quarta-feira, 4 de julho de 2007

Música sem fronteiras




Uma jam session altamente improvável. Ian Anderson, flautista do Jethro Tull e Jack Bruce, baixista do Cream que aqui está no piano elétrico, tocam com a banda de Fela Kuti em Munique, Alemanha, em 15 de novembro de 1983. Fela mostra o que se faz de verdade com um sax-soprano, instrumento que teve sua dignidade enchovalhada por um palhão como o Kenny G.

Boa leitura

Chegou hoje às bancas a revista Brasileiros, organizada pelos jornalistas Hélio Campos Mello, Nirlando Beirão e Ricardo Kostcho. Já dei uma olhada na prévia disponível no site. Tá duca.
Grandes reportagens e perfis de gente ilustre e desconhecida, retratos desse Brazilzão, histórias bem contadas, enfim, Jornalismo com J maiúsculo.

O número 1 traz na capa o ator Lázaro Ramos e uma matéria exclusiva sobre preconceito no Brasil feita a partir de uma pesquisa encomendada pela revista ao Ibope. Tem a Ternurinha Wanderléa resenhando o novo disco do Erasmo Carlos, uma entrevista com Gay Talese, perfil da atriz Tainá Müller - que estrela o mais recente filme de Beto Brant, Cão Sem Dono - e outras cositas más. Confere que tá massa.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

With a little help from my friends ( e da Lua)





A previsão do tempo indica um sábado de sol e frio em Florianópolis. E com Lua Cheia!

Bora lá na festinha que não tem hora pra acabar. É no Clube da Sinuca, com direito a um deck enorme pra ver a lua de frente pra Lagoa da Conceição. Trilha sonora esperta pilotada pelos dejotas Erlon, Zé Pereira e este que vos escreve, que é o aniversariante da noite.

O Clube da Sinuca fica na Rua Henrique Veras do Nascimento, 255, em frente ao Posto Galo na Lagoa. O local já abrigou o antológico Boulevard e a boate Conceição Night.

Ontem estive lá na inauguração e os comentários gerais foram de aprovação ao bar. Tem tudo pra se tornar referência na noite dessa Ilha cruel e ingrata.

"O importante é aparecer bonito na fotinho da coluna social" *





É mole? Marcos Espíndola que me deu o toque e muito justamente comentou na Contracapa de hoje. Rapaziada antenada tentou trazer o ex-baixista dos Sex Pistols, Glen Matlock para Floripa e esbarrou num muro de completa ignorância. Os "produtores" de casas noturnas ou não responderam à proposta ou sequer sabiam quem eram os Sex Pistols. É muito esculacho e mão de obra desqualificada. Bora criar um curso de produção e história do rock no Senac minha gente! Chama o Jack Black!

Glen Matlock saiu dos Sex Pistols pouco depois das gravações do antológico Never Mind The Bollocks, no qual tem co-autoria de 10 das 12 músicas, expulso por Johhny Rotten. Segundo a lenda o motivo foi ele gostar de Beatles e Abba e não ter uma "atitude" punk. Em seu lugar entrou Sid Vicious, que não sabia tocar uma nota sequer mas tinha o look e a atitude que a banda buscava.

Glen estará discotecando no Brasil em julho e depois segue para Buenos Aires, passando por cima de Floripa. As casas noturnas daqui são muito pródigas em trazer "o melhor DJ do mundo pela revista tal", que no fundo é um zé-mané qualquer que a raça engole e desperdiçam uma chance dessa. O negócio deles é como diz o título deste post, gentilmente cedido pela minha rubra.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Um lugar do caralho




Esta quinta, dia 28 de junho, marca a inauguração do Clube da Sinuca, um novo local para se divertir em Floripa. Localizado na Lagoa na Rua Henrique Veras do Nascimento, em frente ao Posto Galo, num ponto histórico da noite de Floripa: o antigo Boulevard da Lagoa.

O bar tem a proposta de abrigar a cultura local. Na abertura poderão ser conferidos o trabalho da artista plástica Crica Gadotti, a música da Felixfônica e a discotecagem do DJ Zé Pereira da Nação Balanço, além é claro de um delicioso caldinho de feijão, mesas de sinuca, um deck à beira da Lagoa, cervejas, drinks e petiscos clássicos a um preço camarada.

A boa vibe do lugar e da equipe que toca o empreendimento me levaram a escolhê-lo para fazer a minha festa de aniversário no próximo sábado, dia 30. Eu e mais alguns DJs da pesada, Zé Pereira, Emerson Gasperin e Erlon vamos botar pra ferver e fazer uma baita festa. Conto com vocês lá.

terça-feira, 26 de junho de 2007

" Quando a Música toca, tremem as muralhas da cidade"*

Na última quinta, dia 21 de junho, solstício de verão no hemisfério norte, Nova Iorque juntou-se pela primeira vez à mais outras 300 e poucas cidades de 108 países e fez uma celebração musical. O evento Make Music New York levou os músicos para as praças, calçadas e parques e a Música tomou conta do espaço público. Foi a estréia nova-iorquina na Fête de la Musique, que se originou na França em 1982, através de uma iniciativa do então ministro da Cultura Jack Lang. Foi tão boa a idéia que se espalhou pela Europa, e depois pelo mundo. Abaixo um pequeno vídeo mostra um pouco o que é a Fête de la Musique.



Fiquei sabendo desse festerê através do blog Brooklin Vegan que tinha o link para o site www.makemusicny.org, que conta toda a história e explica a idéia clara, objetiva e sucintamente. Lá somente em inglês mas mais ou menos é isso aqui, com alguns destaques meus:



Qualquer músico pode participar. Amador, curtidor ou renomado. O músico aí do lado participou e conta um pouco no seu blog, o Waved Humor.

Quem organiza este evento gigantesco? Um grupo de produtores que levou a idéia para o Comitê dos Cidadãos de Nova Iorque. Assim foram envolvidas várias comunidades em toda a cidade, que receberam apoio para realizar cada uma o seu Make Music.

Onde os músicos tocam?

A maioria dos músicos apresenta-se nos 19 mil quilômetros de calçadas da cidade. A organização cuida das permissões e os músicos não precisam lidar com nenhuma papelada. Bandas de rock tocam na calçada do seu prédio. Quartetos de Cordas tocam Bach em frente à mercearias. Quase tudo é possível, apenas é pedido que os músicos tenham alguma conexão com o local da apresentação.



Como encher a cidade de músicos?

A organização faz parcerias com bandas, orquestras, escolas de Música, lojas de instrumentos, corais e coordena os espaços para os artistas.

Ninguém é pago para tocar. Nem ninguém paga para tocar. Os organizadores do evento simplesmente agilizam as permissões, coordenam os shows, e divulgam com dezenas de milhares de cartazes, um site interativo e 50 cantores voluntários que circulam pela cidade com cartazes que anunciam "Em 21 de junho Make Music, New York!", além de outras estratégias de marketing.

A maioria dos músicos toca de graça mas artistas e espaços são bem-vindos para fazerem qualquer arranjo financeiro que quiserem, desde que os shows aconteçam ao ar livre e sejam gratuitos, abertos para todos.

O que acontece se chover?

Se chover os concertos das calçadas podem ser feitos em portarias de prédios, em entrada de lojas, em halls de shoppings. Neste caso apenas é pedido que uma porta ou janela seja aberta para que a Música possa ser ouvida nas ruas.


Adaptando à nossa realidade tá na hora de fazermos algo semelhante. Bora lá gente! Aqui o solstício de verão é dia 22 de dezembro.


* Platão.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Um outro lado de Raul Seixas





Raul Santos Seixas marcou a música e a cultura brasileira profundamente. O clássico "Toca Raul!", sempre berrado nos bares da vida, antes de denegrir o artista é uma demonstração da força do espírito e da qualidade perene da obra de Raulzito, como o artista era conhecido na Capital soteropolitana dos anos 60.

Raulzito e os Panteras eram na época a banda mais quente do pedaço em Salvador e acompanhavam todos os artistas da Jovem Guarda que faziam shows na Bahia. Um deles, Jerry Adriani, se tornou grande amigo de Raul e incentivou o grupo à ir para o Rio de Janeiro. Gravaram na Cidade Maravilhosa um disco que não deu em nada, separaram-se e Raulzito voltou para a Bahia, deprimido e recluso.

A história de Raul na música brasileira teria terminado aí não fosse por Jerry Adriani, ele de novo. Com o fim da Jovem Guarda, o cantor buscava uma nova sonoridade, um novo caminho e indicou Raul para Evandro Ribeiro, chefão da gravadora CBS, para ser seu produtor. Raul retornou então ao Rio e tornou-se funcionário da Columbia Broadcasting System. Esta fase super criativa de sua biografia: O período Raul Seixas/Raulzito compositor de "iê-iê-iê realista" e produtor da CBS (atual Sony BMG), permanece pouco conhecida, ofuscada pela imagem "maluco beleza" e pelo tremendo sucesso do cantor-ator Raul Seixas.





Na CBS, entre 1968 e 1972, Raul produziu e compôs para Jerry Adriani, Diana, Ed Wilson, Renato & Seus Blue Caps, Leno e outros, até que resolveu voltar a ter uma carreira como artista e lançou o genial Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das Dez, com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star.

Como um presente para meus festivos e festivas amigas este blog traz a coletânea Esquerda Festiva apresenta: Raul Seixas Produtor & Compositor, com gravações de Jerry Adriani, Renato e seus Blue Caps, Leno, Sérgio Sampaio, Alcione e Fábio. Segue a lista.

1- Jerry Adriani - Doce, Doce Amor ( Raul Seixas)

Um dos maiores sucessos do disco Pensa em Mim, de 1971, produzido por Raul.

2 - Jerry Adriani - Eu Sou Assim (Almir Ricardi/Frankye Adriano)

Balada soul composta por Almir Ricardi e pelo cantor Frankye da dupla Tony & Frankye. Lançada no disco Jerry, de 1970.

3 - Jerry Adriani - Não Vou Deixar Você Fugir (César)

Do disco Jerry de 1970.

4 - Jerry Adriani - O Seu Táxi Está Esperando (Raulzito)

Outra balada soul presente no disco de 1970.

5 - Jerry Adriani - Preciso de Você Agora ( Getúlio Côrtes)

Composição do autor de Negro Gato e irmão de Gérson King Combo, Getúlio Côrtes. Tem um clima Beatles, com a levada clássica, os coros e uma guitarra fuzz sensacional. Do disco de 1970.

6 - Jerry Adriani - Se Pensamento Falasse ( Raulzito)

Mais uma composição de Raul que está no disco de 1970. Com uma guitarra solo carregada de fuzz que provavelmente deve ser de Renato, já que os Blue Caps eram uma das bandas de apoio mais usadas pelo produtor Raul Seixas.

7 - Jerry Adriani - Tudo Que É Bom Dura Pouco ( Raulzito)


Uma guitarra de 12 cordas dá o clima Beatles nesta composição de Raul do disco Jerry Adriani de 1969.

8 - Leno - Por Que Não (Leno)

Rockzão stoniano presente no disco de Leno " Vida e Obra de Johnny McCartney" de 1971. Censurado na época foi lançado em CD pelo próprio Leno em 1995.

9 - Leno - Sentado no Arco-Íris (Leno-Raulzito)

Mais uma do disco censurado de Leno. Segundo ele, Raul lhe contou que foi a primeira letra da qual sentiu orgulho de ter feito. Raul ainda faz os backing vocals na faixa.

10 - Leno - Sha-la-la ( Raulzito)

Produzida e composta por Raul, está na coletânea As 14 mais volume XXIV de 1970.

11 - Renato & Seus Blue Caps - Se Eu Sou Feliz, Por Que Estou Chorando? (Leno- Raulzito)

Também presente na coletânea As 14 Mais volume XXIV de 1970.

12 - Leno - Johhny McCartney (Leno - Raulzito)

Uma das 4 músicas do disco Vida e Obra de Johhny McCartney aprovadas pela Censura e lançadas num compacto duplo em 1971. Raul cômpos, produziu e canta os backing vocals.

13 - Sérgio Sampaio - Não Tenha Medo Não ( Rua Moreira 65) (Sérgio Sampaio)

Em 1973, já na gravadora Philips para onde levou Sérgio Sampaio, Raul produziu o primeiro disco do artista, Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua, que contém esta e outras 11 músicas.

14 - Alcione - Planos de Papel ( Raul Seixas)

Lançada em 1973 pela Som Livre, a trilha sonora da novela global O Rebu foi toda composta por Raul e Paulo Coelho. De lá vem esta faixa interpretada pela Marrom.

15 - Fábio - Se O Rádio Não Toca ( Raul Seixas - Paulo Coelho)

O cantor paraguaio radicado no Brasil interpreta esta música da dupla Raul e Paulo Coelho que também está na trilha de O Rebu. Posteriormente foi também gravada por Raul.

Nem tudo que vem do Texas é ruim




Freddie King tocando com feeling e malandragem "Guetto Woman".

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bando de canalhas travestidos de músicos




Dou aqui com algum atraso mas é importante comentar a decisão da Justiça, que determinou a abertura da caixa-preta da Ordem dos Músicos do Brasil.

A instituição humilha e explora os músicos em todo o território nacional e é uma vergonha para a profissão. Em sua maioria os conselhos estaduais são presididos e geridos por militares. A maioria não sabe distinguir um dó de um mi. Lá a coisa funciona assim, pagou tá dentro.

Essa máfia encastelada na OMB está roendo o osso desde 1964!!! A revista Carta Capital publicou um editorial sobre o assunto, reproduzido pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches em seu blog, e que reproduzo também aqui:

A OMB SOB JULGAMENTO

Se quiserem obedecer à Justiça, os diretores do conselho regional carioca da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) terão de apresentar provas de suas aptidões musicais ao juiz federal Adriano Saldanha Gomes de Oliveira. É o mesmo que eles têm exigido dos músicos brasileiros desde a criação da OMB, apesar de CartaCapital ter provado, na edição 185, de 17 de abril de 2002, que é possível obter registro sem ter nenhuma aptidão musical. Agora, o feitiço virou contra os feiticeiros abancados na autarquia desde a instauração da ditadura militar.

A determinação do juiz, publicada em 5 de junho passado, atende a uma ação popular movida no Rio de Janeiro pelos músicos eruditos e professores Gabriel Gagliano, Eduardo Camenietzki e Sérgio Barboza, a cantora lírica Patrícia Vilches e o doutor em etnomusicologia Samuel Araújo. A prova de aptidão é apenas um detalhe: a OMB carioca tem o prazo de 15 dias para apresentar em juízo o estatuto da instituição, a listagem de cargos e salários do quadro funcional atual, atas de assembléias e prestações de contas desde 1964 e atas de eleições, entre outros itens.

Um dos objetivos pontuais, segundo os autores da ação, é estancar a prática recorrente da OMB, de antecipar na surdina eleições que, pela lei de criação do órgão, deveriam acontecer todo mês de novembro. "Nós só queremos eleição direta. Muitos desses diretores são militares que ocuparam a burocracia e não sabem tocar nada", protesta Camenietzki, que após começar a criticar publicamente a Ordem enfrentou processo de cassação do registro, vencido em primeira e segunda instância.

O objetivo central do levante contra a falta de transparência da OMB, ainda não conquistado mais de duas décadas após o encerramento oficial da ditadura, é o de democratizar e moralizar a gestão de direitos e deveres dos músicos. Já não era sem tempo, e a palavra agora pertence à OMB.

Baseado em fatos reais, ma non troppo




Meu multimídia comparsa Caio Cezar agora envereda pelo mundo dos quadrinhos. O Caio tá publicando as tirinhas do Andrade na revista Mural. A pedido da Esquerda Festiva ele faz uma breve apresentação do personagem:

Andrade foi inspirado num amigo meu, mas não adianta perguntar quem é porque não digo nem sob tortura. É aquele camarada que você gosta de encontrar pra tomar uma cerveja no boteco, até porque ele está sempre lá. Troca qualquer coisa -até mulher - por um chope da Brahma, um balcão pra apoiar o cotovelo e um macinho de Carlton.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Chacundum, chacundum





Na próxima quarta tenho a honra de ser o DJ convidado na festa Nação Balanço, com a alcunha de DJ Ulaiça, apelido que recebi do bróda Frank Maia e que graças ao Caio, tá pegando.

Ao lado dos mestres Zé Pereira e Marcelo Pimenta vou colocar o povo pra chacoalhar com muito funk-samba-rock-soul. Bora lá people!

E breve anuncio com detalhes a festa do meu aniversário, dia 1 de julho. Só adianto que será num novo ponto alucinante à beira da Lagoa.

Funk brothers soul



E amanhã, terça dia 19 de junho, tem os comparsas da Gubas & Os Possíveis Budas no espaço cultural Sol da Terra. Ótima pedida, estarei lá. Começa às 21 horas.

Que vergonha Santa Catarina!

Eu ia escrever algo sobre o assunto mas o tempo está escorrendo pelas mãos e o jornalista Carlos Damião em seu excelente blog já deu o recado.

Cidade sitiada

Florianópolis é uma cidade sitiada.

Por causa dos movimentos sociais, a Polícia Militar colocou seus homens de elite nas ruas, cercando entradas do calçadão e protegendo a quadra onde fica o gabinete do prefeito.

É interessante observar que esses policiais deveriam na verdade ocupar os pontos críticos da cidade, onde a marginalidade ameaça a população ordeira e concentra seus negócios ilícitos.

Mas não: a PM do governador Luiz Henrique mostra seu serviço à cidade atirando bombas de feito moral contra estudantes e servidores públicos em greve. “Manutenção da ordem social”, é o que escuto dos comandantes.

Combater o crime não é “manutenção da ordem social”?

Tem alguma coisa errada aí. Quando os governantes têm medo do povo, mas pouco se importam com os bandidos, voltamos a Maquiavel...


E no fim de semana li na sua coluna do DC, o jornalista Moacir Pereira - daqueles que adoram uma viagem oficial à Europa - sentando o sarrafo nos grevistas do Serviço Público Municipal e defendendo as ações truculentas da PM. E dizer que esse era o professor da cadeira de Ética no Curso de Jornalismo da UFSC. Disse ele:


A greve dos servidores públicos de Florianópolis deixou de ser um legítimo movimento de reivindicação para se transformar em ação de desordeiros buscando pretextos para praticar ilícitos contra o patrimônio público. Como a paralisação esvaziou-se, contestada pelos contribuintes usurpados, partiram para a ignorância.


Assista esse vídeo e tire sua conclusão.

You may say I'm a dreamer but I'm not the only one




Nunca é demais rever o Godfather of Soul, James Brown. Aqui ele canta a música " World" que foge um pouco do funk pelo qual ele é conhecido e cai num groove a little bit different mas suingadaço como sempre! Repare na cara dos figurantes. Não deve ser fácil ficar indiferente enquanto Brown detona o gogó berrando nos teus ouvidos. Ouça a mensagem.

World

World, tell me what
Happened to the blissed
And world, tell me where's
The love we missed

World, tell me what
Happened to the blissed
And world, tell me
Where's the love we missed

I hope you have a change of heart
Cause we can't go on like this

If we can't love our brothers
And we have lost the love for mother
Cause she said never to be apart
And we move ahead and add
Love to our heart

I never thought good people
Could ever, ever fail
And let the wonderful world
Be like a prison jail

World, tell all the hearts make up
And let everybody drink
From that silver cup

Tell me, where's the
Love we missed
Because we can't
We can't go on like this

Yeah, but sure you can't forsee
When we are lost because
Hope is just too far away
And all the good work of
Many, many good men
Forsake by the dock of the bay

Hit it
Please, give a damn, hey
Be concerned now

Got to have love, lord
Lord, have mercy

Got to be love
It's all we need
I know it right now

I never thought that people
Would ever, ever fail
And let this wonderful world
Be like a prison jail

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Apesar de tudo, um bom fim de semana pra todos!


Foto feita em Havana pelo meu comparsa de banda, Caio Cezar.

Para los que lutam




Eis aí minha gente amiga o Clube da Luta. Tá chegando no dia 23 de junho no Café Fios & Formas. Com as bandas Tijuquera, Jeremias Sem Cão e Os Berbigão.

Após esta edição o Clube da Luta volta a ser quinzenal pra delírio da massa funk-samba-rock-blues-freak-reguera. E tem muitas outras novidades.

Agora apresentam-se uma banda estreante por festa, com mais duas bandas veteranas e a costura bonita e elegante dos DJs. Zé Pereira e Ariela Grubert da Floripaorama e Nação Balanço estão produzindo em parceria com as bandas. O segundo semestre de 2007 veio à foguete e vamo que vamo!

Gente Nefasta




Cada dia que passa fico com mais nojo desse governo de Santa Catarina. É muito esculacho. Olha só mais essa canalhice. Com a cortesia do mestre César Valente, de cujo blog transcrevo.


No Diário Oficial do Estado, do dia 15 de junho, na página 35, está publicado um ato muuuito interessante. Trata-se da “Inexegibilidade 001” da Secretaria de Estado da Educação, para renovação de assinaturas dos jornais Diário Catarinense e A Notícia.

Ali se informa que todos nós, contribuintes catarinenses, pagaremos à RBS, R$ 2 milhões (isto mesmo, dois milhões de reais!), para que os dois jornais do grupo sejam distribuídos nas escolas. Lá não se informa por quanto tempo são renovadas as tais assinaturas, nem o número de exemplares que estamos pagando.

“Inexigibilidade” deve referir-se ao fato de que o grupo de comunicação premiado com essa esmola de dinheiro público, detém o monopólio virtual dos meios de comunicação impressos e, por isso, não há necessidade de se fazer qualquer licitação ou coleta de preços. Paga-se o que foi pedido e colabora-se para consolidar o monopólio, mostrando às pobres crianças catarinenses que não existem outras fontes de informação.

Tudo feito com o nosso dinheiro, que só anda escasso para abastecer as viaturas policiais e para fazer os serviços do Estado funcionarem adequadamente.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Loucura pouca é bobagem




Dá só uma olhada no cover que esses malucos fizeram da melhor canção de 2006, Crazy de Gnarls Barkley. Os caras substituiram o vozeirão do Cee-lo por um theremin, o primeiro instrumento eletrônico que existiu, inventando em 1919. A coisa bruxólica permite criar sons com as mãos manipulando o campo eletromagnético.

Composto por dois osciladores de frequências de rádio e duas antenas de metal, o músico precisa apenas mover suas mãos em volta das duas antenas, que controlam seu tom e volume. Seus sons são captados e transmitidos através de um amplificador.

Confere que é massa.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"Recordar é viver: Pecados da Mídia"





Transcrevo do blog RS Urgente.


No dia 28 de setembro de 1970, o general Emilio Garrastazu Médici cassou a concessão da TV Excelsior, emissora que foi líder de audiência nos anos 60 e que apoiou o governo de João Goulart. A Excelsior deu partida às telenovelas na tv brasileira e introduziu um padrão técnico que mais tarde seria copiado pela Globo. Atravessando dificuldades financeiras, a Excelsior teve sua concessão cassada pela ditadura. Depois do dia 28 de setembro de 1970, a programação continuou por mais dois dias em São Paulo e no Rio de Janeiro, até que o Ministério das Comunicações retirou o cristal responsável pelas transmissões. A maioria dos artistas que trabalhava na Excelsior foi para a Globo, que ainda engatinhava nas novelas. Com o fim da Excelsior e a crise da Tupi, a Globo passou a reinar praticamente sozinha. Inútil procurar por um editorial da Globo criticando a cassação da concessão da Excelsior. Aliada da ditadura militar, a empresa aproveitou o episódio para crescer.



A Excelsior chegou a deter mais da metade das ações da TV Gaúcha de Porto Alegre (inaugurada em 29 de dezembro de 1962), em composição com a família Sirotsky. Em 1964, 75% das ações da emissora são vendidas, devido a problemas financeiros ao grupo Simonsen, proprietário da Excelsior. Em 1968, Maurício Sirotsky conseguiu recuperar o controle da emissora, comprando-a de volta, integralmente. É desnecessário também procurar algum editorial do jornal Zero Hora, da RBS, criticando a cassação da concessão da Excelsior, em 1970. Fundado em 1964 para substituir o jornal Última Hora, também fechado pelo regime militar, Zero Hora apoiou a ditadura militar, inclusive com editoriais destacando o papel cívico do golpe de 1964. Seguindo os passos da Globo, a RBS lançou as bases para seu império empresarial no sul do país, beneficiando-se de suas relações com o regime militar. Ao final do período da ditadura, a RBS havia se tornado a principal empresa de comunicação da região Sul, em estreita parceria com a Globo.

Homenagem ao Reinaldo Azevedo, ao Diogo Mainardi...



Do fantástico Laerte.