
O Laerte tá muito foda. Um dos maiores artistas brasileiros na ativa. Essa é da série Meu Marido Empalhado. As aventuras de Érico, um cara muito calado.
Noitada de rock com Da Caverna e Os Berbigão na Célula.
* E hoje, assim como todas as sextas, tem Clube da Luta na Célula. No ringue SC X RS os gaúchos Móica lançando seu disco solo e a banda Bruxa Roots, formada pelo carismático morador dos Ingleses Rafael Malenotti ( Acústicos & Valvulados), Nando Endres ( Comunidade Nin-jitsu), Júlio Porto ( Ultramen) e Didi Gloor ( Tequila Baby) .

"O mundo da nossa realidade é realidade porque estamos envolvidos no "fazer" dessa realidade. As pessoas nascem com uma auréola de força, poder, que se desenvolve e se entrelaça com o consenso dominante. As pessoas olham o mundo da forma como lhe foi ditada, com os olhos do consenso dominante. Por outro lado, "não fazer" é possível quando uma auréola extra de poder se desenvolve para formar a existência da realidade de um outro mundo. O guerreiro-pirata não escapa do "fazer" do mundo, mas luta dentro desta realidade, a realidade do consenso dominante. O que o auxilia na criação da auréola extra de poder. O ato de "não fazer" conduz ao "parar o mundo", que é o primeiro passo para "enxergar". O mundo da realidade ordinária, do dia-a-dia, nos parece do jeito que é por causa do consenso social. "Parar o mundo" significa interromper a corrente comum de interpretação do mundo, do consenso dominante, ou em outras palavras, parar o consenso é enxergar o mundo como bruxo, numa realidade não-ordinária. "Parar o mundo" é viver num espaço temporal mágico, enquanto que viver na realidade do consenso é viver num espaço temporal ordinário".
Segunda edição da festa Bomba traz hoje para o Hi-Fi na Trindade uma figuraça com performance de alta octanagem.
"Lá pela idade de 58 anos um país - assim como um ser humano - deveria atingir uma certa maturidade. Após quase seis décadas de existência nós sabemos, pro bem ou pro mal, quem nós somos, o que fizemos e como parecemos aos outros. Reconhecemos, embora relutante e privadamente, nossos erros e nossas faltas. E embora ainda abracemos uma ilusão ocasional sobre nós mesmos e nosso potencial, somos sábios suficientes para reconhecer que na maioria das vezes não passa disso mesmo: ilusão. Resumindo, somos adultos.
Mas o Estado de Israel continua curiosamente ( e dentre as democracias ao estilo ocidental caso único) imaturo. As transformações sociais do país - e suas muitas conquistas econômicas - não trouxeram a sabedoria política que normalmente acompanham a idade. Visto de fora, Israel ainda se comporta como um adolescente : consumido pela confiança em sua própria singularidade; certo de que ninguém o "compreende" e de que todos estão "contra" ele; cheio de auto-estima ferida, rapidamente se ofendendo e respondendo à altura. Assim como muitos adolescentes Israel está convencido - e afirma agressiva e repetidamente - que ele pode fazer como desejar, que suas ações não trazem consequências e que ele é imortal.
Convenientemente o bastante, este país que de algum modo falhou em amadurecer, estava até recentemente ainda nas mãos de uma geração de homens que eram proeminentes na vida pública de 40 anos atrás: um Rip Van Winkle israelense que tivesse adormecido, digamos, em 1967 ficaria surpreso de fato de acordar em 2006 e encontrar Shimon Peres e o general Ariel Sharon ainda pairando sobre os assuntos do país - se bem que o último apenas em espírito".

