sábado, 14 de abril de 2007

Toma FHC




A coalizão do Lula para o segundo mandato tá foda! A costura juntou de tudo nesse governo. Vamos estar de olho mas o prazer de ver os tucanos abrirem o bico pra dizer "Estamos aniquilados" é bom demais né não? Tamos muito mal de oposição agora só com esses "Democratas" e alguns ex-esquerdistas, tipo o Gabeira.

Luís Weis escreveu no Observatório da Imprensa sobre a repórter da Folha que entrou com um gravador "no festivo jantar do presidente Lula com as duas centenas de políticos - ministros, deputados, senadores, governadores e outras excelências - que compõem a elite pemedebista, anteontem à noite." O presidente discursou soltinho e veio com frases assim: "São as circunstâncias históricas que permitem que, em determinados momentos, a gente seja mais progressista, mais conservador, que a gente seja amarelo ou seja verde. Quem faz política não pode ser que nem a parede de uma hidrelétrica, "imexível" como diria o Magri [Antonio Rogério Magri, ministro do Trabalho no governo Collor]."

Lula cada dia me parece mais com Getúlio Vargas, nas artimanhas e jeito de governar. Pra uns mera retórica. Um amigo jornalista, que trabalha na Câmara Federal, contou que o deputado Ciro Gomes outro dia ria-se na sala do cafezinho deliciando-se com esse balão que Lula tem dado em quem tenta entendê-lo analisando suas táticas sem ver as estratégias.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Coisas da Ilha




Outro dia escrevi aqui que Florianópolis zicou o ministro Gilberto Gil com as autoridades norte-americanas da Imigração. Ele foi recentemente detido num aeroporto dos EUA por conta de sua prisão por porte de maconha em Florianópolis nos anos 70. Bem, ontem comecei a ler o livro BRock - O rock brasileiro dos anos 90 - de Arthur Dapieve, e lá tem mais outra história de alguém que se ferrou portando drugs da ilha: Lobão. João Luís Woerdenbag, o Lobão, foi preso com 1 grama de cocaína na bagagem em fevereiro de 1987 no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, ao voltar de Florianópolis. Foi um período barra para o roqueiro que amargou mais uma prisão com pó um mês depois e acabou encarcerado por 32 dias. Ao mesmo tempo isso impulsionou sua carreira, desculpem o trocadilho infame, e as vendas do disco Vida Bandida que se tornou seu maior sucesso comercial.

Florianópolis não é chamada de Ilha da Magia à toa. Coisas muito mais estranhas do que prisões de músicos acontecem aqui. A Ilha definitavamente é uma mulher, com muita personalidade. Em outro momento retornarei ao tema.

Burnin' Down the House




A casa onde Johnny Cash e sua esposa June viveram de 1968 até sua morte em 2003, foi totalmente destruída pelo fogo na última tarde de quinta. A construção estava na etapa final de uma reforma feita pelo atual proprietário, Barry Gibb dos Bee Gees, que havia comprado a residência dos Cash em janeiro de 2006. O cowboy rocker ficou mais conhecido entre nós depois da sua cinebiografia estrelada por Joaquim Phoenix ( eu tinha escrito River Phoenix mas esse morreu faz tempo depois de uma balada irada com alguns Chili Peppers. Valeu o toque Megui!) , como Johnny, e Reese Witherspoon como June.

Salve Simpatia!




Essa vem do blog do brother Dauro Veras.

Já tinha ouvido falar no Profeta Gentileza do Rio de Janeiro. Acho fantástico esse tipo de pessoa, extremamente discriminada e tão importante e necessária ao mundo. No museu virtual sobre o Profeta Gentileza pode-se ler a biografia incrível dele e ver um pouco da sua obra. Vai um pouquinho aqui:

"Com mais nove irmãos, José Datrino teve uma infância de muito trabalho, onde lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça vendendo lenha nas proximidades. Desde cedo aprendeu a amar, respeitar e agradecer à natureza pela sua infinita bondade. O campo ensinou a José Datrino a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”. Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos doze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, onde acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espíritas."


"No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, quando tinha 44 anos, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano“, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alucinado ouvindo “vozes astrais“, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro longos anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “Agradecido” e “Gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido“, ou simplesmente “Profeta Gentileza”."

Seja benvindo Léozinho




Nasceu hoje o menino, filho do André Guesser, baterista da Samambaia, e da querida Aline. O ariano apressadinho rompeu a bolsa da mamãe de madrugada e veio ao mundo, de cesariana, às 8 horas da manhã desse dia 13 de abril, com 51 cm e 4 kg. Dá-lhe meninão! Meus parabéns aos papais, vovós, vovôs,titias e titios.

Bolachões




Amanhã, à partir das 9 hs, tem Feira do Vinil no Restaurante Sheriff Grill, na Rua Fernando Machado, Centro de Florianópolis. Boa pedida pra fazer um escambo de sonzeras.

Tudo a ver. Discos antigos na mais antiga rua de Florianópolis. A Fernando Machado foi originalmente o caminho que ligava a Catedral, então o centro da povoação erguida pelo bandeirante Dias Velho, à um riacho de água pura, que hoje é um esgoto que corre debaixo do canteiro central da Rua Hercílio Luz.

terça-feira, 10 de abril de 2007

British Invasion

Numa tarde de julho de 2004 o Cristiano, manager da banda Pipodélica, me chamou no MSN e perguntou se eu tinha interesse em produzir um show em Florianópolis para uma banda inglesa que tocaria no Festival Rock de Inverno em Curitiba. Me passou o link do site da banda, chamada Transcargo. Fui conferir e adorei a música. Vi que não se tratava de mais um grupo indie xexelento. Era pop da mais alta qualidade. Um bando de ótimos músicos com grandes canções e melodias perfeitas. Topei imediatamente e no início de agosto realizei um show com a Transcargo e a Pipodélica no John Bull em Florianópolis. Os pouco mais de 100 felizardos que compareceram tiveram uma experiência e tanto.

A banda gostou tanto da acolhida em Floripa que passou 4 dias na cidade. Durante essa estadia fomos tomar umas cervejas numa segunda-feira no bar Drakkar. Se tratando de ingleses essas umas são muitas. Saímos de lá, bebaços é claro, com mais um show fechado em cima da hora para a terça-feira. Na noite seguinte quem havia ido ao John Bull repetiu a dose e repassou a mensagem. O Drakkar ficou lotado. Pra completar, quando eu estava me dirigindo ao bar, lá pelas 19 hs, me liga o Amexa, da banda os Ambervisions, dizendo que estava ciceroneando um grupo uruguaio, Os Supersônicos, e que eles gostariam de tocar também. Maluco que sou eu topei, no dia em que o Drakkar balançou e quase caiu.

Transcargo fez uma apresentação boa pacacete. Em pouco mais de uma hora de show deram o recado e finalizaram com chave de ouro a passagem por Florianópolis. Depois da catarse que proporcionaram, olhei praqueles uruguaios locos e pensei: o que é que esses caras vão fazer agora? Qual a relevância de subir ao palco após tamanha descarga energética? Pois os caras subiram e conseguiram se impor e cair no agrado do povo. Recorreram às gimmicks para se estabelecerem. Dancinhas robóticas engraçadas, guitarrista tocando sentado nos ombros do outro guitarrista e por aí vai. Fizeram com que uma noitada que estava ótima, ficasse excelente. Dois shows internacionais e uma festa e tanto.

Transcargo ainda tocou em São Paulo e União da Vitória mas Floripa foi marcante como deixaram bem claro pra mim e pro Fábio "Mutley" Bianchini, que fez uma bela matéria com a banda para o DC. Além de levá-los para um programa bem de turista - comer sequência de camarão no Oliveira - apresentei-os à mais desconhecida de nossas praias: a prainha da Barra da Lagoa, onde o produtor e video-maker Ciáran, um irlândes ruivo, gorducho, super gente-fina e extremamente resistente às intempéries e à cerveja, filmou cenas para futuros clipes. No site da banda na seção Images, as fotos de praia são todas nesse local. Esses dias encontrei no YouTube vídeos com as apresentações da Transcargo em Curitiba. Foram postados pelo Marcelo, curitibano que vive em Londres e que foi um dos articuladores dessa tour.

Bem, aí tu me pergunta: E daí? Hehehe. Depois dessa enrolação e marketing pessoal barato eu digo: E daí que vai ver/ouvir e diz se não é massa.



E aqui vão de lambuja 3 músicas do primeiro CD da banda para download. Clique e aguarde alguns segundos para carregar e então clique novamente em Download file.

Transcargo - Saturday

Transcargo - Collision

Transcargo - If Only

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Ô coisa boa

Domingo de Páscoa classe A. Churrasco, pavê, chocolate, pitanga colhida no pé, um banho no mar quentinho do Campeche depois de uma baita tempestade e muita conversa boa deitado na rede. Espero que o de vocês tenha sido assim bom também. Deixo-os com um vídeo daquele que é, e sempre será, uma presença constante neste blog: Raul Seixas, cantando o Rock do Diabo, ao vivo.


quarta-feira, 4 de abril de 2007

Robert Crumb

O papa do quadrinho underground em uma história publicada no número 1 da Zap Comix. Lembrando que clicando na imagem ela é ampliada.










terça-feira, 3 de abril de 2007

Falou e disse

Sobre a movimentação de bandas que estão tomando os espaços públicos para mostrar sua arte, escreveu hoje o jornalista Marcos Espíndola na Contracapa do DC.


Se os nossos gestores públicos forem espertos, e não se deixarem contaminar pelo vírus da preguiça e o bacilo da ignorância, assumirão as rédeas desta onda, criando um circuito artístico muito interessante e promissor. Caso contrário é tomar a frente pelo nosso direito de cidadãos de acesso à cultura, arte e à livre manifestação. Que as bandas, poetas e demais realizadores das artes ocupem os espaços públicos para promover suas sacadas e o público faça valer o seu direito ao entretenimento. Desobediência civil também tem seus propósitos benéficos. Em resumo, contra a mesquinharia que teima em reinar, vamos à anarquia cultural!

E viva Santa Catarina!

Cascuda




Olha só essa. Keith Richards disse em entrevista à revista musical inglesa NME que a coisa mais estranha que ele cheirou foi seu pai. É, seu pai. "Ele foi cremado e eu não pude resistir. Moí um pouco das cinzas do velho com um pouco de cocaína" afirmou o imortal guitarrista dos Rolling Stones.
Fico imaginando o que que ele não estava fazendo em cima daquele coqueiro.

Heart of Glass




Lily Allen faz um cover de Blondie em Seattle. É um barato não?

segunda-feira, 2 de abril de 2007

É AGORA!




Ontem fui assistir o desenho animado Wood & Stock, de Otto Guerra, baseado nas personagens de Angeli. Pra quem já tinha devorado a obra do genial e corrosivo artista, poucas surpresas. As velhas piadinhas só que dessa vez com algum movimento. O desenho padece daquela falta de ritmo típica do cinema brasileiro até bem recentemente. A trilha sonora é um destaque. Começa bem paca com Rita Lee em "Eu Vou Me Salvar" do seu primeiro disco solo Build Up.

Na saída da sala de cinema do Sol da Terra, na Lagoa da Conceição, é que tive uma surpresa. No meio do público vejo o Edson Machado. É. Aquele que se tornou um símbolo do descaso do governo LHS com a Cultura catarinense. Aquele que chamou os artistas que contestam esse mesmo governo de "grupo tóxico". Tava lá ele com aquele seu cabelo cheio de gel e aquela cara de "gente de cultura", de "gente que faz"...merda!

Mas gente de cultura é alguém como o Jean Mafra, meu querido chapa e grande músico/compositor pensante e atuante. Ele dá o recado em sua coluna no site Tô Puto. Reproduzo aqui na íntegra.

senhoras, senhores, eis que de repente, AGORA, uma cidade é acordada! e essa cidade grita: AGORA! AGORA porque o momento pede urgência, e a urgência é necessária porque a cidade tem pressa!

| vive-se ilhado na ilha de santa catarina, parece óbvio e é mas florianópolis sai, AGORA, do estado de semi-óbito para mostrar a quem quiser (ou não) seu som! e AGORA é a cena e a cena é AGORA. porque a gente quer e a cidade precisa (e AGORA!).

| se em 2006 vários nomes da música pop(ular) de floripa se juntaram para apresentar suas canções no CLUBE DA LUTA (em noites de combate contra a imbecilidade ilhada), em 2007 a cidade grita: AGORA! e ainda que o CLUBE seja novidade, a LUTA é a mesma de sempre — e se a luta é injusta, o CLUBE está aí para fazer justiça! AGORA!

| e AGORA é a cena porque a cena tem pressa e a vida é curta. a cidade é linda mas é má! e se ela dá, ela exige: lute. AGORA! e florianópolis é uma moça linda, mas é uma moça burra e com mau hálito. mas daqui pra frente tudo será diferente (e a partir de AGORA!). pois é preciso amar a cidade e ao amá-la saber que a cidade não é só morro e mar, a cidade é também concreto e é entre o mar e o concreto que surge o som AGORA.


| AGORA é uma cena diversa e divertida que ainda nasce. mas renasce e morre e renasce todo dia em florianópolis AGORA. e a cena tem muito a oferecer ― maltines, samambaia sound club, gubas & os possíveis budas, rufus, felixfônica, andrey & a baba do dragão de komodo, tijuquera, cravo da terra, aerocirco, jeremias sem cão, coletivo operante, dub noise dj, killing ana, dj zé pereira, odas & sodas, tatiana cobbet & marcoliva, z?, dj mezenga bill, fonomotor, dellamark, quem diria maria, hot pants, silvio mansani, ilha de nós, da caverna, os berbigão, supersilvas, kratera, verano, dj marcelo pimenta, kronix, zuleika zimbábue e outros tantos que o digam! e que digam AGORA!

e tem mais: um som da ilha não houve e nem há! há sim diversidade, e é isso que esses nomes têm em comum: diferenças! só assim uma cena é cena, com pluralidade. em comum há o fato de todos estarem aqui e AGORA!

AGORA é a cena e a cena é AGORA!

e esse é o som da cidade AGORA!


É isso aí. Nossa tarefa AGORA é a construção de pontes. Chega de ficar ilhado. Pelo andar da carruagem Florianópolis assistirá algo como desde o grupo SUL não se via. Uma movimentação multi-cultural, interdiscipinar. Faço coro com o Jean sobre a necessidade dessa terra, histórica, política e culturalmente defasada, abraçar o pop(ular). Como diz ele: " O pop é que paga as contas!". E tem muito mais gente trabalhando esse atraso: Marcos Espíndola, Zé Rafael Mamigoniam, Valdir Agostinho, Fábio "Mutley" Bianchini, Pintô Sujêra, Alejandro Ahmed, Rodrigo Cunha, Marco Valente, Vinil Filmes, Pipodélica, Alexandre Gonçalves, Airton Perrone, Nação Balanço, Joca Wolff, Emerson Gasperin, Kratera, Rádio Campeche, Dazaranha, Galvão, Lígia Gastaldi, Ambervisions, Sarcástico, Crica Gadotti, ERRO grupo, Polifônica, Demétrio Panarotto, Júlio Lemos, Dauro Veras, Sérgio Calderaro, Fábio Brüggemann, Tô Puto, Érico, Sallamantra, Lontra, Missiva, Stormental. Esses são alguns dos nomes, a lista cresce a cada dia que passa. Que tempos interessantes vivemos.

sábado, 31 de março de 2007

Piada sem graça




Amanhã, 1 de abril, seria a data correta para alguns espíritos de porco comemorarem os 43 anos do golpe militar. Essa coincidência sincrônica foi passada na história oficial para 31 de março por motivos óbvios de "força maior". Os filhos e netos dos vendidos e até uns "democratas" que participaram ativamente dessa patuscada abominável ainda estão aí, clamando pelo Estado menor e pela livre iniciativa, ao mesmo tempo em que mamam no BNDES, no Banco do Brasil e nas verbas publicitárias governamentais, chupinhando a Nação. Por gerações e gerações as cartas sempre estiveram marcadas. O jogo estava ganho na saída, sempre favorável para poucos. Sempre os mesmos. Agora bota a mão na consciência, dá uma caminhada pelas ruas, informe-se e diga que nada mudou.
Hoje lembro Edgar Alan Poe e digo junto com o corvo: Nunca mais!

Lula lá




Dizia Jimi Hendrix na sua groovada e deliciosa música Power of Soul com a Band of Gypsys: " With the power of soul, anything is possible!"*. E para embalar o sabadão de sol, trago esta história contada por Ricardo Amaral, interino de Franklin Martins no site que o atual Secretário de Comunicação do governo Lula tem no IG. Ricardo a ouviu do governador petista Marcelo Déda, membro da comitiva brasileira na Assembéia Geral da ONU em setembro de 2003, quando ainda era prefeito de Aracaju.


Fim de jornada, Lula chama o prefeito Déda à suíte do hotel, para curtir a repercussão do seu primeiro discurso na ONU. O presidente está à vontade, de calção preto e camisa do Corínthians, fumando sua cigarrilha holandesa.

- Ô, Dedinha, sabe o que eu estou imaginando agora? O pessoal no bar lá em São Bernardo, vendo pela televisão o Lulinha aqui falando na ONU. Sabe o que pessoal deve estar pensando lá em São Bernardo? Você imagina, Dedinha?

O prefeito de Aracaju faz um conveniente silêncio, antes de Lula concluir:

- Eles estão pensando: nada é impossível...

O chanceler Celso Amorim interrompe o devaneio para lembrar que Bush está oferecendo um jantar aos presidentes estrangeiros no Waldorf Astoria.

- Ô, Celso, quantos presidentes vai ter lá?

O chanceler calcula que, por baixo, uns cem chefes de Estado devem comparecer à recepção.

- Isso tudo? Então o Bush nem vai reparar na minha ausência, não é, Celso?

E de volta ao devaneio:

- Nada é impossível nesse mundo, Dedinha. Nada. É nisso que o pessoal deve estar pensando lá em São Bernardo.



Para alguns pobres de espírito é munição. Que meçam e julguem os outros como lhes agradar e com seu metro falho. Ó seres imaculados...hahaha. Um bom fim de semana pra todos.

* " Com a força da alma tudo é possível".

sexta-feira, 30 de março de 2007

Os Dinossauros também amam





Do MUJA - Museo del Jurásico de Asturias da Espanha. Via Sexoteric Blog.

Quarta Guerra Mundial



Essa li no blog Diário Gauche.


O Subcomandante Insurgente Marcos, reconhecido como porta-voz do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), em conferência organizada pelo Centro de Análise Políticos e Pesquisas Sociais (CAPISE) que reuniu lideranças latino-americanas da Via Campesina, afirmou que entramos na era da IV Guerra Mundial, na qual o "inimigo" é o planeta e não apenas os seus habitantes, mas também tudo que está nele: a natureza.

A conferência "A guerra de conquista sobre o campo mexicano" foi publicado na íntegra pelo diário mexicano La Jornada, do último dia 26/3. Abaixo, trechos da fala de Marcos.



Sobre a Guerra Neoliberal

A etapa atual do capitalismo é, no sentido estrito, uma nova guerra de conquista. A IV guerra mundial, uma guerra em todas as partes, o momento todo, de todas as formas. A mais mundial das guerras. O mercado converte em mercadorias bens que antes eram ignorados ou permaneciam fora do circuito mercantil.

Assim, a água, o ar, a terra, os bens que estão no subsolo, os códigos genéticos e todas essas "coisas", que antes eram desconhecidas ou careciam de valor de uso e troca, converteram-se durante os vertiginosos últimos anos em uma mercadoria.

A mercadoria que permanece, apesar das mudanças e dos avanços tecnológicos e informacional é a força de trabalho, as trabalhadoras e os trabalhadores do campo e da cidade. O sonho capitalista de um mundo sem trabalhadores, apenas com robôs e máquinas que não exijam os seus direitos, nem se sindicalizem e façam greves é isso: um sonho. Outro mundo apenas será possível sobre o cadáver do capitalismo, como sistema dominante.

A globalização do capital destruiu as fronteiras nacionais e reacomodou o mundo. A lógica do mercado é agora o que determina as relações internacionais e as relações dentro dos moribundos Estados Nacionais.

A lógica do mercado esconde, por detrás de sua aparente inocência, a lógica da exploração, da espoliação, da repressão e do desprezo, ou seja, a lógica do capitalismo. A riqueza capitalista tem como origem o roubo e a exploração.

A revolução tecnológica e informacional trouxe consigo a possibilidade da simultaneidade e a onipresença do capital, fundamentalmente do seu setor mais emblemático: o capital financeiro.

Na Globalização Econômica Capitalista, ou seja, na IV Guerra Mundial, o "inimigo" é o planeta, não apenas os seus habitantes majoritários, mas também tudo que está nele: a natureza.

O Imperialismo mudou as suas formas de guerrear, mas o amo segue sendo o capital e seu imperador vitalício, o capital financeiro.


Concordo mas acrescento que o "inimigo" e o "Imperialismo" também estão dentro de nós. Auto-conhecimento é a chave da vitória nessa guerra.

Triste notícia

Quem encontrei também ontem nos shows da escadaria do Rosário, foi o Chico. O cara é um grande tatuador e organizamos muitas festas quando fui gerente de um bar. O Chico tá morando em Londres e divide um apartamento com o Lucão, um amigo de grande coração, excelente editor de vídeo e neto do poeta Manoel de Barros. A notícia triste que o Chico me deu foi que o Lucão estava voltando pro Brasil naquele momento por que o pai dele acabara de falecer num acidente aéreo. Ficamos todos aqui muito chocados e tristes. Desejo muita paz pro Lucão e sua família neste momento de dor.

O primeiro degrau




Bem ao sabor dos tempos segue uma clássica HQ dos Fabulosos Freak Brothers. É só clicar na imagem para ampliar.

Alea Jacta Est




Tenho grandes mestres, e eles me ensinaram que a História é feita pelo indivíduo. Podemos interferir e mudar. Pra mim não é uma questão de fé, e sim de verificação atráves da tentativa e erro. Sou um empírico. Começo o post assim, inspirado por um e-mail de um colega músico que pergunta se eu realmente acredito na atual efervescência da música catarinense e se não acho que isso é só "um sonrisal num copo de Coca". Reafirmo: " A música catarinense vive um momento efervescente". E o movimento é sólido. Ontem tive mais uma prova disso. As bandas Andrey e a Baba do Dragão de Komodo, Samambaia Sound Club e Siri Goiá reuniram cerca de 300 pessoas, segundo o Data Esquerda Festiva, fora as que circularam numa apresentação na escadaria do Rosário, ponto tradicional no Centro da Capital Catarinense. O evento foi organizado e bancado pelos músicos mas shows gratuitos ao ar livre deveriam entrar no calendário cultural da cidade e ter apoio oficial e da iniciativa privada.

As pessoas estão ao pouco conhecendo o som que está sendo feito pelos músicos locais, algo semelhante ao que aconteceu nos anos 90, depois que surgiu a banda Dazaranha. Ontem na escadaria do Rosário estavam estudantes, pessoas que saíram do trabalho, crianças, idosos, familiares dos músicos, músicos, fãs, escritores, cineastas, e muito gambá caseiro* voltando a sair da toca. Revi meu velho camarada Zezão, ex-baterista da Motherfucker, que há anos não toca e me disse que amanhã está reunindo-se com o Alexandre Iron para fazer um som! A cena está nascendo e os bares, que como dizia o nome daquele disco do Frank Zappa só estão nessa only for the money, que abram os olhos.



* indivíduo que só faz festas no seu lar ou de outrem. Ou indivíduo que compra sua birita no atacado e bebe em casa, sozinho ou com outros gambás.