quinta-feira, 31 de julho de 2008

Escute ! Vá, Veja e Lute!

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Clube da Luta apresenta hoje na Célula: Samambaia Sound Club, Missiva e Coletivo Operante.

Despues, el gran baile com lo DJ Zé Pereira.

Valeu Gisele!

47/48/49



Os Lenzi Brothers, rockers de Balneário Camboriú/Lages, foram a banda escolhida para tocar hoje com Cachorro Grande em Porto Alegre.

Beto Bruno, Marcelo Gross, Gabriel Azambuja, Pedro Pelotas e Rodolfo Krieger percorreram a região Sul conhecendo, tocando com e assistindo grupos de várias cidades numa produção da MTV. As gravações vão dar origem ao programa Cachorro Grande em Busca da Fama a ser exibido em novembro.

Lenzi Brothers serão os anfitriões na edição do Clube da Luta em Balneário Camboriú no dia 15 de agosto e participam da nossa página no MySpace num projeto do MySpace Brasil de destacar as cenas do Brasil, começando por Santa Catarina.

"Só a fome nos une" diria Glauber Rocha.

Que vergonha!


Deprimente. Infâmia. Uma onda de de ataques à liberdade de expressão por toda Santa Catarina.

Como bem disse o mestre César Valente:

"Parece que, finalmente, a campanha começou. Primeira providência: calar a boca de quem não elogia.


Vitor Santos, do blog A Política Como Ela É um dos censurados, deixou o seguinte comentário ultra-pertinente lá no De Olho Na Capital:


“Professor,

Não vou comentar a decisão da Justiça. Cumpri e agora tenho o direito de recorrer.

Mais curiosa que a decisão é o conteúdo dos posts elencados pelo alcaide candidato.

Abrangem a cobertura da Moeda Verde, da Lei da Hotelaria, da cassação do Marcílio Ávila e do Juarez Silveira, da revista Perfil Magazine (não tem?), do Bradesco, LHS, Dário Berger, Marco Tebaldi, Coruja, críticas à cobertura da mídia catarina, aeroporto Hercílio Luz, Fatma, e por aí vai.

São 90 posts, 60.000 palavras 359.000 caracteres e centenas de imagens da fina gente barriga verde.

Mas os tempos são outros. E há juizes em Berlim.”

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Listen to the Music



Nova seleção no Muxtape.

Ressonância

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Do blog oficial da banda Dazaranha:

O momento musical em que vive a Ilha de Santa Catarina pode ser considerado sem precedentes. Não que a música autoral catarinense nunca tenha sido fomentada, tentada e batalhada pelos nossos músicos. Desde os anos 80 Floripa teve momentos cíclicas e diversas bandas que levantaram a bandeira – Expresso, Engenho e Tubarão são exemplos claros de um tempo onde nossa música era forte e sobrevivia, inclusive com o apoio da grande mídia. No decorrer dos anos 90, as coisas ficaram mais difíceis, mas mesmo assim tivemos ótimas bandas, como Stonkas Y Congas, Primavera nos Dentes, Phunky Buddha, John Bala Jones, Tijuquera, Iriê e nós mesmos, do Dazaranha.

Agora vivemos um momento único, cujo epicentro é o nosso bairro, João Paulo, que também nos oferece o Gente da Terra, Luciano Bilu entra outros promissores nomes. E este epicentro se consolida com o advento da Célula – centro cultural que abriga shows e eventos originados pelo Clube da Luta. Trata-se de uma reunião de bandas nunca vista na Ilha e que promete catapultar nossa música autoral para níveis nunca antes alcançados. Articulados, os grupos começam a se unir para tomar de assalto à cena nacional. E os primeiros frutos já estão aparecendo, como o portal My Space, que dedica o mês de julho à cena catarinense. Tudo está apenas no início e ninguém perde por esperar o que está por vir.


Olha. E vem coisa por aí breve. Escute.

Blogueiro federal


O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz , que levou para trás grades o banqueiro Daniel Dantas, está com um blog.

Foto : Celso Junior/Estadão

Alavanca



O cantor francês Patrick Hernandez ficou mundialmente conhecido nos anos 70 pela gravação de Born to Be Alive, um sucesso da disco-music.

Em 1980, já em decadência, ele gravou este compacto bizarro com o então Jorge Ben.

It's Showtime!




Um tremendo show de Ike & Tina Turner na TV norte-americana. Quase dez minutos de energia vibrante, dança e arrepio.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Hey Mickey

Allan Sieber. Via Diário Gauche.

Funk do gari



Ike Turner apresenta The Family Vibes com Garbage Man.

Gostei da simplicidade. O cara solta o play da filmadora e coloca a agulha na bolacha. A música faz uma luzinhas piscarem e a capa do disco fica ao fundo.

No perfil do YouTube ele postou mais uns vídeos de outras sonzeras.

domingo, 27 de julho de 2008

Noitada excelente

Baita festa rolou no Clube da Luta na sexta. Neno Miranda, Tijuquera +2 ( Andrey e Neno), John Bala Jones e Da Caverna. Esta última subiu no palco com os três integrantes peladões com meias no pau. Tocaram duas músicas, o hit Fuck-Fuck e a nova Descalço e Sem Meia e foi isso. Confiram um trecho com o perdão pelo péssimo aúdio.



O pessoal da Cachorro Grande, que gravou um programa da MTV neste mesmo dia no Mercado Público e no Vecchio Giorgio com Maltines e Aerocirco, chegou à tempo de assistir os irmãos Zimmermann e curtir o baile animado do DJ Zé Pereira que se estendeu noite adentro.

O baterista Gabriel me contou que a cachorrada ficou impressionada com a qualidade das bandas que viu aqui em Santa Catarina. A gente já sabia né. Mas logo o Brasil, quiçá o mundo vai conhecer melhor a mistura dese caldeirão.

Casa cheia de gente bonita, alegre, apreciando a música, os amigos, a alegria de viver e coisas mais. Gastão Moreira tava com um sorriso de orelha à orelha: " Que público massa, só curtindo, dançando, sem briga".

Assim é o Clube da Luta Floripa. Nossa luta é outra. E toda sexta é celebrada na Célula.

Noites cariocas



23h58 - Chegada alvissareira à redação. Ninguém na sala de escuta. Mal sinal.

0h00 - Conversa pelo rádio com o ‘motora da madruga’. “A chapa esquentou no Morro Azul, cumpadi”, ele me avisa.

0h01 - Um minuto de plantão e já sei. O crime do Morro Azul (bom título para um livro policial juvenil, hein?) vai me custar um passeio pela comunidade, que, revoltada com a morte de um rapaz no pé do morro, achou por bem incendiar carros, espalhar lixo, interditar ruas e depredar lojas pelo Flamengo. Pra marcar uma posição, sabe? Aparentemente, a culpa é da polícia. Pela morte do rapaz, sim. Mas e quem paga pelos carros incendiados, vitrines quebradas etc.? Ninguém quer saber de conversa. O negócio é ação, reação, destruição.

0h11 - Leio e “corto pelo pé” a notícia sobre morte e descontrole social no Flamengo. É, tá ruim pra todo mundo. Depois, vou até o morro ver qual é. Contra a vontade, obviamente.

0h50 - Os homens se preparam para rebocar o carro da polícia, que se chama viatura e está bloqueado no morro. A comunidade está indócil. “Assassinos e covardem, mataram um trabalhador”, repete uma mulher. Um motorista de ônibus, copo de cerveja na mão, chama um PM pro pau. O PM, fuzil em punho, olha pro cara, furioso. O carro da polícia desce o morro, rebocado. Vaias para o carro. Alguém atira uma garrafa de cerveja. A viatura não tem uma janela intacta.

1h10 - A imprensa (falada, escrita e televisada) invade a 9ª DP, no Catete. Lá dentro, um garoto de 21 anos está apavorado. Ele viu a morte do rapaz e prestará depoimento como testemunha. Acho que ele preferia não ter visto nada.

1h17 - A aglomeração da imprensa na porta da DP atrai a curiosidade de quem passa em frente. Um rapaz com um violão na mão e um capacete de obras na outra passa entre jornalistas e policiais, tentando adivinhar, com o olhar, o que está acontecendo. Cinegrafistas e fotógrafos se acotovelam atrás de um registro da testemunha em pânico. Passa um carro e o motorista grita: “urubus!”. Um repórter grita de volta: “Porra, eu sou tricolor!”.

1h42 - Rodinha da imprensa em frente à delegacia. Alguém lembra que o morto era manco, cego de um olho e já havia sido vítima de bala perdida. “Ô, vida severina”, lamenta uma repórter. Outro conta de um lendário jornalista, em ação no morro horas antes, interrogando a viúva. “Desculpe, mas seu marido era manco da perna esquerda ou direita?”

2h05 - O rapaz do violão e capacete passa de novo. Observa mais uma vez a confusão. Pareceu ter ido embora sem matar a curiosidade.

2h38 - Outra testemunha, uma senhora, deixa a sala da delegada de plantão se queixando: “Se eu soubesse, tinha ficado na minha terra”. Ela e a mãe do rapaz apavorado (que ainda não testemunhou) começam a conversar. “Nessas horas é melhor ser surdo e não ver nada.”

2h48 - As senhoras desfiam um impressionante rosário de lamentos e denúncias contra os policiais. Histórias sem fim de abuso, desrespeito e ilegalidade. “A quem a gente pede socorro?”, uma delas pergunta para os repórteres. Vontade de me enfiar num buraco.

2h53 - Reparo numa placa na entrada da delegacia. “9ª DP - Delegacia Legal. Inaugurada em abril de 2002. Governador: Anthony Garotinho. Chefe da Polícia Civil: Álvaro Lins.” Isso explica muita coisa, não? Um repórter comenta: “Falta outra placa em cima dessa. Com a palavra ’Procurados’.”

2h58 - As duas senhoras continuam sua conversa. Uma diz: “Os policiais acham que são deuses, tiram a vida de qualquer um. Não quero que nenhum mortal tire a minha vida. Só Deus. Quero viver que nem a Dercy Gonçalves.” “Ih, menina, ela morreu hoje…”

3h05 - A delegada avisa que não vai falar com a imprensa. A imprensa decide ir tomar um café na padaria. O rapaz apavorado ainda não testemunhou.

3h15 - O fotógrafo honra a raça na padaria. “Eu quero um sanduíche de presunto e queijo.” “Ah, você quer um misto?” “Não, eu quero sanduíche de presunto e queijo. Odeio misto.” E a atendente: “Tá bom. Ô Válter, faz um misto!”

3h36 - No Largo da Cruz Vermelha, duas motos quase batem. O carona de uma delas grita alguma coisa para o piloto da outra moto e enfia a mão por dentro da camiseta, como se fosse sacar uma arma. O que gerou o comentário no carro: “Esses caras ficam brincando assim, passa a polícia e metralha todo mundo, agora que eles estão nessa de atirar antes de perguntar.”

3h40 - De volta à redação.

4h43 - Um passeio pela redação deserta pra espantar o sono. Se eu tivesse uma lanterna, seria o próprio zelador do museu.

4h49 - Uma ronda telefônica pelas delegacias. “Alô, é da 19ª? Alguma coisa aí pra gente?” “Não, tá tudo calmo, graças a Deus.” “Valeu. Alô, é da da 23ª? Tá tudo calmo por aí?” “Até agora sim, graças a Deus.” “Um abraço.” A cidade é uma calmaria desde que a polícia criptografou sua freqüência de rádio.

5h00 - Toca o telefone. “Ih, fodeu.” É o cara do plantão de uma TV. “É isso mesmo? Tá tudo calmo agora?” “Parece.” “Que bom.” “Nem me fala.”

5h14 - Vou ao banheiro.

5h16 - Bem melhor agora.

5h26 - Navegando. Parti do Arrastão (fundamental) e aportei de cara no download (CC) de ‘Mídia, Máfia & Rock’n'Roll’, do Cláudio Júlio Tognolli (editora do Bispo). Direto ao capítulo 8, sobre jornalismo cultural e ‘De como os cadernos do gênero estão cada vez mais escravos das assessorias de imprensa’.

5h35 - Envio, a quem de direito, pequeno relatório sobre meu passeio ao morro e à DP e volto ao texto do Tognolli.

6h02 - Ainda navegando. E contando os minutos. Faltam 58.

6h07 - “Surfar a crista da onda das ofertas de catálogos culturais, dos guias, é estar conectado visceralmente à torrente, ao fluxo. Não queremos mais tão-somente a arte que nos gera efeitos; queremos sentir o efeito de estar no fluxo, eis aí a mais nova leitura da frase “O meio é a mensagem”, de Mc Luhan.” Às seis da manhã, isso fez todo o sentido. Mas pode ser o sono. (p.144)

6h08 - Tem missa na TV.

6h18 - Soooooono, muito sono. E mais um cafezinho.

6h29 - Caralho-merda-puta que pariu, a porra do tempo não passa! (minha sincera homenagem à Dercy)

6h33 - Telefono pra um colega de infortúnio. “É isso, então?” “É isso mesmo.” Pelo menos pra gente fez sentido.

6h48 - Faltam 12 minutos pra alforria e me vem um poliça contar que está pra começar uma mega ultra uber operação de apreensão de balões “de grande porte”… em São Gonçalo? Um abraço!

6h53 -Liberdade! Com sete minutinhos de troco. Agora é só subir o post e cantar pra subir. Bom dia a todos e até uma próxima. Ou não, de preferência.


Por Calaza no Raios Triplos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

É como eu sempre digo...



...Bora lá.


A noite de sexta que movimenta a música autoral numa festa. Só sonzera a R$5 pra quem chega até às 23 horas. Depois é dez pila.

Abertura com nosso querido "anti-traidor do movimento" Neno Miranda - atualmente vivendo em Sampa + Tijuquera quebrando a casa com as participações do Andrey e do Neno + John Bala Vicious + Da Caverna que deve fazer uma apresentação curta e grossa com música nova, de acordo com nossas fontes internas.

Chegue cedo e entre no clima. Antes, durante e principalmente depois de tudo isso temos o baixo nível do proibidão DJ Zé Pereira. Get down on it!

Sincronia


Tinha visto essa no site do Arnaldo Branco ontem e o sempre antenado Marcos Espíndola repercutiu hoje na Contracapa:

O ilustrador Arnaldo Branco teve uma tirinha da sua seção Mundinho Animal vetada pela direção do site G1. A justificativa é de que se tratava de uma "apologia à pirataria". Argumento reles bizarro eu diria, até porque a dita tira brincava (o que é a essência do gênero) com o discurso das campanhas contra a pirataria que afeta a indústria da música e do cinema. Assunto aliás dos mais polêmicos e que não encontra um denominador comum, quanto mais para impor um ato de censura. Tudo bem, assim como baixar música da internet é crime, a gente também faz de conta que experimentamos a plenitude da liberdade de imprensa nesse país. Depois eu conto aquela do papagaio!
Falou e disse.

Dose dupla

Duas das minhas últimas descobertas sonoras que recomendo para aquecer a saída para a noite de hoje, onde acontece o Clube da Luta na Célula, com Tijuquera, Da Caverna, Neno Miranda e John Bala Jones, além do internacional dj vidente Zé Pereira Raio Leisy.

Pra começar os malucões australianos do Watussi, um octeto multicultural de Sydney liderado pelo colombiano Oscar Jimenez. Funk-rock-afrobeat-latino da pesada.





E dos pântanos sonoros de New Orleans no espírito, mas baseado no Texas, pesquei Dan Dyer. Após duas décadas na estrada, o músico lançou seu segundo disco solo, gravado num estúdio construído numa antiga igreja de Austin. Soul voodoo, blues e a latinidade caribenha que abraça até a música brasileira com ótimas participações.

Numa primeira audição me veio à mente o nome de Lenny Kravitz. E no site oficial matei a charada. Lenny produziu e lançou por seu selo o primeiro disco de Dyer. Mas nesse caso a criatura superou o criador. Como diria o racional Tim Maia: "é coisa limpa, é coisa pura". Direto da fonte.




quinta-feira, 24 de julho de 2008

Freak press

Não, a revista não se chama The Beatiful Freaks. Ganha um docinho quem encontrar o título.

Esta é a capa da edição número 24 da Oz Magazine, publicação originalmente de humor que nasceu na Austrália (1963-1969) e ficou mundialmente conhecida após mudar-se para Londres (1969-1973) e se tornar uma das mais relevantes revistas da imprensa undeground.



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Sabe com quem está falando?



Mais uma boa do argentino Liniers.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Adeus Dercy




Danilo Gentili foi à última aparição pública de Dercy Gonçalves e chegou junto. Prestem bem atenção às últimas palavras da atriz e comediante. Já pressentindo o fim, Dercy destila sua sabedoria na derradeira mensagem.

Uma tonelada


A Nação Zumbi desembarca no John Bull Pub de Florianópolis no próximo dia 31 de julho, uma quinta-feira. Seguramente um dos melhores shows do Brasil. Ao vivo a mistura de alfaias com a guitarra psico-heavy de Lúcio Maia e a cozinha cheia de groove de Dengue e Pupilo é um porraço só. Bora lá.

Foto: tarita.

Melindrosa


Da artista e tatuadora holandesa Angelique Houtkamp.