segunda-feira, 30 de abril de 2007

Timeline

A História da Humanidade por Milo Manara. Clicando na imagem ela é ampliada e indo ao Sexoteric Blog, de onde peguei esses quadrinhos, você pode ver na íntegra.







quinta-feira, 26 de abril de 2007

Soul Power




Vai outro groove pra baixar aí? Esse é uma pedreira de Bobby Byrd, acompanhado pelo trombone de Fred Wesley and The JB's. Talvez você nunca tenha ouvido falar nele mas certamente já o viu e ouviu. Ele é o famoso mestre de cerimônias que abria o shows de James Brown. Era aquele que trazia a famosa capa naquela encenação toda de James caindo de joelhos, saindo escorado do palco, para numa volta trinufal jogar tudo para o alto e gritar no microfone. É a voz de Bobby que no início de Make it Funky de James Brown faz a pergunta: "Whatcha you gonna play now?" * e James responde: " Bobby, I don't know but whatsoever I play it's gotta be funky! "*. Bobby também é a voz que faz a resposta para o Godfather of the Soul em Sex Machine ( Get on up! ) e em Soul Power.

Ele e James eram como irmãos. Em 1952, após ser libertado da prisão juvenil, James Brown foi acolhido pela família de Bobby. Juntos criaram a banda Famous Flames, que mais tarde passou a se chamar James Brown & THe Famous Flames.
Bem, sem mais delongas aqui segue a música I Know You Got Soul com Bobby Byrd and The JB's.

* O que você vai tocar agora?
* Bobby, eu não sei mas o que quer que seja que eu toque, tem que ser funky!

Caranguejos espertos




Um passarinho me contou que a banda pernambucana Mombojó volta à Florianópolis no dia 13 de maio para uma apresentação no Teatro Álvaro de Carvalho - o TAC - a centenária casa de espetáculos no Centro.
A primeira vez que a banda tocou em nossa cidade, conferi o show que infelizmente aconteceu no Mecenas bar na Trindade, mais conhecido como "Mercenas". Lugar de péssima acústica e outras coisas que nem quero falar agora.
No site da banda é possível baixar gratuitamente os dois álbuns lançados pelo grupo, na íntegra.

"O bom e velho jornalismo feito de fatos e não de preconceitos"

Do blog Diário Gauche

"Dizer que o Franklin Martins se saiu bem no Roda Viva é dizer pouco. Os (de)batedores do FM estavam ensandecidos. Tudo boneco de ventríloquo de patrão - as velhas oligarquias da mídia brasileira."

"Franklin foi para um baile de cobras, mas levou perneiras e deu também as suas estocadas. Vendo os caras falarem ao vivo se compreende o motivo de tanta pobreza e jequice na grande mídia."


O ministro Franklin Martins arrasou no meio daquele bando de lacaios. Perdi essa na segunda mas graças a um leitor do Diário Gauche que postou os links nos comentários fui conferir no You Tube. Lá está o programa na íntegra. Recomendo. Coloco aqui a primeira parte.

Será?




Um dos assuntos do momento é o possível fim da banda carioca Los Hermanos, que anunciou em seu site que vai " dar um tempo" para que os integrantes se dediquem à projetos paralelos. É impressionante a repercussão dessa notícia na internet.

Assisti muitos shows memoráveis do grupo onde botaram os indies pra sambar, sendo o melhor deles em Curitiba no lançamento do disco Ventura, que junto com O Bloco do Eu Sozinho é uma boa mostra de novas possibilidades para o rock nacional.

Os caras são gente boa e muito inteligentes, bem articulados. Parece ser algo que incomoda muitas pessoas. Agora também o que tem de fã chato da banda não é mole. Parecem muito com os Legião Urbana freaks só que metidos a cool.

E falando em projetos paralelos, já li que o Rodrigo Amarante vai participar do novo disco do Devendra Banhart, o neo-hippie norte-americano fã de música brasileira.

Faichecleres




Com show de lançamento do segundo CD marcado para o próximo sábado em Florianópolis, leio agora no blog Armênios que a banda Faichecleres, a mais gaúcha das bandas curitibanas, sofreu um golpe e tanto: a saída do baixista e frontman Giovanni Caruso. Quem está substituindo o rapaz, temporariamente, é Raphael Machado, do grupo Os Dissonantes ( no meio da foto entre o guitarrista Marcos Gonzatto, à esq, e o baterista Tuba). Em seu fotolog, Os Faichecleres anunciaram que estão selecionando um novo baixista/vocalista. Boa sorte e bola pra frente rockers!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Funk is alive




Garimpando sons por aí descobri uma baita cantora de funk e uma banda poderosa: Sharon Jones and the Dap-Kings de Nova Iorque. Se ninguém dissesse nunca saberia que a banda é atualíssima. A sonoridade é 60's funk total. A banda já tem alguns discos, lançados pela gravadora Daptone Records e página no My Space. Lá dá pra ouvir 4 músicas mas se quiser há também uma ferramenta para compra de downloads por US $ 0,99 cada canção. Na seção de fotos tá lá a Sharon abraçada ao Godfather of the Soul, James Brown em pessoa, passando a tocha. Yeah!

E eu entrego o ouro aqui para baixar e se deliciar com a música How Do I Let a Good Man Down.

Sopão de Filmes




Clique na imagem para aumentar

O evento que nasceu despretencioso e era realizado na casa do Alan Stone cresceu e agora acontece num lugar com uma estrutura melhor e super bem localizado. No Pomar das Artes na rua do Morro do Horácio.
O Sopão de Filmes é uma reunião de apreciadores de áudio-visual onde são exibidas produções locais, vídeos experimentais, documentários, trash-movies e muita coisa curiosa. Esta edição acontece no próximo domingo e a entrada é franca. Sempre sugerindo uma contribuição e que cada um leve sua birita por que tá pensando que é só ficar no escurinho do cinema é? Não, tem sempre uma after-party. Vai lá.

"Quando toco sou o cara mais lindo do mundo"

Hoje assisti a um DVD hilário. Meu brother Ledoux trouxe ao estúdio de ensaio uma gravação de uma festa de aniversário organizada pelo Toicinho. Deixe-me dizer quem é o Toicinho. Um excepcional ser humano e músico de talento descomunal. Como baterista já tocou com Elis Regina, Nélson Ned, Agnaldo Timóteo e uma lista enorme de artistas. Há muitos anos retornou pra Florianópolis e toca como free-lancer em vários grupos de jazz e MPB. O conheci como diretor musical de um grupo que contava com uma cantora, uma pianista e ele na bateria. Observar o modus operandi dele foi uma experiência e tanto. Toicinho dava toques incríveis de canto e de piano. Realmente é um músico completo.

Muitas vezes o assisti tocar bateria e teclado ao mesmo tempo, sem nunca perder o timing. Dizem, e eu acredito, que Toicinho aprendeu a tocar piano pintando um teclado no teto do seu quarto, onde ficava tocando notas imaginárias, montando acordes.

Certa vez, fui testemunha, o cara desmontou a bateria enquanto tocava e a música não perdeu o beat nunca! Ele é um polvo dado a mil malabarismos. E isso é pouco ainda. O venerável músico também é inventor e já foi matéria de jornais com algumas engenhocas como a bicicleta para dias de chuva.

Pois no DVD que assisti não é que o Toicinho estava tocando numa banda de rock, quebrando tudo tal qual um John Bonham. É! Agora ele é integrante da banda Vanaheim. Numa guinada inesperada ele se juntou ao Cláudio e o Mauro, que fazem um hard-rock responsa desde a década de 80.

Ledoux e o Alan Stone, a dupla dinâmica da produtora Pintô Sujêra, estão editando um documentário sobre esse fantástico cara. Aguardamos ansiosamente.

PS: O título do post é uma frase do Toicinho que ouvi da boca do próprio. Mostra realmente o poder da Música!

Murderer or hero?





- E se cho seung-hui houvesse juntado-se aos marines americanos e todas as suas vítimas fossem iraquianas?!
- Ele seria considerado um assassino ou um herói?

Post vindo direto do blog Implicante. Ilustração do Latuff.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Sabadão Funk-samba-rock-soul




Quadrinho da Chiquinha para ilustrar um post sobre o excelente sábado, dia 21 de abril.

Muito legal ter participado do Chá Dançante. Gente legal, velhos e novos amigos, troca de sons, alto astral e um chazinho de hortelã com maçã perfeito. Foi ótimo tirar a ferrugem e discotecar de novo. Não fazia isso desde o tempo em que eu promovia festinhas freaks com o Radji e o Cachorro. Um grande abraço e muito obrigado aos amigos Gustavo (aka DJ Zé Pereira), ao DJ Mezenga Bill (aka Jean Mafra) e à simpática e guerreira Ariela Grubert.
E nesse mesmo sábado rolou também o Clube da Luta. Após o Chá Dançante, fomos todos para lá e chegamos ao final da apresentação da Maltines, ainda a tempo de assistir as bandas Kratera e Rufus. Que paulada! O Clube se agiganta com a entrada de novas bandas e ainda neste mês, no dia 28, terá sua primeira edição em Curitiba.
A iniciativa de reunir o que de melhor é feito na música catarinense cruza fronteiras e repercute longe. As últimas notícias são alvissareiras. Novas parcerias devem incrementar esse caldeirão musical onde o que conta é a qualidade. Salve Santa Catarina!

R.I.P

Morreu ontem, num acidente de moto, o Orelha, um dos organizadores do Rural Rock Fest, festival que acontece na cidade de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Muita paz e força para a família e para os amigos.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

É amanhã!


Como diz a Joice: Quem tem amigos tem tudo

Meu amigão do coração Felipe, o Zylber, florianopolitano residente na Paulicéia onde trabalha na Editora Abril, entrou no mundo do bloguismo e está com este endereço: Zylbersz . E através do Zylber fui descobrir o blog de outro camarada florianopolitano que se bandeou, mas esse para Porto Alegre, o Piangers. Salve rapaziada da Baiúca!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

A luta continua




Eita que sábado, 21 de abril, a coisa vai ferver. Organizado pelo DJ Zé Pereira e pelo Jean Mafra o Chá Dançante vai chacoalhar o Café Matisse. E o DJ convidado é nada mais nada menos do que este que vos escreve. Já tou preparando uma seleção caleidoscópica de sonzeras. A coisa começa cedo, às 17 hs e segue até meia-noite.

Depois as baterias viram-se para o Café Fios & Formas onde acontece mais uma edição do famigerado e incrível Clube da Luta. Com a estréia de Kratera e da Maltines, além da banda Rufus. E o melhor de tudo, só 5 pilas pra entrar em cada festa. E tu vai ficar em casa?

Paulicéia Desvairada








Cosamalinda ver as mudanças que a lei que proíbe outdoors e regulamenta as fachadas de estabelecimentos comerciais em São Paulo está fazendo pela cidade. Prédios simpáticos surgem por trás das antigas propagandas. O pessoal agora vai dar um trato e em alguns meses um panorama completamente diferente, colorido, arejado, será visto. Hoje peguei algumas imagens dessa revolução no Trabalho Sujo do Alexandre Matias. Ele colocou fotos do fotolog do Tony de Marco. Fui lá visitar e divido um pouco com vocês.

PS: Alguns amigos que acessam o blog me perguntaram sobre os comentários. Abaixo de cada post você clica em comments e pode discordar, malhar, espinafrar e até elogiar. Mas tudo com elegância e fair-play, ou eu limo sem dó nem piedade pra manter o nível.

Cookie Monster

Descobri um programinha legal para legendar vídeos. Chama-se Mojiti. Pra aprender a mexer legendei um vídeo do adorável Cookie Monster da Vila Sésamo e do Muppet Show. Que figura! É o lariquento-mór.

With a little help from my friend Joice

Com a cortesia da minha amiga Joice dos blogs Implicante e Vozes do Sul, o texto de Roberto Mangabeira Unger citado anteriormente, na íntegra.



A QUESTÃO NACIONAL

Uma questão ultrapassa em importância todas as outras no Brasil de nossos dias: a questão nacional. Para que o país se construa e alcance o tipo de desenvolvimento que quer, afirmando dentro da humanidade personalidade própria e desbravando rumo certo, precisamos superar o que tem sido nossa maior fraqueza.
É a mentalidade de Vichy, que predomina -e que quase sempre predominou- entre nossas classes abastadas e imperantes.
No Brasil, quem inveteradamente se identificou com a nação foi o povo pobre, trabalhador e mestiço.
A classe média oscilou entre a rebeldia nacional e o espírito de rendição. E os ricaços e ilustrados, em grande maioria e em todas as épocas da história brasileira, inclusive a atual, nunca creram na originalidade do Brasil. Viram o país muitos, e o vêem hoje, como lugar onde a doçura e o atraso vivem casados. Segundo eles, com os indispensáveis préstimos e heranças pode levar-se no Brasil vida agradável, porém atribulada por atraso em consolidar os hábitos e as instituições de países mais exitosos e menos suaves.
Essa falta de identificação com o Brasil por parte dos que podem e sabem não é apenas desastre, é também anomalia. Na história dos grandes países modernos, a afirmação nacional tem sido comumente projeto das elites, sobretudo das elites do poder e do pensamento. A tal projeto só depois se costumam converter as maiorias.
Entre nós, as maiorias não precisaram ser convertidas. E não conseguiram converter os endinheirados, os letrados e os mandões.
A forma característica do descomprometimento com o Brasil hoje é cosmopolitismo frívolo, comodista, acovardado, orgulhoso de sua desilusão e, sobretudo, ignorante. Ignorante do papel decisivo que a confiança na originalidade coletiva e a busca de caminho novo desempenharam na formação dos países a que esses mesmos desiludidos se curvam. O colonialismo mental encontra pretextos no discurso da globalização e instrumentos nos fatalismos que proliferam nas ciências sociais.
É hora de fazer guerra contra a doutrina da rendição perpétua.
Nunca se reuniram tantas condições favoráveis à vitória da tese nacional acalentada pela maioria. O Brasil está a um passo de construir as bases de desenvolvimento socialmente includente. A ascensão da China e da Índia nos cria mais oportunidades do que dificuldades.
O governo central não está mais em mãos de gente que desacredita no país. Os fatalismos estão intelectualmente desmoralizados. A nação fervilha, espera e exige.


quarta-feira, 18 de abril de 2007

Todo mundo vai embora, todo mundo tem sua hora





Com um pequeno exército ele saiu da Sierra Maestra e tomou um país que era o playground dos americanos abastados e putanheiros e até hoje está no poder. Mesmo discordando de regimes ditatoriais, de fuzilamentos, de falta de liberdade de expressão, não posso deixar de admirar muitas conquistas dos cubanos com a Revolução liderada por Fidel Castro. E o que aconteceu nesta pequena ilha do Caribe, nas barbas do Tio Sam, foi uma revolução. Aqui no Brasil nós tivemos foi um GOLPE que destituiu um presidente de direito.

Ontem Mino Carta informou em seu blog que o Michael Moore esteve em Cuba conhecendo o sistema de saúde do país. Disse Mino e eu dissemino ( com o perdão pela sub-poesia concreta):


Michael Moore, o cineasta transgressor, visitou Cuba e voltou a Nova York com a seguinte conclusão: a saúde pública na ilha é muito mais democrática, eficaz e funcional do que nos Estados Unidos. O próximo filme de Moore destina-se a desvendar, leio no Il Corriere della Sera de hoje, a debacle do sistema de saúde americano, refém das multinacionais farmacêuticas e das companhias de seguro. Este é o modelo copiado no Brasil, como tantos outros de puríssima marca estadunidense, e de hábito transformados em caricaturas. Gostaria que Moore nos visitasse de câmera em punho para constatar.

É coisa nossa

Post do blog do Nassif ontem. Gostaria de postar o artigo de Mangabeira na íntegra mas é acessível somente para assinantes da Folha.

A questão nacional

Muito bom o artigo do Roberto Mangabeira Unger na "Folha" de hoje sobre um paradoxo brasileiro: a identidade nacional está presente nas classes mais populares e desassistidas e ausente das elites, ao contrário de todos os países com projetos de afirmação nacional.

"Essa falta de identificação com o Brasil por parte dos que podem e sabem não é apenas desastre, é também anomalia. Na história dos grandes países modernos, a afirmação nacional tem sido comumente projeto das elites, sobretudo das elites do poder e do pensamento. A tal projeto só depois se costumam converter as maiorias.

Entre nós, as maiorias não precisaram ser convertidas. E não conseguiram converter os endinheirados, os letrados e os mandões.

A forma característica do descomprometimento com o Brasil hoje é cosmopolitismo frívolo, comodista, acovardado, orgulhoso de sua desilusão e, sobretudo, ignorante. Ignorante do papel decisivo que a confiança na originalidade coletiva e a busca de caminho novo desempenharam na formação dos países a que esses mesmos desiludidos se curvam. O colonialismo mental encontra pretextos no discurso da globalização e instrumentos nos fatalismos que proliferam nas ciências sociais".