segunda-feira, 23 de junho de 2008

A sociedade somos nozes

Sábado fui conhecer um lugar que há muito eu deseja ver. O famoso "rancho do Baga". E a ocasião era mais do que especial, era aniversário do camarada Adriano Rotini mais conhecido pela alcunha de Baga no mundo do rock, um canceriano que não nega a raça.

Uma turminha animada se reuniu para degustar um peixe frito com cerveja e vinho ao som de muito rock, providenciado por um comparsa (infelizmente me esqueci o nome dele foi mal aí), que levou um HD player formidável. Reunia trocentos shows e discos e conectado na TV e no som, nos proporcionou a trilha deste peculiar convescote. Stevie Wonder, Ten Years After, Led Zeppelin.

Enquanto não recebo fotos que Caio Cezar fez com sua máquina profissa, mando aqui algumas imagens de celular.

Saca só a localização estratégica do rancho de pesca que o Baga herdou do pai.


A porta dos fundos dá para o estreito que une as baias Norte e Sul.









Baga admirando o visual do pôr-do-sol.

O intrépido Caio Cezar sempre em busca do clique perfeito.

Rolando Castelo Júnior, baterista da lendária Patrulha do Espaço que foi lá dar um abraço no baixista que no ano passado e no início deste, tocou pelo Brasil com a banda.




E não encerrou por aqui este sábado. Na sequência alguns de nós subiram o morro do Pantanal e foram festejar o mês de junho com os amigos na casa de Paulo Brum lá nas alturas.

Uma tainhada na brasa com fartura. Apenas peixe, limão e farinha. E as tainhas eram ovadas. Renderam algumas ovas na brasa. Sensacional.

A espetacular casa do Paulete foi adquirida com a grana que ele embolsou por uma rescisão de contrato. Ele era o professor que foi despedido por exibir o Laranja Mecânica para os alunos de segundo grau de um colégio particular em Lages, que eu havia citado antes sem no entanto revelar o nome do personagem deste fato lamentável na educação da sociedaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaade catarinensssssssssssssssssssss.

A Via Expressa Sul com a entrada do túnel em direção ao Centro.

Universo da cor


O lendário fotógrafo Walter Firmo, que trabalhou no não menos lendário jornal Última Hora de Samuel Wainer, vai ministrar um workshop em Floripa no mês de agosto.

Clique na imagem para ampliar e ler mais.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O sonho não acabou


Sonhos lúcidos. Albert Hoffmann. Renascimento Psicodélico. O repórter Bruno Torturra Nogueira, da revista Trip, foi conferir o Fórum Mundial Psicodélico onde centenas de pessoas se reuniram para "fortalecer o que eles acreditam ser a renascença do movimento. Uma sólida e coesa retomada das pesquisas e das políticas relacionadas a
essas substâncias depois de 40 anos de sombras. Na visão desse povo reunido em Basel, a experiência psicodélica é cada vez mais necessária. Relativizar a percepção como forma de buscar mais lucidez. Mergulhar em estados descritos como sonho para despertar uma sociedade caminhando ao abismo."


O encontro de cientistas, filósofos, místicos, músicos, políticos e psicodélicos em geral aconteceu em Basel, na Suíça. E lá, no meio da viagem, o repórter encontrou nada menos que o papa do dub Lee "Scratch" Perry. Travaram o seguinte diálogo:

– Com licença. Lee Perry?
– Simmm.
– O que o senhor faz por aqui?
– Eu moro aqui, my friend.


Imperdível. Leia mais.

E falando em psicodelia...




Pelas Barbas de Magritte, filme de Lina Lavoratti e Paulinho Maisatto, baseado no conto "O Mudo", do camarada Fábio Brüggemann, com o próprio atuando ao lado de Bruno Carvalho.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O inferno são os outros

Muito bom.Um teste de honestidade feito pelo Danilo Gentili no CQC.

Bandeira 2



No momento em que escrevo este post, Paulo Maluf está lançando em São Paulo sua biografia numa livraria Saraiva.

Via blog do Tas.

Star Wars vs Saul Bass

E se Star Wars tivesse sido filmado nos anos 60, como seria a abertura por Saul Bass que fazia aquelas maravilhosas animações em aberturas e finais de tantos filmes clássicos?

Ao som da The Buddy Rich Band com "Machine".


Ô da poltrona!


Dedé Santana assinou contrato com a Globo e volta a atuar ao lado do Didi.

sábado, 14 de junho de 2008

Réquiem

Eu tinha 15 anos e muita curiosidade sobre o blues quando comprei na empolgação um disco de vinil de Bo Diddley no sebo Lunário Perpétuo, que ficava no edifício Dias Velho, Centro de Florianópolis. O dono do sebo chamava-se Ênio e era idêntico ao personagem Stock do Angeli.

Eu e toda uma geração de roqueiros compramos lá muitos bolachões que foram marcantes na nossa formação. Era um dos únicos locais onde se encontravam as coisas boas. No meu caso o Wheels of Fire do Cream, Hoje É o Primeiro Dia do Resto Da Sua Vida da Rita Lee/Mutantes e um disco que quase gastei de tanto ouvir, o Jimi Plays Monterey, um dos melhores álbuns ao vivo da história.

Mas voltando ao disco do bluesman recentemente falecido. Era uma reedição deste álbum que ilustra o post, lançado originalamente pela Chess Records e que saiu aqui numa série chamada Blues Anthology. A capa original era reproduzida na contracapa.

Este post homenageia o pai daquela batida diferente que influenciou tanta gente e me causou estranheza numa primeira audição. Mal sabia eu que o blues de Bo Diddley era só dele mesmo.

Ouça aqui:

Bo Diddley - Bo Diddley

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pelados em Sampa



Protesto onde você vai "Quão nu quanto você ousar".

"O Caso da Governanta"



Posso contar uma vitória? Não é que seja exatamente uma vitória, mas é uma grande forra. Sabe? Vingança é uma palavra forte para definir. Acho que forra é o que é. Não uma forra minha, particular. Uma forra que eu tomei em
nome de todos os artistas do país.

Vamos lá.

Quando o Sr. Victor Costa, diretor geral da Rádio Nacional, comprou a Rádio
Mayrink Veiga, nós da Mayrink passamos a ser escalados para shows em casas
de pessoas ricas, gente a quem o Sr. Victor devia favores ou desejava
obtê-los. O fato é que a gente chegava na tabela e estava lá:

- Fulano, Fulano, Francisco Anysio, Fulano, Altamiro Carrilho,
Jorge Veiga, Dolores Duran, Antonio Carlos – show na casa do Dr.
Não-Sei-O-Quê de tal, na rua Tal número tanto. 20 horas.

E a gente ia e fazia um show para o qual ninguém dava a menor
bola. Mas nem olhavam. Aquele show era uma coisa chata, que só servia para
atrapalhar a conversa deles. Mas fazer o show era uma ordem do patrão, e o
jeito qual era? Obedecer.

Pois bem.

Uma tarde estava na tabela o meu nome para um show numa casa da Lagoa
Rodrigo de Freitas. A gente lia o nome ali, escalado para esse serviço e
dava um frio que corria pela espinha. Era pedra!

Eu lembro do elenco escalado para aquele show: Jorge Veiga, Dolores Duran,
Aracy Costa, eu e (deixei de propósito para citar no final), o Antonio
Carlos – o pai da Glorinha Pires e maior comediante que eu conheci em toda a
minha vida.

Um locutor apresentava o show. E os cantores seriam acompanhados, como
sempre, pelo regional do Altamiro Carrilho.

Era pra chegar às oito horas, 15 para as 8 eu toquei a campainha,
abriu a porta uma governanta. Loura, já de uma certa idade, muito elegante,
um vestido cinza até os tornozelos, parecendo mais uma governanta de filme
inglês. Chiquérrima.

- Pois não.

- Eu sou artista do show.

- Ah, artista? Ali pela porta de serviço, por favor.

Eu fui lá e ela me ofereceu uma cadeira na copa. Daí a pouco
chegou a Dolores, chegou o Jorge, o Tuneca, o Altamiro com o regional dele.
Nós, os artistas, ficamos todos ali na copa.

A cozinheira serviu pra gente uns bolinhos de bacalhau e cerveja.
Ai veio a hora fatal: a hora do show. Nós fizemos aquela infelicidade que
era habitual, e fomos embora.

Quatorze anos depois, eu estava no Teatro da Lagoa com um show arrebentando
a boca do balão, um record que não tem como ser batido, porque eram oito
sessões por semana – (2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, duas no sábado e duas no domingo),
eu fiz 15 meses, com uma média de público de 23 pessoas acima da lotação, ou
seja: todas as casas superlotadas.

Pois bom.

Numa noite lá o Ricardo Amaral que até hoje não sei se é um amigo irmão ou
um irmão amigo, me disse:

- Olha aqui, Chico Anysio: você não me marque nada para depois do
espetáculo, porque o Fulano de Tal viu o show, adorou, e fez um jantar em
sua homenagem. Olha aqui o endereço.

E botou um papel no meu bolso.

- Ta legal.

- Eu não vou poder ir, porque já tinha um compromisso, ele sabe disso, mas
me falou que ele mesmo vai tomar conta de você.

- OK, Amaral. Eu vou lá.

Depois do show eu peguei o papel, vi o endereço e fui pra lá, para o tal
jantar em minha homenagem.

Quando eu desci do carro e olhei...

Era aquela mesma casa de quatorze anos atrás. A mesma. Olha só.
Quatorze anos depois eu estava ali, de volta.

Eu então o que fiz? Tranqüila e modestamente, fui à porta de serviço e
toquei a campainha.

Abriu a porta a mesma governanta, com a mesma roupa cinzenta...

- Chico Anysio. O que é isso? Aqui é a entrada de serviço. A porta
da frente é ali.

Eu disse:

- Eu sei. É que há quatorze anos atrás eu vim aqui fazer um show a
mando do Sr. Victor Costa, toquei a campainha lá e a senhora mesma me disse
que artista entrava pela porta de serviço. Como eu continuo artista vou
entrar por aqui. Com licença.

Entrei e fiquei na cozinha. Nem à copa eu fui. Fiquei brincando
com a cozinheira, tirando tampa de panela, dando uma provadinha numa coisa e
noutra e as pessoas foram vindo, me chamando pra sala e eu não indo e
mexendo nas panelas e a festa passou para a copa e cozinha.

Minha mãe me dizia que isto foi uma indelicadeza minha, mas será
que foi?

Pra mim foi uma forra, porque eu já estava de saco cheio de ser discriminado
somente por ser artista.

Julguem vocês.




Chico Anysio
em seu blog.

I'm only sleeeping



Séries de pessoas dormindo feitas pelo fotógrafo David Ichioka.

Via Dadanóias.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Outono musical



O Clube da Luta Floripa se inseriu no contexto do Festival de Outono da Lagoa da Conceição em grande estilo. A cada dia serão 2 bandas + DJ Zé Pereira fazendo a festa nas tardes de sábado e domingo no mês de junho. Sempre a partir das 15 h rola o som.

Começa no próximo finds com Coletivo Operante e Missiva no sábado, dia 14, e Maltines e Andrey e a Baba no domingo.

Bora lá. É de graça, é bom e é daqui.

Fez a horta na varanda

Dois juízes federais de Buenos Aires absolveram um homem que havia sido processado por ter uma plantação de maconha na varanda de seu apartamento na capital argentina.

Na decisão divulgada nesta terça-feira (10), os juízes Eduardo Farah e Eduardo Freiler consideraram inconstitucional que o réu (cuja identidade não foi revelada) fosse punido por ter seis vasos com a planta Cannabis sativa para uso pessoal, concordando com o argumento da defesa de que a plantação não atentava contra a "saúde pública".

Farah e Freiler entenderam, segundo a imprensa argentina, que este cultivo não é crime porque o homem não planejava comercializar o produto e atuava no "âmbito de sua privacidade".


Via G1.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Frases


"Estilo é plagiar a si mesmo".

Alfred Hitchcock

Sombras outonais







O frio chegou ontem e fez daqueles dias ótimos para lagartear ao Sol. Depois de uma visita ao Estudio Gothan onde Luiz Meira está selecionando canções pra seu próximo CD, eu e o Caio Cezar paramos para um café na praça XV onde fiz estas fotos.

Truculenta

E a governadora do nosso vizinho Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), está afundando na lama para não dizer outra coisa.

Hoje ela mandou a polícia sentar o cacete na rapaziada dos movimentos sociais e sindicatos que queriam protestar em frente ao Palácio Piratini.

Via Diário Gauche e Carta Maior.