quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Me, I & myself


Eu ando, como dizia o poeta concretista, cheio de si. Recebi duas singelas homenagens na blogosfera de dois caras que admiro muito. Mái bródas Frank Maia e Caio Cezar me dedicaram posts em seus blogs. Talentos com C maiúsculo.

Caio me colocou em um dos posts da série Gente que é Pípou , que relembra a antiga seção do fanzine Fútio Indispensável editado pelo Frank e pelo Tomate nos anos 90 e obra seminal na cultura pop da Ilha e além.

Recentemente Frank me revelou algo que não sei como ele ainda não tinha me contado. Seu pai foi baterista da banda do Lafayette. Pra quem não sabe, músico de destaque na Jovem Guarda e nas carreiras fonográficas de Roberto e Erasmo. Tipo, manja aquele órgão sinuoso e tão característico de Não Serve Pra Mim, Quero Que Vá Tudo Para o Inferno, Sentado à Beira do Caminho e...por aí segue a longa lista.

Tirando meu merchã, vocês podem conferir o alto nível dos blogs desses camaradas. Falou amizadinhas!

Saturday Blues

Paulera Venenosa não é mais uma personagem do ator Paulo Vasilescu. É a já tradicional festa Paulera Records, à qual me junto no próximo sábado, trazendo um mix venenoso de música pra dançar no Blues Velvet. Bora lá chacoalhar your booty!

[SÁBADO || 25/10] ESPECIAL:
PAULERA VENENOSA
|| duas festas numa só

|| ULYSSES
|| PAULERA

[disco.electro. pop.80s.90s.trash.rock]

Blues Velvet [pedro ivo 147]
[22h || $10]

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Go, Sílvio, go!

Da esq. para dir: Luiz Maia, Léo Romão, Caio Cezar e o Sílvio César ( nenhuma relação de parentesco)


A chuva deu uma pequena trégua e atravessei a ponte no domingão pra curtir a festa de aniversário do Sílvio César, amigão da Esquerda Festiva, da torcida do Flamengo e figura mitológica da música florianopolitana.

Como já é tradição desde 1996, Sílvio arma o palco para os amigos e ele curtirem um som. Ontem fomos, Coletivo Operante, prestar homenagem ao quiridão e fizemos um show de 40 minutos na Merceria do Ori, onde aconteceu o regabofe. O tradicional local abriga uma galeria dos 'imortais' frequentadores. Entre eles Zininho e Aldírio Simões.

O aniversariante apresentou-se com a banda Blues Therapy, com quem fiz uma jam incendiária tocando, é claro, Hoochie Coochie Man. E a cantora Evelise Nunes, a Eve - super cotada no Úoscar da Zuleika - também apareceu e fizemos dois clássicos com o grupo, Chain of Fools e Ando Meio Desligado.

Aproveitando o embalo, Sílvio colheu depoimentos para um documentário que ele está realizando, sobre o cenário musical ilhéu.

Cuidado


Esta não teve a mesma sorte do Jaguarito.

Choque de gestão





De Kayser, via Diário Gauche.

sábado, 18 de outubro de 2008

Funk is here to stay





Uma pérola funk do século 21 com a banda Breakestra, de Los Angeles.

" O Demônio e a Rainha"


Guache sobre papel de Meyer Filho, 1963.

Escaneado de uma antiga edição do jornal Ô Catarina, da FCC.

Clique na imagem para ampliar.

Chega!


Chove a quase 48 horas na Ilha de Santa Catarina. É o décimo fim de semana consecutivo de chuva.

Foto: Satélite GOES do INPE.

Fela 70


Vivo fosse Fela Kuti completaria 70 anos na última quarta-feira, 15 de outubro. Pai do afrobeat, estilo que misturava guitarras à la James Brown com ritmos afro-funks e a metaleira em brasa, foi além de um músico inovador, ativista político.

Filho de um pastor protestante e sindicalista e de uma militante feminista, Fela Anikulapo Ransome Kuti nasceu na Nigéria e mudou-se para Londres em 1958 com o intuito de estudar Medicina mas acabou se matriculando numa faculdade de música. Ainda na Inglaterra criou um grupo, o Koola Lobitos, onde começou seus experimentos que misturavam o jazz americano com o highlife africano e retornou para a Nigéria.

Lá reformou a banda e em 1969 foram todos para os Estados Unidos onde Fela conheceu os Panteras Negras que influenciariam sua música e filosofia. Rebatizou a banda para Nigeria 70. Foram denunciados à Imigração por um empresário e deportados para a Nigéria.

De volta à Mama Africa, o músico renomeou a banda novamente, dessa vez para Africa 70 e montou uma comuna e estúdio de gravação, a República Kalakuta, que ele declarou, mais tarde, independente da Nigéria.

Peitando diretamente o regime militar instalado na nação africana em músicas com mensagens agressivas e ritmo hipnótico do afrobeat, ele comprou uma bronca imensa. O exército invadiu em 1977 a República Kalakuta e o espancou à vera, além de jogarem sua idosa mãe de uma janela, causando a morte da senhora. Tudo foi incendiado, casa, estúdio, gravações e Fela só foi salvo pela intervenção de um oficial, segundo ele mesmo.

Em resposta enviou o caixão da mãe ao quartel principal do exército em Lagos. A dor foi destilada nas canções "Coffin for Head of State" e "Unknown Soldier".

A história de Fela vale a pena ser conhecida.


Foto: sweetartville

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

...


A lei do quão

Deve ocorrer em breve
uma brisa que leve
um jeito de chuva
à última branca de neve.

Até lá, observe-se
a mais estrita disciplina.
A sombra máxima
pode vir da luz mínima.

Paulo Leminski


Foto: Dico Kremer

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gomez



Danilo Gentili do CQC vai no lançamento de um livro do Reinaldo Azevedo, o testa-de-ferro do PIG e entrevista Jorge Bornhausen, José Serra e o autor, além de um monte de zé-manés que vestiram o chapeuzinho símbolo do blogueiro de Veja.

José Serra destaca-se pelo bom humor.

"Virá que eu vi..."

"Não houve apenas um Buda. No passado, houve incontáveis despertos. Na era do universo presente, mil Budas vão aparecer. Em eras futuras, um número incontável de Budas vai surgir".

Tulku Urgyen Rinpoche (1920-1996)

Via Samsara.

25 de agosto de 1954


Enterro de Getúlio Vargas em São Borja. Com um tiro no peito o homem que modernizou o Brasil pôs fim a "crise de agôsto".

Oswaldo Aranha " exausto, com a máscara da dor estampada na fisionomia sulcada por tantos traços de sofrimento, começou sua oração com lágrimas correndo pela face lívida" *. Logo atrás no centro da foto, o herdeiro político de Getúlio, João Goulart.

Fotaça de Gervásio Baptista.


* Arakén Távora em O Dia em Que Vargas Morreu, Editora do Repórter - 1966

Girando pelo Velho Mundo


Tijuquera no seu stand na feira PopKomm em Berlin. O evento é uma das maiores mostras musicais do mundo.

Os rapazi do João Paulo se apresentaram no último dia 8 de outubro, ao lado de Tita Lima e Vanguart.

A banda está em sua segunda turnê pela Europa neste ano.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Band of Gypsys


Eugene Hutch, o cigano-freak líder da banda Gogol Bordello, quando não está em turnê, vive no Rio de Janeiro onde se tornou figurinha carimbada da noite.

Na foto ele se apresenta no festival Austin City Limits 2008, que aconteceu de 26 a 28 de setembro último na cidade texana de Austin. Detalhe da camiseta do maluco: bandeira de Pernambuco.

O ACL teve uma escalação de sonho. Manja só uma palhinha do que rolou além do Gogol Bordello: Sharon Jones & The Dap Kings, Racounters, Gnarls Barkley, Black Keys, Robert Plant & Alisson Krauss, Beck, David Byrne, Antibalas, Manu Chao, The Mars Volta, Erykah Badu. A nata do rock e do pop feito hoje em dia.

A cidade texana tem uma longa tradição na música e ruas repletas de bares com shows.

Direto do magnífico blog The Corner, pilotado pelo jornalista, radialista e mestre pela Universidade do Texas em Estudos Latino-americanos, Thomas Fawcett.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Noite de rock


Foi um porraço assistir aos shows de WWDiablo( na foto) , Da Caverna e Andrey e a Baba na última sexta na Célula.

Os rockers mariachis abriram com um clima pesadão colorido pelo trompete e balançaram o público ainda tímido e reduzido, que foi crescendo durante o show.

Gostei muito do Samuel Casal na guitarra que deu o chão perfeito para o Galináceo cantar e fazer intervenções, às vezes engordando as bases, outras solando. Uma ótima estréia no Clube da Luta.

E o segundo show foi com Da Caverna que veio moendo, com garra e muita coesão. Os irmão Zimmermann estavam irados e fizeram uma de suas melhores apresentações na Célula. Ponto alto da noite.

E pra fechar Andrey e a Baba, com Luciano Bilu no baixo, fez também um grande show. Punk rock concreto sem parar. Com direto a um bis para um público ensandecido que exigiu e teve mais.

Hermano nas gringa




Enquanto Marcelo Camelo caiu numa chatice só, o Rodrigo Amarante se juntou com o Fabrício Moretti ( Strokes) e o músico Binki Shapiro para formarem, em Los Angeles, o Little Joy. O álbum sai em 4 de novembro.

Ouça uma prévia no MySpace da banda.

Crisis? What crisis?

Do Liniers.

Fofa


Segundo relatos de quem esteve lá, Mallu Magalhães realizou o feito de colocar o maior público já registrado até agora na Célula.

Como músico atuante eu estava em outra direção no sábado, mas livre estivesse queria muito conferir a ídolo teen que trouxe novos ares e boas influências à tona para a nova geração.

E não, ela não é uma muçulmana ajoelhada rezando em direção à Meca. Na foto de Cassiano Ferraz ela está dando um autógrafo.

domingo, 12 de outubro de 2008

Lula baixa Mp3

Sensacional esta entrevista do presidente Lula para os portais de notícias.

Aqui está a sexta e última parte onde Lula falou sobre a internet, a crise do mercado fonográfico e deu o recado: na internet é possível " ler notícias sem sujar as mãos".

Dica que peguei na janela vermelha do blog do PAS.