de jesar via sexoteric
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Paredão online
Entre e sinta-se em casa para comentar mais um programa Paredão Contracapa, espaço exclusivo da música catarinense.
Hoje a partir das 20 hs na Rádio Atlântida. Ouça aqui. O chat inicia às 19:45 h.
Terrir é o melhor remédio
Renato Turnes saiu consagrado do FAM 2009. Seu curta-metragem Ângelo, O Coveiro levou 4 prêmios na noite de ontem.
Onde é que é a festa hoje?
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Truculência
Let's get together
Manja só o sexy single Show Me Heaven com uma letra apelativa no melhor sentido da palavra e um groove contagiante de baixo distorcido.
Todos os caminhos levam à Lagoa
Preparei um set de pornochanchada/soul/funk/eletro/ rock para hoje à noite na festa do Teatro- Udesc no Art Chopp, um barzinho super aconchegante que fica ao lado do Vecchio Giorgio na Lagoa.Já soube que serei o segundo DJ a se apresentar e devo entrar à meia-noite, portanto amigas e amigos vamos lá que quero botá-los pra chacoalhar e se divertir à pampa.
Depois dessa festinha sigo para o John Bull onde participo da comemoração de 10 anos do Quarteto Banho de Lua. Entrei na banda em 1999 e permaneci até 2001. Turma da pesada. Butch, Sérgio Negrão,André Seben, Adriano Barvik, Richard Bondan e Luciano Bilu foram os músicos com quem dividi shows memoráveis tocando clássicos do rock, soul e jovem guarda.
Na noite festiva eles trazem o novo parceiro, Marcelo Nova, do Camisa de Vênus, que recentemente fez uma tour com o Quarteto como banda de apoio.
Só começando
A véspera de feriado tá cheia de bons programas e a ronda da noite começa às 21 hs lá no TAC com o show gratuito da Felixfônica que lança seu CD.
Beleza efêmera
O artista neo-zelândes Peter Donnelly criando belos e intricados desenhos na areia da praia.
Depois aparece algo assim:
terça-feira, 9 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Paredão online
Rapaziada amiga, por motivo de força maior não estarei aqui mas mandem brasa no chat. Só entrar aí e cair no papo.
Acompanhamento do Paredão Contracapa ao vivo na rádio Atlântida aqui, a partir das 20 hs.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
"My life is like a train ride in fields of blue"
Koko Taylor se foi. Nascida Cora Walton na cidade de Memphis, Tennessee, em 28 de setembro de 1938, ela ganhou o apelido Koko dos garotos da vizinhança por gostar muito de chocolate.
Começou a cantar na igreja aos 15 anos e em 1953 mudou-se para Chicago onde acabou cruzando seu caminho com o do grande compositor e baixista Willie Dixon que a levou para a gravadora Checker, uma subsidiária da Chess Records.
Fiquem com este grande dueto dela com o mentor Willie Dixon e uma funkeira que conta com ninguém menos do que Buddy Guy na guitarra.
Koko Taylor & Willie Dixon - Insane Asylum
Koko Taylor - Yes It's Good For You
quinta-feira, 4 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Todas as tribos
Em setembro de 1994 eu estudava Jornalismo na UFSC onde conheci esses dois freak brothers que são o Frank Maia e Emerson Gasperin, editores do Fútio Indispensável, um fanzine supimpa que marcou época.
Emerson, ou melhor, o Tomate chamou a mim e Fábio "Mutley" Bianchini para cobrir a segunda edição do festival Junta Tribo , que tinha como subtítulo: cerveja, barulho e terra. E como tinha terra vermelha lá em Campinas.
Eu fui. E foi uma experiência e tanto que se tornou marco divisório.O que vi e ouvi foi indescritível e a maioria das histórias são impublicáveis. O local do show era uma feira medieval com tudo o que um quadro de Hyeronimus Bosch tem direito.
Fiquei hospedado numa sala de aula da Unicamp dividida com o Planet Hemp e outras bandas. Já conhecia o pessoal da Wry, lá de Sorocaba onde eu ia bastante e passei a conhecer o Concreteness, Brincando de Deus, Little Quail, Relespública, Câmbio Negro, Loop B, Garage Fuzz, algumas bandas que me lembro.
No terceiro dia, cansadaço fui pousar na casa dos meus amigos Chico Saraiva e Eduardo Ribeiro, onde deu pra tomar um bom banho e tirar aquela terra vermelha entranhada.
Ontem encontrei através da comunidade do orkut esta matéria da EPTV falando sobre o festival que marcou o cenário independente brasileiro.
Soul ladies
Quando morrer quero encontrar anjos divinos assim.
Com retrato na coluna social
Por Raul Perdigueiro
Maestro José Nilo Vale, da OSSCA, "vale" o quanto chora. E como chora, quer R$ 10 mil por mês do Governo do Estado para abrigar a orquestra. Ainda que com toda a sua benevolência, o secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esportes, Gilmar Knaesel negou a proposta indecorosa. Se até dentro da secretaria o Maestro já é visto como uma presença incômoda, o mesmo não se pode dizer em outras instâncias, como a mídia.
Mas o maestro não gosta de falar, chora para não falar. Chora para receber, mas não presta contas sobre a sua gestão temerária, desafinada. Os músicos não recebem seus salários e a OSSCA está parada porque não tem dinheiro, não tem porque não pode receber do Estado diante das advertências do Tribunal de Contas do Estado que desde o ano passado bate na desorganização da administração da Ossca, mas também não leva adiante, como por exemplo, ao Ministério Público.
Só recapitulando, no mês de maio foi revelado o resultado da auditoria operacional do TCE sobre os mecanismos de incentivo à cultura do Governo do Estado. Dentre os 10 proponentes que abocanharam 55% de todo o dinheiro (R$ 25 milhões) investido pelo governo em projetos culturais no exercício de 2008 está a Associação Cultural Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (AOSSCA), com R$ 1,1 milhão. E não poderia jamais recebê-lo porque sua situação legal é capenga.
Mas aí todos sentem pena do maestro, ele chora, é emotivo, pede para não se tocar no assunto, promete entrevistas bombásticas e some do mapa, enfim desafina na gestão e dissimula na prestação. Mas ninguém pensa nos músicos, muito embora eles também contribuiem em seu silêncio ao não tomar uma atitude e denunciar a questão ao Ministério Público e Delegacia Regional do Trabalho.
O problema é que isso envolve dinheiro público, nosso, que vai para o mesmo ralo do desperdício que mensalmente despeja milhões em lugares incertos e não sabidos. Daí não podemos levar a situação como um caso folclórico. Isso é de interesse da coletividade e como tal deve estará sujeito à lupa rigorosa da lei e suas instâncias fiscalizadoras, bem como as penas previstas para os casos de malversação do dinheiro público, para não falar o pior.
O que impede o Maestro Nilo de cumprir o seu dever e prestar contas sobre a sua orquestra? E o que impede o TCE, o governo do Estado e o MP de cobrar maior responsabilidade por conta da gestão da orquestra? Ou então que cessem já essa "ópera de bufa" com o dinheiro do Estado, afinal, só o maestro aplaude.
Aliás, ninguém percebeu o nome deste espetáculo: A Ópera do Malandro!
terça-feira, 26 de maio de 2009
Let's tweet again

Via twitter. Grande dica de @ricardoschott.
Um blog super organizado que escaneia páginas de antigas revistas de música, o Velhidade.
Funky drummer

Quem ainda não teve oportunidade ou quer rever o documentário Sistema de Animação poderá conferir na próxima sexta, 29 de maio, na UFSC com entrada gratuita.
O filme de Guilherme Ledoux e Alan Langdon será exibido como parte do Colóquio Antropologias em Performance às 17 horas no Auditorio CFH da UFSC.
O longa-metragem é um retrato do baterista catarinense Toucinho Batera uma figuraça ímpar. O filme recentemente ganhou o Grande Prêmio FILME LIVRE! e o Prêmio Especial do Júri para o Personagem na Mostra do Filme Livre 2009.
O Proxeneta
Bruno Aleixo é bom paca. Quem mora no litoral catarinense tem uma vantagem que é a semelhança dos sotaques e da rapidez na fala.
É humor mané roots.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Dose dupla
The Impressions - The Girl I Find
The Impressions - Fool For You
Mestre ascendido
"Primo, nunca se esqueça, esse discurso de 'foco' é para os medíocres. Nunca,
nunca, nunca, mas nunca mesmo, permita que a mediocridade dos demais lhe roube
NENHUM de seus talentos"
Zé Rodrix num texto excelente sobre ele escrito por Lázaro Freire.
sábado, 23 de maio de 2009
Tremendão é que é o cara
“Eu sou um roqueiro engraçado, sabe? Meu instrumento é um violão de náilon. Sou um compositor, um cara que ama a música brasileira tanto quanto o rock’n’roll”
Dica que trouxe do Trabalho Sujo.
Erasmo Carlos nas páginas negras da Revista Trip.
R.I.P
Grandes figuras o músico e essa autodeclarada socialista desde os 16 anos. Descansem em paz.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Cinema catarina
Ontem fiz uma visita ao escritório da Vinil Filmes e tive a oportunidade de assistir os episódios de Histórias de Cinema, uma série em três capítulos que mistura a linguagem do documentário e da ficção.
A produção ao mesmo tempo em que didaticamente informa, emociona e diverte,"mostra uma visão diferente sobre a aventura de fazer cinema em Santa Catarina", é o que afirma o release e eu confirmo. Tá divertido demais e conta com belos depoimentos de gente como Salim Miguel, Eglê Malheiros, João Amorim ( Antônio Rossa vai lembrar dele) e Gilberto Gerlach.
Este último aliás conta uma história marcante que é o ápice do primeiro episódio.
Vale muito a pena ligar a TV ao meio-dia no próximo sábado, para assistir esse atestado de fé no amor à arte que abraçaram, ou melhor, que os abraçou pois nessa vida não se escolhe, se é escolhido.
domingo, 17 de maio de 2009
Mestre
Seu Dudu do Banjo esbanjou ( com o perdão do trocadalho) energia e musicalidade na última sexta no Clube da Luta.
Essa figura amabilíssima deu um show com sua Epiphone SG e com o banjo novinho em folha que ele estreou naquela noite.
Assistir da coxia esse guri serelepe de 73 anos detonando e ele dar pra ti umas piscadas marotas no meio de um solo não tem preço.
Seu Dudu, o senhor é o cara!
Nosce te ipsum
"Os homens que governam o mundo prometem isto e aquilo, liberdade, honra, segurança e - trabalho. Suas promessas são vazias e têm se provado vazias sempre. Mas os homens vazios gostam de promessas vazias. O homem que aconselha:" Olhe para você mesmo, o poder está dentro de você!" é visto como um sonhador e um louco"
Henry Miller no prefácio de Naufrágios & Comentários, livro do explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca.
Cabeza de Vaca naufragou na Flórida em 1527 e por dez anos caminhou descalço e nu até chegar ao México.
Em 1541 foi nomeado governador do Rio da Prata e parou na Ilha de Santa Catarina onde viveu por alguns meses e daqui partiu a pé rumo à Assunção numa viagem onde descobriu as Cataratas do Iguaçu.
Um personagem e tanto. Cabeza de Vaca chegou à América disposto a conquistar pela " bondade, e não pela matança".
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Bora lá

Grande festa acontece festa no Clube da Luta nesta sexta, 15 de maio. Coletivo Operante, além de gravar cenas para um clip que o Ledoux está produzindo para a canção O Nome do DJ, se apresenta ao lado de uma lenda do rock brasileiro e uma pessoa da mais alta qualidade, Seu Dudu do Banjo.
E como se não bastasse, ainda há o bailinho com o DJ Zé Pereira, turbinado pela participação de Mancha e Herax do L.I.M.B.O, que trazem para a noite um set de dub, reggae, dancehall e outros jamaiquismos.
Mulheres não pagam até às 23;30 h.
Os dois primeiros que mandarem comentários com nome completo respondendo a seguinte pergunta, levam um ingresso:
Qual o nome do mais famoso hit da primeira banda do Seu Dudu, que gravava pela Young Records?
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UPDATE: 23:05 h - Marcelo Mancha me falou, em e-mail, mais um pouco sobre o som que ele e o Heráclito vão mandar:
"eu e o Heráclito tocamos juntos em bandas (primeiro euthanasia, agora estrutura L.I.M.B.O.) desde 95 (quando ele entrou no eutha). Sempre gostamos muito de ouvir música e trocar idéias. ele me apresentou a música eletronica (em seus mais variados estilos) e eu mostrei para ele a black music (principalmente o hip-hop e o reggae). da amizade surgiram algumas trocas de gravações e um pouco depois, a vontade de comprar um equipamento e fazer uma experiência. com o equipamento na mão começamos a colocar som em festas de amigos e tá rolando...
... a onda é black: hip-hop jamaicanizados, reggae, dub, funk 70, dancehall, ska antigo e também novo".
Não foi às ruas mas foi ao orkut

Recebi, via Twitter, do amigo Aleph Ozuas, o perfil do orkut de Gilmar Mendes. Clica na imagem para ampliar.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Ilha multifacetada
"O trio Jean Mafra, Peter Gosweiler e Rodrigo Daca são compositores e músicos que vivem na mesma cidade — Florianópolis, que fazem trabalhos distintos e que justamente por causa das diferenças entre seus fazeres artísticos resolvem se unir em um projeto/show. É assim que nasce A GENTE vive na mesma CIDADE, faz som DIFERENTE e se encontra AQUI , um espetáculo que são três, e com três artistas que fazem a nova música de Floripa, uma cidade que são várias..."
É hoje às 20 horas no Teatro SESC da Prainha com entrada franca.
"Mídia e camarim"
E perto da gente em muitas outras situações essa "prática" também acontece bastante.
Tem aquela famosa piada de músico. O contratante te liga e vem com uma conversa de tocar sem cachê pois a verba dele é curta e tal. Daí emenda : "mas tem mídia e camarim".
Às vezes o evento é beneficiente e beneficiam-se desabrigados, doentes, crianças, velhinhos, equipe de som, produtores, diretores de palco, assessoria de imprensa. Já os músicos ficam na baga.
Artista vive de paixão, mas também de um pouco de dinheiro já dizia o Nei Lisboa.
Não bastasse isso ainda há a enorme quantidade de bicões que topam qualquer uma. Seu Dudu do Banjo, com quem o Coletivo Operante toca na próxima sexta no Clube da Luta, me disse o seguinte sobre o Café de La Musique em Jurerê Internacional, onde ele tem se apresentado:
"Todo dia a moça que cuida da agenda recebe uns 20 e-mails de "músicos" com propostas para fazer o show por um cachet menor que o meu".
Essa gente nefasta que denigre a profissão e joga cachets lá pra baixo merecia uma surra de gato morto pra ver se mia.
domingo, 10 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Bora lá
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Polititica
Vale lembrar que no ano passado o senhor Gallina, o boss do cabidão foi ao TAC e pegou o microfone para afirmar que a SDR da Grande Florianópolis iria bancar um CD com os semi-finalistas e finalistas da etapa regional do festival.
Cadê?
Crazy sixties
Blues-rock deluxe com os hoje sessentões Jeff Beck, na guitarra, Rod Stewart no gogó e Ron Wood no baixo. Essa é a abertura de show do Jeff Beck Group na lendária casa de Bill Graham, o Fillmore East.
Graham era um produtor durão e visionário que tratava seus músicos com o maior respeito e exigia reciprocidade. Em troca os artistas em geral davam seus melhores shows no Fillmore East, no Fillmore East e em outras casas e festivais que tivessem o dedo de Graham.
Sorte nossa que seu arquivo foi para na mão do Wolfgang's Vault que disponibiliza esse e muitos outros shows.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Bola de fogo
Cinco minutos para ver esta cena vão te fazer bem. Gene Krupa e sua orquestra, com a cantora Barbara Stanwyck, detonam em "Drum Boogie". Com um final delicioso.
Do filme Ball of Fire, de 1941.
FHC vs THC mash up
Só o fato de ter acontecido já é um avanço neste nosso estado hipócrita e conservador.
Durante a semana foi montado todo um circo de terror com declarações e ameaças de prisão, o que ao lado da final do Campeonato Catarinense certamente esvaziou o protesto.
Foto: Diego Redel/DC
sábado, 2 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Neotropicalismo
Lucas Santtana soltou mais uma música na rede. A regravação de "Amor em Jacumã", de Dom Um Romão e Luiz Carvalho, que saiu originalmente no LP Hotmosphere, gravado por Dom Romão nos EUA.
Neotropicalismo total. Me lembrou do disco londrino de Gil, de 71, e do Transa. Bebeu nessa fonte e misturou a adubada certeira de Buguinha que psicodeliza a faixa magistralmente.
A turma envolvida é da pesada. Buguinha Dub na co-produção, Curumin, batucando um violão e Ricardo Dias Gomes no baixo.
Mais detalhes sobre a história dessa climática gravação no Diginóis.
Lucas Santtana - Amor em Jacumã
quarta-feira, 29 de abril de 2009
História da HQ

Alô rapaziada amante dos quadrinhos. Olha só esse site que fucei agora: Coconino Classics, um arquivo de cartuns, charges, tiras, HQs e ilustrações. Cada artista tem um site graficamente bonito e simples. Uma loucura pra mergulhar com tempo.
Só cartunistas americanos e europeus do início do século XX.
O Lobo não é bobo
E não é de hoje que ele dá um banho em cima dos entrevistadores. Procurando o vídeo deste programa olha só o que eu achei.
Não se engane pelo título "Cacau entrevista Lobão". Na real o músico toma o microfone no primeiro momento e arrepia geral no camarim pós-show. Cenas imperdíveis.
sábado, 25 de abril de 2009
O onipresente RC
Inspiração
O bife
Estréia “Vestido de Noiva” (23/12/1943) por Nelson Rodrigues
No terceiro sinal alguém veio me soprar: “A melhor platéia do Brasil”. E começou a peça. Nove e meia, se bem me lembro. Numa pusilanimidade total, fiquei no fundo de um camarote, arriado. Platéia, balcões nobres, frisas e camarotes lotados. Eu não via, nem queria ver nada. Muitas vezes, tapava os ouvidos, doente de medo. E o pior foi o silêncio do público todo o primeiro ato. Ninguém ria, ninguém tossia. E havia qualquer coisa de apavorante naquela presença numerosa e muda.
Termina o primeiro ato. Três palmas, se tanto, ou quatro ou cinco no máximo. Gelado, imaginei que seriam palmas das minhas irmãs, dos meus irmãos. Continuei no fundo do camarote, cravado na cadeira. Repetia para mim mesmo: “Fracasso, fracasso!”
Termina o segundo ato. Menos palmas. Imagino: “Até minhas irmãs têm vergonha de me aplaudir”. Pongetti tinha razão. “Vestido de Noiva” era o caos. A platéia estava furiosa com o caos. Até que baixa o pano sobre o final do terceiro ato. Silêncio. Espero. Silêncio. Ninguém bate palmas, nem minhas irmãs.
Ainda silêncio. Atônito, pensei em Roberto Marinho que estava no camarote, ao lado. Devia estar me achando uma besta. E, de repente, começaram palmas escassas e esparsas. Um aplaudia aqui, outro ali, um terceiro mais adiante. Atracado à cadeira, sentia-me perdido, perdido. Mas via a progressão. Focos de palmas, em vários pontos da platéia. E, súbito, todos acordaram do seu espanto. Ergueu-se o uivo unânime.
Os aplausos subiam até a cúpula e multiplicavam as cintilações do lustre. Era como se o grande Caruso tivesse acabado de soltar um dó de peito. Os artistas iam e voltavam. Porteiros levavam corbeilles. Veio Ziembinski, arrastado, de mangas arregaçadas, com o suor de gênio da fronte alta. E, súbito, uma voz (possivelmente a de José César Borba) se esganiça: “O autor, o autor!” E não foi só o César Borba. Muitos outros, inclusive mulheres, pediam, exigiam: “O autor, o autor!”
Minha irmã Helena veio me buscar no fundo do camarote. Eu, que me esvaía em suor, gemi: “Não, não!” E ela: “Vem, vem!” Não podia explicar, ali, que eu entrara no Municipal um pobre-diabo; e ainda não me sentia o autor glorioso. Helena, porém, crispada de vontade, arrancou-me da cadeira. Lívido, apareci na varanda do camarote.
Pensei: “Roberto Marinho deve estar impressionado”. Esperava eu, e esperavam minhas irmãs, que a platéia se voltasse para mim e todos gritassem: “Ele, ele!” Mas o que em seguida aconteceu foi muito parecido com um pesadelo humorístico. Estava o autor, em pé, no camarote, pronto para receber a apoteose. E ninguém me olhava, ninguém. Era como se eu não existisse, simplesmente não existisse.
A platéia exigia o autor, mas virada para o palco, de costas para mim. Senti como se fosse um puro espírito, que vaga, invisível, inaudível, por entre os vivos. Deu-me a vontade furiosa de gritar: “Sou eu! Sou eu!” E nada. Por que os artistas do palco não apontavam: “Ali! Ali!” Por um minuto, sem fim, fui excluído da apoteose e me senti um marginal da própria glória. Recuei para o fundo do camarote, dilacerado de vergonha e frustração.
Quando saí do camarote, o primeiro a me abraçar, radiante, foi Roberto Marinho. Em seguida, Sílvio Piergile, o maestro. E ambos disseram: “Formidável!” Mas fora o Roberto Marinho e o Sílvio Piergile, ninguém via em mim o autor. Uma senhora ia na minha frente, com uma graça lânguida e nostálgica: “As mulheres só deviam amar meninos de 17 anos”. Vou descendo; no meio da escadaria, um velho me abraça; diz trêmulo: “Não perdi um enterro de sua família”. E me beija. Embaixo, sou envolvido, abraçado, quase raptado. Álvaro Lins me puxa pelo braço: “Vem cá que eu quero te apresentar o Paulo Bittencourt”. Lembro-me exatamente das palavras de Paulo: “Sua peça é extremamente interessante”. Alguém ciciou no meu ouvido: “Genial!” Isso, dito baixinho, como se fosse uma obscenidade, deu-me vontade de chorar.
Mas tinha que abraçar Ziembinski, o elenco. Fui para a caixa. Quando entrei, vi uma multidão. Ziembinski berrou: “O autor!” Recebi uma ovação espantosa. Ah, eu estava emocionalmente exausto, as pernas bambas, a vista embaçada. Abraço, longa e desesperadamente Ziembinski. Ah, o polaco (ninguém o chamava de polonês, mas de polaco), o polaco dera ao que parecia o caos uma ordem translúcida e perfeita. Depois de Ziembinski, saí abraçando os intérpretes um por um: Evangelina, Carlos Perry, Graça Mello, Expedito Pôrto, Carlos Mello, Isaac Paschoal. Do alto do camarote, eu era fisicamente desconhecido. Agora, não. Ziembinski me apresentara. Da caixa do teatro até a porta dos fundos, não dei um passo sem esbarrar, sem tropeçar numa admiração patética.
Finalmente, desvencilhei-me dos admiradores e cheguei à rua. Estou andando na calçada da Avenida, e atravesso a Almirante Barroso, vou na direção da Galeria Cruzeiro. Sentia-me boiar entre as coisas. A glória era recente demais. Uma hora antes, eu não passava de um pobre rapaz, que ganhava setecentos mil réis mensais (quinhentos na folha e duzentos por fora). E as coisas me pareciam de uma irrealidade atroz. Até a Avenida era irreal, e os edifícios, e as esquinas. Longe, na Praça Mauá, os mastros sonhavam.
No próprio edifício do Liceu de Artes e Ofícios, quase ao lado de “O Globo”, havia uma casa que era, a um só tempo, leiteria e restaurante. Lá serviam um prato chamado “Almoço Nevado”, típico da classe média. Era um bife, que podia ser acompanhado ou de batatas fritas ou de dois ovos estrelados, com arroz. E mais: manteiga, pão e um pudim de sobremesa. Tudo, ao preço compassivo, generoso, de doze mil réis. Entrei na leiteria deserta, sentei-me num canto. Disse, sem olhar o menu: “Traz um Almoço Nevada, com batatas fritas”.
Primeiro, o garçon trouxe pão e manteiga. Comecei a comer com sombrio elán. Tinha, na imaginação, o lustre do Municipal, ardendo em cintilações delirantes. O garçon voltou. Pôs o prato na mesa. Digo-lhe: “Traz mais pão, que eu pago por fora. Manteiga também, sim?” Eu continuava febril de sonho. Mas o prato estava diante de mim. O bife era a vida real.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Credibilidade de rua ZERO

E esse sorriso amarelo? Tenso!
Breve em todas as bancas e pela internet o assassinato de reputação do ministro Joaquim Barbosa. Aquele que disse o que muitos queriam dizer.
UPDATE 25/04/09 - 03:27 - E hoje o Frank me mandou esse link. Barbosa foi à rua e Gilmar será que topa essa?
Me love this, man
Ledoux, o premiado cineasta do Pintô Sujêra e baterista da banda, é quem está produzindo.
O Coletivo Operante já está gravando o sucessor desse single no Jardim Elétriko. E totalmente na onda dub que a rapaziada já surfa não é de hoje.
Festa no puteiro
Roberto Carlos em Floripa
Quem diria, o Rei ao lado de casa no Saco dos Limões!









