Dois comparsas da pesada entraram no bloguismo e quero registrar aqui: Diógenes Botelho, o Diabotelho, pai do Pedro e marido da Adriane, abriu o Botelheco e o Emerson "Tomate" Gasperin retornou com o Fancaria.
Como dizia o grande filósofo Edson Cury, o Bolinha, " Isso é coisa que meu povo gosta!".
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Será?
No blog da revista Wired li que surgiu uma tecnologia de amostragem de som, ou sample, que a partir da nota tocada gera "bolhas" harmônicas que ressoam. Segundo o inventor, Jason VanAnden " nós não estamos mais fazendo música linear mas música caleidoscópica". É ouvir pra crer, quem sabe?
Mas eu ainda acho que o lance é investir no vinil. Fabricando aparelhos e lançando discos, do catálago e de novos artistas. Quem não gostaria de ter um bolachão novinho em folha e ouvir aquele grave aveludado?
No terça-feira Gorda fizemos um churrasco na casa do Ledoux e o Seu Adriano "Baga"
Rotini, baixista da banda Brasil Papaya e um colecionador de discos de vinil, apareceu com o The BBC Sessions do Jimi Hendrix. Um disco triplo com uma arte linda. Saca só:
Mas eu ainda acho que o lance é investir no vinil. Fabricando aparelhos e lançando discos, do catálago e de novos artistas. Quem não gostaria de ter um bolachão novinho em folha e ouvir aquele grave aveludado?
No terça-feira Gorda fizemos um churrasco na casa do Ledoux e o Seu Adriano "Baga"
Rotini, baixista da banda Brasil Papaya e um colecionador de discos de vinil, apareceu com o The BBC Sessions do Jimi Hendrix. Um disco triplo com uma arte linda. Saca só:
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Bob Dylan Repaginado
Remix que Mark Ronson, com uma ajuda e tanto dos The Dap Kings, fez de um clássico de Bob Dylan, Most Likely You Will Go Your Way (& I'll Go Mine) do álbum Blonde on Blonde de 66. Ficou legal até aquela gaita fuleira.
Um bom fim de semana para todos.
The Light
Uma das grandes cenas do fabuloso filme The Blues Brothers de John Landis: James Brown interpretando o reverendo Cleophus. Foi um dos primeiros contatos que tive com a música do mestre e sempre me deixou arrepiado. Mr Dynamite dá um show!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Um pilantra renascentista

A história da música brasileira nunca teria sido a mesma sem Carlos Imperial. O "Gordo" jogou nas 11. Foi ator, cantor, compositor, produtor, apresentador de TV, disc-jóckei, jornalista, colunista, cineasta, roteirista, e o diabo a quatro.
Dos anos 50 aos 80, Imperial esteve em todas. Ajudou a lançar Roberto Carlos e Erasmo, Wilson Simonal e Fábio. Compôs e produziu músicas para Tim Maia, Elis, Clara Nunes, Jair Rodrigues, e uma miríade de artistas . Foi parceiro de Ataulfo Alves, Eduardo Araújo e outros tantos.
Era enturmado com o pessoal da Bossa Nova mas lançou o rock no Brasil e nos anos 60 criou um estilo que chamou de Pilantragem, cujo maior representante foi Wilson Simonal, ex-secretário do Gordo.
A vida de Imperial ilustra perfeitamente aquela frase famosa de Chico Science: "Diversão levada à sério". Segue um texto dele sobre a Pilantragem:
“Nascimento, mudanças e apogeu da Pilantragem”
O negócio aconteceu assim: Simonal me pediu para inventar uma nova jogada. Sugeri então em transformar o samba em compasso quaternário, pois assim o cantor ficaria mais à vontade para se mostrar. Bolamos o estilo e eu compus então a primeira música de Pilantragem: “Mamãe passou açúcar ni mim”. Peruzzi foi chamado e bolamos que, como o Iê-Iê-Iê estava na onda, o negócio tinha que ser com guitarras. Criamos então o Samba-Jovem e nós definíamos: “Batida de samba e môlho de Iê-Iê-Iê”. Aí entrou Cesar Camargo Mariano na jogada com o seu Som 3 e começou a bolar novos arranjos. Nonato Buzar, amigo antigo e compositor de música tradicional, juntou-se a mim para fazermos músicas juntos. Fizemos “Carango”, que Buzar achava horrível e deprimente. Um dia propôs-me: “Se você acha que a música é realmente sensacional e que vai dar muita grana, me dá 100 contos agora que ela fica sendo só sua”. Foi um custo para convence-lo de que o samba-jovem ia dar pé. Quando “Carango” estourou e Buzar recebeu uma grana violenta como meu parceiro, foi correndo para casa e jogou fora tôdas as músicas sertanejas e dias depois veio a safra de “Uni-du-ni-tê”, “Vesti azul”, etc.
Eu, Simonal e Cesar Mariano trabalhávamos juntos na TV Record e a palavra que mais usávamos era Pilantragem. Tudo era Pilantragem e resolvemos oficializar a mudança do Samba-Jovem para Pilantragem. Eu compus então, “Nem vem que não tem”, cuja letra define bem o sentido da Pilantragem. Cesar Mariano fêz os arranjos (Toninho na Bateria e Sabá de Baixo para dar o môlho) e Simonal gravou como se estivesse tomando banho: completamente à vontade. No início da música, Simonal, com aquela voz de Pila (falar com os lábios fazendo bico) disse: “Vamos voltar à Pilantragem”. Estava definitivamente lançada a Pilantragem como música, arranjo e filosofia (veja letra de “Nem vem que não tem”).
Pilantragem é a apoteose da irresponsabilidade consciente.
*Texto retirado da contracapa do disco “Pilantrália”
Tempos de terra devastada
Um respiro de poesia nesse mar de caretice que assola o planeta e que cresceu muito depois de 11 de setembro de 2001. Do blog Por Um Punhado de Comida.
Up to Date
Antigamente, as pessoas eram mais modernas.
Up to Date
Antigamente, as pessoas eram mais modernas.
Zelador

Nos anos 80 um dos maiores personagens de piadas aqui em Florianópolis era o então prefeito de São José, Germano Vieira. Me lembro das aulas de PPT no colégio, que era quando a gente aprendia a fazer coisas utílissimas como cinzeiros de argila, amendoim torrado e caixas de madeira. O professor era um conhecedor profundo de anedotas de Germano e passavámos a aula inteira rindo.
Encontrei esta foto do Germano dando uma olhada nos estragos das chuvas dos último dias, no blog Contexto Local.
Dá-lhe Coalhada!
Grande noite de sexta de Carnaval ontem no baile com as bandas Gente da Terra, Tijuquera e o DJ Zé Pereira lá na Célula Cultural.
As figuras locais dão um show à parte também. Não é à toa que o João Paulo ( ex-Saco Grande) é o bairro mais musical da Ilha.
"Você está muito apavorado?"
Nos últimos dias choveu ininterruptamente uma carga de água tremenda em Florianópolis. E encontrei no Youtube um vídeo engraçadíssimo sobre o alagamento da Avenida Rio Branco esta semana.
É o humor gaiato do mané. Olha só a risada da figura que encerra o vídeo.
É o humor gaiato do mané. Olha só a risada da figura que encerra o vídeo.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Soul do século XXI

Gnarls Barkley, o duo formado pelos fanfarrões Cee-lo e Danger Mouse soltou uma nova pérola, a canção Run. É só uma prévia do álbum que a dupla deve lançar em abril, chamado The Odd Couple.
Depois de atingir enorme sucesso com o single Crazy, uma das melhores coisas que ouvi nos últimos anos, a dupla volta com uma música excelente com aquela sonoridade vintage e o vocal potente de Cee-lo. "Run away, run away, run children...". Coisa linda-da-da-da!
Baixe aqui esta sonzeira.
Despetalou

Showzaço o de Rebeca Matta e a Orquestra Sônica no último sábado lá na Célula Cultural. A cantora e compositora baiana mostrou ao que veio junto com uma banda estupenda, com destaque para o baterista Emanuel Venâncio e o guitarrista Cássio Nobre. Os dois mostraram uma grande sintonia, fruto de longa amizade, segundo o Cássio.
Ao vivo a banda deu um tremendo peso rocker às canções do disco Rosa Sônica e para algumas versões, entre elas uma baita execução de " O Mistério do Planeta" dos Novos Baianos. E debaixo desse peso roqueiro surgiam as referências brasileiras aqui e ali num mosaico sonoro que teve um grande impacto no público. Nota 10 para o VJ que criou um clima e tanto para acompanhar a boa música.
Espero que Rebeca leve bem a sério a idéia de morar em Floripa. A baiana manifestou essa vontade durante e após o show. Leia lá no site/blog dela, onde está reproduzida a cobertura do acontecimento feita por Júlia Eleguida, querida leitora do Esquerda Festiva, para o site Tô Puto.
Depois do show a rapaziada foi curtir a festa realizada no puteiro Fênix, lá no Centro. Mas não tava muito legal e fomos num pequeno grupo tomar umas e outras no carro de lanche na cabeceira da ponte Hercílio Luz. E ali tava rolando o maior clima. Boteco cheio e todo mundo cantando sambas. Era gente vinda de várias nights se encontrando lá. Inclusive muitos fantasiados, até uma família com um bebê de colo. Tava muito legal e fechou a noite com chave de ouro. "Se você pensa que cachaça é água..."
E essa vinda da cantora e compositora baiana rendeu ainda a gente ter conhecido o grande Kuru, produtor da turnê, um mineiro sangue boníssimo e alto astral que certamente vai ser grande parceiro de luta em 2008.
Kuru e o baterista Emanuel Venâncio, uma figuraça que não deixou a cerveja nos faltar jamais, estão aqui nesta foto que fiz ao amanhecer. Da esquerda para a direita, Natascha, Ariela, Gustavo, Emanuel e Kuru.
PS: A foto da Rebeca é de Cassiano Ferraz.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Brasil, mostra tua cara
Hoje trago um dos melhores programas da TV brasileira, o Provocações de Antônio Abujamra e Gregório Bacic.
Neste dia o foco foi a prostituição e o convidado no estúdio foi Oscar Maroni, controverso empresário do ramo da putaria. Aliás, pelo que me consta, foi o único punido na queda do avião da TAM em São Paulo no ano passado. Nessa zona que é o Brasil a história é bem simbólica. Leia um pouco sobre ela aqui.
Voltando ao Provocações, reparem só na entrevista com a Candelária, presidente da Associação Sergipana de Prostitutas e na matéria de rua feita em Aracaju.
Neste dia o foco foi a prostituição e o convidado no estúdio foi Oscar Maroni, controverso empresário do ramo da putaria. Aliás, pelo que me consta, foi o único punido na queda do avião da TAM em São Paulo no ano passado. Nessa zona que é o Brasil a história é bem simbólica. Leia um pouco sobre ela aqui.
Voltando ao Provocações, reparem só na entrevista com a Candelária, presidente da Associação Sergipana de Prostitutas e na matéria de rua feita em Aracaju.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Política Cultural em SC? Cadê?
Carlos Damião mandou muito bem neste post hoje em seu blog, recomendadíssimo.
Apesar desse governo babaca, nouveau-riche, tem gente que trabalha, sem um puto dos cofres públicos, para fazer algo pela cultura deste Estado. Enquanto isso eles apóiam campeonato de golfe em campo de propriedade de um senador que nunca recebeu voto algum.
"Santa Catarina já teve o maior prêmio cultural do Brasil, o concurso de literatura Cruz e Sousa, criado no governo de Jorge Bornhausen e reeditado na administração de Esperidião Amin. A repercussão nacional foi extraordinária, tanto na primeira, quanto na segunda fase. Hoje, o maior prêmio do gênero no País é o de Minas Gerais, que distribuirá mais de R$ 200 mil para os vencedores (a maior parte do prêmio para escritores mineiros).
Qual a relevância cultural de Santa Catarina no plano nacional hoje?
Nenhuma.
Não há qualquer evento que se destaque. Simplesmente porque o atual governo não tem uma política cultural. Apóia iniciativas isoladas, que não contribuem para a projeção nacional do Estado".
Apesar desse governo babaca, nouveau-riche, tem gente que trabalha, sem um puto dos cofres públicos, para fazer algo pela cultura deste Estado. Enquanto isso eles apóiam campeonato de golfe em campo de propriedade de um senador que nunca recebeu voto algum.
Sorteio
Salve amigos e amigas. Tou com 2 convites para o show da Rebeca Matta no sábado lá na Célula Cultural Mané Paulo/Bye Bye Brasil(leia o post anterior) e estou dando para os dois primeiros leitore(a) s que postarem um comentário com o nome completo. Os mais agilizados ganham 1 ingresso que vai ficar a disposição na porta do evento.
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