
Taí as duas versões do novo single que já lançamos no My Space. Gravado no Jardim Elétriko, produzido pela banda e mixado por Alexandre "Squat" Gonçalves.
Coletivo Operante - O Nome do DJ
Coletivo Operante - O Nome do DJ ( Squat DB Remix)

A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou um projeto de lei que disciplina o pagamento de couvert artístico
A proposta também estabelece condições de trabalho para músicos em bares e restaurantes que oferecem música ao vivo.
Conforme o projeto, o estabelecimento deverá fornecer alimentação e bebidas não-alcoólicas ao músico, sem qualquer custo, e oferecer lugar adequado para o descanso, de pelo menos 10 minutos, a cada uma hora e meia de apresentação. O bar ou restaurante deverá, ainda, firmar contrato por escrito com o músico, que poderá ser de duas modalidades. Uma delas é o contrato de remuneração por turno, no qual o
estabelecimento em conjunto com o músico fixa o valor da remuneração e o total de horas de trabalho. A outra opção é o contrato de remuneração variável, no qual o músico é remunerado pelo repasse integral dos adicionais cobrados de clientes. O relator da matéria, deputado Eudes Xavier, do PT do Ceará, disse que o projeto fortalece a cultura, a arrecadação tributária e dá proteção ao trabalhador.
“Ele regulamenta a atividade do músico e dá segurança ao trabalhador da cultura, desde que ele tenha um contrato firmado com a casa em que está trabalhando.”
De acordo com o projeto, no caso da contratação por remuneração variável, a casa deverá incluir nas notas de consumo dos clientes os valores cobrados a título de couvert artístico. Os papéis deverão ficar à disposição do músico para conferência, sempre que solicitados. Se o repasse ao músico for inferior ao valor das notas, o estabelecimento deverá pagar ao trabalhador o triplo da diferença verificada. O bar ou restaurante que descumprir essas garantias fica sujeito à multa administrativa no valor de 500 reais. O projeto vai ser analisado, agora, pela Comissão de Constituição e Justiça.
Rádio Câmara/De Brasília, Marise Lugullo
"Sempre me espanto com essa questão que algumas pessoas fazem de que as histórias tenham "sentido".
Nunca consegui entender qual era exatamente o sentido desse sentido. Moral, filosófico, algum tipo de lição de vida? Algo que nos "acrescenta" - como se fôssemos porquinhos com uma fenda às costas?
Faço histórias para crescer, não para acrescentar".


Uma pessoa até pode ser honesta, afável, decente, culta. Mas quando reforça a velha visão vira-lata do brasileiro sem auto-estima, de que as coisas são assim mesmo e não têm conserto, de que vivemos numa terra eternamente dominada pelos espertos e safados, e que só nos resta viver explorados, ela só está ajudando a esses espertos e safados e desestimulando as pessoas de bem. Portanto, não merece epíteto melhor do que imbecil. Os brasileiros como povo não são piores do que ninguém. Os maus elementos existem em qualquer grupo humano e nunca devem ser ignorados nem deixados à própria sorte. E os problemas sociais não são insolúveis. Sempre há mudanças e progressos. Mas eles não acontecem se um número suficiente de pessoas não quiser.
Eis o mais importante: o entusiasmo é contagioso, mas a depressão também é. Se você se sente derrotado, impotente, incapaz, incompetente, roubado, isso é problema seu; não assuma que o próximo deva se sentir igual. Se eu ou o meu amigo acreditou na possibilidade de mudança e você não acredita, a pior coisa que pode fazer é sabotar as nossas esperanças e esforços insistindo que não dá para fazer nada para que nada mude. A isso, é preferível que você fique calado. Não apenas discordo dos derrotistas, chororôs e mimimis, como agora enuncio-os como um obstáculo ativo às minhas metas. O recado é o seguinte: a minha paciência com os inúteis acabou. Saiam da frente. Abram caminho.
Fui desrespeitoso e cometi um erro hoje contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que está em visita ao Acre para uma palestra sobre drogas para jovens da rede pública estadual.
Ao fazer a primeira pergunta de uma entrevista coletiva, indaguei:
- Ministro, o senhor tem se manifestado constantemente em defesa da propriedade, contra as invasões, mas em nenhum momento o senhor se manifestou contra dezenas, centenas de assassinatos de lideranças de trabalhadores rurais . [Até aqui, a pergunta é pertinente e correta do ponto de vista jornalístico, o exagero se deu na seqüência] Isso decorre do fato de o senhor ser ministro ou pecuarista?
A resposta do ministro veio à altura:
- Devo lhe dizer o seguinte: eu tenho me manifestado contra qualquer violação de direitos, qualquer violação de direitos. Eu não quero que haja assassinatos, independentemente de… Que não haja violência. Pode-se protestar, pode-se fazer qualquer consideração, mas tem que ser respeitado o direito de outrem. A pergunta de qualquer forma é desrespeitosa. O senhor tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta. Eu não sou pecuarista.
Ao formular de improviso a pergunta, tomei como base o manifesto distribuído no dia 6 de março pela pela Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde está afirmado (e até hoje não contestado publicamente), que o ministro Gilmar Mendes “não esconde sua parcialidade e de que lado está” e que é “grande proprietário de terra no Mato Grosso”.
Exagero também veio da parte de quem tanto critica a existência de um estado policialesco no país. Orientado pelo ministro, um assessor dele telefonou para a Polícia Federal, logo após a entrevista, e pediu aos agentes:
- Fiquem de olho naquele moço, pois ele é muito perigoso.
"Sou voyeur, adoro ver pessoas nuas, pessoas transando, mas não gosto de sexo sem erotismo. E no Big Brother o que existe é o sexo da novela, do marketing. O Big Brother é a novela da vida careta da sociedade de espetáculo.
As pessoas gostam de ver porque estão condicionadas nessa mesma sociedade de cativeiro, que vive aprisionada em tabus. Por que a gente não deixa a vida entrar na nossa vida em vez de representá-la na forma ideal papai, mamãe e pederasta?
A repressão sexual das pessoas precisa do Big Brother, mas não se satisfaz inteiramente, até porque de livre o Big Brother não tem nada. Quase toda aquela gente se parece muito com todo mundo e parece personagem de novela. Isso realmente não me interessa".
"Satélite dos EUA, sem tomar iniciativas Sul-Sul, o Brasil do tucanato ainda nos brindava aquele patético espetáculo: nosso presidente falando, com muitas limitações, a língua forânea de um chefe de estado estrangeiro em território nacional, sempre que o visitante era anglo-, franco- ou hispanofalante. Eu morria de vergonha daquilo triplamente: como cidadão brasileiro, como sujeito político e como professor de línguas.
A limitação colonizada da nossa direita falou em “problemas” para a política externa brasileira por Lula não saber idiomas. Como se o papel de um presidente fosse ser poliglota, e não ser presidente e representar a experiência de um povo. Como se o Brasil não tivesse uma das Chancelarias mais equipadas linguisticamente do planeta. Como se um chefe de estado russo, chinês ou sul-africano aceitasse falar outra língua que não a sua para conduzir negócio de estado".


Uma vez que o Oscar Berent falou em lua, insistiu em lua, criou um caos desgraçado na sua rádio por causa da velhice da lua, lá vai alguma coisa com respeito ao folclore lunar. De fato, a lua foi muito respeitada na antiguidade, pois era a chave do calendário, era o relógio das plantações, era o sol dos namorados, era, afinal, uma porção de coisas; atualmente entretanto, apesar de continuar sendo tudo isto é mais uma coisa. Será o palco futuro do próximo desentendimento humano. Isto podem estar certos; ora se podem. Esperem, vivam e verão. Mas a lua tem coisa... O admirável contista Péricles Prado, do Cão Jerônimo, diz que descambou para as pesquisas de magia e de alquimia porque observou certas influências lunares sobre as coisas; já o saudoso Gilberto Fontoura Rey, poeta e artista plástico, só tomava dos pincéis na lua cheia e passava o tempo todo me azucrinando para estar em dia com as efemérides lunares; o Domingos Fossari, grande caricaturista, só traça na lua nova; diz que nesses dias tem mais inspiração.
E foi por causa deste e outros que criei um refrão: Cada louco com a sua fase da lua. Quanto a mim há de certo: Quando a lua entra em escorpião o meu rim começa a dar coices. Portanto, a lua é importante, queiram os bobocas sabichões ou os idiotas da objetividade, como diz Nélson Rodrigues, ou não; creiam os de cultura livresca ou não, a lua lhes atua na cuca e por isto dizem tanta bobagem. Mas isto é folclore e vamos a ele.Conheço umas tantas rezas de lua. há uma para afastar os chatos; há outra para matar as criaturas indesejáveis, bicho ou gente; há outra para ganhar dinheiro; há mais outra para achar coisa perdidas; há mais para fazer revelar traidores; outra ainda para prender ladrões. É grande o repertório. Mas boazinha é esta:
Lua cheia tão brilhante
que do céu tudo aqui vês
Fecha a porta a diamante
E faz o ladrão ver três. Dizem que o larápio que recebe esses influxos vê gente parada na porta da casa e se manca.Mas como este mundo é cachorro mesmo, há a oração da lua para ladrões; para espantar certamente aqueles três que ele poderá ver. Mas não vou ensinar não; já tem mãos leves, esperto, larápio, gato, rato que chega por aí sem reza mesmo dando trabalho à polícia. Agora as mandingas não inúmeras, sem conta mesmo. As ritualísticas passam de mil. Cada uma de fazer gosto. Mas vamos a umas duas ou três.
Jogar um punhado de sal na direção da lua cheia e formular um desejo ele é realizado; há o oposto para fazer mal, mas não vai ter não; a macacada que se manque.
Depois, há aquela de prender namorado:
Luazinha fraca, vazante
Que vais caindo pro mar
Vaza os olhos de fulano
Pra ele só me enxergar.Isto tem que ser feito às 6 horas da tarde na lua nova.
Mas há aquela de ganhar no jogo:
Lua toma este dinheiro
Corre mundo para voltar
Faz este meu companheiro
Mil vezes multiplicar.Está é dita à meia-noite, com lua cheia e se joga uma moeda na direção da lua e... pode ser que algum limpo a encontre no outro dia. Dizem que vale para a loteria esportiva, para pif-paf, para loteria federal; mas há outras catimbas com a lua que depois eu conto. Mas um recado pro Oscar Berent, e outros da paróquia que andam tardiamente: Nunca olhem a sombra projetada pela luz da lua no chão depois da meia-noite; dali, dizem se levanta o cão. É folclore.
E se o Tribunal de Justiça, o TRE e o Ministério Público mantiverem-se em silêncio nos próximos dias, o melhor a fazer é contratar um bom seguro de vida (que cubra todo tipo de “acidente”). Ou uma boa transportadora de mudanças.
TENSÃO EM UBERLÂNDIA
O festival era pelo aniversário da cidade. Estavam programados três dias de shows de rock numa espécie de Woodstock mineiro, com muita loucura, drogas e som pesado. O Maia, que estava “estourando” no Brasil, foi programado para ser o último, encerrando a festa em grande estilo.
Bem, logo no primeiro dia, houve evasão de renda da bilheteria e os artistas que se apresentaram antes do Maia tiveram sérias dificuldades para receber seus cachês. Eles tinham seus empresários no local, o que, em tese, facilitava as coisas. Nesses dias, o Maia havia brigado outra vez com a Janete e tava no hotel derrubando garrafas e mais garrafas de malte escocês – e não estava nem aí para nada. Mas, na hora marcada, lá estava o Maia no estádio lotado, levando a platéia ao delírio. Ele cantou legal, encerrando a festa com chave-de-ouro. Uma pessoa tinha sido encarregada de receber o cachê com o empresário. Era um dos organizadores do evento, que ficou mais próximo de nós.
No final, ele chegou para o Maia e disse que o pagamento seria feito com um cheque, que logo pensamos: borrachudo, é claro! O Tim ainda tentou argumentar, mas não havia jeito... O detalhe é que todos os outros músicos haviam recebido em dinheiro vivo.
Bem, depois do concerto foi oferecido um jantar numa discoteca da cidade aos artistas e músicos. Nessa época, havia sido lançado um carro de luxo, o Dodge Dart, carro caríssimo. O empresário tinha um amarelo, zero quilômetro. O Tim gostou do carro, inclusive foi dirigindo do hotel até a discoteca. Durante a festa alguém teve a idéia: se no dia seguinte teríamos que estar em São Paulo, para uma gravação em televisão, por que não seqüestrar o Dodge até o cheque ser compensado na segunda-feira?
Ótima idéia. Um dos músicos pediu a chave do carro para levar o Maia pro hotel e... voltar logo. O cara não desconfiou de nada e, todo sorridente, entregou as chaves. Foi um tchau! No dia seguinte, estávamos hospedados em outro hotel, em Sampa. Na segunda-feira, quando foram compensar o cheque, ficou confirmada a qualidade de borrachudo. O Maia, que tinha de estar de volta ao Rio em dois dias, se perguntou: o que fazer com o carro? Ele tinha um Alfa-Romeo de luxo e não iria precisar de mais um. Então, ele viajou e o Dodge ficou lá, no estacionamento do hotel. Como o veículo nunca foi reclamado pelo proprietário, o carro foi ficando, ficando... até que, um dia, virou propriedade do hotel, tendo inclusive recebido um logotipo da empresa: Hotel Rosas.
Mais uma certeira do Latuff.
De Meyer Filho ( 1919-1991) , artista nascido em Itajaí e radicado desde a infância em Florianópolis.

A edição 20 da revista Catarina, com uma espetacular capa, para lá de ousada e criativa, já está nas bancas e com uma mega matéria sobre o Clube da Luta. A “cooperativa” que tornou a Capital referência da nova cena brasileira recebe tratamento especialíssimo: cinco páginas.
Quem achava que a ideia era fogo de palha, a essa altura está revendo seus conceitos! A propósito, a capa da Catarina traz a catarinense Janete Friedrich, revelação do último São Paulo Fashion Week.