quinta-feira, 4 de junho de 2009

Relatividade


via nikki.jane

Incrível



A banda Os Incríveis numa entrevista para a TV Tupi em 1968. Os garotos prometem: vão abalar na San Francisco pós verão do amor.

E depois um vídeo com Roberto, Erasmo e Wandeca. Tudo isso cortesia do usuário xol8lox que postou vários vídeos antigos da extinta TV Tupi. Vale a pena o garimpo.

domingo, 31 de maio de 2009

Todas as tribos

Foto: moralis

Em setembro de 1994 eu estudava Jornalismo na UFSC onde conheci esses dois freak brothers que são o Frank Maia e Emerson Gasperin, editores do Fútio Indispensável, um fanzine supimpa que marcou época.

Emerson, ou melhor, o Tomate chamou a mim e Fábio "Mutley" Bianchini para cobrir a segunda edição do festival Junta Tribo , que tinha como subtítulo: cerveja, barulho e terra. E como tinha terra vermelha lá em Campinas.

Eu fui. E foi uma experiência e tanto que se tornou marco divisório.O que vi e ouvi foi indescritível e a maioria das histórias são impublicáveis. O local do show era uma feira medieval com tudo o que um quadro de Hyeronimus Bosch tem direito.

Fiquei hospedado numa sala de aula da Unicamp dividida com o Planet Hemp e outras bandas. Já conhecia o pessoal da Wry, lá de Sorocaba onde eu ia bastante e passei a conhecer o Concreteness, Brincando de Deus, Little Quail, Relespública, Câmbio Negro, Loop B, Garage Fuzz, algumas bandas que me lembro.

No terceiro dia, cansadaço fui pousar na casa dos meus amigos Chico Saraiva e Eduardo Ribeiro, onde deu pra tomar um bom banho e tirar aquela terra vermelha entranhada.

Ontem encontrei através da comunidade do orkut esta matéria da EPTV falando sobre o festival que marcou o cenário independente brasileiro.

Baixe o Adobe Flash Player

Epitáfio


Robert Clay Wilson
1840-1887

Ele nunca matou um homem
Que não precisasse ser morto


via i heart chaos

Soul ladies

As Sweet Divines e banda arrepiando com Heckuvah Man. Groove que bebe nas águas do delta do Mississipi, mais precisamente de New Orleans e dos The Meters.

Quando morrer quero encontrar anjos divinos assim.

Com retrato na coluna social

Recebi de um leitor censurado em outras plagas este texto sobre o polêmico maestro José Nilo Vale. Quem responderá as indagações finais?


Por Raul Perdigueiro


Maestro José Nilo Vale, da OSSCA, "vale" o quanto chora. E como chora, quer R$ 10 mil por mês do Governo do Estado para abrigar a orquestra. Ainda que com toda a sua benevolência, o secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esportes, Gilmar Knaesel negou a proposta indecorosa. Se até dentro da secretaria o Maestro já é visto como uma presença incômoda, o mesmo não se pode dizer em outras instâncias, como a mídia.

Mas o maestro não gosta de falar, chora para não falar. Chora para receber, mas não presta contas sobre a sua gestão temerária, desafinada. Os músicos não recebem seus salários e a OSSCA está parada porque não tem dinheiro, não tem porque não pode receber do Estado diante das advertências do Tribunal de Contas do Estado que desde o ano passado bate na desorganização da administração da Ossca, mas também não leva adiante, como por exemplo, ao Ministério Público.

Só recapitulando, no mês de maio foi revelado o resultado da auditoria operacional do TCE sobre os mecanismos de incentivo à cultura do Governo do Estado. Dentre os 10 proponentes que abocanharam 55% de todo o dinheiro (R$ 25 milhões) investido pelo governo em projetos culturais no exercício de 2008 está a Associação Cultural Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (AOSSCA), com R$ 1,1 milhão. E não poderia jamais recebê-lo porque sua situação legal é capenga.

Mas aí todos sentem pena do maestro, ele chora, é emotivo, pede para não se tocar no assunto, promete entrevistas bombásticas e some do mapa, enfim desafina na gestão e dissimula na prestação. Mas ninguém pensa nos músicos, muito embora eles também contribuiem em seu silêncio ao não tomar uma atitude e denunciar a questão ao Ministério Público e Delegacia Regional do Trabalho.

O problema é que isso envolve dinheiro público, nosso, que vai para o mesmo ralo do desperdício que mensalmente despeja milhões em lugares incertos e não sabidos. Daí não podemos levar a situação como um caso folclórico. Isso é de interesse da coletividade e como tal deve estará sujeito à lupa rigorosa da lei e suas instâncias fiscalizadoras, bem como as penas previstas para os casos de malversação do dinheiro público, para não falar o pior.

O que impede o Maestro Nilo de cumprir o seu dever e prestar contas sobre a sua orquestra? E o que impede o TCE, o governo do Estado e o MP de cobrar maior responsabilidade por conta da gestão da orquestra? Ou então que cessem já essa "ópera de bufa" com o dinheiro do Estado, afinal, só o maestro aplaude.

Aliás, ninguém percebeu o nome deste espetáculo: A Ópera do Malandro!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Let's tweet again


Via twitter. Grande dica de @ricardoschott.

Um blog super organizado que escaneia páginas de antigas revistas de música, o Velhidade.

Funky drummer


Quem ainda não teve oportunidade ou quer rever o documentário Sistema de Animação poderá conferir na próxima sexta, 29 de maio, na UFSC com entrada gratuita.

O filme de Guilherme Ledoux e Alan Langdon será exibido como parte do Colóquio Antropologias em Performance às 17 horas no Auditorio CFH da UFSC.

O longa-metragem é um retrato do baterista catarinense Toucinho Batera uma figuraça ímpar. O filme recentemente ganhou o Grande Prêmio FILME LIVRE! e o Prêmio Especial do Júri para o Personagem na Mostra do Filme Livre 2009.

O Proxeneta



Bruno Aleixo é bom paca. Quem mora no litoral catarinense tem uma vantagem que é a semelhança dos sotaques e da rapidez na fala.

É humor mané roots.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dose dupla



Pra adoçar a segunda-feira e seguir sorrindo vão essas duas licorosas canções. Curtis Mayfield sabe tudo.


The Impressions - The Girl I Find


The Impressions - Fool For You




Mestre ascendido


"Primo, nunca se esqueça, esse discurso de 'foco' é para os medíocres. Nunca,
nunca, nunca, mas nunca mesmo, permita que a mediocridade dos demais lhe roube
NENHUM de seus talentos"


Zé Rodrix num texto excelente sobre ele escrito por Lázaro Freire.

sábado, 23 de maio de 2009

Tremendão é que é o cara


“Eu sou um roqueiro engraçado, sabe? Meu instrumento é um violão de náilon. Sou um compositor, um cara que ama a música brasileira tanto quanto o rock’n’roll”


Dica que trouxe do Trabalho Sujo.

Erasmo Carlos nas páginas negras da Revista Trip.

R.I.P

Duas perdas sentidas nessa semana. Zé Rodrix e Maria Amélia, a blogueira mais velha do mundo, que morreu aos 97 anos.

Grandes figuras o músico e essa autodeclarada socialista desde os 16 anos. Descansem em paz.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cinema catarina


Ontem fiz uma visita ao escritório da Vinil Filmes e tive a oportunidade de assistir os episódios de Histórias de Cinema, uma série em três capítulos que mistura a linguagem do documentário e da ficção.

A produção ao mesmo tempo em que didaticamente informa, emociona e diverte,"mostra uma visão diferente sobre a aventura de fazer cinema em Santa Catarina", é o que afirma o release e eu confirmo. Tá divertido demais e conta com belos depoimentos de gente como Salim Miguel, Eglê Malheiros, João Amorim ( Antônio Rossa vai lembrar dele) e Gilberto Gerlach.

Este último aliás conta uma história marcante que é o ápice do primeiro episódio.

Vale muito a pena ligar a TV ao meio-dia no próximo sábado, para assistir esse atestado de fé no amor à arte que abraçaram, ou melhor, que os abraçou pois nessa vida não se escolhe, se é escolhido.

Pop pop



Que tal nós dois numa banheira de espuma?

Muuuuuuuuuuuuuuu



via lp cover lover

Tequinho virtual



Para quem aprecia. Não vão se borrar aí na cadeira.

domingo, 17 de maio de 2009

Mestre


Seu Dudu do Banjo esbanjou ( com o perdão do trocadalho) energia e musicalidade na última sexta no Clube da Luta.

Essa figura amabilíssima deu um show com sua Epiphone SG e com o banjo novinho em folha que ele estreou naquela noite.

Assistir da coxia esse guri serelepe de 73 anos detonando e ele dar pra ti umas piscadas marotas no meio de um solo não tem preço.

Seu Dudu, o senhor é o cara!

Esquerda Festiva no Twitter

Finalmente me rendi.

Nosce te ipsum

"Os homens que governam o mundo prometem isto e aquilo, liberdade, honra, segurança e - trabalho. Suas promessas são vazias e têm se provado vazias sempre. Mas os homens vazios gostam de promessas vazias. O homem que aconselha:" Olhe para você mesmo, o poder está dentro de você!" é visto como um sonhador e um louco"


Henry Miller no prefácio de Naufrágios & Comentários, livro do explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca.

Cabeza de Vaca naufragou na Flórida em 1527 e por dez anos caminhou descalço e nu até chegar ao México.

Em 1541 foi nomeado governador do Rio da Prata e parou na Ilha de Santa Catarina onde viveu por alguns meses e daqui partiu a pé rumo à Assunção numa viagem onde descobriu as Cataratas do Iguaçu.

Um personagem e tanto. Cabeza de Vaca chegou à América disposto a conquistar pela " bondade, e não pela matança".

78 RPM

via airform archives

Botecagem




Elis Regina e Adoniran Barbosa no Bixiga em 1978.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bora lá


Grande festa acontece festa no Clube da Luta nesta sexta, 15 de maio. Coletivo Operante, além de gravar cenas para um clip que o Ledoux está produzindo para a canção O Nome do DJ, se apresenta ao lado de uma lenda do rock brasileiro e uma pessoa da mais alta qualidade, Seu Dudu do Banjo.

E como se não bastasse, ainda há o bailinho com o DJ Zé Pereira, turbinado pela participação de Mancha e Herax do L.I.M.B.O, que trazem para a noite um set de dub, reggae, dancehall e outros jamaiquismos.

Mulheres não pagam até às 23;30 h.

Os dois primeiros que mandarem comentários com nome completo respondendo a seguinte pergunta, levam um ingresso:

Qual o nome do mais famoso hit da primeira banda do Seu Dudu, que gravava pela Young Records?


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UPDATE: 23:05 h - Marcelo Mancha me falou, em e-mail, mais um pouco sobre o som que ele e o Heráclito vão mandar:

"eu e o Heráclito tocamos juntos em bandas (primeiro euthanasia, agora estrutura L.I.M.B.O.) desde 95 (quando ele entrou no eutha). Sempre gostamos muito de ouvir música e trocar idéias. ele me apresentou a música eletronica (em seus mais variados estilos) e eu mostrei para ele a black music (principalmente o hip-hop e o reggae). da amizade surgiram algumas trocas de gravações e um pouco depois, a vontade de comprar um equipamento e fazer uma experiência. com o equipamento na mão começamos a colocar som em festas de amigos e tá rolando...

... a onda é black: hip-hop jamaicanizados, reggae, dub, funk 70, dancehall, ska antigo e também novo".

Não foi às ruas mas foi ao orkut


Recebi, via Twitter, do amigo Aleph Ozuas, o perfil do orkut de Gilmar Mendes. Clica na imagem para ampliar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ilha multifacetada



"O trio Jean Mafra, Peter Gosweiler e Rodrigo Daca são compositores e músicos que vivem na mesma cidade — Florianópolis, que fazem trabalhos distintos e que justamente por causa das diferenças entre seus fazeres artísticos resolvem se unir em um projeto/show. É assim que nasce A GENTE vive na mesma CIDADE, faz som DIFERENTE e se encontra AQUI , um espetáculo que são três, e com três artistas que fazem a nova música de Floripa, uma cidade que são várias..."


É hoje às 20 horas no Teatro SESC da Prainha com entrada franca.

"Mídia e camarim"

Nos últimos tempos li e ouvi por aí queixas de que em grande parte dos festivais independentes brasileiros as bandas tocam sem receber cachê e custeiam seu transporte e hospedagem enquanto muita gente ganha grana com isso. Do patrocínio da Petrobrás e outras grandes empresas - públicas e privadas - não pinga um realzinho sequer para os artistas que afinal de contas são a atração.

E perto da gente em muitas outras situações essa "prática" também acontece bastante.

Tem aquela famosa piada de músico. O contratante te liga e vem com uma conversa de tocar sem cachê pois a verba dele é curta e tal. Daí emenda : "mas tem mídia e camarim".

Às vezes o evento é beneficiente e beneficiam-se desabrigados, doentes, crianças, velhinhos, equipe de som, produtores, diretores de palco, assessoria de imprensa. Já os músicos ficam na baga.

Artista vive de paixão, mas também de um pouco de dinheiro já dizia o Nei Lisboa.

Não bastasse isso ainda há a enorme quantidade de bicões que topam qualquer uma. Seu Dudu do Banjo, com quem o Coletivo Operante toca na próxima sexta no Clube da Luta, me disse o seguinte sobre o Café de La Musique em Jurerê Internacional, onde ele tem se apresentado:

"Todo dia a moça que cuida da agenda recebe uns 20 e-mails de "músicos" com propostas para fazer o show por um cachet menor que o meu".

Essa gente nefasta que denigre a profissão e joga cachets lá pra baixo merecia uma surra de gato morto pra ver se mia.

Cuma?



Em homenagem ao Código Ambiental Catarinense.

via boing boing

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bora lá


É hoje. Logo mais vamos chacoalhar o esqueleto do público na festa mais balançante de Floripa.

Coletivo Operante e o DJ Marcelo Pimenta no Drakkar na festa Nação Balanço, botando pra quebrar.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Polititica

No dia 1 de junho iniciam as inscrições para o FEMIC- Festival da Música e Integração Catarinense - em sua edição 2009.

Vale lembrar que no ano passado o senhor Gallina, o boss do cabidão foi ao TAC e pegou o microfone para afirmar que a SDR da Grande Florianópolis iria bancar um CD com os semi-finalistas e finalistas da etapa regional do festival.

Cadê?

Gonzo



Auto-retrato do fundador do Jornalismo Gonzo, Hunther Thompson em Big Sur.

De onde trouxe essa tem mais. Várias fotos dos Hell's Angels, auto-retratos e outras chapas tiradas pelo mestre .

Botinada



Absolutamente essencial. Botinada, documentário de Gastão Moreira sobre a história do movimento punk em São Paulo e no Brasil. Na íntegra.

In vino veritas



via strange maps

????????????



Do you?

via retrozone.

Crazy sixties



Blues-rock deluxe com os hoje sessentões Jeff Beck, na guitarra, Rod Stewart no gogó e Ron Wood no baixo. Essa é a abertura de show do Jeff Beck Group na lendária casa de Bill Graham, o Fillmore East.

Graham era um produtor durão e visionário que tratava seus músicos com o maior respeito e exigia reciprocidade. Em troca os artistas em geral davam seus melhores shows no Fillmore East, no Fillmore East e em outras casas e festivais que tivessem o dedo de Graham.

Sorte nossa que seu arquivo foi para na mão do Wolfgang's Vault que disponibiliza esse e muitos outros shows.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vapor



via yimmys yayo.

Bola de fogo



Cinco minutos para ver esta cena vão te fazer bem. Gene Krupa e sua orquestra, com a cantora Barbara Stanwyck, detonam em "Drum Boogie". Com um final delicioso.

Do filme Ball of Fire, de 1941.

Goo-goo-goo--joob



Beatles - I Am The Walrus

FHC vs THC mash up

Segundo reportagem do DC, cerca de cem pessoas compareceram à Marcha da Maconha em Florianópolis nesta tarde de domingo. Marchadores afirmam que eram quase 500.

Só o fato de ter acontecido já é um avanço neste nosso estado hipócrita e conservador.

Durante a semana foi montado todo um circo de terror com declarações e ameaças de prisão, o que ao lado da final do Campeonato Catarinense certamente esvaziou o protesto.

Foto: Diego Redel/DC

sábado, 2 de maio de 2009

Paredão online (4)



Chega mais no papo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Neotropicalismo


Lucas Santtana soltou mais uma música na rede. A regravação de "Amor em Jacumã", de Dom Um Romão e Luiz Carvalho, que saiu originalmente no LP Hotmosphere, gravado por Dom Romão nos EUA.

Neotropicalismo total. Me lembrou do disco londrino de Gil, de 71, e do Transa. Bebeu nessa fonte e misturou a adubada certeira de Buguinha que psicodeliza a faixa magistralmente.

A turma envolvida é da pesada. Buguinha Dub na co-produção, Curumin, batucando um violão e Ricardo Dias Gomes no baixo.

Mais detalhes sobre a história dessa climática gravação no Diginóis.

Lucas Santtana - Amor em Jacumã

Grass monkey


via vintage poster

quarta-feira, 29 de abril de 2009

História da HQ


Alô rapaziada amante dos quadrinhos. Olha só esse site que fucei agora: Coconino Classics, um arquivo de cartuns, charges, tiras, HQs e ilustrações. Cada artista tem um site graficamente bonito e simples. Uma loucura pra mergulhar com tempo.

Só cartunistas americanos e europeus do início do século XX.

O Lobo não é bobo

Muito boa a entrevista com Lobão exibida no último domingo no programa Estúdio SC. O lupino tagarela engoliu facinho a entrevistadora.

E não é de hoje que ele dá um banho em cima dos entrevistadores. Procurando o vídeo deste programa olha só o que eu achei.

Não se engane pelo título "Cacau entrevista Lobão". Na real o músico toma o microfone no primeiro momento e arrepia geral no camarim pós-show. Cenas imperdíveis.

sábado, 25 de abril de 2009

O onipresente RC


.

Grande dica do DJ Zé Pereira esse vídeo de divulgação da festa/fitaK7/coletânea virtual produzida pelo duo paulista Database. Ficou muito bom.

Os florianopolitanos Superpose , Discobot e Mottorama participam ao lado de nomes efervescentes da cena dance brasileira e veteranos como Edu K.

Carrossel


De Fernanda Guedes.

Paredão online (3)



Clica aí e entre nessa.

Inspiração

"Quando você pode obter algum resultado? Quando está absolutamente apaixonado pelo processo do fazer e aciona forças insuspeitas dentro de você e encontra um caminho novo que estimula o público. Você encontra isso pelo amor ao processo".






Juca de Oliveira nesta entrevista para a jornalista Ana Paula Sousa.

O bife

QUANDO TUDO COMEÇOU

Estréia “Vestido de Noiva” (23/12/1943) por Nelson Rodrigues

No terceiro sinal alguém veio me soprar: “A melhor platéia do Brasil”. E começou a peça. Nove e meia, se bem me lembro. Numa pusilanimidade total, fiquei no fundo de um camarote, arriado. Platéia, balcões nobres, frisas e camarotes lotados. Eu não via, nem queria ver nada. Muitas vezes, tapava os ouvidos, doente de medo. E o pior foi o silêncio do público todo o primeiro ato. Ninguém ria, ninguém tossia. E havia qualquer coisa de apavorante naquela presença numerosa e muda.

Termina o primeiro ato. Três palmas, se tanto, ou quatro ou cinco no máximo. Gelado, imaginei que seriam palmas das minhas irmãs, dos meus irmãos. Continuei no fundo do camarote, cravado na cadeira. Repetia para mim mesmo: “Fracasso, fracasso!”

Termina o segundo ato. Menos palmas. Imagino: “Até minhas irmãs têm vergonha de me aplaudir”. Pongetti tinha razão. “Vestido de Noiva” era o caos. A platéia estava furiosa com o caos. Até que baixa o pano sobre o final do terceiro ato. Silêncio. Espero. Silêncio. Ninguém bate palmas, nem minhas irmãs.

Ainda silêncio. Atônito, pensei em Roberto Marinho que estava no camarote, ao lado. Devia estar me achando uma besta. E, de repente, começaram palmas escassas e esparsas. Um aplaudia aqui, outro ali, um terceiro mais adiante. Atracado à cadeira, sentia-me perdido, perdido. Mas via a progressão. Focos de palmas, em vários pontos da platéia. E, súbito, todos acordaram do seu espanto. Ergueu-se o uivo unânime.

Os aplausos subiam até a cúpula e multiplicavam as cintilações do lustre. Era como se o grande Caruso tivesse acabado de soltar um dó de peito. Os artistas iam e voltavam. Porteiros levavam corbeilles. Veio Ziembinski, arrastado, de mangas arregaçadas, com o suor de gênio da fronte alta. E, súbito, uma voz (possivelmente a de José César Borba) se esganiça: “O autor, o autor!” E não foi só o César Borba. Muitos outros, inclusive mulheres, pediam, exigiam: “O autor, o autor!”

Minha irmã Helena veio me buscar no fundo do camarote. Eu, que me esvaía em suor, gemi: “Não, não!” E ela: “Vem, vem!” Não podia explicar, ali, que eu entrara no Municipal um pobre-diabo; e ainda não me sentia o autor glorioso. Helena, porém, crispada de vontade, arrancou-me da cadeira. Lívido, apareci na varanda do camarote.

Pensei: “Roberto Marinho deve estar impressionado”. Esperava eu, e esperavam minhas irmãs, que a platéia se voltasse para mim e todos gritassem: “Ele, ele!” Mas o que em seguida aconteceu foi muito parecido com um pesadelo humorístico. Estava o autor, em pé, no camarote, pronto para receber a apoteose. E ninguém me olhava, ninguém. Era como se eu não existisse, simplesmente não existisse.

A platéia exigia o autor, mas virada para o palco, de costas para mim. Senti como se fosse um puro espírito, que vaga, invisível, inaudível, por entre os vivos. Deu-me a vontade furiosa de gritar: “Sou eu! Sou eu!” E nada. Por que os artistas do palco não apontavam: “Ali! Ali!” Por um minuto, sem fim, fui excluído da apoteose e me senti um marginal da própria glória. Recuei para o fundo do camarote, dilacerado de vergonha e frustração.

Quando saí do camarote, o primeiro a me abraçar, radiante, foi Roberto Marinho. Em seguida, Sílvio Piergile, o maestro. E ambos disseram: “Formidável!” Mas fora o Roberto Marinho e o Sílvio Piergile, ninguém via em mim o autor. Uma senhora ia na minha frente, com uma graça lânguida e nostálgica: “As mulheres só deviam amar meninos de 17 anos”. Vou descendo; no meio da escadaria, um velho me abraça; diz trêmulo: “Não perdi um enterro de sua família”. E me beija. Embaixo, sou envolvido, abraçado, quase raptado. Álvaro Lins me puxa pelo braço: “Vem cá que eu quero te apresentar o Paulo Bittencourt”. Lembro-me exatamente das palavras de Paulo: “Sua peça é extremamente interessante”. Alguém ciciou no meu ouvido: “Genial!” Isso, dito baixinho, como se fosse uma obscenidade, deu-me vontade de chorar.

Mas tinha que abraçar Ziembinski, o elenco. Fui para a caixa. Quando entrei, vi uma multidão. Ziembinski berrou: “O autor!” Recebi uma ovação espantosa. Ah, eu estava emocionalmente exausto, as pernas bambas, a vista embaçada. Abraço, longa e desesperadamente Ziembinski. Ah, o polaco (ninguém o chamava de polonês, mas de polaco), o polaco dera ao que parecia o caos uma ordem translúcida e perfeita. Depois de Ziembinski, saí abraçando os intérpretes um por um: Evangelina, Carlos Perry, Graça Mello, Expedito Pôrto, Carlos Mello, Isaac Paschoal. Do alto do camarote, eu era fisicamente desconhecido. Agora, não. Ziembinski me apresentara. Da caixa do teatro até a porta dos fundos, não dei um passo sem esbarrar, sem tropeçar numa admiração patética.

Finalmente, desvencilhei-me dos admiradores e cheguei à rua. Estou andando na calçada da Avenida, e atravesso a Almirante Barroso, vou na direção da Galeria Cruzeiro. Sentia-me boiar entre as coisas. A glória era recente demais. Uma hora antes, eu não passava de um pobre rapaz, que ganhava setecentos mil réis mensais (quinhentos na folha e duzentos por fora). E as coisas me pareciam de uma irrealidade atroz. Até a Avenida era irreal, e os edifícios, e as esquinas. Longe, na Praça Mauá, os mastros sonhavam.

No próprio edifício do Liceu de Artes e Ofícios, quase ao lado de “O Globo”, havia uma casa que era, a um só tempo, leiteria e restaurante. Lá serviam um prato chamado “Almoço Nevado”, típico da classe média. Era um bife, que podia ser acompanhado ou de batatas fritas ou de dois ovos estrelados, com arroz. E mais: manteiga, pão e um pudim de sobremesa. Tudo, ao preço compassivo, generoso, de doze mil réis. Entrei na leiteria deserta, sentei-me num canto. Disse, sem olhar o menu: “Traz um Almoço Nevada, com batatas fritas”.

Primeiro, o garçon trouxe pão e manteiga. Comecei a comer com sombrio elán. Tinha, na imaginação, o lustre do Municipal, ardendo em cintilações delirantes. O garçon voltou. Pôs o prato na mesa. Digo-lhe: “Traz mais pão, que eu pago por fora. Manteiga também, sim?” Eu continuava febril de sonho. Mas o prato estava diante de mim. O bife era a vida real.

Pássaros



Claire Scully.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Credibilidade de rua ZERO


E esse sorriso amarelo? Tenso!

Breve em todas as bancas e pela internet o assassinato de reputação do ministro Joaquim Barbosa. Aquele que disse o que muitos queriam dizer.

UPDATE 25/04/09 - 03:27 - E hoje o Frank me mandou esse link. Barbosa foi à rua e Gilmar será que topa essa?

Esquerda Festiva avisa

Atenção sociedade catarinense! Kid Mumu está de volta. Todo cuidado é pouco.

Me love this, man

Momento animado do fim de um take das gravações de um clipe para a nossa música O Nome do DJ.

Ledoux, o premiado cineasta do Pintô Sujêra e baterista da banda, é quem está produzindo.

O Coletivo Operante já está gravando o sucessor desse single no Jardim Elétriko. E totalmente na onda dub que a rapaziada já surfa não é de hoje.

Festa no puteiro



O central lupanar Fênix abre as asas e as portas para a festa do Teatro da UDESC no sábado, 25 de abril.

Vou nessa pra ferver a pista com os grooves funk/soul/eletro/rock e quero ver você se remexer. Bora lá.

Roberto Carlos em Floripa

Aí nesse campo no dia 16 de maio próximo, Roberto Carlos vai se apresentar de graça.

Quem diria, o Rei ao lado de casa no Saco dos Limões!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ET, phone, home


Uma música que tirei de um projeto bacaninha o Ziggy Remixed. Vale a pena conferir e achar outras boas versões.

Esta começa com uma mistura do orgão de Ray Manzarek em Strange Days e o piano Rhodes de Marcos Valle no seu clássico do funk/soul brasileiro Mentira.

Uma pérola. Bem longe de uma outra versão bem famosa de uma banda palhosinha.

David Bowie - Starman ( Atom's Space Funk Journey)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"O space cash vale o quanto você acreditar que ele vale"



Aqui o link para assistir em alta resolução o episódio de South Park com a discreta aparição do presidente Lula. Em inglês.

Boa história sobre a estupidez humana.

Eu vou só



De song book, nova série de tirinhas do Laerte.

Origem do universo



via hemptopia.

Não sabe brincar não desce pro play!

Leio essa na coluna do Cacau de domingo sobre o prefeito de Florianópolis:

"Dário tem afirmado que está “desgostoso”, “desanimado”, “cansado” e “sem ânimo” para governar com as dificuldades impostas pela oposição em Florianópolis. Acha-se injustiçado e perseguido".

Oposição? Que oposição?

sábado, 18 de abril de 2009

Blackbird



De Michael Wandelmaier.

Paredão online (2)



Acompanhe aqui hoje a partir das 20 hs o programa Paredão da Rádio Atlântida.

Alexandre Gonçalves,editor do blog do Coluna Extra, avisa:

"Assim como no primeiro acompanhamento, no sábado passado, o código do live blogging do CoveritLive está disponível para quem quiser copiar e colar em seus blogs para ajudar a propagar a música, as opiniões e as informações sobre música de Santa Catarina durante o programa. Para receber o código, mande um e-mail para colunaextra@gmail.com, informando o endereço do blog".

quinta-feira, 16 de abril de 2009

10 anos depois


"O próximo Paredão dispensará uma atenção especial para uma banda singular do pop catarinense, a Phunky Buddha. Não foi apenas o Dazaranha que reinou absoluto naqueles anos 1990. Uma vertente levou a música para outro ponto, mais ao funk e soul. E surtiu influências em bandas que hoje se consolidaram dentro deste cenário atual, como Samambaia Sound Club e Sociedade Soul, crias da PB e que estarão lançando no programa seus novos singles. Paredão também é história!"


Marcos Espíndola na Contracapa esta semana.

Antes de sábado já mando um aperitivo aqui. E dos bons. Essa é uma regravação de uma canção com letra minha e música em parceria com o Barreto e o Jorge lançada em nosso único CD.

Com Alexandre Gonçalves na bateria e engenharia de som, Gustavo Barreto na voz e nas guitarras, Jorge Gómez no baixo e este blogueiro nas guitarras e teclados gravamos no Estúdio Templo do Universo Paralelo em Florianópolis em 1999.

No início da gravação captamos o vento Sul e no final uma tempestade de verão. Bem ripongo mesmo no clima da música. Né Matias ;)

Phunky Buddha - Hyerofante

Sangue, suor e groove

Assumindo a alcunha de DJ Ulaissa, oficialmente pela primeira vez, vou colocar umas sonzeras chacoalhantes pra ferver a pista na Sangria Disco neste sábado, 18 de abril, no Jivago Lounge.

A festa recheada de funk, soul, disco, acid jazz, rock e electro é organizada pelo Isaac (Superpose) e Tiaguinho ( Dvssa) que sabem como ninguém fazer um balacobaco da pesada.

SANGRIADISCO

com os djs:
///tiago franco///isaac varzim
///ulaissa///door - jum.

r$10 c/nome na lista, r$15 sem
sangriadisco@gmail.com
no jivago lounge (rua leoberto leal, 04 - centro)










E para aproveitar o clima três pérolas para vocês:


Betty Wright - Where Is The Love? ( Danny Krivit edit)


Eli Paperboy Reed - I'm Gonna Getcha Back

Marvin Gaye - What's Going On ( DJ Day edit)





.

Esquerda Festiva recomenda

Uma geral em algumas festas da semana:

  • Sociedade Soul lança seu novo single com uma apresentação no Vecchio Giorgio na sexta, 17 de abril a partir das doze badaladas notúrnicas. A turma do groove vem com tudo pra chacoalhar a massa funkera. Os 30 primeiros levam na faixa o single.



  • Logo mais à noite Vive La Fête no Vecchio Giorgio com os djs Jean Mafra e este que vos escreve. Os nomes dos ganhadores dos ingressos estão na caixa de comentários do post anterior sobre o evento.

  • Na sexta, 17 de abril, a Nação Balanço recebe o 2d Poa lá no fervilhante evento do DJ Marcelo Pimenta que agita o bar Drakkar todas as sextas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pirou o cabeção!



Essa peguei lá do Tio César que com seu peculiar senso de humor fala sobre a última sandice do governador. LHS assumiu pra valer o seu lado " O Sul é meu país'.

Southern reggae


Em 2007 a banda norte-americana Gov't Mule - conhecida pelo seu estilo virtuoso de jam-blues-rock - gravou um disco de reggae e dub com covers de músicas dos Stones, Al Green e The Band - entre outros artistas - e escancarou as profundas conexões Kingston X New Orleans.

Na segunda faixa de Mighty High, Rebel With a Cause, o grupo faz a cama e deixa bem à vontade o convidado Willi Williams, jamaicano autor de "Armagideon Time", gravada pelo The Clash.


Gov't Mule - Rebel With A Cause

Balada de quinta com sorteio de ingressos


Nesta quinta tem mais uma edição da Vive La Fête no Vecchio Giorgio e vou discotecar na animada festa ao lado do Jean Mafra, um dos realizadores do evento.

Para quem quiser conferir e se divertir lá com a gente, vou sortear 2 ingressos ( com direito a acompanhante) para os dois primeiros leitore (a) s que deixarem um comentário respondendo corretamente a seguinte pergunta: Qual é o nome do DJ?

domingo, 12 de abril de 2009

Chase The Devil

Uma bela lua cheia iluminava o céu limpo de outono. 10 de abril, noite de sexta e casa abarrotada na Célula. Clube da Luta recebeu o músico Curumin para uma grande festa ao lado de Samambaia Sound Club e Da Caverna.

Os irmãos Zimmermann se incumbiram de iniciar os trabalhos com um show energético de rock puro. Com a pista lotada desde cedo eles animaram e se animaram por 30 minutos que passaram muito rápido.

E entra a Samambaia Sound Club afiada e concisa. A rapaziada mesclou algumas novas composições ao seu show e botou pra chacoalhar. Esse ano sai disco novo da banda e pelo que já ouvi vem aí uma pedrera cheia de hits.

Então veio o Curumin. Guerreiro que é subiu ao palco mesmo estando completamente sem voz numa rouquidão de dar dó. The show must go on. Começou de leve e foi trazendo a turma toda pra dar um help nos vocais enquanto ele mandava brasa na bateria e no MPC. O guitarrista de Anelis Assumpção - que também se juntou ao coro depois - entrou e mandou ver na rima em Mal Estar Card com o Curumin tal qual um Max Cavalera. A galera deu um reforço no refrão e assim seguiu o show.

Ao anunciar a terceira música Curumin perguntou: Alguém aí sabe cantar Compacto? Foi a deixa para o Caio Cezar ( na foto), da Coletivo Operante, subir e mandar o hit do segundo disco do músico paulistano.

Daí em diante Anelis Assumpção puxou o cordão do reggae e dub e a noite seguiu na jamaican vibe.

Após os shows o bailinho com o DJ Zé Pereira seguiu animadíssimo. Quase 5 horas e a galera resistente não arredava o pé quando André Guesser segurando as cortinas do palco anunciou que se não fossem embora seria solto o macaco! E ele veio. Daniel, baixista da SSC, saiu do placo urrando e caminhando tal qual um gorila selvagem numa imitação impecável que arrancou aplausos calorosos dos presentes. Fecha a cortina.

Foto: Carlos Kilian

sábado, 11 de abril de 2009

Paredão online

O amigo Alexandre Gonçalves, editor do blog Coluna Extra, teve a iniciativa de fazer um acompanhamento online do programa Paredão hoje à noite.

Através do site CoveritLive , Alexandre gerou um código que permite não só o acompanhamento tipo minuto a minuto, mas também a participação de outros leitores, como numa sala de bate-papo.

Em uma hora de som, a partir das 20h, o programa de Marcos Espíndola e Bola traz exclusivamente música catarinense pela Rádio Atlântida de Floripa e pode ser ouvido aqui neste link.

Blogs que quiserem se juntar à iniciativa mandem um e-mail para colunaextra@gmail.com
para receber o código.

Bora lá!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

" A melhor TV do mundo"



Cês tem assistido o CQC? Tá muito bom. Não perco nenhum na segunda, ou vejo depois no YouTube. Maravilha moderna.