quinta-feira, 8 de maio de 2008
Cachorrada
Clipe de Roda Gigante da Cachorro Grande, a banda dos caras que como eu amam os Beatles e os Rolling Stones, e o The Who, os Kinks, os Yardbirds...
Atividade

Sexta apresentamos uma composição nova que chicletou no ouvido de nós quatro enquanto foi sendo feita. Chama Guiomar. É um samba-funk-rock-beatlenesco que conta uma história bem humorada de um encontro frustrado. Do limão a limonada. Noite de balanço, suíngue e aquele astral todo que só na Célula e com o público atento e participante do Clube da Luta você pode encontrar. Plus a discotecagem chique e efervescente. Bora lá.
The Blues is Alright
Esse vídeo é sensacional. Um moleque de 8 anos faz uma jam com ninguém menos que Buddy Guy e quebra tudo! Quinn Sullivan é o nome dele.
Não P(h)ode
Imperdível o último post do blog do Vieirão. Constrangedor e vergonhoso no mínimo.Mostra bem o porquê do processo de cassação que tramita no TSE. Dá-lhe dinheiro público em publicidade para estampar a família e os agregados nas capas de revistas e jornais.
Na imagem a primeira-filha, que sofre de uma falta de talento proporcional à sua cara de pau, bem tratada pelo Photoshop.
Peguei essa dica no blog do César Valente, onde um anônimo bem humorado escreveu algo pertinente:
"Afinal é ou nao é gastança do nosso dinheiro em causa propria?
patrocinar holofotes para filhinha em revista, patrocinar show da filhinha,ir a show da filhinha na zoropa com nosso dinheirinho,tudo pela filhinha patricinha e todos por S.C.
Ai póóóóóde né.
Bajula a mulher do prefeito com anuncio da prefa, ai póóóóde.
Bajula o secretario com anuncio do governo ai póóóóde.
Bajula o Litrao com anuncio do governo ai póóóóde.
E na muringa nao vai agua?
Melhorar os salarios dos policiais ai nao póóóóde.
Melhorar os salarios dos professores ai nao póóóde.
Melhorar os salarios da saude ai nao póóóde.
Recuperar as escolas que estao sucateadas ai nao póóóóde.
Melhorar as condiçoes dos hopitais ai nao póóóde.
Cuidar melhor da nossa cultura ai nao póóóóde.
Mas patrocinar a vinda de uma universidade lá das zoropa ai póóóde.
Andar de aviao de rosca pra cima e pra baixo, lá do palacio da agronomica até a 401 ai póóóóde.
Mas melhorar as condiçoes da 401 ai nao póóóóóóde.
Proteger os " amigos " envolvidos em situaçoes nada normais diante de nossas leis ai póóóóóóde.
Liberar de fiscalizaçao da fazenda os " amigos " lá de joinville ai póoóóóóóde.
Patrocinar a Vera fisher com
500nhentao ai póóóóde.
Contratar serviço de decoraçao Natalina a 200zentao ai póóóde.
Se for pro bem da naçao " tudo por S.C." ai póóóóde....."
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Ói-ói-ó rapazi
O fusca do Tio Juca pegou fogo no morro que liga a Barra da Lagoa à Praia Mole, ali pertinho da casa do Valdir Agostinho. Os bombeiros chegaram mas não tinham água no carro deles, é mole? Será que o dinheiro pra pagar o líquido foi todo para a publicidade do governo do Estado?
Tio Juca para quem não sabe é pai do Gazu, do Moriel e do Jerry, músicos da banda Dazaranha e também é a inspiração para o nome da banda Tijuquera.
Back to roots

O cantor Al Green está lançando um novo disco no dia 27 de maio chamado "Lay It Down" e saiu na rede este dueto do mestre com Corinne Bailey Rae: "Take Your Time".
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Calma Bete!
Jean Mafra perguntou se eu já li o livro "Eu Não Sou Cachorro Não" de Paulo César Araújo. Li e gostei bastante. Concordo e muito quando ele diz que a ditadura militar não foi algo que caiu do céu mas a cara mais grotesca do ranço autoritário da sociedade brasileira no século XX.
Grassroots X Mainstream
Acabei de ler Convergence Culture de Henry Jenkins. No livro, o professor que dirige o Programa de Estudos de Mídia Comparativa do MIT - Massachusetts Institute of Technology, analisa as maravilhosas possibilidades que se abrem numa cultura onde há o choque entre a velha e a nova mídia. O livro está disponível na íntegra neste link, em inglês.Analisando a força dos blogs na campanha política americana de 2004 ele previu o cenário atual assim:
"...Nos próximos quatro anos, blogueiros de todos os espectros políticos estarão aperfeiçoando suas ferramentas, expandindo seu alcance e afiando as garras. Blogueiros não se atém a objetividade, frequentemente são parciais, lidam bastante com rumores e insinuações; e como veremos, há evidências de que eles são lidos principalmente por pessoas que concordam com suas opiniões. Blogar pode por um lado ter facilitado o fluir de idéias no cenário da mídia; de outro, assegura uma maior divisão no debate político. É claro, como os blogueiros foram rápidos em perceber, que o jornalismo da grande mídia está carecendo de confiança, sendo guiado mais por agendas ideológicas do que por padrões profissionais, abafando histórias que contrariam seus interesses econômicos, reduzindo a complexidade do mundo a uma história por vez e banalizando a política.
Nesse contexto, os blogueiros estarão lado à lado dos jornalistas da grande mídia, história à história, às vezes acertando, às vezes errando, mas sempre forçando um segmento do público a questionar as representações dominantes. Um lado não pode contar com o outro para fornecer ao público a verdade, toda a verdade, nada mais que a verdade. A relação de oposição entre estas duas forças carrega a oportunidade de corrigir muitos erros."
terça-feira, 6 de maio de 2008
Shake, shake
Impossível ficar parado com Ray Charles e os Blues Brothers cantando Shake a Tail Feather. Do it right!!!
Dobra espaço-temporal

Esse na foto é o Poor Monkey’s Lounge localizado no meio de uma plantação de algodão em Merigold, Mississipi. O lugar abre somente nas quintas, existe desde os anos 50 e quase nunca tem música ao vivo. O som rola com a discotecagem do DJ Candy Man especializado em soul e r&b da região, cheio de letras sacanas.
Via Aquarium Drunkward.
Derrota

O TSE manteve, por 5 votos a 2, o seguimento do processo que pede a cassação de Luiz Henrique da Silveira, e do vice Pavan.
César Valente escreveu umas coisas bem interessantes sobre.
Saca só bicho

“Sempre existe uma mulher. Difícil é encontrá-la. Aquela que a gente conhece e começa a gostar logo, com todos os defeitos e qualidades, formando um todo que atrai. E nem se fica sabendo porque gosta. Pode ser ruiva, loira, morena, branca, preta, amarela. Não tenho um tipo ideal, é impossível idealizar a imagem da companheira perfeita. Ela simplesmente acontece. Há coisas que ajudam a fazer uma seleção, claro. De minha parte, o que me impressiona imediatamente é a simpatia. Depois, entra o charme, a desenvoltura. Numa exame de conjunto, em seguida à convivência mais demorada, deve prevalecer a feminilidade. Mulher-mulher, entende? Essencialmente mulher. Talvez não seja tão difícil achar a outra metade da laranja. Às vezes me preocupo, pensando na possibilidade do encontro repentino. Preciso de carinho, quero dá-lo também. Mas, e essa vida agitada que levo? Não poderia entregar-me ao amor. O jeito é esperar. Se puder. No fundo, aguardo com ansiedade o momento desse encontro”.
Esse é o romântico Paulo Sérgio, o cantor que quando surgiu em 1968 foi aclamado por muitos, Chacrinha entre eles, como o sósia que veio para derrubar Roberto Carlos. Mas mesmo querendo ser tão parecido com o ídolo, Paulo Sérgio era ele mesmo.
Sua carreira de sucesso abriu mercado para toda uma geração nos anos 70 que ficou conhecida como "cafona". Músicos e compositores populares que começaram a ser reconhecidos recentemente na história da música brasileira. Odair José, Lindomar Castilho, Waldik Soriano, Agnaldo Timóteo, Fernando Mendes e outros.
Saca só o cara o vivo. A introdução é puro soul.
PS: O link deste post é papafina. Memorabilia cafona total. Tem de fotonovelas com o cantor à histórias da estrada e textos assinados por Décio Pitinini em revistas de fofoca.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Blue Monday
Nos tempos pré-internet eu era ávido por qualquer coisa com um toque bluesy que pintava.Momento massa número 1: Em 1989 a extinta Rádio União FM de Floripa se linkou à Eldorado de São Paulo que transmitia o Festival de Blues de Ribeirão Preto ao vivo. Eu dava o play-rec no meu ghettoblaster, gravava altos shows e no intervalo descobri Albert King, Magic Slim, Freddie King, Buddy Guy.
Momento número 2: Assistir em alguma madrugada da minha infância a enlouquecida comédia de John Landis, The Blues Brothers. Jon Belushi e Dan Aykroyd mandando brasa ao lado de um elenco de figuras como James Brown, John Lee Hooker, Aretha Franklin e Ray Charles. Antológico. Descobri o soul, um sentimento bom que a gente quer que dure o máximo que puder.
Momento número 3: O lançamento do filme Encruzilhada (Crossroads,1986), baseado na biografia de Robert Johnson. Tá certo que no duelo final o cara ganha tocando música clássica mas o quente mesmo era o Ry Cooder, responsável pela trilha sonora, que continha uma pérola como essa:
Ry Cooder - Somebody's Calling My Name.
domingo, 4 de maio de 2008
"Ser detido por porte de maconha é o pior dano que a maconha pode provocar".

Hoje está acontecendo em mais de 200 cidades pelo mundo e diversas capitais brasileiras - Florianópolis não está entre elas - a Marcha da Maconha, um evento que busca incentivar o debate sobre a descriminalização da erva.
Aproveitando a deixa trago o link de uma entrevista com o neurocientista brasileiro Renato Malcher-Lopes, do Instituto Cérebro Mente de Lausanne (Suíça), feita pela repórter Phydia de Athayde e publicada na edição 471 da CartaCapital.
Renato é um dos autores de Maconha, cérebro e saúde (Ed. Vieira & Lent). A partir do paralelo entre os endocanabinóides - substâncias semelhantes aos princípios ativos da maconha produzidas pelo organismo humano - e os canabinóides da maconha, o livro traz uma nova maneira de entender os mecanismos de ação da droga na saúde, na mente e no comportamento.
sábado, 3 de maio de 2008
"Acabareis todos por morrer de conforto"
Folha Online - O movimento de 1968 pelo mundo foi sufocado pelos governos da época. O que restou dele que dura até hoje em dia?Carneiro- Olha, em primeiro lugar, eu concordo que houve uma derrota imediata dos movimentos, que foram violentamente reprimidos, com centenas de mortos. No caso da França foram poucos mortos, mas houve um ordenamento do governo. Nos Estados Unidos, houve uma repressão brutal, muitos mortos, e o Nixon conseguiu se eleger. No entanto, o movimento teve uma espécie de vitória em longo prazo. Houve conquistas imediatas, sobretudo na França, que serviram até mesmo para neutralizar as manifestações, por meio do aumento salarial e de várias concessões na administração universitária. Mas as grandes conquistas talvez sejam no âmbito ideológico, e até simbólico, que instaurou uma política cultural alternativa. As reivindicações feministas, dos direitos dos homossexuais, das minorias étnicas raciais, como os negros nos EUA, ou os indígenas e etc., todas essas questões se tornaram centrais, inclusive a ecológica. Ocorreu uma espécie de despertar de uma geração que passou a colocar novos assuntos na agenda política. Também houve o movimento psicodélico, questionando a proibição das drogas e a existência de outras legais, como o tabaco e o álcool. Acho que isso resultou em uma reivindicação de democracia cultural.
Trecho da entrevista com o professor Henrique Carneiro, da Faculdade de História da USP que está num caderno especial sobre o maio de 1968 publicado pela Folha. 40 anos da revolta jovem na França e pelo mundo.
No Brasil tudo começou já em março daquele ano, quando a Polícia matou o estudante Edson Luís no Rio de Janeiro. E em outros países os jovens também saíram às ruas antes da França.
Supimpa

Adoro esta foto piradona de Salvador Dali produzida pelo fotógrafo Philippe Halsman (1906 - 1979), amigo de longa data do pintor surrealista e ícone do século XX.
Encontrei essa e outras excelentes lá no blog Inner, El pendejo.
Cê tá entendendo?
Mais uma entrevista do repórter inexperiente que ficou duca. Dessa vez a "vítima" é Ciro Gomes.
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