sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Um meme literário

Recebi do amigo Dauro Veras a missão de passar pra frente um meme que ele pegou do blog do Inagaki. É simples, abra um livro que estiver próximo na página 161 e pegue a quinta frase completa. Poste ela no blog e repasse para outros 5 blogs.

O livro que estou re(lendo) é A Terceira Onda de Alvin Toffler. A página 161 é a primeira de um capítulo cujo tema tem tudo a ver com nós blogueiros: Desmassificando os Meios de Comunicação de Massa.

"Agentes da KGB, da CIA e várias outras agências viajam umas através das outras de Berlim a Beirute, de Macau à Cidade do México."

Indico os 5 seguintes blogueiro(a) s para continuar o meme: Caio Cezar , Lucian Chaussard, Láldert, Mauren Veras e a Madame Celeste.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Festerê




Pessoal, nesta sexta a quentíssima festinha Rocket pousa na Lagoa da Conceição no Clube da Sinuca. Dessa vez teremos a discotecagem malina de Punktum, Manu, Galvani Borboladen , do polêmico trio Cansay de ser Piraña e o show fica por conta da banda curitibana Sabonetes que apresenta-se pela primeira vez em Floripa.

A Rocket se notabilizou por ser uma das mais divertidas e embaladas festas rocker e apresentar em primeira mão as bandas Cansei de Ser Sexy e Bonde do Rolê neste nosso desterro. É alegria garantida até o sol raiar e mais um pouco.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Uma imagem vale...




Tenho tido muitos problemas com a conexão de internet e pouco tempo mas ainda nesta semana vou falar sobre as fabulosas festas de 1 ano do Clube da Luta, que aconteceram no último fim de semana.

Por enquanto deixo essa imagem, que resume bem o clima, captada por Sarinha Santos na cobertura do site Tô Puto.

Mais fotos no site oficial do Clube da Luta Floripa.

sábado, 6 de outubro de 2007

O inferno são os outros



Não somos crianças inocentes vitimadas por um grande mundo malvado. Se nosso mundo é grande e mau, nós o fizemos dessa maneira. Isso é o que o Buda ensinou. O "outro" é um bicho-papão infantil, a projeção de nossos próprios medos em um objeto assustador de nossa imaginação, que nos aterroriza. Nossa ignorância é não ver que nós somos o outro. Não podemos nos permitir confundir inocência com essa ignorância.

A violência não é um objeto permanente, imutável e fixo. É um estado da mente, uma expressão da ignorância. Não tem mais solidez que uma nuvem. Não podemos lançar um ataque frontal na violência. Mesmo proteger a nós mesmos disso abastece sua existência de bicho-papão. Mas o Buda ensinou que podemos mudar.

Essa foi sua boa notícia: existe uma maneira de aliviar o sofrimento através da libertação de nossas mentes da cobiça, raiva e ignorância. Mas até que entendamos os modos como somos Oklahoma City, as bombas e os filhotes de ursos, as vítimas e os violadores, continuaremos a acusar os "outros", sempre proclamando nossa inocência e fugindo de nossas responsabilidades.


Helen Tworkov, em "Tricycle: The Buddhist Review, Vol. V". Via Samsara.

Perdeu playboy



O Luciano Huck foi assaltado e levaram dele um Rolex. E olha a declaração que ele deu:
“Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado. Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa”
“Onde está a polícia? Onde está a ‘Elite da Tropa’? Quem sabe até a ‘Tropa de Elite’! Chamem o Comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade"


Pois bem, o Capitão Nascimento dá a resposta em seu blog.


Rio de Janeiro, 02/10/2007

Sr. Luciano Huck,

Primeiramente gostaria de dizer que fico comovido pelo senhor eleger a minha pessoa como a solução do crime em São Paulo. Não que a menção do meu nome tenha me surpreendido. Eu sou a solução para o crime em todo o universo e em mais duas ou três dimensões paralelas. Isso até a mulher e a filha do Jack Bauer sabem muito bem. O que me surpreende é a sua incrível noção de consciência social e de distinção entre a fantasia e realidade.

O seu relógio avaliado em 48 mil dólares poderia facilmente comprar a moto, os capacetes velhos, as armas e a virgindade anal dos meliantes que o senhor infelizmente teve o desprazer de conhecer (provavelmente sobraria uns trocados também para um cafezinho e umas balinhas de caramelo). Isso, é claro, não deve servir de base nem para motivação indireta na decisão de se cometer um crime. O que aconteceu com o senhor não foi um caso de polícia e muito menos do BOPE ou da ROTA (É nóis aí, mano!). O que aconteceu com o senhor não foi nem crime: foi um acerto de dívida social.

O problema, Sr. Luciano Huck, é que o senhor zombou dos cidadãos desprovidos. Dos cidadãos sem a menor possibilidade de sentir o cheiro do cozido do seu Caldeirão! O senhor deu esperança para esses pobres miseráveis quando inventou que seria muita comédia fingir que havia perdido um colar valioso! Quem foi que mentiu pra população? Quem foi? Quem foi? Fala! Quem foi? Foi você! Você faz a merda e depois quer que o Capitão aqui resolva!

O senhor sabe quanto cidadão desprovido ficou procurando essa merda de colar? O senhor sabe como ventou forte quando descobriram que era tudo armação? Pois bem! Agora aceita que o senhor fez uma DOAÇÃO para os desfavorecidos que o senhor tanto explora! Aceita logo porque pode ser descontado do seu imposto de renda que deve estar em dia, porque afinal o senhor paga uma fortuna de impostos, correto? Muito bem! Aceita essa porra e segue teu rumo. Se não gostou da realidade brasileira onde um playboy acha que pode sacanear o povo e ainda emprenhar a Princesa dos Baixinhos duas vezes, pede pra sair! Pede pra sair!

Se você não fosse o vagabundo que é eu até te comprava um Rolex novo e enviava a nota de compra pro Vaticano, mas nem isso o senhor merece porque o senhor é moleque!

Até mais (porque se eu disser “adeus” é sinal que o senhor vai passar),

Capitão Nascimento - BOPE

P.S.: Qualquer erro de português ou gramática nessa carta será obra do Aspira Matias. Ele anota tudo o que eu estou falando pois no momento estou ocupado com minhas compras do mês. Deixaeuvê… 130 pacotes de Ziplock… 13 piaçavas…

Pintas como eu pinto?





Esta é uma das obras do artista Pricasso. O cara usa uma ferramenta um tanto quanto peculiar no lugar de pincéis. Confira no site.

sábado, 29 de setembro de 2007

No caminho do meio



"A sabedoria me diz que não sou nada. O amor me diz que sou tudo. Entre os dois, minha vida flui".

Nisargadatta Maharaj

É preciso algo novo


O jornalista norte-americano Carl Bernstein, aquele do Watergate, em entrevista para a revista Época.


ÉPOCA – A imprensa fez sua parte?
Bernstein – A maior parte do que sabemos sobre as reais políticas da administração Bush – talvez com atraso, não na preparação para a guerra, mas desde que começamos a experimentar dificuldades no Iraque –, sabemos porque os repórteres apareceram com as informações. Não porque a Casa Branca tenha sido solícita ou porque o Congresso tenha exercido a devida vigilância. Acho que esta administração, em termos do mal duradouro causado ao país, é, talvez, pior que a de Nixon, porque ela não foi responsabilizada. O sistema não se corrigiu.

ÉPOCA – Por que isso ocorreu?
Bernstein – São questões muito complicadas, que não permitem respostas fáceis. É preciso olhar para a cultura, para a sociedade e para o período histórico como um todo. O nível de indignação em relação às mentiras dos homens públicos não foi suficiente, mesmo depois de a imprensa ter revelado tanto quanto revelou, para fazer com que o sistema político respondesse. O sistema político tem sérios problemas. Ele não está respondendo às necessidades das pessoas.

E isso já foi o Partidão




O PPS querendo pegar os votos esquerdistas descontentes com o governo Lula, começou nesta semana uma campanha publicitária muito tola e ridícula. Um rapaz se diz decepcionado com a estrela, uma clara alusão ao PT, e informa que agora tem um novo símbolo...o nariz de palhaço! Ora vá catar coquinho meu amigo.

Esse papinho de cansadinhos e moralistas babacas é um pé no saco. Vão ficar com nariz de palhaço vocês seus idiotas.

Hoje eu comentava com um amigo que governos, empresas e famílias não precisam mais censurar as pessoas, pois elas já vêm censuradas de fábrica. E assim segue a manada do admirável mundo novo, asséptica, inodora, insípida e incolor. Perdem tempo discutindo questiúnculas insignificantes, travando os verdadeiros debates.

Tudinho




Ótima dica do amigo Alexandre Raposo. Um grupo muito bom de humor, os Barbixas.

Quem responderá?

Nada como uma sacudida para acordar hein. Fábio Bianchini que andava meio apático, sem comentar muito os fatos locais, estava dando saudades do titular da Contracapa. Pois essa semana ele mandou muitíssimo bem na nota em que comenta o absurdo fechamento dos bares com música ao vivo na Lagoa. Disse ele:


A operação conjunta da Susp, Floram, Corpo de Bombeiros, Delegacia de Jogos e Diversões e Ministério Público que fechou vários bares da Lagoa da Conceição, na última terça-feira, é resultado da operação Silêncio Padrão, de todos esses órgãos, que em outubro deve ser intensificada ao receber a adesão da Vigilância Sanitária. O delegado e gerente de fiscalização de jogos e diversões, Arilto Zanelatto, explica que as interdições tiveram diferentes motivos: em alguns bares, foram por falta do alvará acústico, emitido pela Floram. Em outras, faltou o habite-se da prefeitura.

Ao longo da semana, os empresários regularizaram suas licenças e quase todos já tinham autorização para funcionar novamente, mas sem música ao vivo. Para essa, é preciso o alvará, para o qual é necessário o habite-se. O problema é que 90% é área de preservação permanente, onde, teoricamente, nada poderia haver sido construído, e os terrenos não têm escritura pública, são de posse. Assim, em Florianópolis, existem os alvarás ex-ofício, provisórios, e aí ninguém tem muita certeza de nada. Outra questão é que, para a emissão do habite-se, os estabelecimentos devem ter seis metros de afastamento da via pública (a rua) e estacionamento.

Cláudio Silva, do Drakkar, pergunta: se o problema é o habite-se, não o laudo acústico (que está em ordem), por que pode funcionar sem música, mas não com música? É estranho mesmo.

No fechamento da coluna, era aguardada uma reunião dos órgãos competentes para decidir o que será feito disso tudo. É uma série de questões sérias e importantes: se os bares com música não podem ficar na Lagoa, que sempre foi seu reduto, para onde vão? Ou não têm vez em Florianópolis? Se não tiverem, que tipo de turismo e cultura queremos na Ilha? O negócio é só boi-de-mamão e resort? As perguntas são sinceras, não são retóricas, não.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Cooper (ativismo)



A cidade vive uma pasmaceira cultural e sofre com o descaso dos governos? Sim, e o que nós podemos fazer? Música. E taí o resultado do trabalho cooperativo de um grupo de músicos de Florianópolis, o Clube da Luta. O evento, que reúne bandas de som autoral, comemora 1 ano com duas noites e 12 bandas em 2 palcos. Embaixo da Ponte no Café Fios & Formas, nos dias 5 e 6 de outubro.

A festa começa pontualmente às 23:30 hs quando sobe ao palco a primeira banda. Cada uma tocará por 30 minutos e com 2 palcos montados os shows acontecerão sem interrupções. A escalação das bandas é a seguinte:

Sexta 5 de outubro

23:30 Maltines
00:00 Coletivo Operante
00:30 Luciano Bilu
01:00 Aerocirco
01:30 Os Berbigao
02:00 Tijuquera

Sábado 6 de Outubro

23:30 Rufus
00:00 Gubas & Os Possíveis Budas
00:30 Andrey e a Baba do Dragão de Komodo
01:00 Ilha de Nós
01:30 Kratera
02:00 Samambaia Sound Club

Os ingressos antecipados estão nas lojas Hot Music, no Beiramar Shopping, e na Guitarland, na Tenente Silveira,111. O preço é R$10 para cada noite ou R$15 o passaporte para ambas.

Grande adesão



O jornalista Moacir Pereira, quem diria, descascou o governador Luiz Henrique num evento em que recebeu troféu do Sapesc, Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de Santa Catarina. Peguei essa lá no blog do César, que fez a montagem.

Pereira disse em seu discurso:
" A xenofilia que contamina algumas lideranças de nosso Estado merece reavaliação. Se de um lado é impossível dar as costas para as maravilhas artísticas produzidas lá fora, impõe-se maior atenção aos grupos que enriquecem a cultura regional catarinense, em todas suas manifestações".


O nosso ilustre governador como sabemos é um legítimo baba-ovo de tudo que vêm de fora, especialmente da Europa.

O jornalista lançou um questionamento ao qual respondeu com a necessidade de valorizar o talento local.. Não por que é daqui mas por que é bom.

"Como nós, jornalistas e publicitários, vamos lidar com as novas tecnologias? Indagação com maior taxa de aflição: qual o conteúdo dos novos programas que virão coma digitalização na TV, acessíveis pelo celular? A dominação cultural será ampliada ou surgirá rico mercado para as agencias de propaganda e de produção local independente?

O horizonte próximo não é animador. E aí que cabe um esforço de todos - profissionais da informação e publicitários - na prioridade para a realidade local, para a cultura regional, para os valores da cidadania e para os princípios que há milênios nos proporcionam felicidade.

Falo da necessidade urgente de olharmos mais para Santa Catarina, este maravilhoso e invejável arquipélago de ilhas econômicas, geográficas, étnicas e, sobretudo, culturais, com talentos artísticos sem espaços e sem a merecida visibilidade".


Moacir, passa lá no Clube da Luta e se filia.

Leia o discurso do jornalista na íntegra aqui.

Palhaçada



Lamentável a blitz espalhafatosa que fechou diversos bares da Lagoa da Conceição na tarde da última terça. Entre eles o Drakkar, Confraria do Chopp, Vecchio Giorgio, Jinga Bar e Espaço Cultural Sol da Terra.

Numa cidade que se pretende Capital Turística do Mercosul não é primeira vez que vemos uma atitude retrógrada, autoritária e muito conveniente ( para quem mesmo?) como essa. Vide o caso do antigo bar Underground que sofreu dura perseguição de um delegado que tinha o irônico nome de Gentil.

Meu amigo Vina, guitarrista da banda Da Caverna, resumiu bem a situação num comentário lá no site Tô Puto. Disse ele:

"Nossos governantes estão envelhecendo e perdendo sua capacidade de ereção e descontando suas frustrações no povo..."


Hoje fiquei sabendo que o Drakkar já está funcionando normalmente. O Clube da Sinuca, ao contrário do que foi divulgado, não entrou na lista dos bares fechados na operação da Prefeitura e segue com sua programação musical.

Boa dica

Descobri lá no blog Coluna Extra, do amigo Alexandre Gonçalves - que não é ex-baterista do Phunky Buddha é um homônimo- o link para o Media Center da RBS. E o monopólio oferece de graça a possibilidade de assistir ao vivo os canais TvCom de SC e do RS, o Canal Rural, além de ter arquivos de diversas matérias de seus telejornais.

Ah, e tem um detalhe. Nos canais ao vivo há uma câmera postada na cabeceira das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo. Como vocês podem ver aqui, o site informa que estamos vendo imagens da ponte Hercílio Luz (!?).

Bem, coloquei uma janela com essa imagens ao vivo das pontes na barra ao lado aqui do blog.

A Pirâmide Invertida




Peguei esse na Fiz Tv, um site da Abril com um conceito semelhante ao do YouTube.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Papelão



E a deputada federal pelo Rio Grande do Sul Manuela D'ávila, a Manu, do PC do B lambendo a bolsa escrotal do monopólio, vocês viram? Transcrevo trecho do post do Diário Gauche, onde fiquei sabendo.

Deputada pede licença para existir politicamente


Abaixo transcrevemos o discurso inteiro da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) proferido por ocasião da Sessão de Homenagem aos 50 anos do grupo midiático-partidário RBS, realizado na Câmara Federal, no último dia 18 de setembro, às 11h48.


Manu finaliza o discurso laudatório com uma tradicional saudação chinesa – Longa vida à RBS! – muito usual nos tempos maoístas da sua legenda partidária, reconvertido depois a uma duradoura inspiração albanesa – aquela sociedade “modelar” do stalinismo retardatário de Henver Hodja. Hoje, o PCdoB está mais modesto, modela-se pelos figurinos das velhas raposas eleitorais do antigo PSD, que não podiam viver longe dos macios e silenciosos tapetes e passadeiras palacianos.


Assim, a jovem deputada “comunista” fez o seu debut oratório no parlamento brasileiro, pedindo ao patronato midiático da província licença para existir política e eleitoralmente. A parlamentar quer concorrer à prefeitura municipal de Porto Alegre na próxima feira eleitoral. No discurso abaixo ela mostra na íntegra a sua de-formação político-ideológica, e como o hilário protagonista do Samba do Crioulo Doido do imortal Stanislaw Ponte Preta, atravessa um Maquiavel-a-la-minuta na fala e depois espeta um Pierre-Bourdieu-requentado na conversa tão fluída quanto confusa.


Noves fora os esbarrões e orelhadas pseudo-culturais, Manu cumpre o seu desiderato: puxa solene e desavergonhadamente o saco escrotal dos dirigentes do grupo midiático-político-eleitoral RBS. Entregou a rapadura, como se diz no centenário Bar Naval, aquela reserva etílico-moral de sábios e doutos do Mercado Público de Porto Alegre. E quem entrega a rapadura antes das eleições – digo eu mesmo, por conta e risco – entregará o canavial inteiro depois...



Leia o discurso da deputada aqui.