segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Barulhinho Bom


A Pipodélica colocou na rede um hotsite para disponibilizar um disco virtual: Infinito, uma coletânea de versões gravadas pelo grupo de músicas " consagradas de outros artistas/bandas - cada uma com sua história - gravadas por nós e posteriormente usadas por diferentes pessoas em CD, k7, em filme".

Na lista tem Beatles, Kraftwerk, Ultraje a Rigor, Jorge Ben, Cartola e Odair José. Este último tem a sua "A Viagem" gravada com humor, sotaque, guitarra 12 cordas, psicodelia. "Quero que você seja livre de fato, seja dona dos seus próprios atos" canta o Batata com altas vibe "fragrância do movimento".

Ilha do Som

Tão achando que é lenga-lenga ou exagero quando eu, o Espíndola, Jean Mafra e outros falamos que a música de Floripa vive um momento efervescente?


Pois minha querida amiga Ive Luna, vocalista, flautista e compositora do grupo Cravo da Terra acaba de ganhar o troféu Cata-Vento, eleita a melhor cantora da música independente por um júri de especialistas da área.

O prêmio foi criado por Solano Ribeiro, produtor e apresentador do programa Nova Música do Brasil, da Rádio Cultura AM de São Paulo.

Só pra situar um pouco, " Solano Ribeiro foi o idealizador e realizador dos grandes festivais da MPB, sendo o primeiro na TV Excelsior, quando revelou Elis Regina, e os demais na Record, Globo, Tupi e TV Cultura, realizado em 2005. Como diretor de musicais para a TV realizou, entre outros, o "Som Livre Exportação", na Rede Globo, até hoje recorde de público para musicais em recinto fechado (100 mil espectadores no Anhembi - São Paulo). Dirigiu vários documentários para a TV Alemã, tendo sido premiado em um importante Festival Europeu de Televisão, pela realização do musical que tem por título: Novos Baianos FC ".

Solano foi ainda ator do Teatro de Arena e cantor da banda The Avalons, do guitarrista e tocador de banjo Dudu, atualmente morador de Floripa e em plena forma aos 70 anos. Organizei uma noite com vários amigos guitarristas e seu Dudu esmerilhou, foi o show mais vibrante.

O troféu Cata-Vento premiou também, indiretamente, outro talentoso músico florianopolitano, o violonista Chico Saraiva, que integra o grupo "A Barca" , vencedor na categoria Pesquisa Musical.

O Chico, meu amigo de infância que me ensinou os primeiros acordes, tem no currículo um Prêmio Visa de Música Popular Brasileira - Edição Compositores em 2003 e recentemente compôs a trilha sonora do documentário Seo Chico - Um retrato, que acaba de chegar nas locadoras em DVD. Mas isso é assunto para outro post em breve.

UPDATE 3-09-2007: Foto da querida Paula , da produtora/revista/blog Polifônica.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Tocando o terror



Esta é uma página de um incrível gibi de Planejamento Familiar dos anos 50 sobre o controle de natalidade. Do Comics With Problems. Tem cada doidera lá minha gente. Gibi sobre inalantes, AIDS, drogas, aborto e este sobre a marijuana, uma erva que mata.



Lembrando que é só clicar nas imagens para ampliá-las.

Objetividade imparcial




Esse senhor Ali Kamel, diretor de jornalismo das Organizações Globo, se supera a cada artigo. Neste aqui, uma coluna na página de Opinião do “Globo”, diz ele sobre a cobertura do acidente da TAM : " Consumidores exigentes, grande público e cidadãos conscientes não são três entidades distintas, mas uma única realidade. Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim...".

Lá do blog do Nassif, onde descobri tal texto, tem um comentário de Lu Dias, muito pertinente e que reproduzo:


Caro Nassif

Chega a ser uma piada a explicação do senhor Ali Kamel referente à postura de grande parte da mídia sobre o episódio da TAM.
Penso que nem mesmo um aluno do primeiro ano de jornalismo seria tão ingênuo (para não dizer imbecil).
Fico imaginando a postura de uma cabeça dessas à frente de uma indústria farmacêutica. Iria parar no xilindró ao “testar suas hipóteses”, depois de levar, irresponsavelmente, muitas pessoas à morte.

Qualquer cidadão, por mais rudimentar que seja o seu saber, tem consciência de que testes são sempre sigilosos até que se tenha a comprovação da verdade.
Explicitemos para o senhor Ali Kamel alguns exemplos bem singelos:

1 – O professor somente dá a nota do teste, ao aluno, após a confirmação do número de seus acertos e erros. Até então permanece calado.

2 – O médico somente dá o diagnóstico da doença, ao paciente, após a comprovação dos resultados dos exames feitos. Até então evita levar cliente ao desespero precoce.

3 – O instrutor somente dá a notícia de sua aprovação ou não, ao futuro motorista, após o término do exame de rua, quando não mais será capaz de afetar o seu raciocínio e sua concentração. Até então o bom senso prevalece.

4 – O atleta somente é avisado de seu lugar no pódio, após a apresentação de todos os atletas concorrentes. Até então o sigilo permanece.

5 – A futura mamãe somente tem certeza do sexo de seu esperado rebento após a confirmação do exame de ultra-som. Até então não compra roupinhas cor de rosa.

6 – O candidato político somente tem certeza de sua vitória após a abertura das urnas. Até então permanece discreto. Nada de poses de vencedor.

Nenhum dos personagens, acima citados, baseia seus resultados em hipóteses, levando em conta umas coisinhas bem conhecidas:
Ética
Profissionalismo e
Responsabilidade.

SERIA PEDIR MUITO AO SENHOR ALI KAMEL E A SEUS COLEGAS?

Eu Bebo Sim




Allan Sieber, no seu blog que tem um dos melhores nomes de blog que conheço: Allan Sieber Talk to Himself Show.

Daí Caio, não é o parente violento do Andrade?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Rumo ao Rio



Salve minha gente. Finalmente minha conexão foi reativada e volto a blogosfera. E pra começar uma boa novidade do Clube da Luta: confirmada a realização de dois shows no Rio de Janeiro.

No dia 20 de agosto apresentam-se Coletivo Operante, Andrey e a Baba e Aerocirco com a costura bonita do DJ Zé Pereira e no dia 27 é a vez de Gubas & Os Possíveis Budas, Tijuquera e Samambaia.

Os shows acontecerão num dos palcos mais legais da cidade maravilhosa, o Teatro Odisséia na Lapa.

Vamos lá amarrar nossa tarrafa no obelisco.

E hoje tem Clube da Luta no Café Fios e Formas.


Vai pra casa Padilha!



Bem que outro dia um amigo, que atua na esfera da política, me falou que era só terminar o recesso parlamentar que vinha chumbo grosso contra o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB). A cada dia cresce a pressão pro lado dele e muita lama da Moeda Verde tá respingando. Certas forças políticas vão lutar pelo impeachment.

Na foto ele está de mãozinha dada com seu ex-líder na Câmara, o vereador cassado Juarez Silveira, que teve seus bens e contas bancárias bloqueados, isto é, somente aqueles que não estão em nome de laranjas ou da família. A Justiça concedeu uma liminar em resposta à uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por ato de improbidade administrativa.

Me and the Devil



Keith Richards está escrevendo uma autobiografia agendada para sair em 2010. A Associated Press divulgou que o Stone Highlander vai receber 3.6 milhões de libras dos editores Little, Brown and Company. Dando uma forcinha está o escritor e amigo James Fox.

Vou ler só pra saber o que ele diz sobre subir naquele coqueiro.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Procon neles!

Pessoal. Mudei de residência e, por tabela, de provedor, e só digo uma coisa: a NET é uma merda. Estou sem internet desde o sábado de manhã até o presente momento. Assim que as coisas voltarem ao normal coloco novos posts no ar. Agradeço a visita e até breve.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

" A reinvenção de Floripa"

Bem no mood de hoje aqui no blog, trago comentário postado anteriormente pelo amigo Rodrigo Lóssio.

"A informalidade é a grande característica no turismo da capital. A prefeitura arrecada, por exemplo, com o setor de tecnologia duas vezes e meia mais do que com Turismo. Tecnologia é uma indústria formal, com mão de obra qualificada, salário acima da média no município e, acima de tudo, não poluente. Se querem incentivar o turismo, que pensem antes o que fazer e não deixem na mão dos empresários".


Outro dia li ainda no excelente blog do Rodrigo, o Impressão Digital, um post relativo à uma matéria da revista Exame sobre o potencial do pólo tecnológico de Florianópolis. Escrita por Malu Gaspar, a matéria é bem interessante e conta com algumas ótimas informações. Segue um trecho com destaques meus em negrito:

"A imagem que muitos brasileiros e estrangeiros costumam ter de Florianópolis é a de um lugar perfeito para passar férias, com belas praias, boa comida e povo hospitaleiro. De fato, o visual encantador e a posição de sede do governo de Santa Catarina sempre sustentaram a cidade, mas ela nunca foi a economia mais importante do estado.

Mas, nos últimos anos, a ilha dos manezinhos, como são conhecidos os habitantes de Florianópolis, transformou-se num centro de inovações tecnológicas e empreendedorismo que a colocaram no radar de instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Talvez por isso, no ano passado, a revista americana Newsweek incluiu Florianópolis na lista dos centros urbanos mais dinâmicos do mundo.

Graças à feliz combinação de boas universidades, qualidade de vida e incentivos fiscais, o setor de tecnologia, que até 2001 não estava nem entre os cinco mais importantes da economia local, passou o turismo e hoje é o maior pagador de impostos em Florianópolis.

Com o avanço da nova economia, há três anos o produto interno bruto da cidade pela primeira vez ultrapassou o da industrializada Blumenau -- atualmente, fica atrás apenas do PIB de Joinville. São evidências de que a cidade conseguiu reinventar sua vocação econômica e hoje colhe os frutos dessa empreitada".

"A Ilha inexistente"



No embalo do post anterior cito alguns trechos ( com destaques meus em negrito) de um artigo do professor da UFSC, Fábio Lopes da Silva, publicado no Caderno de Cultura do DC no dia 21 de julho. Leia na íntegra aqui.


"Assim como grande parte dos que habitam Florianópolis, só vim a morar na cidade quando já ingressara na vida adulta. À semelhança de muitos de meus concidadãos, fui escolarizado, portanto, em outras paragens - experiência que, para mim (e, suponho, para tantos outros), soa, retroativamente, muito estranha. Refiro-me, em particular, ao que acontecia nas aulas de geografia. É que nelas eu era apresentado a um mapa do Brasil do qual a Ilha de Santa Catarina não constava. A Ilha de Marajó estava lá, do mesmo modo que Fernando de Noronha. Mas o lugar que, ao fim de alguma errância, escolhi para viver simplesmente não era representado, como se não existisse".


"Ilhas, mesmo as desenhadas em mapas escolares, já têm qualquer coisa de irreal. Cercadas de água por todos os lados, elas tendem, por isso mesmo, a despertar em seus habitantes ou visitantes um sentimento de desconexão, de perdição. "Pedacinho de terra perdido no mar", diz, aliás, um verso famoso do rancho que serve de hino à cidade: caracterização muito precisa do que é esta ilha; descrição ainda mais pertinente de Florianópolis depois que a Ponte Hercílio Luz foi desativada e passou a assombrar as pontes novas, como que a lembrar-nos da precariedade de nossos vínculos com o Continente, ainda que a estrutura desses vínculos tenha, supostamente, a solidez do aço (o apagão que, recentemente, se abateu por dias sobre a cidade é outro fantasma dessa precariedade)".


"Já observei, em outros ensaios, que, em Florianópolis, se dissemina uma espécie insólita de cidadania, em cujos termos somos como que turistas permanentes (uma boa evidência disso - nem de longe a única - é dada, por exemplo, pelo número de indivíduos que residem há anos na cidade sem que seus títulos eleitorais sejam transferidos para cá). Nos mesmos ensaios, observei, ademais, que, coalhada desses turistas permanentes, Florianópolis - ou melhor, Floripa - não chega a ser propriamente uma cidade. É, antes, uma paisagem pela qual circulamos como em um interminável city tour. Melhor ainda: Floripa é, a rigor, menos que uma paisagem, menos que um conjunto de praias e montanhas em que prédios e casas, como a Ponte Hercílio Luz, são quase uma ilusão de ótica. Floripa, no limite, é um cenário - algo como uma Disneylândia subtropical".



Foto de Daniel Conzi/DC

Questão de prioridades

A edição do DC do último sábado trouxe uma nota na seção Informe Econômico que me chamou a atenção. Nela está uma afirmação do novo superintendente da Floram ( Fundação Municipal do Meio Ambiente), Itamar Bevilacqua. Diz ele que a parceria com a ONG FloripAmanhã é "fundamental". Um trecho:

Segundo ele, a ONG reúne uma parcela participativa da comunidade e será parte importante do projeto estratégico de gestão da Floram daqui pra frente.


Hum, pra mim aí tem. Dentro da "parcela participativa da comunidade" desta ONG, estavam vários presos pela Polícia Federal na Operação Moeda Verde. Será que ainda estão lá e ditam regras? Coisa pra ficar atento.

A nota ainda informa que desde 2006 para cá a FloripAmanhã viabilizou junto à iniciativa privada, 44 adoções de praças e locais públicos e outras 14 estão em negociação.

Não sou contra deixar a cidade mais bela mas tem coisa muito mais importante para uma ONG, que é citada como "fundamental" , fazer por Florianópolis do que plantar flores e cortar grama.

Lembrei-me de assistir a um empresário que adotou uma praça falar para o Ricardinho Machado numa entrevista para a TV, sobre como essas ações são muito importantes para os turistas que visitam Florianópolis.

Bem a cara da nossa elite que quer a cidade para ganhar dinheiro com o turismo e quem mora aqui que se f...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Ilha da Fantasia

O amigo Renê Müller, que assumiu interinamente a coluna do Cacau Menezes no DC, mandou essa interessante notícia hoje.


"O painel que o professor Helton Eduardo Ouriques, da UFSC, apresentará no seminário Floripa Real, que começa hoje, na Assembléia, vai render. Ouriques estuda o modelo turístico da Capital há mais de 10 anos e mostra dados para afirmar que o setor turístico gera poucos empregos formais, de baixa remuneração, e traz grandes prejuízos ao meio ambiente. Vai contra toda a mobilização dos empresários do setor".



Deve ser um belo trabalho pra derrubar mais um dos mitos que existem em Florianópolis.

Boa pedida para um domingão invernal





Mais uma edição do Sopão de Filmes. Só clicar para ampliar a imagem.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

"Sou velho mas gosto de viajar"



Ontem estive na casa do Márcio Leonardo - baixista da Pipodélica e fabricante de cases alucinantes - e pude conferir uma prévia do novo disco da banda. E tá muito legal. O rock pipodélico evoluiu, cheio de nuances e psicodelias enxutas. Aguardamos pelo lançamento ainda neste segundo semestre.

No dia 27 de julho eles apresentam algumas das novas canções num pocket-show semi-acústico na Livraria Saraiva do Iguatemi. Bora lá.

Música Independente


Segue aí uma belíssima dica de Pedro Alexandre Sanches na caixa de comentários de seu blog, também conhecida como "a janela vermelha", um dos melhores cantos desse mar internético. É um texto do antropólogo Hermano Vianna, publicado no site Overmundo.

"Eu estava em Manaus, lá por volta de 1997, quando ouvi Chimbinha pela primeira vez. As rádios locais só tocavam brega paraense. Logo a sonoridade característica da guitarra, em todas as músicas, chamou a minha atenção. Era um dedilhado barroco, cheio de floreios, mas muito claro e seguro. Anotei o nome de alguns dos artistas, para procurar os CDs. Naquele tempo, ainda havia muitas lojas de discos, que vendiam os produtos oficiais, com encarte e ficha técnica. Percebi, em todos eles, o crédito para o mesmo guitarrista: Chimbinha. Como estava fazendo a pesquisa para o projeto Música do Brasil, e minha próxima escala seria Belém, resolvi procurar o cara. Foi fácil: todo mundo nos estúdios paraenses sabia onde encontrá-lo.

Chimbinha me deu de presente seu CD solo, chamado Guitarras que Cantam, hoje uma raridade que deveria ser relançada para os fãs conhecerem suas origens. Era um disco de guitarrada, claramente herdeiro das invenções dos mestres Vieira e Aldo Sena, que foram muito populares em toda a Amazônia no início dos anos 80, antes da febre da lambada. Sou fã de guitarrada - então foi fácil ficar fã do Chimbinha. As músicas Dançando Calypso e Na Levada do Brega, que abrem o Guitarras que Cantam, estão entre as minhas favoritas de todos os tempos. Elas aparecem tocadas ao vivo num dos episódios do Música do Brasil que passou na MTV e na TVE.

Fiquei fascinado com a movimentação musical em Belém, ainda totalmente desconhecida no sul do país. Escrevi o seguinte texto para o livro de fotografias do Música do Brasil:

"O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. Tudo começou com a jovem guarda, e sua adaptação do rock internacional para o gosto popular nacional. Quando Roberto Carlos colocou em segundo plano as guitarras elétricas e se transformou em cantor romântico acompanhado por orquestras, a fórmula inventada pela jovem guarda se descentralizou, primeiro passando pelo Goiás de Amado Batista, depois pelo Pernambuco de Reginaldo Rossi, até chegar ao Pará do ex-governador Carlos Santos, também cantor brega, autor de dezenas de discos.

Hoje Belém é a capital do novo brega. Centenas de CDs são lançados anualmente, a princípio para um consumo regional, mas que começa a atingir também o público nordestino. Os músicos locais já nem chamam o que fazem de brega, dizem que é "calipso", música mais "sofisticada".

O marco do nascimento do calipso - não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago - foi o sucesso Ator Principal, lançado por Roberto Villar em 1996. De lá pra cá, os discos do novo brega de Belém são produzidos com maior cuidado, as guitarras são dobradas, e o ritmo se acelerou. Algumas pessoas se destacam no meio da profusão amazônica de novas estrelas.

Chimbinha, com 23 anos, tocou guitarra em mais de 200 CDs, só em 1997. É uma das maiores revelações entre novos músicos brasileiros de qualquer estilo, sendo herdeiro direto das invenções de Renato dos Blue Caps - que criou o chacumdum da guitarra brega ao ser obrigado a tocar num disco de bolero, sem saber tocar bolero - e das guitarradas de Vieira"...


Leia na íntegra aqui. Recomendo e muito.

Cuidado com o Bulldog


Uma das minhas prediletas.

PQP



Vejam só essa. Um amigo meu, professor de cursinho, foi despedido por exibir o clássico de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica, aos seus alunos. Isto aconteceu em Lages na Serra Catarinense. Uma aluna, revoltada com as cenas de ultra-violência e sexo, ficou de costas para a tela. Deu azar de ser filha de um outro professor do colégio. O caso chegou nos ouvido do dono e kaput.

A idéia era debater a violência à reboque dos últimos acontecimentos, como o caso dos cariocas que espancaram uma mulher que estava no ponto de ônibus.

É pra mim mais um sinal de quão careta este mundo está ficando. Coisa que só se torna mais forte desde 11 de setembro de 2001.

Como disse, bem a calhar, o Luiz Carlos Azenha :


"Enquanto vocês contam as medalhas de ouro do Brasil, não deixem de notar o que REALMENTE pode mudar a nossa vida de maneira dramática.

A Rússia se retirou dos acordos que limitavam o número de tropas no continente europeu, em resposta à decisão americana de instalar bases de lançadores de foguetes na Polônia e na República Tcheca?

E eu com isso?

É a Guerra Fria 2, no ar, que provocará uma corrida armamentista na Rússia e nos países fronteiriços aliados dos Estados Unidos.

No Paquistão, o governo do general Pervez Musharraf está cai-não-cai.

A guerra imperial do Bush no Iraque eliminou os moderados do cenário político.

Agora é extremista contra extremista.

E você com isso?

Já imaginaram se um regime islâmico fundamentalista assume o poder no Paquistão armado com bombas nucleares?"