Uma canção para ouvir tomando seu café da manhã e partir pro dia de espírito elevado.
Townes Van Zandt - Where I Lead Me
Descobri o cara lá no blog Music Is Art.
"Sempre me espanto com essa questão que algumas pessoas fazem de que as histórias tenham "sentido".
Nunca consegui entender qual era exatamente o sentido desse sentido. Moral, filosófico, algum tipo de lição de vida? Algo que nos "acrescenta" - como se fôssemos porquinhos com uma fenda às costas?
Faço histórias para crescer, não para acrescentar".


Uma pessoa até pode ser honesta, afável, decente, culta. Mas quando reforça a velha visão vira-lata do brasileiro sem auto-estima, de que as coisas são assim mesmo e não têm conserto, de que vivemos numa terra eternamente dominada pelos espertos e safados, e que só nos resta viver explorados, ela só está ajudando a esses espertos e safados e desestimulando as pessoas de bem. Portanto, não merece epíteto melhor do que imbecil. Os brasileiros como povo não são piores do que ninguém. Os maus elementos existem em qualquer grupo humano e nunca devem ser ignorados nem deixados à própria sorte. E os problemas sociais não são insolúveis. Sempre há mudanças e progressos. Mas eles não acontecem se um número suficiente de pessoas não quiser.
Eis o mais importante: o entusiasmo é contagioso, mas a depressão também é. Se você se sente derrotado, impotente, incapaz, incompetente, roubado, isso é problema seu; não assuma que o próximo deva se sentir igual. Se eu ou o meu amigo acreditou na possibilidade de mudança e você não acredita, a pior coisa que pode fazer é sabotar as nossas esperanças e esforços insistindo que não dá para fazer nada para que nada mude. A isso, é preferível que você fique calado. Não apenas discordo dos derrotistas, chororôs e mimimis, como agora enuncio-os como um obstáculo ativo às minhas metas. O recado é o seguinte: a minha paciência com os inúteis acabou. Saiam da frente. Abram caminho.
Fui desrespeitoso e cometi um erro hoje contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que está em visita ao Acre para uma palestra sobre drogas para jovens da rede pública estadual.
Ao fazer a primeira pergunta de uma entrevista coletiva, indaguei:
- Ministro, o senhor tem se manifestado constantemente em defesa da propriedade, contra as invasões, mas em nenhum momento o senhor se manifestou contra dezenas, centenas de assassinatos de lideranças de trabalhadores rurais . [Até aqui, a pergunta é pertinente e correta do ponto de vista jornalístico, o exagero se deu na seqüência] Isso decorre do fato de o senhor ser ministro ou pecuarista?
A resposta do ministro veio à altura:
- Devo lhe dizer o seguinte: eu tenho me manifestado contra qualquer violação de direitos, qualquer violação de direitos. Eu não quero que haja assassinatos, independentemente de… Que não haja violência. Pode-se protestar, pode-se fazer qualquer consideração, mas tem que ser respeitado o direito de outrem. A pergunta de qualquer forma é desrespeitosa. O senhor tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta. Eu não sou pecuarista.
Ao formular de improviso a pergunta, tomei como base o manifesto distribuído no dia 6 de março pela pela Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde está afirmado (e até hoje não contestado publicamente), que o ministro Gilmar Mendes “não esconde sua parcialidade e de que lado está” e que é “grande proprietário de terra no Mato Grosso”.
Exagero também veio da parte de quem tanto critica a existência de um estado policialesco no país. Orientado pelo ministro, um assessor dele telefonou para a Polícia Federal, logo após a entrevista, e pediu aos agentes:
- Fiquem de olho naquele moço, pois ele é muito perigoso.