A Lagoa da Conceição em montagem com fotos de 1966.
Achei num velho disquete esta imagem que recebi do amigo André Gassen há alguns anos atrás.
Como bem comentou um leitor do Kotscho, o Nelson Motta é craque na MPB, já em política...Por isso que é bom sair de casa e andar por aí. Se não tivesse ido ao supermercado na terça-feira não ficaria sabendo, por exemplo, por que o colunista Nelson Motta deixou abruptamente a coluna carioca da “Folha” nas sextas-feiras.
Em sua lacônica coluna de despedida, quando aproveitou para dar mais um pau na TV pública, tema recorrente dos neo-cons da imprensa, Motta nada esclareceu, e o jornal também não se preocupou em dar uma satisfação aos leitores.
Foi o seguinte, como me contou um velho amigo testemunha dos fatos com quem cruzei no supermercado.
Na coluna anterior, “O rei e o leão”, o jornalista, compositor e produtor musical Nelson Motta criticou a crítica do jornal que criticou o show de Caetano Veloso e Roberto Carlos em São Paulo.
Até aí, não teria nada demais, até porque o jornal bem que gosta de uma polêmica. Acontece que a direção do jornal foi informada que Nelson Motta havia trabalhado na produção deste show.
Cobrado por seus superiores por ter omitido esta informação, ele se aborreceu e disse tchau, não admitindo que colocassem em dúvida a sua ética profissional.
O caso Motta-”Folha” pode nos recomendar uma reflexão sobre os caminhos e interesses cruzados entre jornalismo e entretenimento, cada vez mais comuns.
Em um dos seus livros, o jornalista e professor José Arbex já definiu esta prática como “shownalismo” .

Minha amiga Jeanne Callegari volta à Floripa hoje para lançar o livro Caio Fernando Abreu - Inventário de um escritor irremediável, um perfil produzido em tom de reportagem, que reconstitui a vida do autor desde a infância, em Santiago do Boqueirão, até a morte por aids, anunciada em crônica de jornal.
