quer a cidade para ganhar dinheiro com o turismo e quem mora aqui que se f...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Ilha da Fantasia

O amigo Renê Müller, que assumiu interinamente a coluna do Cacau Menezes no DC, mandou essa interessante notícia hoje.


"O painel que o professor Helton Eduardo Ouriques, da UFSC, apresentará no seminário Floripa Real, que começa hoje, na Assembléia, vai render. Ouriques estuda o modelo turístico da Capital há mais de 10 anos e mostra dados para afirmar que o setor turístico gera poucos empregos formais, de baixa remuneração, e traz grandes prejuízos ao meio ambiente. Vai contra toda a mobilização dos empresários do setor".



Deve ser um belo trabalho pra derrubar mais um dos mitos que existem em Florianópolis.

Boa pedida para um domingão invernal





Mais uma edição do Sopão de Filmes. Só clicar para ampliar a imagem.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

"Sou velho mas gosto de viajar"



Ontem estive na casa do Márcio Leonardo - baixista da Pipodélica e fabricante de cases alucinantes - e pude conferir uma prévia do novo disco da banda. E tá muito legal. O rock pipodélico evoluiu, cheio de nuances e psicodelias enxutas. Aguardamos pelo lançamento ainda neste segundo semestre.

No dia 27 de julho eles apresentam algumas das novas canções num pocket-show semi-acústico na Livraria Saraiva do Iguatemi. Bora lá.

Música Independente


Segue aí uma belíssima dica de Pedro Alexandre Sanches na caixa de comentários de seu blog, também conhecida como "a janela vermelha", um dos melhores cantos desse mar internético. É um texto do antropólogo Hermano Vianna, publicado no site Overmundo.

"Eu estava em Manaus, lá por volta de 1997, quando ouvi Chimbinha pela primeira vez. As rádios locais só tocavam brega paraense. Logo a sonoridade característica da guitarra, em todas as músicas, chamou a minha atenção. Era um dedilhado barroco, cheio de floreios, mas muito claro e seguro. Anotei o nome de alguns dos artistas, para procurar os CDs. Naquele tempo, ainda havia muitas lojas de discos, que vendiam os produtos oficiais, com encarte e ficha técnica. Percebi, em todos eles, o crédito para o mesmo guitarrista: Chimbinha. Como estava fazendo a pesquisa para o projeto Música do Brasil, e minha próxima escala seria Belém, resolvi procurar o cara. Foi fácil: todo mundo nos estúdios paraenses sabia onde encontrá-lo.

Chimbinha me deu de presente seu CD solo, chamado Guitarras que Cantam, hoje uma raridade que deveria ser relançada para os fãs conhecerem suas origens. Era um disco de guitarrada, claramente herdeiro das invenções dos mestres Vieira e Aldo Sena, que foram muito populares em toda a Amazônia no início dos anos 80, antes da febre da lambada. Sou fã de guitarrada - então foi fácil ficar fã do Chimbinha. As músicas Dançando Calypso e Na Levada do Brega, que abrem o Guitarras que Cantam, estão entre as minhas favoritas de todos os tempos. Elas aparecem tocadas ao vivo num dos episódios do Música do Brasil que passou na MTV e na TVE.

Fiquei fascinado com a movimentação musical em Belém, ainda totalmente desconhecida no sul do país. Escrevi o seguinte texto para o livro de fotografias do Música do Brasil:

"O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. Tudo começou com a jovem guarda, e sua adaptação do rock internacional para o gosto popular nacional. Quando Roberto Carlos colocou em segundo plano as guitarras elétricas e se transformou em cantor romântico acompanhado por orquestras, a fórmula inventada pela jovem guarda se descentralizou, primeiro passando pelo Goiás de Amado Batista, depois pelo Pernambuco de Reginaldo Rossi, até chegar ao Pará do ex-governador Carlos Santos, também cantor brega, autor de dezenas de discos.

Hoje Belém é a capital do novo brega. Centenas de CDs são lançados anualmente, a princípio para um consumo regional, mas que começa a atingir também o público nordestino. Os músicos locais já nem chamam o que fazem de brega, dizem que é "calipso", música mais "sofisticada".

O marco do nascimento do calipso - não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago - foi o sucesso Ator Principal, lançado por Roberto Villar em 1996. De lá pra cá, os discos do novo brega de Belém são produzidos com maior cuidado, as guitarras são dobradas, e o ritmo se acelerou. Algumas pessoas se destacam no meio da profusão amazônica de novas estrelas.

Chimbinha, com 23 anos, tocou guitarra em mais de 200 CDs, só em 1997. É uma das maiores revelações entre novos músicos brasileiros de qualquer estilo, sendo herdeiro direto das invenções de Renato dos Blue Caps - que criou o chacumdum da guitarra brega ao ser obrigado a tocar num disco de bolero, sem saber tocar bolero - e das guitarradas de Vieira"...


Leia na íntegra aqui. Recomendo e muito.

Cuidado com o Bulldog


Uma das minhas prediletas.

PQP



Vejam só essa. Um amigo meu, professor de cursinho, foi despedido por exibir o clássico de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica, aos seus alunos. Isto aconteceu em Lages na Serra Catarinense. Uma aluna, revoltada com as cenas de ultra-violência e sexo, ficou de costas para a tela. Deu azar de ser filha de um outro professor do colégio. O caso chegou nos ouvido do dono e kaput.

A idéia era debater a violência à reboque dos últimos acontecimentos, como o caso dos cariocas que espancaram uma mulher que estava no ponto de ônibus.

É pra mim mais um sinal de quão careta este mundo está ficando. Coisa que só se torna mais forte desde 11 de setembro de 2001.

Como disse, bem a calhar, o Luiz Carlos Azenha :


"Enquanto vocês contam as medalhas de ouro do Brasil, não deixem de notar o que REALMENTE pode mudar a nossa vida de maneira dramática.

A Rússia se retirou dos acordos que limitavam o número de tropas no continente europeu, em resposta à decisão americana de instalar bases de lançadores de foguetes na Polônia e na República Tcheca?

E eu com isso?

É a Guerra Fria 2, no ar, que provocará uma corrida armamentista na Rússia e nos países fronteiriços aliados dos Estados Unidos.

No Paquistão, o governo do general Pervez Musharraf está cai-não-cai.

A guerra imperial do Bush no Iraque eliminou os moderados do cenário político.

Agora é extremista contra extremista.

E você com isso?

Já imaginaram se um regime islâmico fundamentalista assume o poder no Paquistão armado com bombas nucleares?"

domingo, 15 de julho de 2007

A pergunta é uma só...


O Clube da Luta é um evento que reúne bandas com som autoral e que acontece quinzenalmente em Florianópolis, por enquanto no Café Fios & Formas na Avenida Beiramar Norte, embaixo da ponte Hercílio Luz. A cada edição apresentam-se 3 bandas em shows de no máximo 40 minutos, sendo que uma banda é estreante. E a porrada come solta. O público vai pra participar e todos saem de lá ganhando.

Criado por músicos que atuam, em sua maioria, a pelo menos 10 anos tocando suas próprias composições, o Clube é uma festa. De música, de cor, de variedade, de talento, de paixão, de criatividade e celebração. Uns dizem que é uma panela mas pode chegar que é só colocar um pouquinho mais de água no feijão que tem pra todo mundo. Só não vale dedo no olho, chute no saco e soco no peito das meninas.

A iniciativa está tendo sucesso e se espalha. Já houve uma edição em Curitiba e outras cidades do Brasil estão nos planos para breve.

Algo acontece no reino de Desterro, como pode-se perceber e o Clube tem muito a ver com isso para o despeito de quem só sabe reclamar.

O jornalista Alexandre Gonçalves, ex-editor do portal Empreendedor - ponto de referência sobre empreendendorismo na Internet - e blogueiro desde 2004 no Coluna Extra, publicou em maio deste ano um post sobre o Clube com alguns pontos bem interessantes. Ele sabe do que fala. Em seu excelente blog há muita música e informação de qualidade. Segue um aperitivo com destaques e um comentário meu.


"Florianópolis vive um período de intensa movimentação na área musical desde que algumas bandas da cidade resolveram brigar - juntas - por mais espaço para a produção local. Batizada de Clube da Luta, essa ação cooperada tem como uma de suas preocupações principais valorizar o trabalho autoral das bandas. Ou seja, nos shows promovidos pelo Clube da Luta mensalmente ( na época que ele escreveu o post o Clube ainda não era quinzenal)não é permitido cover, só música própria.

Nesse embalo, o que considero mais interessante na iniciativa é que não se trata de um movimento estético (como já houve no passado e acabou morrendo na casca por falta de consistência). Na minha percepção, o Clube da Luta, que está próximo de completar um ano, é um movimento em prol da criação e do estabelecimento de uma cena, de um mercado. Isso fica evidente na maneira profissional com que as bandas que participam do Clube produzem suas músicas, discos e clipes".

Para os maus entendedores, os detratores e os discípulos de Reinaldo Azevedo, esclareço que com "movimento", Alexandre quer dizer, agitação, impulso, e não que ele - ou o Clube - considere este evento representativo de uma totalidade. Pra ser mais claro: o Clube não é a cena! Estamos aí pra fomentar e alimentar. Que outras iniciativas em prol da ampliação de público e da abertura de mais espaços para a Música feita aqui sejam criadas, ampliadas e continuadas. Não por que ela é daqui mas por que é boa.
Aos poucos vamos ver nascer a condição para que surja um festival abrangente que mostre o que há de melhor na música feita em Santa Catarina. E também toma corpo a iniciativa da criação de um sindicato que reunirá todos os profissionais da cadeia produtiva da música. E isso é só o começo.

Pavimentação

O último bate-papo sobre a cena musical na Livraria Saraiva, na terça dia 10 de julho, esquentou a movimentação. A editora e repórter Lígia Gastaldi, da RBS, escreveu poucas horas depois, um texto claro e apaixonado no site Tô Puto, que descreve bem o que rolou lá. Assim como Marcos Espíndola, que mandou na Contracapa do último sábado:

"O vírus da disposição, ao que tudo indica, se alastra e junta-se aos anticorpos na batalha contra o ostracismo, a pasmaceira e pelo reconhecimento da produção musical local e autoral. A segunda edição do Lero-Lero Sonoro, na última terça, na Livraria Saraiva, do Shopping Iguatemi, serviu para acionar o rastilho de pólvora que tem tudo para preceder uma explosão. Produtores, donos de casas de shows e entretenimento, músicos, jornalistas e transeuntes tomaram conta do mezanino para debater estratégias para a retomada de um circuito musical na Ilha. Como bem lembrou o professor Caio de Cápua: "É um caminho sem volta para uma história que se desenha"".


Breve organizaremos o terceiro encontro, com novidades quentes sobre novas ações. Saímos todos de lá de ânimo renovado e para aqueles e aquelas que estão cheios de perguntas e relutantes, eu tenho só uma resposta: AJA! Positivamente, criativamente, eticamente e principalmente, coletivamente.

sábado, 14 de julho de 2007

As vaias ensaiadas




Ensaio da cerimônia do Pan 2007 incluiu as vaias para o presidente Lula. Cheguei nessa via RS Urgente, que linkou no Azenha, que linkou ao República Vermelha, de onde enfim peguei o vídeo e trancrevo trechos.


"Triste a conduta do Sr. César Maia e de sua claque tucano-pefelista armada para vaiar o presidente do País. O golpe deu certo e o mundo inteiro viu o rosto de decepção de Lula. Conseguiram também a armada repercussão na imprensa, conforme a articulação golpista que une oposição, Folha, Estadão, Abril e Organizações Globo".

"Quem esteve lá sabe que as vaias foram puxadas pelos voluntários escalados pela máquina do mandatário carioca".

"A Prefeitura e o Estado do Rio comeram o dinheiro público e comprometeram os Jogos. Foram salvos pelo Governo Federal, especialmente pelo empenho do presidente. A retribuição foi a armadilha covarde armada contra o presidente. Mostraram senão a falta de educação de um setor da elite e dos canalhas que a festejam".


E o Azenha disse bem:

Se levarmos em conta que quem foi ao Maracanã pagou ingresso, as vaias a Lula são um sinal claro de que a classe média quer a cabeça dele.

Se levarmos em conta que os cariocas eram maioria no estádio é sinal de que o Rio é uma cidade mal agradecida.

O Rio é uma sombra do que foi no passado.

Na Zona Sul do Rio e em alguns bairros de São Paulo vivem os remanescentes do voto de cabresto no Brasil.

Mas São Paulo é uma cidade um pouco mais oxigenada.

No Rio o voto de cabresto é tangido pelo jornal O Globo, vulgo A Voz Reacionária.

Que faz intensa campanha contra o governo não é de hoje.

A voz reacionária do Brasil se concentra hoje naquela faixa que vai de Copacabana ao Leblon.

É o Brasil espeerrrrrrrrrrrto.


Eu apenas acrescentaria que é o Brasil onde uma simpatizante do Alckmin arrancou o dedo de uma mulher que entrou num restaurante com uma camiseta do Lula nas últimas eleições.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Chega mais



Na próxima cabalística sexta 13 estaremos - Zé Pereira, Erlon e este que vos escreve - discotecando com CDs e discos de vinil o melhor do Rock desde os primórdios nos anos 50 até hoje, no Clube da Sinuca. Rock mestiço e sem frescuras ortodoxas. Jack Daniels mas também cachaça, vinho ou a bebida que mais lhe apetecer.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Para entender melhor alguns veículos da "nossa" imprensa



Direto do Diário Gauche pesquei esta frase emblemática.

"A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países"

William Colby, ex-diretor-geral da agência central de inteligência (CIA) dos Estados Unidos da América.


Só não vê quem não quer. E o pior é que tem muito capacho que não ganha nem uns caraminguás pra servir de porta-voz de interesses alheios aos do Brasil. Fazem com prazer. Mas como dizia o grande Barão de Itararé: "Todo homem que se vende sempre recebe mais do que vale".

E antes que alguém me taque a pecha de anti-americano, esclareço que admiro a cultura e muita das conquistas e contribuições daquele país. E vale lembrar que também somos americanos, latinos pero americanos. Mas é uma pena que nos últimos anos os EUA tenham nos dado tanta coisa ruim.

Trio ternura



Andam dizendo por aí que os famosos personagens do Walt Disney estão morando em São José já a algum tempo e atravessaram a ponte. Mas parece que a coisa tá complicando e um deles cogita em fazer o caminho de volta.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Bate papo na Saraiva

Músicos, produtores, jornalistas, entusiastas e alguns corajosos donos de bares e casas noturnas reúnem-se nesta terça, dia 10 de julho, para um bate-papo sobre a cena musical florianopolitana na Livraria Saraiva no Shopping Iguatemi. É a segunda vez que acontece essa rodada de conversas que deu o que falar e o que pensar em sua primeira edição. Bora lá minha gente, às 19 horas.

"Primero dejar de ser, que dejar de ser revolucionario"

Fui lá conferir o blog da amiga Joice e vi que ele recebeu o selo Blog Activista criado pelo Carlinhos Medeiros do Bodega Cultural.

Daí fui conhecer a bodega e tive a grata surpresa de ver que este humilde blog foi também indicado pelo Aparecido de Araújo Lima, o Cido, ao qual eu agradeço desde já. Estamos ao lado só de gente da pesada. Valeu a honra!

Coletividade no Clube da Luta




A música " O Nome do DJ" apresentada pelo Coletivo Operante no último sábado, dia 6 de julho, no Clube da Luta. Dividimos a noite com Gubas & Os Possíveis Budas e Da Caverna.

Uma baita festa! Casa lotada, gente bonita, divertida e atenta. O público do Clube da Luta só cresce e vai lá pra ouvir, dançar, ver e curtir o som daqui, por que é de Floripa e é bom.

E o Coletivo Operante sai um pouco de cena em julho. Estamos trancados no Estúdio Jardim Elétriko preparando as gravações de 4 músicas. Estávamos já com algum material gravado mas uma pane num computador apagou tudo e recomeçamos do zero. Tá ficando bem legal e dessa vez o back-up é feito diariamente.

sábado, 7 de julho de 2007

Sem meias palavras



Estarrecedoras as conversas entre envolvidos na Operação Moeda Verde, divulgadas em primeira mão pelo César Valente. E quem é que nessa cidade já não sabia que esta corja de pulhas tem o caráter mais baixo que sola de sapato? Que nojo!

E o governador Luiz Henrique, obviamente, escancaradamente, assumidamente e safadamente envolvido até o pescoço com essa gente ( sabe-se lá em quantas maracutaias, favorecimentos, mumunhas e vantagens imorais), está hoje na Itália para o casamento da sua filha Márcia Méll. Ele aproveita uma viagem oficial para realizar este convescote. É muito esculacho minha gente.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Enciclopédia do Rock Brasileiro



Hoje acontecem duas efemérides de caras geniais e que tem um triste fato em comum: caíram (ou se jogaram?) pela janela de um prédio. Comemoramos o aniversário do mutante Arnaldo Baptista, que felizmente sobreviveu à queda do segundo andar do hospital psiquiátrico onde estava internado em 1982, e faz 23 anos que o líder da Gang 90, Júlio Barroso, morreu ao cair do décimo primeiro andar do prédio em que morava em São Paulo.

A casa tá caindo

Novidades quentes do caso Moeda Verde. Hoje foram divulgadas informações que colocam o nome do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, na roda. Eita que que a bola tá quicando pra ser chutada de volta pra São José.
Lá no blog do César Valente ele publica hoje alguns diálogos, das ligações grampeadas pela PF com autorização judicial, interessantes e de alta octanagem. É bom ter um saquinho pra vômito à mão.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

In Vino Veritas




Será que ela vem?

Feira do Vinil




Neste sábado, dia 7 de julho, acontece mais uma Feira do Vinil no Sheriff Grill no Centro. Vou ver se dessa vez compareço e negocio aquele triplo do The Band que tenho aqui. Alguém se interessa?

Moeda Verde

A faxina começou. A Câmara de Vereadores cortou na própria carne e cassou os mandatos de Juarez Silveira e Marcílio Ávila. Eles ainda podem recorrer à Justiça comum, mas é bem provável que não revertam a decisão inédita. É a primeira vez que a Câmara de Florianópolis cassa um mandato de um vereador.

Foi uma punição rápida e exemplar. Agora é a vez da gente fazer a nossa parte e escolher bem em quem vota.
Eu, graças a Deus, nunca votei em nenhum desses pulhas. Meu voto só me orgulha.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Quem não foi perdeu





Que festão! Muitos velhos e novos amigos e amigas, gente bonita, divertida, clima excelente, sonzera rolando, lua cheia, bolo de chocolate e nozes, sinuca, cerveja Original, vista pra Lagoa, ai ai...

O Clube da Sinuca tá de parabéns também. Só ouvi elogios. E mais não falo, vão lá conferir.

R-E-S-P-E-C-T


Grande dica do excelente blog Jornalismo & Internet, mantido pelos integrantes do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.

O Detroit Free Press criou um baita especial multímidia para comemorar os 40 anos da canção "Respect", que em 1967 alcançou o topo das paradas de sucesso nos EUA na voz de Aretha Franklin e se tornou um hino do movimento dos Direitos Civis.

A música foi composta e gravada por Otis Redding em 1965, mas Aretha deu a versão definitiva, tanto que Otis declarou: " Aquela garota roubou minha canção e a tornou dela".

Rogê tá aqui


O figura citado na letra de "Macô" (..."Cadê Rogê, cadê Rogê, cadê Rogê Ô"...), gravada por Chico Science & Nação Zumbi, com participação do ministro Gilberto Gil, tem um blog muito bonito e cheio de coisas legais, apenas um pouco desatualizado. Hoje vi lá um texto curioso. Veja se trocando Recife por Floripa não dá no mesmo. Segue um trecho:


"Se você ainda não foi embora até agora daqui, aí está uma ótima oportunidade que esta bela e cruel cidade, agora lhe oferece na planta. Recife vive disso, de botar a gente pra fora e depois fechar a porta, antes mesmo que você possa sair. Preso em uma cidade que já não é mais a sua, você se depara com este texto refletido na cara de uma gente que engarrafou o trânsito sem acreditar, e via cair o último andar do edifício que parecia como nós,Sofrer Sorrindo. "Se essa cidade faz isso com ele, imagine comigo...". Parecia claro na dor "de parente" da cara da galera, mas é assim em Recife... é o poder... e o fuder, se divertindo na noite dos puteiros socialaites, e de dia, movimentando um mercado de prédios fantasmas, de investidores suspeitos, de apartamentos fechados e de donos quase os mesmos... e que nunca serão seu... porque Recife quer meRmo, é que tu vá embora,e de vez. Em vez de "perigo tubarão" na placa, deveria está escrito: O que é que tu tá fazendo aqui?!!? Ficar é opção, o que não seria opção, é não poder sair, e se sentir impotente em mudar qualquer coisa, num lugar onde o passado manda, a conveniência governa, a hipocrisia convive e o silêncio coroa".


Pensando bem, dá pra trocar Recife por qualquer cidade de médio-porte que cresça dasatinadamente nesse Brazilzão.

Música sem fronteiras




Uma jam session altamente improvável. Ian Anderson, flautista do Jethro Tull e Jack Bruce, baixista do Cream que aqui está no piano elétrico, tocam com a banda de Fela Kuti em Munique, Alemanha, em 15 de novembro de 1983. Fela mostra o que se faz de verdade com um sax-soprano, instrumento que teve sua dignidade enchovalhada por um palhão como o Kenny G.

Boa leitura

Chegou hoje às bancas a revista Brasileiros, organizada pelos jornalistas Hélio Campos Mello, Nirlando Beirão e Ricardo Kostcho. Já dei uma olhada na prévia disponível no site. Tá duca.
Grandes reportagens e perfis de gente ilustre e desconhecida, retratos desse Brazilzão, histórias bem contadas, enfim, Jornalismo com J maiúsculo.

O número 1 traz na capa o ator Lázaro Ramos e uma matéria exclusiva sobre preconceito no Brasil feita a partir de uma pesquisa encomendada pela revista ao Ibope. Tem a Ternurinha Wanderléa resenhando o novo disco do Erasmo Carlos, uma entrevista com Gay Talese, perfil da atriz Tainá Müller - que estrela o mais recente filme de Beto Brant, Cão Sem Dono - e outras cositas más. Confere que tá massa.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

With a little help from my friends ( e da Lua)





A previsão do tempo indica um sábado de sol e frio em Florianópolis. E com Lua Cheia!

Bora lá na festinha que não tem hora pra acabar. É no Clube da Sinuca, com direito a um deck enorme pra ver a lua de frente pra Lagoa da Conceição. Trilha sonora esperta pilotada pelos dejotas Erlon, Zé Pereira e este que vos escreve, que é o aniversariante da noite.

O Clube da Sinuca fica na Rua Henrique Veras do Nascimento, 255, em frente ao Posto Galo na Lagoa. O local já abrigou o antológico Boulevard e a boate Conceição Night.

Ontem estive lá na inauguração e os comentários gerais foram de aprovação ao bar. Tem tudo pra se tornar referência na noite dessa Ilha cruel e ingrata.

"O importante é aparecer bonito na fotinho da coluna social" *





É mole? Marcos Espíndola que me deu o toque e muito justamente comentou na Contracapa de hoje. Rapaziada antenada tentou trazer o ex-baixista dos Sex Pistols, Glen Matlock para Floripa e esbarrou num muro de completa ignorância. Os "produtores" de casas noturnas ou não responderam à proposta ou sequer sabiam quem eram os Sex Pistols. É muito esculacho e mão de obra desqualificada. Bora criar um curso de produção e história do rock no Senac minha gente! Chama o Jack Black!

Glen Matlock saiu dos Sex Pistols pouco depois das gravações do antológico Never Mind The Bollocks, no qual tem co-autoria de 10 das 12 músicas, expulso por Johhny Rotten. Segundo a lenda o motivo foi ele gostar de Beatles e Abba e não ter uma "atitude" punk. Em seu lugar entrou Sid Vicious, que não sabia tocar uma nota sequer mas tinha o look e a atitude que a banda buscava.

Glen estará discotecando no Brasil em julho e depois segue para Buenos Aires, passando por cima de Floripa. As casas noturnas daqui são muito pródigas em trazer "o melhor DJ do mundo pela revista tal", que no fundo é um zé-mané qualquer que a raça engole e desperdiçam uma chance dessa. O negócio deles é como diz o título deste post, gentilmente cedido pela minha rubra.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Um lugar do caralho




Esta quinta, dia 28 de junho, marca a inauguração do Clube da Sinuca, um novo local para se divertir em Floripa. Localizado na Lagoa na Rua Henrique Veras do Nascimento, em frente ao Posto Galo, num ponto histórico da noite de Floripa: o antigo Boulevard da Lagoa.

O bar tem a proposta de abrigar a cultura local. Na abertura poderão ser conferidos o trabalho da artista plástica Crica Gadotti, a música da Felixfônica e a discotecagem do DJ Zé Pereira da Nação Balanço, além é claro de um delicioso caldinho de feijão, mesas de sinuca, um deck à beira da Lagoa, cervejas, drinks e petiscos clássicos a um preço camarada.

A boa vibe do lugar e da equipe que toca o empreendimento me levaram a escolhê-lo para fazer a minha festa de aniversário no próximo sábado, dia 30. Eu e mais alguns DJs da pesada, Zé Pereira, Emerson Gasperin e Erlon vamos botar pra ferver e fazer uma baita festa. Conto com vocês lá.

terça-feira, 26 de junho de 2007

" Quando a Música toca, tremem as muralhas da cidade"*

Na última quinta, dia 21 de junho, solstício de verão no hemisfério norte, Nova Iorque juntou-se pela primeira vez à mais outras 300 e poucas cidades de 108 países e fez uma celebração musical. O evento Make Music New York levou os músicos para as praças, calçadas e parques e a Música tomou conta do espaço público. Foi a estréia nova-iorquina na Fête de la Musique, que se originou na França em 1982, através de uma iniciativa do então ministro da Cultura Jack Lang. Foi tão boa a idéia que se espalhou pela Europa, e depois pelo mundo. Abaixo um pequeno vídeo mostra um pouco o que é a Fête de la Musique.



Fiquei sabendo desse festerê através do blog Brooklin Vegan que tinha o link para o site www.makemusicny.org, que conta toda a história e explica a idéia clara, objetiva e sucintamente. Lá somente em inglês mas mais ou menos é isso aqui, com alguns destaques meus:



Qualquer músico pode participar. Amador, curtidor ou renomado. O músico aí do lado participou e conta um pouco no seu blog, o Waved Humor.

Quem organiza este evento gigantesco? Um grupo de produtores que levou a idéia para o Comitê dos Cidadãos de Nova Iorque. Assim foram envolvidas várias comunidades em toda a cidade, que receberam apoio para realizar cada uma o seu Make Music.

Onde os músicos tocam?

A maioria dos músicos apresenta-se nos 19 mil quilômetros de calçadas da cidade. A organização cuida das permissões e os músicos não precisam lidar com nenhuma papelada. Bandas de rock tocam na calçada do seu prédio. Quartetos de Cordas tocam Bach em frente à mercearias. Quase tudo é possível, apenas é pedido que os músicos tenham alguma conexão com o local da apresentação.



Como encher a cidade de músicos?

A organização faz parcerias com bandas, orquestras, escolas de Música, lojas de instrumentos, corais e coordena os espaços para os artistas.

Ninguém é pago para tocar. Nem ninguém paga para tocar. Os organizadores do evento simplesmente agilizam as permissões, coordenam os shows, e divulgam com dezenas de milhares de cartazes, um site interativo e 50 cantores voluntários que circulam pela cidade com cartazes que anunciam "Em 21 de junho Make Music, New York!", além de outras estratégias de marketing.

A maioria dos músicos toca de graça mas artistas e espaços são bem-vindos para fazerem qualquer arranjo financeiro que quiserem, desde que os shows aconteçam ao ar livre e sejam gratuitos, abertos para todos.

O que acontece se chover?

Se chover os concertos das calçadas podem ser feitos em portarias de prédios, em entrada de lojas, em halls de shoppings. Neste caso apenas é pedido que uma porta ou janela seja aberta para que a Música possa ser ouvida nas ruas.


Adaptando à nossa realidade tá na hora de fazermos algo semelhante. Bora lá gente! Aqui o solstício de verão é dia 22 de dezembro.


* Platão.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Um outro lado de Raul Seixas





Raul Santos Seixas marcou a música e a cultura brasileira profundamente. O clássico "Toca Raul!", sempre berrado nos bares da vida, antes de denegrir o artista é uma demonstração da força do espírito e da qualidade perene da obra de Raulzito, como o artista era conhecido na Capital soteropolitana dos anos 60.

Raulzito e os Panteras eram na época a banda mais quente do pedaço em Salvador e acompanhavam todos os artistas da Jovem Guarda que faziam shows na Bahia. Um deles, Jerry Adriani, se tornou grande amigo de Raul e incentivou o grupo à ir para o Rio de Janeiro. Gravaram na Cidade Maravilhosa um disco que não deu em nada, separaram-se e Raulzito voltou para a Bahia, deprimido e recluso.

A história de Raul na música brasileira teria terminado aí não fosse por Jerry Adriani, ele de novo. Com o fim da Jovem Guarda, o cantor buscava uma nova sonoridade, um novo caminho e indicou Raul para Evandro Ribeiro, chefão da gravadora CBS, para ser seu produtor. Raul retornou então ao Rio e tornou-se funcionário da Columbia Broadcasting System. Esta fase super criativa de sua biografia: O período Raul Seixas/Raulzito compositor de "iê-iê-iê realista" e produtor da CBS (atual Sony BMG), permanece pouco conhecida, ofuscada pela imagem "maluco beleza" e pelo tremendo sucesso do cantor-ator Raul Seixas.





Na CBS, entre 1968 e 1972, Raul produziu e compôs para Jerry Adriani, Diana, Ed Wilson, Renato & Seus Blue Caps, Leno e outros, até que resolveu voltar a ter uma carreira como artista e lançou o genial Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das Dez, com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star.

Como um presente para meus festivos e festivas amigas este blog traz a coletânea Esquerda Festiva apresenta: Raul Seixas Produtor & Compositor, com gravações de Jerry Adriani, Renato e seus Blue Caps, Leno, Sérgio Sampaio, Alcione e Fábio. Segue a lista.

1- Jerry Adriani - Doce, Doce Amor ( Raul Seixas)

Um dos maiores sucessos do disco Pensa em Mim, de 1971, produzido por Raul.

2 - Jerry Adriani - Eu Sou Assim (Almir Ricardi/Frankye Adriano)

Balada soul composta por Almir Ricardi e pelo cantor Frankye da dupla Tony & Frankye. Lançada no disco Jerry, de 1970.

3 - Jerry Adriani - Não Vou Deixar Você Fugir (César)

Do disco Jerry de 1970.

4 - Jerry Adriani - O Seu Táxi Está Esperando (Raulzito)

Outra balada soul presente no disco de 1970.

5 - Jerry Adriani - Preciso de Você Agora ( Getúlio Côrtes)

Composição do autor de Negro Gato e irmão de Gérson King Combo, Getúlio Côrtes. Tem um clima Beatles, com a levada clássica, os coros e uma guitarra fuzz sensacional. Do disco de 1970.

6 - Jerry Adriani - Se Pensamento Falasse ( Raulzito)

Mais uma composição de Raul que está no disco de 1970. Com uma guitarra solo carregada de fuzz que provavelmente deve ser de Renato, já que os Blue Caps eram uma das bandas de apoio mais usadas pelo produtor Raul Seixas.

7 - Jerry Adriani - Tudo Que É Bom Dura Pouco ( Raulzito)


Uma guitarra de 12 cordas dá o clima Beatles nesta composição de Raul do disco Jerry Adriani de 1969.

8 - Leno - Por Que Não (Leno)

Rockzão stoniano presente no disco de Leno " Vida e Obra de Johnny McCartney" de 1971. Censurado na época foi lançado em CD pelo próprio Leno em 1995.

9 - Leno - Sentado no Arco-Íris (Leno-Raulzito)

Mais uma do disco censurado de Leno. Segundo ele, Raul lhe contou que foi a primeira letra da qual sentiu orgulho de ter feito. Raul ainda faz os backing vocals na faixa.

10 - Leno - Sha-la-la ( Raulzito)

Produzida e composta por Raul, está na coletânea As 14 mais volume XXIV de 1970.

11 - Renato & Seus Blue Caps - Se Eu Sou Feliz, Por Que Estou Chorando? (Leno- Raulzito)

Também presente na coletânea As 14 Mais volume XXIV de 1970.

12 - Leno - Johhny McCartney (Leno - Raulzito)

Uma das 4 músicas do disco Vida e Obra de Johhny McCartney aprovadas pela Censura e lançadas num compacto duplo em 1971. Raul cômpos, produziu e canta os backing vocals.

13 - Sérgio Sampaio - Não Tenha Medo Não ( Rua Moreira 65) (Sérgio Sampaio)

Em 1973, já na gravadora Philips para onde levou Sérgio Sampaio, Raul produziu o primeiro disco do artista, Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua, que contém esta e outras 11 músicas.

14 - Alcione - Planos de Papel ( Raul Seixas)

Lançada em 1973 pela Som Livre, a trilha sonora da novela global O Rebu foi toda composta por Raul e Paulo Coelho. De lá vem esta faixa interpretada pela Marrom.

15 - Fábio - Se O Rádio Não Toca ( Raul Seixas - Paulo Coelho)

O cantor paraguaio radicado no Brasil interpreta esta música da dupla Raul e Paulo Coelho que também está na trilha de O Rebu. Posteriormente foi também gravada por Raul.

Nem tudo que vem do Texas é ruim




Freddie King tocando com feeling e malandragem "Guetto Woman".

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bando de canalhas travestidos de músicos




Dou aqui com algum atraso mas é importante comentar a decisão da Justiça, que determinou a abertura da caixa-preta da Ordem dos Músicos do Brasil.

A instituição humilha e explora os músicos em todo o território nacional e é uma vergonha para a profissão. Em sua maioria os conselhos estaduais são presididos e geridos por militares. A maioria não sabe distinguir um dó de um mi. Lá a coisa funciona assim, pagou tá dentro.

Essa máfia encastelada na OMB está roendo o osso desde 1964!!! A revista Carta Capital publicou um editorial sobre o assunto, reproduzido pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches em seu blog, e que reproduzo também aqui:

A OMB SOB JULGAMENTO

Se quiserem obedecer à Justiça, os diretores do conselho regional carioca da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) terão de apresentar provas de suas aptidões musicais ao juiz federal Adriano Saldanha Gomes de Oliveira. É o mesmo que eles têm exigido dos músicos brasileiros desde a criação da OMB, apesar de CartaCapital ter provado, na edição 185, de 17 de abril de 2002, que é possível obter registro sem ter nenhuma aptidão musical. Agora, o feitiço virou contra os feiticeiros abancados na autarquia desde a instauração da ditadura militar.

A determinação do juiz, publicada em 5 de junho passado, atende a uma ação popular movida no Rio de Janeiro pelos músicos eruditos e professores Gabriel Gagliano, Eduardo Camenietzki e Sérgio Barboza, a cantora lírica Patrícia Vilches e o doutor em etnomusicologia Samuel Araújo. A prova de aptidão é apenas um detalhe: a OMB carioca tem o prazo de 15 dias para apresentar em juízo o estatuto da instituição, a listagem de cargos e salários do quadro funcional atual, atas de assembléias e prestações de contas desde 1964 e atas de eleições, entre outros itens.

Um dos objetivos pontuais, segundo os autores da ação, é estancar a prática recorrente da OMB, de antecipar na surdina eleições que, pela lei de criação do órgão, deveriam acontecer todo mês de novembro. "Nós só queremos eleição direta. Muitos desses diretores são militares que ocuparam a burocracia e não sabem tocar nada", protesta Camenietzki, que após começar a criticar publicamente a Ordem enfrentou processo de cassação do registro, vencido em primeira e segunda instância.

O objetivo central do levante contra a falta de transparência da OMB, ainda não conquistado mais de duas décadas após o encerramento oficial da ditadura, é o de democratizar e moralizar a gestão de direitos e deveres dos músicos. Já não era sem tempo, e a palavra agora pertence à OMB.

Baseado em fatos reais, ma non troppo




Meu multimídia comparsa Caio Cezar agora envereda pelo mundo dos quadrinhos. O Caio tá publicando as tirinhas do Andrade na revista Mural. A pedido da Esquerda Festiva ele faz uma breve apresentação do personagem:

Andrade foi inspirado num amigo meu, mas não adianta perguntar quem é porque não digo nem sob tortura. É aquele camarada que você gosta de encontrar pra tomar uma cerveja no boteco, até porque ele está sempre lá. Troca qualquer coisa -até mulher - por um chope da Brahma, um balcão pra apoiar o cotovelo e um macinho de Carlton.