sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Utilidade pública
Segundo episódio da série Marcelo Tas na Zona Eleitoral.
Em "Para que serve um prefeito?", Tas confere a rotina e o trabalho do síndico do COPAN, o mais populoso edifício residencial do Brasil.
Eleito e reeleito há 15 anos por 5 mil condôminos, Affonso Prazeres mostra algumas lições de gestão para os candidatos à prefeito.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Etc e tal
"Quando você vir um cara saborear uma feijoada, ou uma buchada, dobradinha,vatapá, churrasco, acompanhado de cachaça, cerveja, vinho e etc... saiba que este ser, vibra com a minha música".
"Agora a pergunta final: onde está este público?
ora, ora... Em todo e qualquer lugar, são milhões. É o povo, em alma e osso. É a Maria, é o Zé, é o Tonho, é o Tião, é a Zabé, é o Chico, é o Mané, é a Cida...
É o povo que diz:
Nois faiz,
Nois trepa,
nois comi
nois mija
nois reza
nois briga, e etc...
E é ele que melhor:
faz
trepa
come
mija
reza
briga
e principalmente o etc...”.
Waldik Soriano
Astro Rei
Esta animação foi feita com imagens colhidas durante 6 dias por um satélite da NASA e fazem parte de uma série de incríveis fotos do Sol, publicadas pelo Boston Globe.
Via blog Jornalismo & Internet.
Tá bombando
Pra quem não é daqui (SC) explico um pouco o nome do blog.
Santa Catarina é uma unidade da Federação muito peculiar, onde a Capital não é maior cidade do Estado e onde cada região tem diferenças culturais que fazem com que seja difícil, ou quase impossível, de se ter o que chamaríamos de "identidade catarinense".
Refletindo essa carência, alguns inseridos no contexto roqueiro adotaram a divisão pelos números de DDD no Estado para delimitar territórios culturais. E até que serve mesmo.
47 é o código DDD que reúne o Vale do Itajaí, o litoral norte e o Norte mas lá no blog 47 as notícias falam de muito mais além.
Parabéns primo.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Shake, shake, shake
Quem me conhece e acompanha o blog, sabe que a minha maior paixão musical é o soul, o funk e todos esses derivados do blues que fazem a gente chacoalhar e arrepiam os cabelos da nuca.
Trago então mais um groove neo-soul com Eli "Paper Boy" Reed, cantor e guitarrista norte-americano que bebeu na melhor fonte. Otis Redding, Sam Cooke e Wilson Pickett.
Dedicado àqueles que dizem que hoje em dia só se ouve porcaria por aí e não há mais boa música. Quem procura acha.
Trago então mais um groove neo-soul com Eli "Paper Boy" Reed, cantor e guitarrista norte-americano que bebeu na melhor fonte. Otis Redding, Sam Cooke e Wilson Pickett.
Dedicado àqueles que dizem que hoje em dia só se ouve porcaria por aí e não há mais boa música. Quem procura acha.
Daí Frank, esse tem cota garantidíssima também né?
Buona gente
O multiartista Valdir Agostinho parte hoje para a Itália onde apresentará sua música e pandorgas no festival Terra Madre em Turim.
De acordo com o site oficial:
"A terceira edição do Terra Madre terá lugar em Turim de 23 a 27 de Outubro de 2008, em paralelo ao Salone del Gusto (Salão do Gosto). O encontro mundial da rede Terra Madre reúne durante quatro dias comunidades do alimento, chefes de cozinha, docentes e jovens provenientes de todo o mundo empenhados em trabalhar para promover uma produção alimentar local, sustentável e respeitosa dos métodos herdados e consolidados no tempo"
Me, I & myself

Eu ando, como dizia o poeta concretista, cheio de si. Recebi duas singelas homenagens na blogosfera de dois caras que admiro muito. Mái bródas Frank Maia e Caio Cezar me dedicaram posts em seus blogs. Talentos com C maiúsculo.
Caio me colocou em um dos posts da série Gente que é Pípou , que relembra a antiga seção do fanzine Fútio Indispensável editado pelo Frank e pelo Tomate nos anos 90 e obra seminal na cultura pop da Ilha e além.
Recentemente Frank me revelou algo que não sei como ele ainda não tinha me contado. Seu pai foi baterista da banda do Lafayette. Pra quem não sabe, músico de destaque na Jovem Guarda e nas carreiras fonográficas de Roberto e Erasmo. Tipo, manja aquele órgão sinuoso e tão característico de Não Serve Pra Mim, Quero Que Vá Tudo Para o Inferno, Sentado à Beira do Caminho e...por aí segue a longa lista.
Tirando meu merchã, vocês podem conferir o alto nível dos blogs desses camaradas. Falou amizadinhas!
Saturday Blues
Paulera Venenosa não é mais uma personagem do ator Paulo Vasilescu. É a já tradicional festa Paulera Records, à qual me junto no próximo sábado, trazendo um mix venenoso de música pra dançar no Blues Velvet. Bora lá chacoalhar your booty![SÁBADO || 25/10] ESPECIAL:
PAULERA VENENOSA
|| duas festas numa só
|| ULYSSES
|| PAULERA
[disco.electro. pop.80s.90s.trash.rock]
Blues Velvet [pedro ivo 147]
[22h || $10]
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Go, Sílvio, go!
Como já é tradição desde 1996, Sílvio arma o palco para os amigos e ele curtirem um som. Ontem fomos, Coletivo Operante, prestar homenagem ao quiridão e fizemos um show de 40 minutos na Merceria do Ori, onde aconteceu o regabofe. O tradicional local abriga uma galeria dos 'imortais' frequentadores. Entre eles Zininho e Aldírio Simões.
O aniversariante apresentou-se com a banda Blues Therapy, com quem fiz uma jam incendiária tocando, é claro, Hoochie Coochie Man. E a cantora Evelise Nunes, a Eve - super cotada no Úoscar da Zuleika - também apareceu e fizemos dois clássicos com o grupo, Chain of Fools e Ando Meio Desligado.
Aproveitando o embalo, Sílvio colheu depoimentos para um documentário que ele está realizando, sobre o cenário musical ilhéu.
sábado, 18 de outubro de 2008
" O Demônio e a Rainha"

Guache sobre papel de Meyer Filho, 1963.
Escaneado de uma antiga edição do jornal Ô Catarina, da FCC.
Clique na imagem para ampliar.
Fela 70
Vivo fosse Fela Kuti completaria 70 anos na última quarta-feira, 15 de outubro. Pai do afrobeat, estilo que misturava guitarras à la James Brown com ritmos afro-funks e a metaleira em brasa, foi além de um músico inovador, ativista político.
Filho de um pastor protestante e sindicalista e de uma militante feminista, Fela Anikulapo Ransome Kuti nasceu na Nigéria e mudou-se para Londres em 1958 com o intuito de estudar Medicina mas acabou se matriculando numa faculdade de música. Ainda na Inglaterra criou um grupo, o Koola Lobitos, onde começou seus experimentos que misturavam o jazz americano com o highlife africano e retornou para a Nigéria.
Lá reformou a banda e em 1969 foram todos para os Estados Unidos onde Fela conheceu os Panteras Negras que influenciariam sua música e filosofia. Rebatizou a banda para Nigeria 70. Foram denunciados à Imigração por um empresário e deportados para a Nigéria.
De volta à Mama Africa, o músico renomeou a banda novamente, dessa vez para Africa 70 e montou uma comuna e estúdio de gravação, a República Kalakuta, que ele declarou, mais tarde, independente da Nigéria.
Peitando diretamente o regime militar instalado na nação africana em músicas com mensagens agressivas e ritmo hipnótico do afrobeat, ele comprou uma bronca imensa. O exército invadiu em 1977 a República Kalakuta e o espancou à vera, além de jogarem sua idosa mãe de uma janela, causando a morte da senhora. Tudo foi incendiado, casa, estúdio, gravações e Fela só foi salvo pela intervenção de um oficial, segundo ele mesmo.
Em resposta enviou o caixão da mãe ao quartel principal do exército em Lagos. A dor foi destilada nas canções "Coffin for Head of State" e "Unknown Soldier".
A história de Fela vale a pena ser conhecida.
Foto: sweetartville
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
...
A lei do quão
Deve ocorrer em breve
uma brisa que leve
um jeito de chuva
à última branca de neve.
Até lá, observe-se
a mais estrita disciplina.
A sombra máxima
pode vir da luz mínima.
Paulo Leminski
Foto: Dico Kremer
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Gomez
Danilo Gentili do CQC vai no lançamento de um livro do Reinaldo Azevedo, o testa-de-ferro do PIG e entrevista Jorge Bornhausen, José Serra e o autor, além de um monte de zé-manés que vestiram o chapeuzinho símbolo do blogueiro de Veja.
José Serra destaca-se pelo bom humor.
"Virá que eu vi..."

"Não houve apenas um Buda. No passado, houve incontáveis despertos. Na era do universo presente, mil Budas vão aparecer. Em eras futuras, um número incontável de Budas vai surgir".
Tulku Urgyen Rinpoche (1920-1996)
Via Samsara.
25 de agosto de 1954

Enterro de Getúlio Vargas em São Borja. Com um tiro no peito o homem que modernizou o Brasil pôs fim a "crise de agôsto".
Oswaldo Aranha " exausto, com a máscara da dor estampada na fisionomia sulcada por tantos traços de sofrimento, começou sua oração com lágrimas correndo pela face lívida" *. Logo atrás no centro da foto, o herdeiro político de Getúlio, João Goulart.
Fotaça de Gervásio Baptista.
* Arakén Távora em O Dia em Que Vargas Morreu, Editora do Repórter - 1966
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