Koko Taylor se foi. Nascida Cora Walton na cidade de Memphis, Tennessee, em 28 de setembro de 1938, ela ganhou o apelido Koko dos garotos da vizinhança por gostar muito de chocolate.
Começou a cantar na igreja aos 15 anos e em 1953 mudou-se para Chicago onde acabou cruzando seu caminho com o do grande compositor e baixista Willie Dixon que a levou para a gravadora Checker, uma subsidiária da Chess Records.
Fiquem com este grande dueto dela com o mentor Willie Dixon e uma funkeira que conta com ninguém menos do que Buddy Guy na guitarra.
A banda Os Incríveis numa entrevista para a TV Tupi em 1968. Os garotos prometem: vão abalar na San Francisco pós verão do amor.
E depois um vídeo com Roberto, Erasmo e Wandeca. Tudo isso cortesia do usuário xol8lox que postou vários vídeos antigos da extinta TV Tupi. Vale a pena o garimpo.
Em setembro de 1994 eu estudava Jornalismo na UFSC onde conheci esses dois freak brothers que são o Frank Maia e Emerson Gasperin, editores do Fútio Indispensável, um fanzine supimpa que marcou época.
Emerson, ou melhor, o Tomate chamou a mim e Fábio "Mutley" Bianchini para cobrir a segunda edição do festival Junta Tribo , que tinha como subtítulo: cerveja, barulho e terra. E como tinha terra vermelha lá em Campinas.
Eu fui. E foi uma experiência e tanto que se tornou marco divisório.O que vi e ouvi foi indescritível e a maioria das histórias são impublicáveis. O local do show era uma feira medieval com tudo o que um quadro de Hyeronimus Bosch tem direito.
Fiquei hospedado numa sala de aula da Unicamp dividida com o Planet Hemp e outras bandas. Já conhecia o pessoal da Wry, lá de Sorocaba onde eu ia bastante e passei a conhecer o Concreteness, Brincando de Deus, Little Quail, Relespública, Câmbio Negro, Loop B, Garage Fuzz, algumas bandas que me lembro.
No terceiro dia, cansadaço fui pousar na casa dos meus amigos Chico Saraiva e Eduardo Ribeiro, onde deu pra tomar um bom banho e tirar aquela terra vermelha entranhada.
Ontem encontrei através da comunidade do orkut esta matéria da EPTV falando sobre o festival que marcou o cenário independente brasileiro.
As Sweet Divines e banda arrepiando com Heckuvah Man. Groove que bebe nas águas do delta do Mississipi, mais precisamente de New Orleans e dos The Meters.
Quando morrer quero encontrar anjos divinos assim.
Recebi de um leitor censurado em outras plagas este texto sobre o polêmico maestro José Nilo Vale. Quem responderá as indagações finais?
Por Raul Perdigueiro
Maestro José Nilo Vale, da OSSCA, "vale" o quanto chora. E como chora, quer R$ 10 mil por mês do Governo do Estado para abrigar a orquestra. Ainda que com toda a sua benevolência, o secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esportes, Gilmar Knaesel negou a proposta indecorosa. Se até dentro da secretaria o Maestro já é visto como uma presença incômoda, o mesmo não se pode dizer em outras instâncias, como a mídia.
Mas o maestro não gosta de falar, chora para não falar. Chora para receber, mas não presta contas sobre a sua gestão temerária, desafinada. Os músicos não recebem seus salários e a OSSCA está parada porque não tem dinheiro, não tem porque não pode receber do Estado diante das advertências do Tribunal de Contas do Estado que desde o ano passado bate na desorganização da administração da Ossca, mas também não leva adiante, como por exemplo, ao Ministério Público.
Só recapitulando, no mês de maio foi revelado o resultado da auditoria operacional do TCE sobre os mecanismos de incentivo à cultura do Governo do Estado. Dentre os 10 proponentes que abocanharam 55% de todo o dinheiro (R$ 25 milhões) investido pelo governo em projetos culturais no exercício de 2008 está a Associação Cultural Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (AOSSCA), com R$ 1,1 milhão. E não poderia jamais recebê-lo porque sua situação legal é capenga.
Mas aí todos sentem pena do maestro, ele chora, é emotivo, pede para não se tocar no assunto, promete entrevistas bombásticas e some do mapa, enfim desafina na gestão e dissimula na prestação. Mas ninguém pensa nos músicos, muito embora eles também contribuiem em seu silêncio ao não tomar uma atitude e denunciar a questão ao Ministério Público e Delegacia Regional do Trabalho.
O problema é que isso envolve dinheiro público, nosso, que vai para o mesmo ralo do desperdício que mensalmente despeja milhões em lugares incertos e não sabidos. Daí não podemos levar a situação como um caso folclórico. Isso é de interesse da coletividade e como tal deve estará sujeito à lupa rigorosa da lei e suas instâncias fiscalizadoras, bem como as penas previstas para os casos de malversação do dinheiro público, para não falar o pior.
O que impede o Maestro Nilo de cumprir o seu dever e prestar contas sobre a sua orquestra? E o que impede o TCE, o governo do Estado e o MP de cobrar maior responsabilidade por conta da gestão da orquestra? Ou então que cessem já essa "ópera de bufa" com o dinheiro do Estado, afinal, só o maestro aplaude.
Aliás, ninguém percebeu o nome deste espetáculo: A Ópera do Malandro!
Quem ainda não teve oportunidade ou quer rever o documentário Sistema de Animação poderá conferir na próxima sexta, 29 de maio, na UFSC com entrada gratuita.
O filme de Guilherme Ledoux e Alan Langdon será exibido como parte do Colóquio Antropologias em Performance às 17 horas no Auditorio CFH da UFSC.
O longa-metragem é um retrato do baterista catarinense Toucinho Batera uma figuraça ímpar. O filme recentemente ganhou o Grande Prêmio FILME LIVRE! e o Prêmio Especial do Júri para o Personagem na Mostra do Filme Livre 2009.
"Primo, nunca se esqueça, esse discurso de 'foco' é para os medíocres. Nunca, nunca, nunca, mas nunca mesmo, permita que a mediocridade dos demais lhe roube NENHUM de seus talentos"
“Eu sou um roqueiro engraçado, sabe? Meu instrumento é um violão de náilon. Sou um compositor, um cara que ama a música brasileira tanto quanto o rock’n’roll”
Ontem fiz uma visita ao escritório da Vinil Filmes e tive a oportunidade de assistir os episódios de Histórias de Cinema, uma série em três capítulos que mistura a linguagem do documentário e da ficção.
A produção ao mesmo tempo em que didaticamente informa, emociona e diverte,"mostra uma visão diferente sobre a aventura de fazer cinema em Santa Catarina", é o que afirma o release e eu confirmo. Tá divertido demais e conta com belos depoimentos de gente como Salim Miguel, Eglê Malheiros, João Amorim ( Antônio Rossa vai lembrar dele) e Gilberto Gerlach.
Este último aliás conta uma história marcante que é o ápice do primeiro episódio.
Vale muito a pena ligar a TV ao meio-dia no próximo sábado, para assistir esse atestado de fé no amor à arte que abraçaram, ou melhor, que os abraçou pois nessa vida não se escolhe, se é escolhido.