sexta-feira, 9 de março de 2007
Música da Massa
O Wolfgang's Vault tornou-se uma sensação para quem curte ouvir gravações ao vivo de bandas clássicas. Criado para vender camisetas, posters e outros artigos ligados ao rock, o site tem um arquivo com cerca de 300 gravações que fazem parte de um extensa coleção deixada pelo promoter Bill Graham. O visionário, já morto, registrava direto da mesa de som quase todos os shows que produzia em casas como Fillmore West (San Francisco) e Fillmore East (Nova York), desde os anos 60 aos 90. São shows do Cream, Led Zeppelin, Hendrix, Sly Stone, Muddy Waters, Santana, Steppenwolf, Allmann Brothers, Bob Marley, The Who e muitos outros artistas da pesada. Cadastrando-se no site você pode ouvir todo esse material.
Já me deliciei com uma Are You Experienced? de mais de 17 minutos com Jimi Hendrix , incluindo um flautista numa jam, e um showzaço do Sly & The Family Stone de 1968. Maior loucura bicho!
E já que estou falando em rock clássico. Segue aqui um momento marcante. Jimi Hendrix tocando Like a Rolling Stone, de Bob Dylan, no Monterey Pop em 1967. Foi a volta triunfante do grande guitarrista ao seu país natal. Em 66 Hendrix tinha ido de mala e cuia para Londres, levado por Chas Chandler, ex-baixista dos Animals, que o transformou num astro. Ainda um desconhecido na América, fez um show arrasador onde tocou fogo metaforica e literalmente na guitarra e saiu do palco para entrar na História. Tenho ainda na minha coleção de vinis o álbum com a íntegra do show. Comprei no antigo sebo Lunário Perpétuo, que ficava no edifício Dias Velho no centro de Florianópolis. O dono era um boa praça e sósia do Wood, personagem do Angeli. Eram os tempos pré-internet onde conseguir uma bolacha dessas era a glória.
quinta-feira, 8 de março de 2007
quarta-feira, 7 de março de 2007
Mataram o Capitão América

O herói patriota da Marvel Comics, criado em 1941 para combater Adolf Hitler, foi assassinado por um franco-atirador nas páginas da última edição da revista Captain America. Será que um atirador solitário desses vai aparecer em SP amanhã? Leia mais aqui.
Lula, o lulismo e o PT

Foto: João Wainer/Folha
Li hoje dois textos muito interessantes sobre o presidente Lula, sua relação com o PT e a sucessão de 2010. Ambos versam sobre as últimas movimentações do xadrez político. Divido aqui com vocês. O primeiro é do jornalista Alon Feuerwerker em seu blog hoje:
"No comando da própria sucessão
O que há de comum nas circunstâncias da 1) derrota de Aldo Rebelo para a presidência da Câmara dos Deputados, da 2) renúncia de Nelson Jobim à candidatura a presidente do PMDB e do 3) desgaste a que Luiz Inácio Lula da Silva submete Marta Suplicy? Ao ajudar a derrotar Aldo, Lula enfraqueceu no nascedouro o bloco PSB-PCdoB-PDT, que acalenta a esperança de ter um candidato competitivo à sucessão de Lula, e fortaleceu seu próprio partido, o PT, que andava meio cabisbaixo e perigosamente frágil. Ao dinamitar Jobim, desidratou no PMDB quem aposta em vôos próprios e vitaminou Geddel Vieira Lima, que ajudou Lula a derrotar o PFL da Bahia no ano passado. É improvável que Geddel não esteja de mãos dadas em 2010 com Lula e seu possível candidato ao Palácio do Planalto, o governador petista da Bahia, Jaques Wagner. Ao descarnar a ex-prefeita Marta Suplicy, Lula evitou que a eventual entrada dela no ministério (se acontecer) represente a celebração de uma forte pré-candidatura petista à Presidência da República. Ou seja, Lula vai montando o segundo governo de modo a preservar o máximo de controle possível sobre a própria sucessão. O melhor cenário para Lula é poder concorrer a um terceiro mandato em 2010, coisa difícil de passar no Congresso. Lula diz que não quer, mas opera sistematicamente para enfraquecer todos os possíveis candidatos a candidato, com a exceção de Wagner. O segundo melhor cenário para Lula é a vitória de um governista (petista) em 2010, desde que a reeleição tenha sido abolida. Para que ele, Lula, possa tentar voltar em 2014 (ou 2015, se o mandato passar a cinco anos) sem ter que entrar em guerra com um presidente do seu partido/campo. Sem ter contra si a máquina do governo. Um cenário razoável para Lula é chegar a 2014 (2015) com um presidente tucano (ou oposicionista), mas que não possa concorrer à reeleição. O cenário ruim para Lula é ter que encarar nas urnas um presidente tucano (ou oposicionista) em 2014 (2015). E o cenário péssimo para Lula é eleger em 2010 um companheiro petista (ou aliado) que possa concorrer à reeleição. Ou seja, é provável que a reforma política de Lula (na qual ele, como em outros assuntos, promete não se meter) comece exatamente pelo fim da reeleição, em todos os níveis. Vão ter que convencer os governadores e prefeitos, mas os parlamentares podem ver no fim da reeleição um mecanismo para enfraquecer possíveis adversários, nos estados e nos municípios. Bem, mas você pode discordar de mim. Pode acreditar que Lula: 1) foi emparedado pelo PT na eleição de Arlindo Chinaglia para presidente da Câmara; 2) a contragosto, teve que ceder à realidade de que Michel Temer tinha a maioria no PMDB e 3) não está conseguindo, infelizmente, entre as mais de três dezenas de ministérios, abrir uma vaga boa o suficiente para alojar a ex-prefeita Marta Suplicy (a quem ele é muito grato, por tê-lo ajudado num momento difícil da campanha presidencial). Só que essas hipóteses têm um pressuposto: Lula deve estar mesmo bem fraco, já que não emplaca umazinha sequer. E você, acha que Lula está fraco politicamente? Acha mesmo? Se acha, você poderia explicar o que fez Lula se enfraquecer tanto de outubro para cá."
Agora o historiador e sociólogo Canrobert Costa Neto que escreveu no site Fazendo Média:
" LULA E O PT
Alguns dos principais analistas da mídia grande estão fazendo interpretações, a meu ver, equivocadas sobre a relação entre Lula, e o chamado "lulismo", e o PT.
Creio que as análises errôneas a respeito desta relação têm a ver com o escasso conhecimento dos colunistas sobre a vida política interna do PT, notadamente Merval Pereira de O Globo, que insiste em identificar uma crise entre Lula e o PT, ou mais especificamente entre o "lulismo" no governo e o chamado Campo Majoritário do PT.
Eu não vejo ocorrer esta discrepância, a ponto de levar Lula a apoiar para a Presidência da Câmara o deputado Aldo Rebelo em detrimento de Arlindo Chinaglia do PT de São Paulo e do Campo Majoritário. Ao contrário, insisto em que Lula e o "lulismo" trabalharam pela candidatura do petista e a tornaram viável a muito custo.
Lula e o "lulismo" só têm a ganhar com o PT na presidência da Câmara, principalmente pensando na sucessão presidencial de 2010 e nos desdobramentos para 2014. Creio que a eleição na Câmara marca a possibilidade de uma série de barganhas entre governo e parte da oposição, visando 2010.
Lula usa a máquina do governo e a máquina partidária do PT para barganhar com alas do PSDB (leia-se Aécio e, em menor medida, Serra) uma possível frente para 2010, com o PSDB, ou alguma dissidência dele. A supressão da emenda da reeleição passa por esses acordos de bastidores. O PT de Lula (o partido como um todo, apesar das divergências entre os grupos internos, que são reais), entraria no jogo político eleitoral de 2014 como um dos trunfos para um possível retorno de Lula e do lulismo petista ao poder.
Eu arrisco fazer esta interpretação da relação entre Lula e o PT amparado na minha vivência pessoal dentro do Partido dos Trabalhadores entre 1980 (estive entre os fundadores do partido, no Distrito Federal) e 1991. Os que interpretam a relação Lula-PT sem nenhuma vivência da estrutura partidária podem cometer equívocos, mesmo quando procuram estar bem informados a respeito do PT e suas questões internas.
O maior erro daqueles que fazem interpretações equivocadas sobre a relação Lula-PT é o de considerar que qualquer ala interna do Partido - do Campo Majoritário às correntes menos influentes - poderia afrontar publicamente, ou mesmo nos bastidores, o poder de Lula à frente do partido.
Lula é intocável dentro do PT. Ele atua no partido como um fiel da balança entre os agrupamentos políticos internos. Lula exerce o poder moderador, isto é, só intervém quando é para resolver definitivamente alguma grande questão pendente. Isto sempre foi assim no PT. Quem afrontou Lula não sobreviveu, pessoalmente ou em grupo, no partido.
É claro que Lula já teve que engolir sapos (muitos deles bem barbudos...), mas muito habilidosamente conduziu a situação de forma a que a última palavra fosse a dele. Neste sentido, Lula pode ser identificado na categoria Weberiana de liderança carismática. É assim no PT, na CUT e agora no próprio Governo Federal.
Lula aproveita-se muito bem da disputa por espaço entre os grupos do PT. Na realidade, ele se alimenta desta disputa. Paradoxalmente, Lula só tem a ganhar com a discussão interna no PT porque todos os grupos dependem de Lula para sobreviver e Lula, ainda mais agora no governo, não depende de nenhuma dessas correntes em particular, embora se apóie no Campo Majoritário e ajude a administrar suas fissuras.
Quanto mais o PT se divide mais o lulismo, dentro e fora do governo, se multiplica. Todos que estão no PT dependem politicamente de Lula e do lulismo. Assim sendo, o lulismo se retroalimenta do petismo. Mas quando o petismo exagera na dose e se torna, momentaneamente, "mais lulista" do que o próprio Lula, então o grande líder vira um Pôncio Pilatos e lava as mãos (para preservar os dedos e os anéis, se possível) e permite, e até estimula, o "linchamento temporário" de seus mais íntimos e fiéis colaboradores.
Foi o caso de Dirceu e Palocci no episódio do mensalão. Eles, como bons petistas e lulistas (embora um pouco exagerados) foram ao inferno calados para preservar Lula, o lulismo e o próprio PT. Agora, Lula os trás de volta à cena política, para servir novamente (e mais moderadamente) ao PT e ao lulismo.
É assim que a banda toca na relação Lula-PT. Não há espaço para fricções de qualquer corrente interna do PT com Lula. Até Suplicy, um dos poucos a poder fazer determinadas escaramuças políticas aparentemente anti-lulistas, é absolutamente funcional ao lulismo e ao petismo, haja vista o episódio da suspeitíssima morte do prefeito Celso Daniel. Suplicy agiu como emissário de Lula no caso e ajudou a abafar uma situação que poderia representar o colapso tanto do petismo quanto do lulismo.
Enfim, Lula não tem adversários políticos dentro do PT. Todos gravitam em torno do seu eixo. O partido se une no lulismo e sabe que Lula é o portador da continuidade política dos seus membros. Lula evita rachas e contorna dissidências, mas não tolera o confronto petista com o lulismo. Se algum setor do PT se insubordina à sua liderança e/ou trai sua confiança, Lula avaliza sua exclusão das fileiras do partido e das benesses políticas do lulismo.
Que o digam os dissidentes mais recentes, como Heloísa Helena e Chico Alencar, que deixaram de ser lulistas e tiveram como castigo definitivo a expulsão do PT. E vai haver quem diga que Lula manteve-se neutro na questão ou que não sabia do que se passava no partido, pois já estava Presidente da República.
Quem compra esta versão é neófito em PT e lulismo e tende a fazer análises totalmente equivocadas e completamente distantes da realidade, como é o caso de Merval Pereira quando afirma que o PSDB apoiou o PT na eleição da Câmara para se contrapor ao lulismo. Ou isso é devaneio político ou é uma versão plantada pela ala Fernando Henriquista do PSDB para esconder seus rachas internos e justificar o apoio decisivo à candidatura vitoriosa do petista.
Se a minha avaliação estiver correta, o PSDB, de Aécio e Serra, apoiou o candidato do PT para permitir que Lula conduzisse o processo sucessório e colocasse o PT como moeda de troca na sucessão de 2010, a reboque de Aécio ou, na pior das hipóteses, do próprio Serra. Tudo em nome da preservação do "lulismo" e na sua volta triunfal em 2014, com o PT a tiracolo."
Escancarado
E falando nos nossos vereadores olhem só esse post do César Valente.
A gente assiste cotidianamente alterações do Plano Diretor, feitas sob encomenda para satisfazer a ganância de uns poucos. Tempo atrás foram alterados os limites do bairro Itacorubi, onde é permitida a construção de edifícios, que foram esticados até dentro do Parque São Jorge, área residencial onde só haviam casa de até dois pavimentos. Então foi construído um prédio no Parque São Jorge, tecnicamente Itacorubi, e a construção foi batizada de edifício São Jorge. É assim, na caruda.
VEREADORES VENAIS
Esta história ouvi numa mesa de restaurante, de um empresário de hotelaria que estava em outra mesa. Fanfarrão, falava tão alto, tão dono do mundo, que eu e mais uns tantos que estávamos ao redor ouvíamos perfeitamente.
Em resumo é o seguinte: ele compra, baratinho, um terreno numa área residencial. Como não se pode construir edifícios, o valor é baixo.
Aí, “conversa” com um ou mais vereadores, escorrega para os bolsos deles alguns milhares de reais (ou um carro de luxo, ou uma viagem ou algum outro mimo) e milagrosamente aparece uma proposta modificando o Plano Diretor e autorizando, por enorme coincidência, a construção de prédios naquela zona. Justamente onde o nosso gabola tem um terreninho.
Liberada a ocupação, ele vende o terreno e tem um lucro absurdo, que compensa fartamente os gastos que teve com seus amigos vereadores. É coisa de comprar o terreno por R$ 80 mil, dar R$ 50 mil para “abrir caminhos” e vender por mais de um milhão. Mina de ouro. E ele ria, como se tudo fosse absolutamente legal, normal e comum.
O pior é que, da forma como as coisas andam em muitas câmaras de vereadores, essas negociatas estão se transformando mesmo em coisas corriqueiras, banais e completamente integradas à paisagem.
A gente assiste cotidianamente alterações do Plano Diretor, feitas sob encomenda para satisfazer a ganância de uns poucos. Tempo atrás foram alterados os limites do bairro Itacorubi, onde é permitida a construção de edifícios, que foram esticados até dentro do Parque São Jorge, área residencial onde só haviam casa de até dois pavimentos. Então foi construído um prédio no Parque São Jorge, tecnicamente Itacorubi, e a construção foi batizada de edifício São Jorge. É assim, na caruda.
terça-feira, 6 de março de 2007
Ilha dos Casos e Ocasos Raros

Zapeando pela TV a cabo passo eu pela TV Câmara de Vereadores de Florianópolis. Ao vivo uma sessão extraordinária às 22 horas. Fala o edil Aurélio Remor e preparo-me para ouvir um pronunciamento sobre alguma lei, algum projeto, uma votação e....pasmem: o vereador estava reclamando que recebeu poucos convites para o desfile das Escolas de Samba da capital. " Uma pessoa que tem muitos amigos, familiares e correligionários como eu, blá, blá, blá...". É mesmo muito esculacho nessa terra minha gente.
Choque de Gestão
segunda-feira, 5 de março de 2007
Esculacho

Foto: RBS TV/DC
Essa é ótima. A RBS TV exibiu ontem no programa Estúdio SC, matéria sobre um grupo de salva-vidas que transformou o posto da Praia Mole na maior festa! Segundo um ex-salva-vidas que fez a denúncia, comprovadas pelas imagens da tocaia de duas semanas da repórter, os caras abusaram geral. O posto virou uma rave, um " matadouro" e um boteco. Os caras agarravam umas gatinhas, bebiam, fumavam o cigarrinho do Deba, jogavam frescobol, davam um mergulho pra relaxar e até catavam mariscos no costão pra revender para ambulantes! Hahahaha, é muito esculacho na parada. Cabeças estão rolando. O comandante dos Bombeiros deu uma entrevista hoje no Jornal do Almoço e prometeu ir "até o fim" na punição das irregularidades.
Leia mais.
Have a Happy Day
Começando a semana no embalo do Wilson Simonal e Sarah Vaughan na TV Tupi em 1970. Simona comanda um show de TV, canta com e "entrevista" a artista norte-americana. Dica que veio do Nassif, que por sua vez recebeu de um leitor.
quinta-feira, 1 de março de 2007
Mundo blog
Esquerda Festiva foi linkado em mais um espaço nobre e sivuqueiro na Internet. Tamos lá no Carteiro do Poeta do Eduardo. Salve São Borja!
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Diplomacia Autônoma
Olhem que bela entrevista do ex-deputado e diplomata aposentado Afonso Arinos para Carta Capital. Destaco alguns trechos.
Vale a pena ler na íntegra.
Sobre a Bolívia
“Se o petróleo é nosso, por que o gás não é deles?”
Diplomacia Independente
"...a política externa pressupõe, sempre, diálogo com alguém. Pode haver, sim, uma diplomacia independente. É preciso, por exemplo, negociar com os Estados Unidos, mas o chanceler do Brasil não pode estar fazendo o que o embaixador americano em Brasília ou o secretário de Estado dos Estados Unidos acha que o embaixador brasileiro tem de fazer. Tem de haver diálogo. As relações se dão por negociação. O que aconteceu nas gestões de Afonso Arinos e de San Tiago Dantas é que nunca o embaixador americano chegava à sala do ministro e dizia o que se ia ou não fazer."
"Entrei muito moço para o Instituto Rio Branco e, feito diplomata, fui designado para fazer um estágio nas Nações Unidas. As instruções que chegavam, com respeito à Guerra Fria, eram sempre assim: votar com a delegação dos Estados Unidos contra a postura da União Soviética; votar com a orientação da França na questão da Argélia. Qualquer assunto referente a Angola, votar com Portugal. Quase que instintivamente comecei a ficar contra isso."
Depois de 64
"O Juracy (Magalhães) disse aquela frase imortal: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. O Vasco Leitão da Cunha tirou uma foto com chapéu de texano, aquele chapéu de caubói. Isso foi no governo Castelo Branco. Curioso, porque ele foi o mais moderado dos generais-presidentes e, no entanto, na política externa o mais submisso. Isso eu não posso deixar de atribuir à influência do Roberto Campos, o ministro civil mais forte que o Castelo tinha."
Vale a pena ler na íntegra.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Ilha da fantasia
foto:Marcelo Oliveira/DCO grande fato dos últimos tempos em Floripa, para mim, foi a prisão de uma gangue de golpistas na praia de Jurerê Internacional. Muito simbólico. Saiu até no JN. Os caras alugaram uma mansão onde davam festas de arromba para a "gente de bem" da cidade. Na garagem estavam Ferraris, Porsches e outros bólidos importados. Nas colunas sociais o tititi é grande. E dá-lhe a TV mostrando o rosto dos presos. E eu pergunto. E o rosto das "vítimas'? A "gente de bem" tadinha que só queria obter dinheiro fácil numa jogada escusa.
Ernesto Varela
Quem lembra da personagem criada pelo jornalista Marcelo Tas nos anos 80? Aqui temos um mix de várias entrevistas antológicas. Nabib Abi Chedid, Nélson Piquet, Aureliano Chaves, Pelé, Maluf, FHC...A lista é grande e as perguntas e respostas fora-de-série.
Valeu!
Quero neste post agradecer a acolhida que este humilde blog tem tido em seus dois meses de existência. Sem pretensões imediatistas foi abrigado em casas nobres como a dos amigos Dauro Veras, Alexandre Gonçalves e Megui e na de novos amigos virtuais a Joice do Vozes do Sul, César do Animot, Juliano Bruni do Canto Fabule e o Láldert do Na Periferia do Império. E claro, last but not least, na casa da minha amada Louise. Um grande abraço pra todos que aqui aparecem e meu obrigado.
PS: A implicante Joice tá com uma casa nova bem legal também.
PS: A implicante Joice tá com uma casa nova bem legal também.
Leituras
Dias desses num encontro de velhos amigos na casa do meu querido Vladimir, entre um gole de vinho e um churrasco delicioso, conversávamos sobre o fato de que a Escola, em geral, e a pressão do Vestibular acabam com o prazer de ler um texto como o de Machado de Assis. Vista como uma obrigação a leitura dos livros de um dos maiores escritores da Língua Portuguesa se torna enfadonha. Eu mesmo, li o Alienista por conta do Vestibular e não fui tocado realmente pelo texto na época. E anos depois me redimi diante do mestre de Cosme Velho e li com atenção Memórias Póstumas de Brás Cubas, Esaú e Jacó, Dom Casmurro, Contos Fluminenses, O Alienista e outras pérolas.
Ler os clássicos é uma tarefa de suma importância pra qualquer um. Os filósofos gregos por exemplo, existe alguma questão humana que não tenha sido pensada por eles? Henry David Thoreau disse bem quando escreveu:
Não à toa Thoreau entrou na lista desses bons escritores.
Ler os clássicos é uma tarefa de suma importância pra qualquer um. Os filósofos gregos por exemplo, existe alguma questão humana que não tenha sido pensada por eles? Henry David Thoreau disse bem quando escreveu:
" Os homens às vezes falam como se o estudo dos clássicos fosse finalmente das lugar a estudos mais modernos e mais práticos, mas o estudante ousado sempre estudará os clássicos, seja qual for a língua em que estejam escritos e por mais antigos que possam ser. Pois o que são clássicos senão o registro dos mais nobres pensamentos do homem"
"Somos vulgares, incultos e analfabetos;e, em relação a isso, confesso que não faço maiores distinções entre o analfabetismo de meus concidadãos que não aprenderam a ler e o de quem aprendeu a ler somente aquilo que se destina às crianças e aos intelectos medíocres. Deveríamos ser tão bons quanto os ilustres escritores da antiguidade, reconhecendo, antes de mais nada, o quanto eles eram bons. Somos uma raça de acanhados homens-pássaro e em nosso vôos intelectuais elevamo-nos pouco mais alto do que as colunas dos jornais diários"
Não à toa Thoreau entrou na lista desses bons escritores.
A Natureza está Certa
Raul Seixas tem seu carro danificado por uma onda no Rio de Janeiro. Um tio meu, paulista, dizia que jamais moraria em Florianópolis pois a ilha iria afundar. Vamos ver o que acontece até 2012.
Linha cruzada
A Brasil Telecom é uma empresa incrível né? Como se não bastasse fazer você esperar longos e torturantes minutos para resolver um problema por telefone, agora você tem que esperar quando eles te ligam também! Você atende o telefone e passam-se uns 10 segundos antes que um atendente de telemarketing venha falar com você para cobrar uma dívida de um serviço que você recusou e cancelou. Incrível.
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