quarta-feira, 16 de abril de 2008

Caindo na estrada



Rapaziada da banda Dacaverna está a toda. Depois de serem classificados para a final do FEMIC e fazerem uma baita apresentação na última edição do Clube da Luta, os irmão Zimmermann partem para o Bob Rock Festival em Dona Emma (cidade próxima à Ibirama). Vão apresentar seu rock divertido e básico ao lado da turma do punk e do metal no próximo fim de semana.

Foto de Antônio Rossa.

terça-feira, 8 de abril de 2008

220




Esse é velha mas é boa. O jornalista Lasier Martins da RBS de Porto Alegre - um tipo de Prates do Jornal de Almoço da matriz - toma um choque na Festa da Uva de Caxias do Sul. Aqui na versão funk.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

"Que p**** é essa?"

Danilo Gentili interpreta o repórter inexperiente que entrevista a dançarina e cantora Gretchen. É um dos melhores quadros do programa CQC, que estreou no dia 17 de março na Band.

A musa do bumbum é muito gentil com o garoto, conduzindo a entrevista, dando toques e nunca perde o rebolado (!) diante das bolas fora que o cara dá. Hilário.

E o gran-finale. Bem, vejam lá.


domingo, 6 de abril de 2008

Livin' la Vida Loca



Esse é o disco que Tim gravou assim que abandonou a barca furada da seita Racional e caiu de volta na vida louca de triathlons. Cheio de groove é um dos LPs mais funky da carreira do soulman Tim Maia do Brasil e foi lançado em 1976.

No orkut há uma comunidade dedicada ao álbum . O baixista Antônio Pedro ( Mutantes, Blitz) na época participava da banda Vitória Régia e volta e meia faz algum comentário lá.

Baixe aqui.

Sonzera




Em 2005, Robert Plant lançou um discaço, Mighty Rearrenger, cheio de canções que soam como se o Led Zeppelin estivesse aí. Com baterias pesadas, sinfonias de guitarras Les Paul plugadas num Marshall no talo, linhas de baixo sinuosas, violões gemendo melodias orientais, letras místicas e um barulhinho eletrônico aqui e ali.

Uma das melhores músicas do álbum é "Shine It All Around" que Plant, e a banda Strange Sensation, apresentam aqui no programa Jools Holland na BBC.

Labirinto


Mulher morde cachorro



Pois é. A velha piadinha sobre o que é notícia, materializou-se.

Via AP.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Top 12



Dica que descobri no blog Listening Post da Wired: o Muxtape.

Pra relembrar a onda de gravar uma fita para os amigos, lá você pode baixar até 12 músicas e montar o seu tape que fica hospedado para qualquer um ouvir.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Tá de volta




Nesta quinta, 3 de abril, a festa Venenosa retorna com a melhor música para dançar dos anos 50 aos dias de hoje. Grooves, mash ups, rocks, funks e souls de Aretha Franklin à Amy Winehouse, de Elvis Presley à Daft Punk. O negócio é chacoalhar.

E voltamos com casa nova: a Célula que fica na Rodovia João Paulo, 75, bairro João Paulo, ao lado do viaduto. Segue o mapa para não se perder por aí.


Exibir mapa ampliado

segunda-feira, 31 de março de 2008

Soul Fire





Teaser do filme "The Upsetter", biografia do mestre do dub Lee "Scratch" Perry que deve sair até o final do ano.

Dion diria: "Porrashhhhh...".

Via You & Me on a Jamboree.

African pop





De Benin, África vem Charles Rodrigues & His Psychedelic Organ. Descobri esse cara e sua curiosa biografia via Analog Africa um blog fantástico baseado em Frankfurt, Alemanha.

Começou a tocar em 1958 e logo entrou numa banda que viajava por toda a África Negra: Zaire, Benin, Nigéria, Costa do Marfim...Até que em meados dos anos 60 resolve voltar para casa. "Tudo que encontrei foram membros da família irados me dizendo que eu era um Rodrigues, um Agouda ( descendente de portugueses) e estava manchando o nome da família"

Em agosto de 1973 Charles abandonou a música depois de gravar "L´Amour Ne S´achete Pas".

Sobre esta canção ele disse:

"Na música "L´amour ne s´achete pas" eu estava dizendo para as prostitutas para pararem de encher a cara e dormir com caras por 2000 ou 3000-CFA*, dizia que elas estavam desperdiçando as suas vidas. Ah cara, quando aquela canção foi lançada eu tive todo tipo de problemas com as prostitutas de Cotonou, elas me fizeram passar maus bocados, mas eu não tô nem aí..........é isso, foi minha última gravação."


Ouça "L'amour Ne S'achete Pas".

*(nota do editor: não tenho idéia de quanto dá em reais mas deve ser uma merreca)

Evangelizando


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Lançado na última quinta com grande festa na Célula, o clipe de Michê da Samambaia Sound Club foi liberado na rede pela banda.

Produção independente que reuniu um pessoal da pesada. Marco Stroisch dirigiu, Guto Lima produziu e a banda atuou ao lado da atriz Paula Braun ( O Cheiro do Ralo). Destaque para o Jaguarito encarnando o pastor evangélico televisivo.

Jean Mafra asseverou que durante as gravações quando foram abordados pela polícia " foi a primeira vez que falamos com eles e não fomos revistados".

Com os custos reduzidos o que não teve limite foi a criatividade e o objetivo claro de mostrar a cara da banda e situá-la em Floripa.

O roteiro final acabou sendo uma criação coletiva como ressaltou Marco Stroisch, em entrevista com a banda e a produção na última quarta. Ele ainda afirmou: " Minha vida mudou depois desse trabalho do clipe".

Converteu-se à fé do groove, do suingue. A Igreja do The One.

domingo, 30 de março de 2008

"Isso é coisa que meu povo gosta"




Grande dica do brother José Rafael Mamigoniam: o blog Pornochancheiro, onde se encontram fotos, vídeos e textos sobre o cinema brasileiro dos anos 70 que levava milhões de pessoas às salas e lucrava horrores sem ter um centavo de dinheiro público na produção.

Um dos gurus da Boca do Lixo - epicentro da Pornochanchada - foi o manezinho Ody Fraga, diretor de "A Fêmea do Mar" rodado na Ilha de Santa Catarina em 1980. Ody era um dos mais ativos personagens da cultura catarinense nas décadas de 40 e 50. Participou do Grupo Sul, na área teatral, onde foi o primeiro diretor a encenar um texto de Jean-Paul Sartre no Brasil.

No início dos anos 60, após alguns anos no Rio, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas TVs Cultura, Bandeirantes, Record e Tupi antes de radicar-se de vez na Boca do Lixo, onde roteirizou mais de 50 filmes e dirigiu mais de 20, colecionando vários sucessos de bilheteria como a comédia "Histórias que Nossas Babás não Contavam". Morreu em 1987, aos 59 anos.

O jornalista Carlos Damião publicou em 2007, no blog Identidade Catarinense, uma entrevista feita por ele com Ody Fraga em abril de 1980 para o Jornal da Semana. Alguns trechos do cineasta sem papas na língua.

JS – Muda-se a pergunta, então. Como é que um jovem autor de peças teatrais herméticas encenadas nos palcos da Florianópolis da década de 1950 terminou como um bem-sucedido produtor e diretor de peças de sexo?

Ody – Acho que naquela época a gente era ilhéu até de espírito e eu refletia isso no que escrevia. Refletia crises, problemas espirituais, místicos, existenciais. Hoje eu sou um tranqüilíssimo ateu.


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JS – Mas tem gente que vive dos financiamentos da Embrafilme. E faz bons filmes.

Ody – Tem. Mas eu sempre me recusei a participar desse jogo, porque a Embrafilme é um rio que vai desembocar em algum lugar. Vai desembocar, em longo prazo, na estatização do cinema. Não acredito neste pessoal dito de esquerda, que aceita o jogo da Embrafilme e faz o chamado filme engajado. Acho impossível você fazer um filme revolucionário com apoio oficial. Esta é uma esquerda profissional, que está aí para ser comprada
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JS – Diz-se que no Brasil não há cinema inteligente. Como é que você encara essa afirmação?

Ody – Eu tenho uma outra opinião: acho que não há crítico inteligente no Brasil. E posso citar um exemplo, de um nome muito famoso, muito em moda atualmente: já publicou dois livros sobre cinema e não escreveu nenhum. É um autor entre aspas.

JS – Quem é?

Ody – É o Rubens Ewald Filho. Um crítico americanista. A carteira de identidade dele e dos outros é um acidente sideral: não tem nada a ver com ele. São americanos e caíram por aqui.

JS – Por quê?

Ody – Porque eles analisam e estudam o cinema brasileiro com padrões de cultura, de técnica e arte americanos. Nós não temos nada a ver com isso: temos que criar uma linguagem de cinema nosso.


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JS – E os filmes de Walter Hugo Khoury? Não estariam numa linha de sexo mais intelectualizada?

Ody – O Walter Hugo Khoury, para mim, não é um intelectual: é um bolo sem recheio. É o "barroco do vazio".

JS – Há quem o considere como o "Bergman brasileiro"...

Ody – Ele tem um pecado capital: é não ser o Bergman sueco. Porque, tentar ser o "Bergman brasileiro", como se diz, resultou num péssimo carbono. E tão ruim que quase levou o A. P. Galante à bancarrota.



Valeu, Zé!

PS: Para quem estiver em São Paulo no mês de abril vai a dica da Mostra Ody Fraga - O Gênio do Sexo que acontece na Sala CINEMATECA/PETROBRAS no Largo Senador Raul Cardoso, 207, próxima ao Metrô Vila Mariana. Veja aqui a programação.

Dose cavalar




Em 1973 no primeiro show de uma turnê pelos EUA alguém no backstage teve a brilhante idéia de dar 8 tranquilizantes para cavalo ao baterista do The Who, o notório porra-louca Keith Moon. Alertado de que metade de uma das pílulas com uma dose de conhaque dava um barato interessante, Keith foi o mais Keith possível e disse: " Metade de uma pílula! Eu sou Keith Moon!" e engoliu todas.

No meio da primeira música do show, em que oscilou o andamento e batucou a esmo, Keith voltou ao backstage onde lhe aplicaram uma injeção de cortisona e retornou para tocar metade da próxima música e ter um colapso.

Seguindo a máxima de que "o show deve continuar" ,o guitarrista Pete Townsend perguntou se havia alguém na platéia que sabia tocar bateria.

O jovem Scott Halpin, de 19 anos, subiu ao palco e teve seu momento de glória tocando com o The Who. Devidamente registrado.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Céu de brigadeiro




Foi o Lula chamar a Dilma de "mãe do PAC" que a oposição fuleira ( leia-se-se mídia golpista) desse Brasil já veio com mais um factóide para aterrorizar a tradicional família brasileira. Imagina se esse "dossiê" da Dilma é o Estado policialesco em ação. Ah vão catar coquinho!

O Jornal Nacional de hoje também citou o arremedo de reportagem da Veja. Sobre o verdadeiro dossiê: o de Luís Nassif, nada. Esse é o Q de qualidade e de pluralização de opiniões.

Leia um pouco mais aqui e aqui.

Aoow!




Essa música é um chicletão dos bons. Produzida pelo Calvin Harris, a dupla Mitchell Brothers brinca com o desejo de dançar como Michael Jackson e com uma levada que não deve nada às melhores do garoto-prodígio do pop. Quem nunca quis se mover e deslizar no palco como o Michael?

quarta-feira, 26 de março de 2008

Orgulhosamente apresenta




Salve minha gente. Próxima sexta, 28 de março, Valdir Agostinho, o menestrel da Barra, estréia no Clube da Luta. E tu vai perder essa?

Depois de um acachapante momento proporcionado pelo esperto marketeiro Mekron, agora é a vez da musicalidade de um dos grandes artistas de Floripa chegar na Célula.

E pra não se perderem por aí, segue o mapa da rota que leva ao espaço cultural mais legal que já pintou nessa ilha de casos e ocasos raros: a Célula.