
"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta"
Platão
Nos idos dos anos 1940, havia uma marchinha carnavalesca muito popular na capital catarinense. Dizia: "Florianópolis/terra de Hercílio Luz/De dia falta água/De noite falta luz". A energia só chegou para valer na década de 1960, graças a obras de infra-estrutura implantadas pelo governador Celso Ramos e ampliadas pelo seu sucessor, Ivo Silveira, recentemente falecido.
Esses problemas constantes de falta de energia em regiões da Ilha de Santa Catarina - como no fim de semana e hoje, no Norte - são sinais de alerta: estamos no limite da nossa capacidade de distribuição. Como a água depende, em muitos lugares, da energia elétrica para chegar aos consumidores, parece evidente que a marchinha da década de 1940 continua tão atual quanto nunca.

— Qual a sua filosofia da vida?
— Respondo, perguntando:
— Mas que é a vida?
— A vida — disse Claude Bernard — é a morte. E Louis Pasteur afimou que, sem a morte, a vida seria impossível.
Quando, entretanto, falamos em vida, a que vida nos referimos? A vida dos animais ou á vida dos vegetais? A vida dos animais e vegetais unicelulares (protozoários e bactérias) ou aos vertebrados e plantas superiores?
Não nos devemos esquecer, porem, que Bertholet, o pai da química, disse que a terra é algo vivo. Naturalmente Bertholet, naquela época, não declarou sem rebuços que a terra vive, porque não queria terminar os seus dias num manicomio ou numa churrascada da inquisição. Mas, evidentemente, quem sabia que a terra é formada de elementos minerais e que esses elementos, por sua vez são compostos de átomos, que estão em constante movimento, deveria admitir a hipótese de que o átomo do reino mineral também vive. Sobre este assunto, nos dias que correm, nenhum cientista nutre qualquer dúvida. Todos percebem que assim como um dia apareceu, tambem um dia a terra desaparecerá. E adiantam até que este nosso mundo, já muito velhinho, morrerá de frio, enregelado. Mas não é só a terra que vive. Tudo o que nela se encontra tambem vive, até mesmo os ciristais que, como a gente, nascem, crescem, envelhecem, adoecem e morrem. Isto é, se transformam.
A vida de um animal superior, como o homem, é uma sociedade anônima, composta de milhões e milhões de acionistas, ou seja, de átomos que formam moléculas e células que se acham em constante atividade. Esses acionistas, entretanto, não se agrupam arbitrariamente, mas de acordo com a lei que rege as sociedades anônimas biológicas, constitundo uma firma que vai agir na praça ou fora dela a prazo limitado, dedicando-se às mais variadas transações de importação e exportação. (Os fisiologistas dizem anabolismo e catabolismo).
A existencia da sociedade depende da renovação, constante de seu estoque. As mercadorias importadas (proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas, etc.) são transformadas nos laboratórios da firma.
O material transformado, em parte, fica depositado nas prateleiras dos grandes armazens, para o abastecimento a domicilio de cada célula, enquanto que a outra parte inaproveitada é exportada ou mandada para fora.
Quando um animal superior morre, não morre nenhum acionista. A sociedade é que entra em liquidação mais ou menos rápida. Cada acionista, isto é, cada átomo então, muda o rumo da sua vida. Indo exercer a sua atividade em outro ramo de negocio ou voltando a emprestar o seu concurso a outra sociedade do mesmo tipo.
Em outras palavras: — a nossa vida depende da renovação permanente das paredes celulares. Cessando essa renovação, sobrevem a gangrena, que é o apodrecimento, a decomposição ou liquidação da sociedade. Entretanto, as paredes celulares, como as paredes das nossas casas, são formadas de tijolos. Mas os tijolos das paredes celulares chamam-se ácidos aminados. Ora os ácidos aminados são corpos neutros que resultam do encontro e do equilíbrio das duas fermentações antagonicas da natureza, a fermentação ácida e a fermentação alcalina ou amoniacal.
Em linguagem metafísica, os espiritualistas dizem a mesma coisa, com outra frase: "O homem tem em si a essencia do bem e do mal. Neste caso, o "bem" sem é a fermentação alcalina e o "mal", a fermentação ácida.
Ora sob o ponto de vista físico, uma fermentação é eletro-positiva e a outra é eletro-negativa. Assim física é quimicamente, a nossa vida tem origem numa contradição. Esta contradição inicial domina todo o fenomeno biológico.
Aliás, nada acontece na natureza sem o encontro dos contrarios. Nada nasce sem o encontro das forças antagônicas.
É da lei da física: forcas contrarias se atraem; forças semelhantes se repelem. Mas é da lei também que o encontro de duas forças, positiva e negativa, tende á formação de uma terceira força neutra, que depois será, conforme o caso, positiva ou negativa em relação a outras.
A minha filosofia não consiste em procurar a harmonia dos contrários, mas, ao contrario, em ressaltar as contradições da natureza, para que sejam, pelo menos, controladas.
As forças contrarias se atraem em virtude de uma lei que não me é dado evitar e pela qual não sou absolutamente responsável. Sei que do encontro de uma carga positiva e de outra negativa, resulta a faisca. Não me sendo possível impedir a faísca, procuro desempenhar o papel de para-raios.
A tristeza e a alegria, como o frio e o calor, como a luz e a treva, são expressões desse contraste. Não há, por isso, tragedia que não tenha o seu lado cômico e não há comedia que não apresente o seu aspecto trágico.
Descobrir o que há de material no espírito e o que há de espiritual na matéria; denunciar o que há de mentira na verdade e o que há de verdade na mentira, eis o trabalho principal a que me dedico para melhor sentir e compreender a vida.
Aqueles que não puderem entender as contradições da natureza tambem não me pode compreender quando as interpreto. E é por isso que há por aí muitas pessoas respeitáveis que ficam confusas quando me escutam e, afinal, não ficam sabendo se, quando brinco, estou falando serio ou se, quando falo sério, estou brincando...
Barão de Itararé
O texto mantém a grafia original do artigo escrito em julho de 1946 por Barão de Itararé.





Caro Nassif
Chega a ser uma piada a explicação do senhor Ali Kamel referente à postura de grande parte da mídia sobre o episódio da TAM.
Penso que nem mesmo um aluno do primeiro ano de jornalismo seria tão ingênuo (para não dizer imbecil).
Fico imaginando a postura de uma cabeça dessas à frente de uma indústria farmacêutica. Iria parar no xilindró ao “testar suas hipóteses”, depois de levar, irresponsavelmente, muitas pessoas à morte.
Qualquer cidadão, por mais rudimentar que seja o seu saber, tem consciência de que testes são sempre sigilosos até que se tenha a comprovação da verdade.
Explicitemos para o senhor Ali Kamel alguns exemplos bem singelos:
1 – O professor somente dá a nota do teste, ao aluno, após a confirmação do número de seus acertos e erros. Até então permanece calado.
2 – O médico somente dá o diagnóstico da doença, ao paciente, após a comprovação dos resultados dos exames feitos. Até então evita levar cliente ao desespero precoce.
3 – O instrutor somente dá a notícia de sua aprovação ou não, ao futuro motorista, após o término do exame de rua, quando não mais será capaz de afetar o seu raciocínio e sua concentração. Até então o bom senso prevalece.
4 – O atleta somente é avisado de seu lugar no pódio, após a apresentação de todos os atletas concorrentes. Até então o sigilo permanece.
5 – A futura mamãe somente tem certeza do sexo de seu esperado rebento após a confirmação do exame de ultra-som. Até então não compra roupinhas cor de rosa.
6 – O candidato político somente tem certeza de sua vitória após a abertura das urnas. Até então permanece discreto. Nada de poses de vencedor.
Nenhum dos personagens, acima citados, baseia seus resultados em hipóteses, levando em conta umas coisinhas bem conhecidas:
Ética
Profissionalismo e
Responsabilidade.
SERIA PEDIR MUITO AO SENHOR ALI KAMEL E A SEUS COLEGAS?






"A informalidade é a grande característica no turismo da capital. A prefeitura arrecada, por exemplo, com o setor de tecnologia duas vezes e meia mais do que com Turismo. Tecnologia é uma indústria formal, com mão de obra qualificada, salário acima da média no município e, acima de tudo, não poluente. Se querem incentivar o turismo, que pensem antes o que fazer e não deixem na mão dos empresários".
"A imagem que muitos brasileiros e estrangeiros costumam ter de Florianópolis é a de um lugar perfeito para passar férias, com belas praias, boa comida e povo hospitaleiro. De fato, o visual encantador e a posição de sede do governo de Santa Catarina sempre sustentaram a cidade, mas ela nunca foi a economia mais importante do estado.
Mas, nos últimos anos, a ilha dos manezinhos, como são conhecidos os habitantes de Florianópolis, transformou-se num centro de inovações tecnológicas e empreendedorismo que a colocaram no radar de instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Talvez por isso, no ano passado, a revista americana Newsweek incluiu Florianópolis na lista dos centros urbanos mais dinâmicos do mundo.
Graças à feliz combinação de boas universidades, qualidade de vida e incentivos fiscais, o setor de tecnologia, que até 2001 não estava nem entre os cinco mais importantes da economia local, passou o turismo e hoje é o maior pagador de impostos em Florianópolis.
Com o avanço da nova economia, há três anos o produto interno bruto da cidade pela primeira vez ultrapassou o da industrializada Blumenau -- atualmente, fica atrás apenas do PIB de Joinville. São evidências de que a cidade conseguiu reinventar sua vocação econômica e hoje colhe os frutos dessa empreitada".

"Assim como grande parte dos que habitam Florianópolis, só vim a morar na cidade quando já ingressara na vida adulta. À semelhança de muitos de meus concidadãos, fui escolarizado, portanto, em outras paragens - experiência que, para mim (e, suponho, para tantos outros), soa, retroativamente, muito estranha. Refiro-me, em particular, ao que acontecia nas aulas de geografia. É que nelas eu era apresentado a um mapa do Brasil do qual a Ilha de Santa Catarina não constava. A Ilha de Marajó estava lá, do mesmo modo que Fernando de Noronha. Mas o lugar que, ao fim de alguma errância, escolhi para viver simplesmente não era representado, como se não existisse".
"Ilhas, mesmo as desenhadas em mapas escolares, já têm qualquer coisa de irreal. Cercadas de água por todos os lados, elas tendem, por isso mesmo, a despertar em seus habitantes ou visitantes um sentimento de desconexão, de perdição. "Pedacinho de terra perdido no mar", diz, aliás, um verso famoso do rancho que serve de hino à cidade: caracterização muito precisa do que é esta ilha; descrição ainda mais pertinente de Florianópolis depois que a Ponte Hercílio Luz foi desativada e passou a assombrar as pontes novas, como que a lembrar-nos da precariedade de nossos vínculos com o Continente, ainda que a estrutura desses vínculos tenha, supostamente, a solidez do aço (o apagão que, recentemente, se abateu por dias sobre a cidade é outro fantasma dessa precariedade)".
"Já observei, em outros ensaios, que, em Florianópolis, se dissemina uma espécie insólita de cidadania, em cujos termos somos como que turistas permanentes (uma boa evidência disso - nem de longe a única - é dada, por exemplo, pelo número de indivíduos que residem há anos na cidade sem que seus títulos eleitorais sejam transferidos para cá). Nos mesmos ensaios, observei, ademais, que, coalhada desses turistas permanentes, Florianópolis - ou melhor, Floripa - não chega a ser propriamente uma cidade. É, antes, uma paisagem pela qual circulamos como em um interminável city tour. Melhor ainda: Floripa é, a rigor, menos que uma paisagem, menos que um conjunto de praias e montanhas em que prédios e casas, como a Ponte Hercílio Luz, são quase uma ilusão de ótica. Floripa, no limite, é um cenário - algo como uma Disneylândia subtropical".
Segundo ele, a ONG reúne uma parcela participativa da comunidade e será parte importante do projeto estratégico de gestão da Floram daqui pra frente.
"O painel que o professor Helton Eduardo Ouriques, da UFSC, apresentará no seminário Floripa Real, que começa hoje, na Assembléia, vai render. Ouriques estuda o modelo turístico da Capital há mais de 10 anos e mostra dados para afirmar que o setor turístico gera poucos empregos formais, de baixa remuneração, e traz grandes prejuízos ao meio ambiente. Vai contra toda a mobilização dos empresários do setor".


"Eu estava em Manaus, lá por volta de 1997, quando ouvi Chimbinha pela primeira vez. As rádios locais só tocavam brega paraense. Logo a sonoridade característica da guitarra, em todas as músicas, chamou a minha atenção. Era um dedilhado barroco, cheio de floreios, mas muito claro e seguro. Anotei o nome de alguns dos artistas, para procurar os CDs. Naquele tempo, ainda havia muitas lojas de discos, que vendiam os produtos oficiais, com encarte e ficha técnica. Percebi, em todos eles, o crédito para o mesmo guitarrista: Chimbinha. Como estava fazendo a pesquisa para o projeto Música do Brasil, e minha próxima escala seria Belém, resolvi procurar o cara. Foi fácil: todo mundo nos estúdios paraenses sabia onde encontrá-lo.
Chimbinha me deu de presente seu CD solo, chamado Guitarras que Cantam, hoje uma raridade que deveria ser relançada para os fãs conhecerem suas origens. Era um disco de guitarrada, claramente herdeiro das invenções dos mestres Vieira e Aldo Sena, que foram muito populares em toda a Amazônia no início dos anos 80, antes da febre da lambada. Sou fã de guitarrada - então foi fácil ficar fã do Chimbinha. As músicas Dançando Calypso e Na Levada do Brega, que abrem o Guitarras que Cantam, estão entre as minhas favoritas de todos os tempos. Elas aparecem tocadas ao vivo num dos episódios do Música do Brasil que passou na MTV e na TVE.
Fiquei fascinado com a movimentação musical em Belém, ainda totalmente desconhecida no sul do país. Escrevi o seguinte texto para o livro de fotografias do Música do Brasil:
"O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. Tudo começou com a jovem guarda, e sua adaptação do rock internacional para o gosto popular nacional. Quando Roberto Carlos colocou em segundo plano as guitarras elétricas e se transformou em cantor romântico acompanhado por orquestras, a fórmula inventada pela jovem guarda se descentralizou, primeiro passando pelo Goiás de Amado Batista, depois pelo Pernambuco de Reginaldo Rossi, até chegar ao Pará do ex-governador Carlos Santos, também cantor brega, autor de dezenas de discos.
Hoje Belém é a capital do novo brega. Centenas de CDs são lançados anualmente, a princípio para um consumo regional, mas que começa a atingir também o público nordestino. Os músicos locais já nem chamam o que fazem de brega, dizem que é "calipso", música mais "sofisticada".
O marco do nascimento do calipso - não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago - foi o sucesso Ator Principal, lançado por Roberto Villar em 1996. De lá pra cá, os discos do novo brega de Belém são produzidos com maior cuidado, as guitarras são dobradas, e o ritmo se acelerou. Algumas pessoas se destacam no meio da profusão amazônica de novas estrelas.
Chimbinha, com 23 anos, tocou guitarra em mais de 200 CDs, só em 1997. É uma das maiores revelações entre novos músicos brasileiros de qualquer estilo, sendo herdeiro direto das invenções de Renato dos Blue Caps - que criou o chacumdum da guitarra brega ao ser obrigado a tocar num disco de bolero, sem saber tocar bolero - e das guitarradas de Vieira"...

"Enquanto vocês contam as medalhas de ouro do Brasil, não deixem de notar o que REALMENTE pode mudar a nossa vida de maneira dramática.
A Rússia se retirou dos acordos que limitavam o número de tropas no continente europeu, em resposta à decisão americana de instalar bases de lançadores de foguetes na Polônia e na República Tcheca?
E eu com isso?
É a Guerra Fria 2, no ar, que provocará uma corrida armamentista na Rússia e nos países fronteiriços aliados dos Estados Unidos.
No Paquistão, o governo do general Pervez Musharraf está cai-não-cai.
A guerra imperial do Bush no Iraque eliminou os moderados do cenário político.
Agora é extremista contra extremista.
E você com isso?
Já imaginaram se um regime islâmico fundamentalista assume o poder no Paquistão armado com bombas nucleares?"

"Florianópolis vive um período de intensa movimentação na área musical desde que algumas bandas da cidade resolveram brigar - juntas - por mais espaço para a produção local. Batizada de Clube da Luta, essa ação cooperada tem como uma de suas preocupações principais valorizar o trabalho autoral das bandas. Ou seja, nos shows promovidos pelo Clube da Luta mensalmente ( na época que ele escreveu o post o Clube ainda não era quinzenal)não é permitido cover, só música própria.
Nesse embalo, o que considero mais interessante na iniciativa é que não se trata de um movimento estético (como já houve no passado e acabou morrendo na casca por falta de consistência). Na minha percepção, o Clube da Luta, que está próximo de completar um ano, é um movimento em prol da criação e do estabelecimento de uma cena, de um mercado. Isso fica evidente na maneira profissional com que as bandas que participam do Clube produzem suas músicas, discos e clipes".
"O vírus da disposição, ao que tudo indica, se alastra e junta-se aos anticorpos na batalha contra o ostracismo, a pasmaceira e pelo reconhecimento da produção musical local e autoral. A segunda edição do Lero-Lero Sonoro, na última terça, na Livraria Saraiva, do Shopping Iguatemi, serviu para acionar o rastilho de pólvora que tem tudo para preceder uma explosão. Produtores, donos de casas de shows e entretenimento, músicos, jornalistas e transeuntes tomaram conta do mezanino para debater estratégias para a retomada de um circuito musical na Ilha. Como bem lembrou o professor Caio de Cápua: "É um caminho sem volta para uma história que se desenha"".
"Triste a conduta do Sr. César Maia e de sua claque tucano-pefelista armada para vaiar o presidente do País. O golpe deu certo e o mundo inteiro viu o rosto de decepção de Lula. Conseguiram também a armada repercussão na imprensa, conforme a articulação golpista que une oposição, Folha, Estadão, Abril e Organizações Globo".
"Quem esteve lá sabe que as vaias foram puxadas pelos voluntários escalados pela máquina do mandatário carioca".
"A Prefeitura e o Estado do Rio comeram o dinheiro público e comprometeram os Jogos. Foram salvos pelo Governo Federal, especialmente pelo empenho do presidente. A retribuição foi a armadilha covarde armada contra o presidente. Mostraram senão a falta de educação de um setor da elite e dos canalhas que a festejam".
Se levarmos em conta que quem foi ao Maracanã pagou ingresso, as vaias a Lula são um sinal claro de que a classe média quer a cabeça dele.
Se levarmos em conta que os cariocas eram maioria no estádio é sinal de que o Rio é uma cidade mal agradecida.
O Rio é uma sombra do que foi no passado.
Na Zona Sul do Rio e em alguns bairros de São Paulo vivem os remanescentes do voto de cabresto no Brasil.
Mas São Paulo é uma cidade um pouco mais oxigenada.
No Rio o voto de cabresto é tangido pelo jornal O Globo, vulgo A Voz Reacionária.
Que faz intensa campanha contra o governo não é de hoje.
A voz reacionária do Brasil se concentra hoje naquela faixa que vai de Copacabana ao Leblon.
É o Brasil espeerrrrrrrrrrrto.

"A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países"
William Colby, ex-diretor-geral da agência central de inteligência (CIA) dos Estados Unidos da América.





"Se você ainda não foi embora até agora daqui, aí está uma ótima oportunidade que esta bela e cruel cidade, agora lhe oferece na planta. Recife vive disso, de botar a gente pra fora e depois fechar a porta, antes mesmo que você possa sair. Preso em uma cidade que já não é mais a sua, você se depara com este texto refletido na cara de uma gente que engarrafou o trânsito sem acreditar, e via cair o último andar do edifício que parecia como nós,Sofrer Sorrindo. "Se essa cidade faz isso com ele, imagine comigo...". Parecia claro na dor "de parente" da cara da galera, mas é assim em Recife... é o poder... e o fuder, se divertindo na noite dos puteiros socialaites, e de dia, movimentando um mercado de prédios fantasmas, de investidores suspeitos, de apartamentos fechados e de donos quase os mesmos... e que nunca serão seu... porque Recife quer meRmo, é que tu vá embora,e de vez. Em vez de "perigo tubarão" na placa, deveria está escrito: O que é que tu tá fazendo aqui?!!? Ficar é opção, o que não seria opção, é não poder sair, e se sentir impotente em mudar qualquer coisa, num lugar onde o passado manda, a conveniência governa, a hipocrisia convive e o silêncio coroa".









A OMB SOB JULGAMENTO
Se quiserem obedecer à Justiça, os diretores do conselho regional carioca da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) terão de apresentar provas de suas aptidões musicais ao juiz federal Adriano Saldanha Gomes de Oliveira. É o mesmo que eles têm exigido dos músicos brasileiros desde a criação da OMB, apesar de CartaCapital ter provado, na edição 185, de 17 de abril de 2002, que é possível obter registro sem ter nenhuma aptidão musical. Agora, o feitiço virou contra os feiticeiros abancados na autarquia desde a instauração da ditadura militar.
A determinação do juiz, publicada em 5 de junho passado, atende a uma ação popular movida no Rio de Janeiro pelos músicos eruditos e professores Gabriel Gagliano, Eduardo Camenietzki e Sérgio Barboza, a cantora lírica Patrícia Vilches e o doutor em etnomusicologia Samuel Araújo. A prova de aptidão é apenas um detalhe: a OMB carioca tem o prazo de 15 dias para apresentar em juízo o estatuto da instituição, a listagem de cargos e salários do quadro funcional atual, atas de assembléias e prestações de contas desde 1964 e atas de eleições, entre outros itens.
Um dos objetivos pontuais, segundo os autores da ação, é estancar a prática recorrente da OMB, de antecipar na surdina eleições que, pela lei de criação do órgão, deveriam acontecer todo mês de novembro. "Nós só queremos eleição direta. Muitos desses diretores são militares que ocuparam a burocracia e não sabem tocar nada", protesta Camenietzki, que após começar a criticar publicamente a Ordem enfrentou processo de cassação do registro, vencido em primeira e segunda instância.
O objetivo central do levante contra a falta de transparência da OMB, ainda não conquistado mais de duas décadas após o encerramento oficial da ditadura, é o de democratizar e moralizar a gestão de direitos e deveres dos músicos. Já não era sem tempo, e a palavra agora pertence à OMB.
