sábado, 25 de abril de 2009
Inspiração
O bife
Estréia “Vestido de Noiva” (23/12/1943) por Nelson Rodrigues
No terceiro sinal alguém veio me soprar: “A melhor platéia do Brasil”. E começou a peça. Nove e meia, se bem me lembro. Numa pusilanimidade total, fiquei no fundo de um camarote, arriado. Platéia, balcões nobres, frisas e camarotes lotados. Eu não via, nem queria ver nada. Muitas vezes, tapava os ouvidos, doente de medo. E o pior foi o silêncio do público todo o primeiro ato. Ninguém ria, ninguém tossia. E havia qualquer coisa de apavorante naquela presença numerosa e muda.
Termina o primeiro ato. Três palmas, se tanto, ou quatro ou cinco no máximo. Gelado, imaginei que seriam palmas das minhas irmãs, dos meus irmãos. Continuei no fundo do camarote, cravado na cadeira. Repetia para mim mesmo: “Fracasso, fracasso!”
Termina o segundo ato. Menos palmas. Imagino: “Até minhas irmãs têm vergonha de me aplaudir”. Pongetti tinha razão. “Vestido de Noiva” era o caos. A platéia estava furiosa com o caos. Até que baixa o pano sobre o final do terceiro ato. Silêncio. Espero. Silêncio. Ninguém bate palmas, nem minhas irmãs.
Ainda silêncio. Atônito, pensei em Roberto Marinho que estava no camarote, ao lado. Devia estar me achando uma besta. E, de repente, começaram palmas escassas e esparsas. Um aplaudia aqui, outro ali, um terceiro mais adiante. Atracado à cadeira, sentia-me perdido, perdido. Mas via a progressão. Focos de palmas, em vários pontos da platéia. E, súbito, todos acordaram do seu espanto. Ergueu-se o uivo unânime.
Os aplausos subiam até a cúpula e multiplicavam as cintilações do lustre. Era como se o grande Caruso tivesse acabado de soltar um dó de peito. Os artistas iam e voltavam. Porteiros levavam corbeilles. Veio Ziembinski, arrastado, de mangas arregaçadas, com o suor de gênio da fronte alta. E, súbito, uma voz (possivelmente a de José César Borba) se esganiça: “O autor, o autor!” E não foi só o César Borba. Muitos outros, inclusive mulheres, pediam, exigiam: “O autor, o autor!”
Minha irmã Helena veio me buscar no fundo do camarote. Eu, que me esvaía em suor, gemi: “Não, não!” E ela: “Vem, vem!” Não podia explicar, ali, que eu entrara no Municipal um pobre-diabo; e ainda não me sentia o autor glorioso. Helena, porém, crispada de vontade, arrancou-me da cadeira. Lívido, apareci na varanda do camarote.
Pensei: “Roberto Marinho deve estar impressionado”. Esperava eu, e esperavam minhas irmãs, que a platéia se voltasse para mim e todos gritassem: “Ele, ele!” Mas o que em seguida aconteceu foi muito parecido com um pesadelo humorístico. Estava o autor, em pé, no camarote, pronto para receber a apoteose. E ninguém me olhava, ninguém. Era como se eu não existisse, simplesmente não existisse.
A platéia exigia o autor, mas virada para o palco, de costas para mim. Senti como se fosse um puro espírito, que vaga, invisível, inaudível, por entre os vivos. Deu-me a vontade furiosa de gritar: “Sou eu! Sou eu!” E nada. Por que os artistas do palco não apontavam: “Ali! Ali!” Por um minuto, sem fim, fui excluído da apoteose e me senti um marginal da própria glória. Recuei para o fundo do camarote, dilacerado de vergonha e frustração.
Quando saí do camarote, o primeiro a me abraçar, radiante, foi Roberto Marinho. Em seguida, Sílvio Piergile, o maestro. E ambos disseram: “Formidável!” Mas fora o Roberto Marinho e o Sílvio Piergile, ninguém via em mim o autor. Uma senhora ia na minha frente, com uma graça lânguida e nostálgica: “As mulheres só deviam amar meninos de 17 anos”. Vou descendo; no meio da escadaria, um velho me abraça; diz trêmulo: “Não perdi um enterro de sua família”. E me beija. Embaixo, sou envolvido, abraçado, quase raptado. Álvaro Lins me puxa pelo braço: “Vem cá que eu quero te apresentar o Paulo Bittencourt”. Lembro-me exatamente das palavras de Paulo: “Sua peça é extremamente interessante”. Alguém ciciou no meu ouvido: “Genial!” Isso, dito baixinho, como se fosse uma obscenidade, deu-me vontade de chorar.
Mas tinha que abraçar Ziembinski, o elenco. Fui para a caixa. Quando entrei, vi uma multidão. Ziembinski berrou: “O autor!” Recebi uma ovação espantosa. Ah, eu estava emocionalmente exausto, as pernas bambas, a vista embaçada. Abraço, longa e desesperadamente Ziembinski. Ah, o polaco (ninguém o chamava de polonês, mas de polaco), o polaco dera ao que parecia o caos uma ordem translúcida e perfeita. Depois de Ziembinski, saí abraçando os intérpretes um por um: Evangelina, Carlos Perry, Graça Mello, Expedito Pôrto, Carlos Mello, Isaac Paschoal. Do alto do camarote, eu era fisicamente desconhecido. Agora, não. Ziembinski me apresentara. Da caixa do teatro até a porta dos fundos, não dei um passo sem esbarrar, sem tropeçar numa admiração patética.
Finalmente, desvencilhei-me dos admiradores e cheguei à rua. Estou andando na calçada da Avenida, e atravesso a Almirante Barroso, vou na direção da Galeria Cruzeiro. Sentia-me boiar entre as coisas. A glória era recente demais. Uma hora antes, eu não passava de um pobre rapaz, que ganhava setecentos mil réis mensais (quinhentos na folha e duzentos por fora). E as coisas me pareciam de uma irrealidade atroz. Até a Avenida era irreal, e os edifícios, e as esquinas. Longe, na Praça Mauá, os mastros sonhavam.
No próprio edifício do Liceu de Artes e Ofícios, quase ao lado de “O Globo”, havia uma casa que era, a um só tempo, leiteria e restaurante. Lá serviam um prato chamado “Almoço Nevado”, típico da classe média. Era um bife, que podia ser acompanhado ou de batatas fritas ou de dois ovos estrelados, com arroz. E mais: manteiga, pão e um pudim de sobremesa. Tudo, ao preço compassivo, generoso, de doze mil réis. Entrei na leiteria deserta, sentei-me num canto. Disse, sem olhar o menu: “Traz um Almoço Nevada, com batatas fritas”.
Primeiro, o garçon trouxe pão e manteiga. Comecei a comer com sombrio elán. Tinha, na imaginação, o lustre do Municipal, ardendo em cintilações delirantes. O garçon voltou. Pôs o prato na mesa. Digo-lhe: “Traz mais pão, que eu pago por fora. Manteiga também, sim?” Eu continuava febril de sonho. Mas o prato estava diante de mim. O bife era a vida real.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Credibilidade de rua ZERO

E esse sorriso amarelo? Tenso!
Breve em todas as bancas e pela internet o assassinato de reputação do ministro Joaquim Barbosa. Aquele que disse o que muitos queriam dizer.
UPDATE 25/04/09 - 03:27 - E hoje o Frank me mandou esse link. Barbosa foi à rua e Gilmar será que topa essa?
Me love this, man
Ledoux, o premiado cineasta do Pintô Sujêra e baterista da banda, é quem está produzindo.
O Coletivo Operante já está gravando o sucessor desse single no Jardim Elétriko. E totalmente na onda dub que a rapaziada já surfa não é de hoje.
Festa no puteiro
Roberto Carlos em Floripa
Quem diria, o Rei ao lado de casa no Saco dos Limões!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
ET, phone, home

Uma música que tirei de um projeto bacaninha o Ziggy Remixed. Vale a pena conferir e achar outras boas versões.
Esta começa com uma mistura do orgão de Ray Manzarek em Strange Days e o piano Rhodes de Marcos Valle no seu clássico do funk/soul brasileiro Mentira.
Uma pérola. Bem longe de uma outra versão bem famosa de uma banda palhosinha.
David Bowie - Starman ( Atom's Space Funk Journey)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
"O space cash vale o quanto você acreditar que ele vale"
Aqui o link para assistir em alta resolução o episódio de South Park com a discreta aparição do presidente Lula. Em inglês.
Boa história sobre a estupidez humana.
Não sabe brincar não desce pro play!
"Dário tem afirmado que está “desgostoso”, “desanimado”, “cansado” e “sem ânimo” para governar com as dificuldades impostas pela oposição em Florianópolis. Acha-se injustiçado e perseguido".
Oposição? Que oposição?
sábado, 18 de abril de 2009
Paredão online (2)
Acompanhe aqui hoje a partir das 20 hs o programa Paredão da Rádio Atlântida.
Alexandre Gonçalves,editor do blog do Coluna Extra, avisa:
"Assim como no primeiro acompanhamento, no sábado passado, o código do live blogging do CoveritLive está disponível para quem quiser copiar e colar em seus blogs para ajudar a propagar a música, as opiniões e as informações sobre música de Santa Catarina durante o programa. Para receber o código, mande um e-mail para colunaextra@gmail.com, informando o endereço do blog".
quinta-feira, 16 de abril de 2009
10 anos depois

"O próximo Paredão dispensará uma atenção especial para uma banda singular do pop catarinense, a Phunky Buddha. Não foi apenas o Dazaranha que reinou absoluto naqueles anos 1990. Uma vertente levou a música para outro ponto, mais ao funk e soul. E surtiu influências em bandas que hoje se consolidaram dentro deste cenário atual, como Samambaia Sound Club e Sociedade Soul, crias da PB e que estarão lançando no programa seus novos singles. Paredão também é história!"
Marcos Espíndola na Contracapa esta semana.
Antes de sábado já mando um aperitivo aqui. E dos bons. Essa é uma regravação de uma canção com letra minha e música em parceria com o Barreto e o Jorge lançada em nosso único CD.
Com Alexandre Gonçalves na bateria e engenharia de som, Gustavo Barreto na voz e nas guitarras, Jorge Gómez no baixo e este blogueiro nas guitarras e teclados gravamos no Estúdio Templo do Universo Paralelo em Florianópolis em 1999.
No início da gravação captamos o vento Sul e no final uma tempestade de verão. Bem ripongo mesmo no clima da música. Né Matias ;)
Phunky Buddha - Hyerofante
Sangue, suor e groove
Assumindo a alcunha de DJ Ulaissa, oficialmente pela primeira vez, vou colocar umas sonzeras chacoalhantes pra ferver a pista na Sangria Disco neste sábado, 18 de abril, no Jivago Lounge.A festa recheada de funk, soul, disco, acid jazz, rock e electro é organizada pelo Isaac (Superpose) e Tiaguinho ( Dvssa) que sabem como ninguém fazer um balacobaco da pesada.
E para aproveitar o clima três pérolas para vocês:
Betty Wright - Where Is The Love? ( Danny Krivit edit)
Eli Paperboy Reed - I'm Gonna Getcha Back
Marvin Gaye - What's Going On ( DJ Day edit)
.
Esquerda Festiva recomenda
- Sociedade Soul lança seu novo single com uma apresentação no Vecchio Giorgio na sexta, 17 de abril a partir das doze badaladas notúrnicas. A turma do groove vem com tudo pra chacoalhar a massa funkera. Os 30 primeiros levam na faixa o single.
- Rapaziada da Stereo Tipos agita a festa roqueira no Drakkar hoje logo mais a partir das 23 h junto com o Balanço Bruxólico. Quer ir de graça? Chega lá na comunidade deles no orkut e se informe como.
- Domingo tem Clube da Luta em Palhoça. As bandas Samambaia Sound Club, Tijuquera e Da Caverna se apresentam na Expo Palhoça - Festival do Tabuleiro a partir das 20 h. E sexta, como sempre, a festa é na Célula com John Bala Jones, Os Berbigão e a banda do surfista Teco Padaratz, El Niño.
- Logo mais à noite Vive La Fête no Vecchio Giorgio com os djs Jean Mafra e este que vos escreve. Os nomes dos ganhadores dos ingressos estão na caixa de comentários do post anterior sobre o evento.
- Na sexta, 17 de abril, a Nação Balanço recebe o 2d Poa lá no fervilhante evento do DJ Marcelo Pimenta que agita o bar Drakkar todas as sextas.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Pirou o cabeção!
Essa peguei lá do Tio César que com seu peculiar senso de humor fala sobre a última sandice do governador. LHS assumiu pra valer o seu lado " O Sul é meu país'.
Southern reggae
Em 2007 a banda norte-americana Gov't Mule - conhecida pelo seu estilo virtuoso de jam-blues-rock - gravou um disco de reggae e dub com covers de músicas dos Stones, Al Green e The Band - entre outros artistas - e escancarou as profundas conexões Kingston X New Orleans.
Na segunda faixa de Mighty High, Rebel With a Cause, o grupo faz a cama e deixa bem à vontade o convidado Willi Williams, jamaicano autor de "Armagideon Time", gravada pelo The Clash.
Gov't Mule - Rebel With A Cause
Balada de quinta com sorteio de ingressos

Nesta quinta tem mais uma edição da Vive La Fête no Vecchio Giorgio e vou discotecar na animada festa ao lado do Jean Mafra, um dos realizadores do evento.
Para quem quiser conferir e se divertir lá com a gente, vou sortear 2 ingressos ( com direito a acompanhante) para os dois primeiros leitore (a) s que deixarem um comentário respondendo corretamente a seguinte pergunta: Qual é o nome do DJ?
domingo, 12 de abril de 2009
Chase The Devil
Uma bela lua cheia iluminava o céu limpo de outono. 10 de abril, noite de sexta e casa abarrotada na Célula. Clube da Luta recebeu o músico Curumin para uma grande festa ao lado de Samambaia Sound Club e Da Caverna.Os irmãos Zimmermann se incumbiram de iniciar os trabalhos com um show energético de rock puro. Com a pista lotada desde cedo eles animaram e se animaram por 30 minutos que passaram muito rápido.
E entra a Samambaia Sound Club afiada e concisa. A rapaziada mesclou algumas novas composições ao seu show e botou pra chacoalhar. Esse ano sai disco novo da banda e pelo que já ouvi vem aí uma pedrera cheia de hits.
Então veio o Curumin. Guerreiro que é subiu ao palco mesmo estando completamente sem voz numa rouquidão de dar dó. The show must go on. Começou de leve e foi trazendo a turma toda pra dar um help nos vocais enquanto ele mandava brasa na bateria e no MPC. O guitarrista de Anelis Assumpção - que também se juntou ao coro depois - entrou e mandou ver na rima em Mal Estar Card com o Curumin tal qual um Max Cavalera. A galera deu um reforço no refrão e assim seguiu o show.
Ao anunciar a terceira música Curumin perguntou: Alguém aí sabe cantar Compacto? Foi a deixa para o Caio Cezar ( na foto), da Coletivo Operante, subir e mandar o hit do segundo disco do músico paulistano.
Daí em diante Anelis Assumpção puxou o cordão do reggae e dub e a noite seguiu na jamaican vibe.
Após os shows o bailinho com o DJ Zé Pereira seguiu animadíssimo. Quase 5 horas e a galera resistente não arredava o pé quando André Guesser segurando as cortinas do palco anunciou que se não fossem embora seria solto o macaco! E ele veio. Daniel, baixista da SSC, saiu do placo urrando e caminhando tal qual um gorila selvagem numa imitação impecável que arrancou aplausos calorosos dos presentes. Fecha a cortina.
Foto: Carlos Kilian
sábado, 11 de abril de 2009
Paredão online
Através do site CoveritLive , Alexandre gerou um código que permite não só o acompanhamento tipo minuto a minuto, mas também a participação de outros leitores, como numa sala de bate-papo.
Em uma hora de som, a partir das 20h, o programa de Marcos Espíndola e Bola traz exclusivamente música catarinense pela Rádio Atlântida de Floripa e pode ser ouvido aqui neste link.
Blogs que quiserem se juntar à iniciativa mandem um e-mail para colunaextra@gmail.com
para receber o código.
Bora lá!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
" A melhor TV do mundo"
Cês tem assistido o CQC? Tá muito bom. Não perco nenhum na segunda, ou vejo depois no YouTube. Maravilha moderna.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
O Nome do DJ

Taí as duas versões do novo single que já lançamos no My Space. Gravado no Jardim Elétriko, produzido pela banda e mixado por Alexandre "Squat" Gonçalves.
Coletivo Operante - O Nome do DJ
Coletivo Operante - O Nome do DJ ( Squat DB Remix)
Do Sul da Ilha para o mundo
Recebi a boa nova do brother Junão. A Rádio Campeche agora pode ser ouvida na internet.
Money
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Sexta ele tá no Clube da Luta
Essa peguei lá do esquemado Matias. Participação do Curumin no projeto Recess Sessions patrocinado pelo Morgan Group, uma cadeia de hotéis. Eles chamam um cineasta ou documentarista independente para entrevistar um músico em um dos hotéis da rede. Curumin foi filmado por Vincent Moon, no Royalton Hotel em Nova Iorque.
Esta é a segunda parte da sessão onde o músico é entrevistado e faz uma boa apresentação do seu trabalho.
No ano passado ele lançou o melhor disco brasileiro de 2008 sem dúvida nenhuma. Japan Pop Show é suíngue, malemolência, boas letras e sonoridade vintage quente que desce macio.
Esta semana Curumin volta à Floripa e dessa vez se apresenta no Clube da Luta ao lado de Samambaia Sound Club e Da Caverna na próxima sexta, 10 de abril. Nem preciso dizer que é imperdível né. Bora lá fazer contato e engrossar o caldo do mocotó.
Segue um aperitivo.
Curumin - Compacto
Descentralização
No elenco da tragicomédia um time da pesada: Paulo Vasilescu, Milena Moraes, Monica Siedler, Malcon Bauer, Sabrina Gizela e Alvaro Guarnieri.
Mais informações lá no blog oficial.
E vale também conferir o endereço blogueiro do Turnes ( ops, Veludo...), que manda ver aqui.
Luz no fim do túnel?
A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou um projeto de lei que disciplina o pagamento de couvert artístico
A proposta também estabelece condições de trabalho para músicos em bares e restaurantes que oferecem música ao vivo.
Conforme o projeto, o estabelecimento deverá fornecer alimentação e bebidas não-alcoólicas ao músico, sem qualquer custo, e oferecer lugar adequado para o descanso, de pelo menos 10 minutos, a cada uma hora e meia de apresentação. O bar ou restaurante deverá, ainda, firmar contrato por escrito com o músico, que poderá ser de duas modalidades. Uma delas é o contrato de remuneração por turno, no qual o
estabelecimento em conjunto com o músico fixa o valor da remuneração e o total de horas de trabalho. A outra opção é o contrato de remuneração variável, no qual o músico é remunerado pelo repasse integral dos adicionais cobrados de clientes. O relator da matéria, deputado Eudes Xavier, do PT do Ceará, disse que o projeto fortalece a cultura, a arrecadação tributária e dá proteção ao trabalhador.
“Ele regulamenta a atividade do músico e dá segurança ao trabalhador da cultura, desde que ele tenha um contrato firmado com a casa em que está trabalhando.”
De acordo com o projeto, no caso da contratação por remuneração variável, a casa deverá incluir nas notas de consumo dos clientes os valores cobrados a título de couvert artístico. Os papéis deverão ficar à disposição do músico para conferência, sempre que solicitados. Se o repasse ao músico for inferior ao valor das notas, o estabelecimento deverá pagar ao trabalhador o triplo da diferença verificada. O bar ou restaurante que descumprir essas garantias fica sujeito à multa administrativa no valor de 500 reais. O projeto vai ser analisado, agora, pela Comissão de Constituição e Justiça.
Rádio Câmara/De Brasília, Marise Lugullo
via senhorf
terça-feira, 7 de abril de 2009
Sal da terra
Uma canção para ouvir tomando seu café da manhã e partir pro dia de espírito elevado.
Townes Van Zandt - Where I Lead Me
Descobri o cara lá no blog Music Is Art.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Quem sabe faz agora
Quando Marcos Espíndola abriu a voz no microfone lá no alto do Morro da Cruz sua previsão irradiou pela atmosfera e estávamos lá na sala de casa colados no radinho. Eu, Zé Pereira e Marcinho Sorriso.
A pergunta era só uma. Há quanto tempo eu não fazia isso? Certamente mais ou menos desde que Pena e Zeca mandavam ver no Sincronia Total, no fim dos anos 80 e início dos 90.
Agora tenho motivo para sintonizar todo sábado às 20 h no 100.9. Ouvir uma cobertura ampla da cena musical catarinense destacada pelo trabalho profissional e de qualidade.
Nesta estréia rolou um panorama da produção musical de diversas cidades do Estado. E a nostalgia não foi só sentida em nossos corações mas também reavivada com o som dos Pistoleiros.
Marquinhos passou do jornalismo impresso para o radiofônico com desenvoltura, mandando muito bem ao lado do Bola. Bastante música, um breve papo e quadros fixos em uma hora que passou rápido.
Bora divulgar pra geral aí que a meta é chegar à outras praças.
Programa Paredão - sábados 20 h na Rádio Atlântida Floripa 100.9
e-mail: floripa@atlantida.com.br
telefone: (48) 3201 1009
Reverberando ao infinito
Rock, blues, soul e r&b de primeira. Trago esta pérola de 1998.
Duane Jarvis - A Girl That's Hip
sábado, 4 de abril de 2009
Humano, demasiado humano
"Sempre me espanto com essa questão que algumas pessoas fazem de que as histórias tenham "sentido".
Nunca consegui entender qual era exatamente o sentido desse sentido. Moral, filosófico, algum tipo de lição de vida? Algo que nos "acrescenta" - como se fôssemos porquinhos com uma fenda às costas?
Faço histórias para crescer, não para acrescentar".
Do genial Laerte.
Update 06/04/09: Localizei uma imagem da qual me lembrei quando publiquei este post. De Erik Wayne Patterson.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Rockers

Então vocês já sabem né. Hoje à noite todos os caminhos levam à Célula, onde Coletivo Operante, Tijuquera e Renato Valério Project se apresentam no Clube da Luta.
Nós do Coletivo estamos lançando o single virtual com a canção O Nome do DJ, gravada no Jardim Elétriko e mixada pelo mái bróda Alex " Squat" Gonçalves. Quem quiser conferir já estão lá no MySpace da banda duas versões da música, uma single e um remix drum & bass.
Lembrando que amanhã às 2o h Marcos Espíndola apresenta esse, e outros sons catarinenses no programa Paredão na Rádio Atlântida de Floripa, 100.9 no dial.
Bora lá que o baile ferve hoje!
Foto: Sarah Santos
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Balada de quinta

Jean Mafra estréia uma festa bacanuda hoje à noite lá no Vechhio Giorgio. Ao lado de Camilla Cutnei e Desirée Trindade, o agitado músico produz a Vive La Fête com Chá Dançante, um projeto quinzenal que junta música, moda, beleza e artes.
Fora a musica na responsa de Jean e Marcos Espíndola, haverá exposição com os quadros de Paulo Gouvêa, o Studio de Beleza Lounge, que fará gratuitamente escova, maquiagem e outros toques no look dos mais festeiros da noite e sorteios de presentes dos apoiadores.
Começa cedo, a partir das 20 hs com a discotecagem iniciando às 22:45 h.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Você é problema seu
Uma pessoa até pode ser honesta, afável, decente, culta. Mas quando reforça a velha visão vira-lata do brasileiro sem auto-estima, de que as coisas são assim mesmo e não têm conserto, de que vivemos numa terra eternamente dominada pelos espertos e safados, e que só nos resta viver explorados, ela só está ajudando a esses espertos e safados e desestimulando as pessoas de bem. Portanto, não merece epíteto melhor do que imbecil. Os brasileiros como povo não são piores do que ninguém. Os maus elementos existem em qualquer grupo humano e nunca devem ser ignorados nem deixados à própria sorte. E os problemas sociais não são insolúveis. Sempre há mudanças e progressos. Mas eles não acontecem se um número suficiente de pessoas não quiser.
Eis o mais importante: o entusiasmo é contagioso, mas a depressão também é. Se você se sente derrotado, impotente, incapaz, incompetente, roubado, isso é problema seu; não assuma que o próximo deva se sentir igual. Se eu ou o meu amigo acreditou na possibilidade de mudança e você não acredita, a pior coisa que pode fazer é sabotar as nossas esperanças e esforços insistindo que não dá para fazer nada para que nada mude. A isso, é preferível que você fique calado. Não apenas discordo dos derrotistas, chororôs e mimimis, como agora enuncio-os como um obstáculo ativo às minhas metas. O recado é o seguinte: a minha paciência com os inúteis acabou. Saiam da frente. Abram caminho.
Daqui.
Nas ondas do rádio
E ele avisa: " Embora seu raio se limite à Grande Floripa, Paredão vai abranger toda Santa Catarina". Então bandas e artistas mandem material para o e-mail: floripa@atlantida.com.br.
A partir do próximo sábado às 20 hs sintonizem o Paredão e vamos divulgar. Se o projeto decolar será aberto para outras regiões do Estado.
sábado, 28 de março de 2009
I Met The Walrus
Videozinho bacana esse.
Em 1969, Jerry Levitan, um beatlemaníaco de 14 anos de idade foi até o quarto de hotel em que John Lennon estava em Toronto e com um gravador registrou uma entrevista sobre a paz com o ídolo .
38 anos depois, Jerry produziu um filme sobre o encontro usando o áudio original como trilha para esta animação. Enjoy.
Frases
quarta-feira, 25 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Sabe com quem está falando?
Vi no Diário Gauche e também reproduzo post do blog do jornalista Altino Machado.
Fui desrespeitoso e cometi um erro hoje contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que está em visita ao Acre para uma palestra sobre drogas para jovens da rede pública estadual.
Ao fazer a primeira pergunta de uma entrevista coletiva, indaguei:
- Ministro, o senhor tem se manifestado constantemente em defesa da propriedade, contra as invasões, mas em nenhum momento o senhor se manifestou contra dezenas, centenas de assassinatos de lideranças de trabalhadores rurais . [Até aqui, a pergunta é pertinente e correta do ponto de vista jornalístico, o exagero se deu na seqüência] Isso decorre do fato de o senhor ser ministro ou pecuarista?
A resposta do ministro veio à altura:
- Devo lhe dizer o seguinte: eu tenho me manifestado contra qualquer violação de direitos, qualquer violação de direitos. Eu não quero que haja assassinatos, independentemente de… Que não haja violência. Pode-se protestar, pode-se fazer qualquer consideração, mas tem que ser respeitado o direito de outrem. A pergunta de qualquer forma é desrespeitosa. O senhor tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta. Eu não sou pecuarista.
Ao formular de improviso a pergunta, tomei como base o manifesto distribuído no dia 6 de março pela pela Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde está afirmado (e até hoje não contestado publicamente), que o ministro Gilmar Mendes “não esconde sua parcialidade e de que lado está” e que é “grande proprietário de terra no Mato Grosso”.
Exagero também veio da parte de quem tanto critica a existência de um estado policialesco no país. Orientado pelo ministro, um assessor dele telefonou para a Polícia Federal, logo após a entrevista, e pediu aos agentes:
- Fiquem de olho naquele moço, pois ele é muito perigoso.
Nosso herói
No último fim de semana meu camaradíssimo Yan Boechat esteve em Floripa e levei-o ao Clube da Luta. Durante a noite ele me contou uma passagem hilária do nosso querido Mutley, Mumu, ou Fábio Bianchini como queiram.
Disse Yan que esteve em presença de Mumu bebendo num lupanar da Paulicéia Desvairada. Eis que o mito Paulo César Pereio adentra o local tulmutuando o recinto. Após um papo muito chato, Mutley expulsou Pereio no grito e então continuaram a beber em paz.
Tudo isso só pra me redimir do atraso e comentar que Mumu lançou seis canções no MySpace com a algunha de Gambitos.
Ele juntou uma pá de velhos amigos da nobreza roqueira de Floripa e registrou as músicas no estúdio do Amexa.
Destaco a bela Summer Glory com seu clima sixtie ensolarado.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Top 30
Lula encantando os EUA, Clodovil morreu, FHC acha Daniel Dantas brilhante e o vídeo humorístico, ou melhor tragicômico, com um remix dub que fiz rapidamente e postei aqui na segunda-feira foi linkado no fórum da Aprasc recebendo uma menção honrosa do YouTube pela vigésima-nona posição de vídeo mais visto hoje na categoria Notícias e Política.
Utilizando o prosaico Soundforge peguei a base de Step Forward com Leroy Stewart - uma pérola do dub jamaicano - e coloquei em cima trechos da gravação em que o Tenente Coronel Newton Ramlow ( então Major) faz campanha para Dário dentro do quartel e em horário de serviço e um pequeno trecho de uma gravação de uma conversa telefônica entre o prefeito Dário Berger e o então vereador Juarez Silveira, material da Operação Moeda Verde.
Voyeurismo
"Sou voyeur, adoro ver pessoas nuas, pessoas transando, mas não gosto de sexo sem erotismo. E no Big Brother o que existe é o sexo da novela, do marketing. O Big Brother é a novela da vida careta da sociedade de espetáculo.
As pessoas gostam de ver porque estão condicionadas nessa mesma sociedade de cativeiro, que vive aprisionada em tabus. Por que a gente não deixa a vida entrar na nossa vida em vez de representá-la na forma ideal papai, mamãe e pederasta?
A repressão sexual das pessoas precisa do Big Brother, mas não se satisfaz inteiramente, até porque de livre o Big Brother não tem nada. Quase toda aquela gente se parece muito com todo mundo e parece personagem de novela. Isso realmente não me interessa".
José Celso Martinez, líder do grupo teatral Oficina, em entrevista à Ana Paula Sousa, da Carta Capital.
O grupo lança hoje, a caixa de dvds Festival de Teat(r)o Oficina com sete discos que incluem entre eles "num produto audiovisual autêntico, que passa ao largo da concepção de teatro filmado", as peças Boca de Ouro (Nelson Rodrigues), Cacilda! (Zé Celso), Bacantes (Eurípedes) e Ham-Let (William Shakespeare).
Peguei no blog recém-criado da jornalista, grande dica do Pedro.
terça-feira, 17 de março de 2009
Síndrome de vira-lata
Recomendo a leitura deste post do Biscoito Fino. Vários bons links e algumas boas verdades sobre FHC e o que ele representa.
"Satélite dos EUA, sem tomar iniciativas Sul-Sul, o Brasil do tucanato ainda nos brindava aquele patético espetáculo: nosso presidente falando, com muitas limitações, a língua forânea de um chefe de estado estrangeiro em território nacional, sempre que o visitante era anglo-, franco- ou hispanofalante. Eu morria de vergonha daquilo triplamente: como cidadão brasileiro, como sujeito político e como professor de línguas.
A limitação colonizada da nossa direita falou em “problemas” para a política externa brasileira por Lula não saber idiomas. Como se o papel de um presidente fosse ser poliglota, e não ser presidente e representar a experiência de um povo. Como se o Brasil não tivesse uma das Chancelarias mais equipadas linguisticamente do planeta. Como se um chefe de estado russo, chinês ou sul-africano aceitasse falar outra língua que não a sua para conduzir negócio de estado".
A foto é do fotógrafo oficial da Casa Branca, Pete Souza, descendente de açorianos.
2010 vem aí e é nosso dever não deixar essa corja retornar ao poder para continuar a subserviência.
Cryin' the blues

Esse cara é um dos bluesman mais emblemáticos e poderosos que conheço. Com seu vozeirão rasgado e o slide cheio de feeling Blind Willie Johson tinha grande influência do gospel e cantava temas bíblicos mas foi além da tradição religiosa e tornou-se um dos maiores músicos na técnica do slide.
Sua música de maior sucesso falava da crucificação de Jesus. Dark was The Night, Cold Was The Ground foi gravada em 3 de dezembro de 1927.
Blind Willie Johnson - Dark Was The Night, Cold Was The Ground
Ilustração: Robert Crumb
Podes Crer Amizade
Curta metragem de Antonio Carlos da Fontoura rodado em 1970, com Rita Lee, Sérgio Dias e Arnaldo Baptista circulando pelas ruas de São Paulo.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Tá bombando

A massa roqueira delirou ao som de Aerocirco, que tocou ao lado dos irmãos Zimmermann ( Da Caverna) e dos irmão Lenzi ( Lenzi Brothers...dã), na mais recente edição do Clube da Luta na Célula, sexta 13.
As três bandas tocaram o terror para uma casa cheia e animada. Maurício Peixoto tava que tava, chegou até a quebrar o braço de uma de suas guitarras!
Quem também esteve lá e contou mais foram os jornalistas Rafael Weiss, do Mundo 47, e Marcos Espíndola, do DC. Confiram aqui e aqui.
Sexta que vem tem mais com Samambaia Sound Club, Maltines e a estreante Bloomy.
Sangue novo na parada. Bora lá.
Foto: Cassiano Ferraz
Das rezas e das mandigas da lua
Uma vez que o Oscar Berent falou em lua, insistiu em lua, criou um caos desgraçado na sua rádio por causa da velhice da lua, lá vai alguma coisa com respeito ao folclore lunar. De fato, a lua foi muito respeitada na antiguidade, pois era a chave do calendário, era o relógio das plantações, era o sol dos namorados, era, afinal, uma porção de coisas; atualmente entretanto, apesar de continuar sendo tudo isto é mais uma coisa. Será o palco futuro do próximo desentendimento humano. Isto podem estar certos; ora se podem. Esperem, vivam e verão. Mas a lua tem coisa... O admirável contista Péricles Prado, do Cão Jerônimo, diz que descambou para as pesquisas de magia e de alquimia porque observou certas influências lunares sobre as coisas; já o saudoso Gilberto Fontoura Rey, poeta e artista plástico, só tomava dos pincéis na lua cheia e passava o tempo todo me azucrinando para estar em dia com as efemérides lunares; o Domingos Fossari, grande caricaturista, só traça na lua nova; diz que nesses dias tem mais inspiração.
E foi por causa deste e outros que criei um refrão: Cada louco com a sua fase da lua. Quanto a mim há de certo: Quando a lua entra em escorpião o meu rim começa a dar coices. Portanto, a lua é importante, queiram os bobocas sabichões ou os idiotas da objetividade, como diz Nélson Rodrigues, ou não; creiam os de cultura livresca ou não, a lua lhes atua na cuca e por isto dizem tanta bobagem. Mas isto é folclore e vamos a ele.Conheço umas tantas rezas de lua. há uma para afastar os chatos; há outra para matar as criaturas indesejáveis, bicho ou gente; há outra para ganhar dinheiro; há mais outra para achar coisa perdidas; há mais para fazer revelar traidores; outra ainda para prender ladrões. É grande o repertório. Mas boazinha é esta:
Lua cheia tão brilhante
que do céu tudo aqui vês
Fecha a porta a diamante
E faz o ladrão ver três. Dizem que o larápio que recebe esses influxos vê gente parada na porta da casa e se manca.Mas como este mundo é cachorro mesmo, há a oração da lua para ladrões; para espantar certamente aqueles três que ele poderá ver. Mas não vou ensinar não; já tem mãos leves, esperto, larápio, gato, rato que chega por aí sem reza mesmo dando trabalho à polícia. Agora as mandingas não inúmeras, sem conta mesmo. As ritualísticas passam de mil. Cada uma de fazer gosto. Mas vamos a umas duas ou três.
Jogar um punhado de sal na direção da lua cheia e formular um desejo ele é realizado; há o oposto para fazer mal, mas não vai ter não; a macacada que se manque.
Depois, há aquela de prender namorado:
Luazinha fraca, vazante
Que vais caindo pro mar
Vaza os olhos de fulano
Pra ele só me enxergar.Isto tem que ser feito às 6 horas da tarde na lua nova.
Mas há aquela de ganhar no jogo:
Lua toma este dinheiro
Corre mundo para voltar
Faz este meu companheiro
Mil vezes multiplicar.Está é dita à meia-noite, com lua cheia e se joga uma moeda na direção da lua e... pode ser que algum limpo a encontre no outro dia. Dizem que vale para a loteria esportiva, para pif-paf, para loteria federal; mas há outras catimbas com a lua que depois eu conto. Mas um recado pro Oscar Berent, e outros da paróquia que andam tardiamente: Nunca olhem a sombra projetada pela luz da lua no chão depois da meia-noite; dali, dizem se levanta o cão. É folclore.
"Eu sou Dário Berger doente"
Fiz uma brincadeirinha com as gravações da última sensação do momento - o Tenente Coronel Newton Ramlow fazendo campanha pro Dário Berger, dentro do quartel e no horário de serviço - mais um pouquinho de uma animado bate-papo entre o prefeito e o então vereador Juarez Silveira.
Se dizem que Floripa é a ilha do reggae, aí está. Divirtam-se.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Socorro chamem o bandido!
A maioria, iludida, inconsciente e bovinamente teleguiada por belas propagandas colocou no poder uma corja.
Se ainda não sabe do que eu tou falando leia aqui, aqui e aqui.
Como bem disse o Tio César:
E se o Tribunal de Justiça, o TRE e o Ministério Público mantiverem-se em silêncio nos próximos dias, o melhor a fazer é contratar um bom seguro de vida (que cubra todo tipo de “acidente”). Ou uma boa transportadora de mudanças.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Mothers of invention
A trupe doidona da gravadora nova-iorquina de reggae Easy Star prepara o lançamento de outro petardo sonoro da pesada. Foram eles os responsáveis pelo magnifíco Dub Side of The Moon (2003) e pelo Radiodread (2006). Agora a coisa é com os Beatles.
No dia 14 de abril sai o Easy Star's Lonely Hearts Dub Band, a releitura enfumaçada do clássico lisérgico dos Beatles.
O álbum traz a participação de vários músicos de destaque do reggae, dancehall e dub como Steel Pulse, Matisyahu, Michael Rose (Black Uhuru), Luciano, U Roy, Bunny Rugs (Third World), Ranking Roger (English Beat), Sugar Minott, Frankie Paul e Max Romeo and The Mighty Diamonds.
A cabeça por trás disso tudo, o músico e produtor Michael Goldwasser, afirmou : "Nós nos focamos em reescrever álbuns conceituais como reggae e é realmente importante que o material original funcione como um todo e não somente uma coleção de canções. Então pra que melhor do que a mãe de todos os álbuns conceituais?".
O primeiro single a sair é esse:
Easy All Star's - With a Little Help From My Friends
O morro tem sua vez
Amanhã, terça 10 de março, acontece no cinema do CIC a pré-estreia do documentário Maciço dirigido por Pedro MC. O filme " é um documentário sobre Florianópolis. Mais ainda, sobre uma Florianópolis invisível".
O argumento surgiu quando o diretor começou a contrapor a imagem midiatizada dos morros de Florianópolis, com a imagem de cidade estritamente turística com a melhor qualidade de vida do país.
"O maior desafio foi criar uma linha narrativa capaz de abranger tanta diversidade" - conta Luciano Burin, roteirista do projeto, se referindo à escolha da equipe em registrar as 17 comunidades que compõem do Maciço do Morro da Cruz. "Montamos uma diretriz que tanto dá espaço para história de vida dos entrevistados quanto à idéia de pertencimento à cidade", completa.
Pedro destaca ainda que "neste filme, a contrapartida social não está no tema focado em si, mas justamente na própria realização do mesmo, e é assim que deve ser com qualquer filme de ficção, animação ou documentário: a contrapartida é cultural".
"Questões como o acesso à cultura e os meios de produção acabam sendo mais importantes do que a problemática do tráfico e a relação com a polícia" - avalia o diretor. "Ainda tivemos a escolha de entrevistar apenas moradores da região, sem depoimentos de sociólogos ou especialistas que lá não vivem".
Iniciado em 2004, cinco anos depois o projeto tem a primeira exibição, com entrada franca em duas sessões. Às 19h e às 21 h.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Viral groove
Esse vídeo é fenomenal! E é só primeiro de um mix de Kutiman.
Aqui nesse belo site tem a bagaça toda. Chapante! Do funk ao reggae e seguindo viagem no som black e suingado. Remixes de sons e imagens.
Recomendadíssimo.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Coletividade
No próximo sábado às 20:30 h a Record News SC exibe o programa Catarina que fez um especial com o Clube da Luta.
Filipi Lelé , Rafael Lange, Jean Mafra, Emília Carmona e eu fomos entrevistados pela apresentadora Patrícia Lima que levou um lero legal sobre música, moda e o trabalho coletivo.
terça-feira, 3 de março de 2009
Desencanto
Tim Maia - Let's Have a Ball Tonight
Na época Tim estava praticamente falido e com a banda reduzida a Paulinho Guitarra, Dom Pi nos teclados e Carlinhos Simões no baixo. Ele tocava bateria e cantava nos ensaios e no disco. Quando pintava um show chamava Paulinho Braga pra assumir as baquetas.
Essa foto da banda na contracapa rende uma das melhores histórias contadas por Nelson Motta na biografia de Tim.
Encontrei aqui mais alguns outros"causos" que o músico Dom Pi relata. Segue um:
TENSÃO EM UBERLÂNDIA
O festival era pelo aniversário da cidade. Estavam programados três dias de shows de rock numa espécie de Woodstock mineiro, com muita loucura, drogas e som pesado. O Maia, que estava “estourando” no Brasil, foi programado para ser o último, encerrando a festa em grande estilo.
Bem, logo no primeiro dia, houve evasão de renda da bilheteria e os artistas que se apresentaram antes do Maia tiveram sérias dificuldades para receber seus cachês. Eles tinham seus empresários no local, o que, em tese, facilitava as coisas. Nesses dias, o Maia havia brigado outra vez com a Janete e tava no hotel derrubando garrafas e mais garrafas de malte escocês – e não estava nem aí para nada. Mas, na hora marcada, lá estava o Maia no estádio lotado, levando a platéia ao delírio. Ele cantou legal, encerrando a festa com chave-de-ouro. Uma pessoa tinha sido encarregada de receber o cachê com o empresário. Era um dos organizadores do evento, que ficou mais próximo de nós.
No final, ele chegou para o Maia e disse que o pagamento seria feito com um cheque, que logo pensamos: borrachudo, é claro! O Tim ainda tentou argumentar, mas não havia jeito... O detalhe é que todos os outros músicos haviam recebido em dinheiro vivo.
Bem, depois do concerto foi oferecido um jantar numa discoteca da cidade aos artistas e músicos. Nessa época, havia sido lançado um carro de luxo, o Dodge Dart, carro caríssimo. O empresário tinha um amarelo, zero quilômetro. O Tim gostou do carro, inclusive foi dirigindo do hotel até a discoteca. Durante a festa alguém teve a idéia: se no dia seguinte teríamos que estar em São Paulo, para uma gravação em televisão, por que não seqüestrar o Dodge até o cheque ser compensado na segunda-feira?
Ótima idéia. Um dos músicos pediu a chave do carro para levar o Maia pro hotel e... voltar logo. O cara não desconfiou de nada e, todo sorridente, entregou as chaves. Foi um tchau! No dia seguinte, estávamos hospedados em outro hotel, em Sampa. Na segunda-feira, quando foram compensar o cheque, ficou confirmada a qualidade de borrachudo. O Maia, que tinha de estar de volta ao Rio em dois dias, se perguntou: o que fazer com o carro? Ele tinha um Alfa-Romeo de luxo e não iria precisar de mais um. Então, ele viajou e o Dodge ficou lá, no estacionamento do hotel. Como o veículo nunca foi reclamado pelo proprietário, o carro foi ficando, ficando... até que, um dia, virou propriedade do hotel, tendo inclusive recebido um logotipo da empresa: Hotel Rosas.
Me lembrou fato semelhante acontecido coma banda Dazaranha e que me foi contado pelo Adauto.
A banda fez um show em Brusque e sentindo que não iam receber o cachet não tiveram duvidas. Pegaram uma moto pertencente ao contratante caloteiro e meteram no bagageiro do ônibus e a trouxeram para Floripa. Só devolveram quando chegou o din-din.
Ditabranda
Mais uma certeira do Latuff.No próximo sábado haverá um ato público às 10 da manhã - em frente ao prédio da Folha de São Paulo, na Alameda Barão de Limeira, 425 - em protesto ao insulto à memória das vítimas da ditadura militar e aos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides.

