quarta-feira, 7 de maio de 2008

terça-feira, 6 de maio de 2008

Bodas



Se liga rapeize que hoje Zuleika Zimbabue comemora 1 ano da Zoológika lá no Blues Velvet.

Shake, shake




Impossível ficar parado com Ray Charles e os Blues Brothers cantando Shake a Tail Feather. Do it right!!!

Dobra espaço-temporal




Esse na foto é o Poor Monkey’s Lounge localizado no meio de uma plantação de algodão em Merigold, Mississipi. O lugar abre somente nas quintas, existe desde os anos 50 e quase nunca tem música ao vivo. O som rola com a discotecagem do DJ Candy Man especializado em soul e r&b da região, cheio de letras sacanas.

Via Aquarium Drunkward.

Derrota




O TSE manteve, por 5 votos a 2, o seguimento do processo que pede a cassação de Luiz Henrique da Silveira, e do vice Pavan.

César Valente escreveu umas coisas bem interessantes sobre.

Saca só bicho



“Sempre existe uma mulher. Difícil é encontrá-la. Aquela que a gente conhece e começa a gostar logo, com todos os defeitos e qualidades, formando um todo que atrai. E nem se fica sabendo porque gosta. Pode ser ruiva, loira, morena, branca, preta, amarela. Não tenho um tipo ideal, é impossível idealizar a imagem da companheira perfeita. Ela simplesmente acontece. Há coisas que ajudam a fazer uma seleção, claro. De minha parte, o que me impressiona imediatamente é a simpatia. Depois, entra o charme, a desenvoltura. Numa exame de conjunto, em seguida à convivência mais demorada, deve prevalecer a feminilidade. Mulher-mulher, entende? Essencialmente mulher. Talvez não seja tão difícil achar a outra metade da laranja. Às vezes me preocupo, pensando na possibilidade do encontro repentino. Preciso de carinho, quero dá-lo também. Mas, e essa vida agitada que levo? Não poderia entregar-me ao amor. O jeito é esperar. Se puder. No fundo, aguardo com ansiedade o momento desse encontro”.


Esse é o romântico Paulo Sérgio, o cantor que quando surgiu em 1968 foi aclamado por muitos, Chacrinha entre eles, como o sósia que veio para derrubar Roberto Carlos. Mas mesmo querendo ser tão parecido com o ídolo, Paulo Sérgio era ele mesmo.

Sua carreira de sucesso abriu mercado para toda uma geração nos anos 70 que ficou conhecida como "cafona". Músicos e compositores populares que começaram a ser reconhecidos recentemente na história da música brasileira. Odair José, Lindomar Castilho, Waldik Soriano, Agnaldo Timóteo, Fernando Mendes e outros.

Saca só o cara o vivo. A introdução é puro soul.




PS: O link deste post é papafina. Memorabilia cafona total. Tem de fotonovelas com o cantor à histórias da estrada e textos assinados por Décio Pitinini em revistas de fofoca.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Blue Monday

Nos tempos pré-internet eu era ávido por qualquer coisa com um toque bluesy que pintava.

Momento massa número 1: Em 1989 a extinta Rádio União FM de Floripa se linkou à Eldorado de São Paulo que transmitia o Festival de Blues de Ribeirão Preto ao vivo. Eu dava o play-rec no meu ghettoblaster, gravava altos shows e no intervalo descobri Albert King, Magic Slim, Freddie King, Buddy Guy.

Momento número 2: Assistir em alguma madrugada da minha infância a enlouquecida comédia de John Landis, The Blues Brothers. Jon Belushi e Dan Aykroyd mandando brasa ao lado de um elenco de figuras como James Brown, John Lee Hooker, Aretha Franklin e Ray Charles. Antológico. Descobri o soul, um sentimento bom que a gente quer que dure o máximo que puder.

Momento número 3: O lançamento do filme Encruzilhada (Crossroads,1986), baseado na biografia de Robert Johnson. Tá certo que no duelo final o cara ganha tocando música clássica mas o quente mesmo era o Ry Cooder, responsável pela trilha sonora, que continha uma pérola como essa:

Ry Cooder - Somebody's Calling My Name.

domingo, 4 de maio de 2008

"Ser detido por porte de maconha é o pior dano que a maconha pode provocar".



Hoje está acontecendo em mais de 200 cidades pelo mundo e diversas capitais brasileiras - Florianópolis não está entre elas - a Marcha da Maconha, um evento que busca incentivar o debate sobre a descriminalização da erva.

Aproveitando a deixa trago o link de uma entrevista com o neurocientista brasileiro Renato Malcher-Lopes, do Instituto Cérebro Mente de Lausanne (Suíça), feita pela repórter Phydia de Athayde e publicada na edição 471 da CartaCapital.

Renato é um dos autores de Maconha, cérebro e saúde (Ed. Vieira & Lent). A partir do paralelo entre os endocanabinóides - substâncias semelhantes aos princípios ativos da maconha produzidas pelo organismo humano - e os canabinóides da maconha, o livro traz uma nova maneira de entender os mecanismos de ação da droga na saúde, na mente e no comportamento.

sábado, 3 de maio de 2008

"Acabareis todos por morrer de conforto"

Folha Online - O movimento de 1968 pelo mundo foi sufocado pelos governos da época. O que restou dele que dura até hoje em dia?

Carneiro- Olha, em primeiro lugar, eu concordo que houve uma derrota imediata dos movimentos, que foram violentamente reprimidos, com centenas de mortos. No caso da França foram poucos mortos, mas houve um ordenamento do governo. Nos Estados Unidos, houve uma repressão brutal, muitos mortos, e o Nixon conseguiu se eleger. No entanto, o movimento teve uma espécie de vitória em longo prazo. Houve conquistas imediatas, sobretudo na França, que serviram até mesmo para neutralizar as manifestações, por meio do aumento salarial e de várias concessões na administração universitária. Mas as grandes conquistas talvez sejam no âmbito ideológico, e até simbólico, que instaurou uma política cultural alternativa. As reivindicações feministas, dos direitos dos homossexuais, das minorias étnicas raciais, como os negros nos EUA, ou os indígenas e etc., todas essas questões se tornaram centrais, inclusive a ecológica. Ocorreu uma espécie de despertar de uma geração que passou a colocar novos assuntos na agenda política. Também houve o movimento psicodélico, questionando a proibição das drogas e a existência de outras legais, como o tabaco e o álcool. Acho que isso resultou em uma reivindicação de democracia cultural.


Trecho da entrevista com o professor Henrique Carneiro, da Faculdade de História da USP que está num caderno especial sobre o maio de 1968 publicado pela Folha. 40 anos da revolta jovem na França e pelo mundo.

No Brasil tudo começou já em março daquele ano, quando a Polícia matou o estudante Edson Luís no Rio de Janeiro. E em outros países os jovens também saíram às ruas antes da França.

Them belly full



Um ano e pouca coisa mudou na Ilha dos Casos e Ocasos Raros.

Supimpa



Adoro esta foto piradona de Salvador Dali produzida pelo fotógrafo Philippe Halsman (1906 - 1979), amigo de longa data do pintor surrealista e ícone do século XX.

Encontrei essa e outras excelentes lá no blog Inner, El pendejo.

Cê tá entendendo?

Mais uma entrevista do repórter inexperiente que ficou duca. Dessa vez a "vítima" é Ciro Gomes.


Abuelita

Com a mudança gráfica aqui no blog, também incluí nos links um blog muito legal. É o A Mis 95 años de Maria Amelia, uma senhorinha espanhola muy simpática que tem 96 anos e é socialista.

Aos completar 95, o neto a presenteou com um blog e desde então ela não parou.

Facilidade

Tou adorando o Blogger in Draft. Dá para agendar a publicação de posts. Maravilha.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Petardo



Wild Animals , novo álbum do The Pinker Tones um duo de Barcelona do qual já falei aqui antes.

Neste novo álbum os Pinker Tones privilegiaram o inglês mas a mistura no som ainda equilibra muito bem o eletro, a bossa nova, a música espanhola, o funk, o rock e muitos outros ritmos chacoalhantes.

Para os ufanistas tem até uma cuíca malandra na faixa Biorganised.

Volta e meia eles pousam em Buenos Aires para tocar. Bem que alguma dessas casas que anunciam sempre o "melhor DJ da última semana" pelas revistas tal, podiam abrir os olhos e ouvidos e trazer os caras para Santa Catarina. É biscoito fino recheado de puro groove.

Clipe de Happy Everywhere

Pimentinha

Pesquei essas duas pérolas maravilhosas de Elis Regina em 1971 no seu programa de TV, Elis Especial.

Primeiro cantando "Uma Vida" com Dom Salvador e a Banda Abolição, embrião do grupo Black Rio.

Clima black power total com o batera Luiz Carlos mandando um plá proto-rap na introdução e fazendo um chamada-e-resposta legal com Elis.



Agora Elis canta uma rapaziada da pesada segurando as pontas. Destaque para a violonista Rosinha de Valença. Coisa fina, espero que apreciem.


Cafonália



Saiu uma Muxtape quentinha só de música dita cafona, uma das minhas paixões atuais. De Fernando Mendes à Paulo Sérgio, passando por composições de Raul Seixas na voz de Jerry Adriani. Dá uma ouvida sem preconceito.

É Dez




a Insecta Cultura Independente, criação das mentes doentias de Doctor Zimmermann, Amexa e Xuxu, tá realizando logo mais nesta noite de sexta, a segunda Noitada Monstro - Floripa! lá na Célula.

No palco as atrações são Sick Sick Sinners, Gizmo e o DJ Gojira performando com um laptop. DJ Calvin 13 cuida da discotecagem. No telão, TV Insecta a noite toda.

Sick Sick Sinners é um trio de psychobilly que vem da meca do estilo no Brasil, Curitiba. Nunca vi uma cidade com tal concentração de topetes, até as garotas de lá adotaram o estilo capilar, digamos assim.

Gizmo vem aqui de Floripa e se define como rock'n'roll simples, puro e direto. Já o Dj Gojira é um réptil mutante que veio da China para tocar o terror com o J-Pop.

You can count me in. Bora lá.

quarta-feira, 30 de abril de 2008