terça-feira, 18 de novembro de 2008

Põe na tela Amarelo!


O sempre alerta Cassiano Ferraz viu Cacau Menezes no P 12 no último fim de semana e não perdeu a oportunidade de registrar a adesão do colunista mais amado e odiado de Santa Catarina.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Falou mano!

Marco Cezar, fotógrafo e editor da revista Mural tá com um blog bacanudo onde tem postado diversas fotos de seu vasto arquivo.

De lá catei essa foto de Jorge Ben em 1980 no Clube 12 de Agosto.

sábado, 15 de novembro de 2008

Butterfly



Via modfetish.

Comitê gestor de cu é rola

Um produtor cultural do Sudeste que esteve em Florianópolis pesquisando oportunidades ficou chocado em conhecer as leis da cultura em Santa Catarina. Nosso Estado segundo ele" é o único em que o governador detém o canetaço".

Pois é. Vide a peça da Vera Fischer, shows da primeira filha, festinha com o João Dória Jr, campeonato de golfe no campo de um membro do governo e por aí vai.

A última mesmo é excelente. O atual Governo do Estado de Santa Catarina deu R$1,5 milhão de reais para um festival de música pop baba em Joinville, realizado pela maior empresa de comunicação do Estado.

Será por isso que muita gente que tem seus projetos aprovados em editais da FCC chega a demorar quase 1 ano para receber o dinheiro captado por eles mesmos e depositados na conta do Governo?

Ou melhor ainda. Será por isso que a nossa grande imprensa não vai a fundo no mar de lama que assola a província?

Na área da cultura a grande sacada de vossa alteza é o famigerado Funcultural. O lance é deixar os entretantos e ir pros finalmentes.

E o que dizer do atraso em liberar verbas para comemorar o centenário de Franklin Cascaes como bem lembrou um bom amigo da Esquerda Festiva?

Parece muito mesmo com um descaso consciente para matar nossa cultura popular e importar, ou melhor, impor uma mistura de novo-riquismo cheio de mau gosto, as últimas novidades das Oropa e os piores de nossos pesadelos.

Uma vergonha para todos nós.

Que as bruxas da Ilha acordem e varram essa gente nefasta. Eu faço minha parte.



A luta será televisionada



Vinheta do Clube da Luta que será veiculada na MTV. Direção e edição Rodrigo Amboni com imagens de Pedro MC.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Noite de rock!

Hoje, além dos combates com as bandas Da Caverna, Jeremias Sem Cão e Kratera e o baile animado do DJ Zé Pereira, comemoramos o aniversário do amigo e colaborador Cassiano Ferraz, fotógrafo oficial do Clube da Luta. Parabéns môquirido!

Grande noitada de rock na Célula. Bora lá minha gente.

La Nena


Ontem fui assistir a pré-estréia da peça Mi Muñequita no Teatro da Ubro e me diverti paca com o texto tragicômico que revela a decadência de uma família pra lá de bizarra. O texto fez vibrar aquela corda dramática e latina que habita nosso corações.

O autor é o uruguaio Gabriel Calderón e a encenação aqui está sob a batuta do diretor Renato Turnes. No elenco Álvaro Guarnieri, Malcon Bauer, Milena Moraes, Monica Siedler, Paulo Vasilescu e Sabrina Gizela.

Como não sou Aline Valim nenhuma eu apenas posso dizer que gostei muito e recomendo. A temporada começa hoje lá no simpático Teatro da Ubro.

Curitiba aí vamos nós

No domingo 16 de novembro o Coletivo Operante se apresenta no Curitiba Master Hall abrindo o show do compositor Wella que lança seu primeiro disco, wella:som.

Wellington Borges Costa, o Wella, é professor de Português no curso Positivo em Curitiba desde 1995 e autor de Brasil século XX – Ao pé da letra da canção popular em co-autoria com Luciana Worms, livro vencedor do prêmio Jabuti em 2003.

O primeiro disco do compositor foi todo gravado em Florianópolis no estúdio Jardim Elétriko e contou com participações de Luiz Maia, Ledoux, este que vos escreve e diversos músicos locais. Na mistura de ritmos e gêneros, que passeiam do samba ao rock, da bossa nova ao funk, do samba-enredo ao punk, o destaque é para a poesia.

O show de lançamento do álbum no domingo está marcado para 19 horas, no Curitiba Master Hall.

No programa estão participações especiais de Aline Roman, Luciana Worms, Rogéria Holtz, Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz.

Bora lá.

R.I.P


E se foi Mitch Mitchell o genial baterista do Jimi Hendrix Experience. Triste fim. Sozinho num quarto de hotel em Portland, Oregon.

Que vá para um lugar onde encontre Jimi, Muddy Waters, Miles e outros músicos fantásticos e que role uma grande jam, mas sem esquecer do intervalinho que ninguém é de ferro.

Pra lembrar dele.

Sinais



Grande piada do bróda Frank.

No oeste do Estado apareceram desenhos geométricos em duas propriedades no município de Ipuaçu.

Groove rock


E vocês viram? A última do Franz Ferdinand se chama Ulysses. Li no blog da Flávia Durante que postou um link para download.

Mais uma sonzera dos escoceses. Já era fã, agora então.

Foto: celticblade. Set list de show em 25/06/08.

Ei!

sábado, 8 de novembro de 2008

Bora nessa


A banda O Rappa saudando o público num show no Curitiba Master Hall na semana passada. O clique é do amigo Marcinho Sorriso que tava no staff da turma.

Semana que vem, domingão 16 de novembro, Coletivo Operante apresenta-se lá, abrindo o show de lançamento do primeiro CD do compositor e cantor Wella e eu, Luiz Maia, Ledoux, André FM ( Missiva, Sociedade Soul), Rocha ( ex-Stonkas/John Bala Jones/Iriê) e um naipe de sopros formamos a banda que acompanhará o Wella.

Conto mais num próximo post.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Howlin' Sidarta


"O mundo nada pode contra um homem que canta na miséria"

Ernesto Sábato

Astronauta libertado



Tom Zé é o cara. Na noite de quarta estava endiabrado no programa do Jô. Com muita ironia fina avacalhou a classe mérdia que não goza, a Igreja Católica e Roberto Civita. Detalhe é que Reinaldo Azevedo estava na platéia para ser o segundo entrevistado.

Foram exibidas algumas cenas do documentário Fabricando Tom Zé, inclusive o ponto alto do filme que é a briga do músico com os técnicos de som do Festival de Montreaux.

Imperdível. Tá na íntegra aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Bauretes & baús



"A banda da Seroma senhoras e senhores, a banda da Seroma, muito obrigado, tamos aí". Este é o Tim Maia saindo de cena enquanto o time de feras continua no sambalanço de Gostava Tanto de Você.

O incrível vídeo é uma parte da noite de inauguração do Teatro Bandeirantes, em 12 de agosto de 1974.

Tim acabara de travar contato com o Racional Superior e pouco antes de cair de boca nessa roubada mística falou do livro e cantou um rascunho de Que Beleza.

Tem ainda Rita Lee & Tutti Frutti, Chico Buarque, Elis...

Língua solta

“Eu acho o Chico Buarque um horror, um equívoco, um chato, um parnasiano. O Olavo Bilac é muito mais moderno que ele. Ele faz uma música anêmica, sem energia, sem vivacidade, parece que precisa tomar soro. A Bossa Nova é a mesma coisa, uma música easy listening, que toca em loja de departamento quando a gente vai comprar uma meia.”

Esta é apenas uma pequena amostra do que foi a participação de Lobão na mesa de abertura do Fórum das Letras de Ouro Preto (Flop). Acelerados, ele e Nelson Motta mal pararam para respirar: foram duas horas de uma conversa intensa, à qual não faltaram declarações polêmicas, mesmo da parte do geralmente conciliador Nelsinho, que nessa hora concordou:

“Tirando Tom, Vinicius e João Gilberto, tudo que veio depois na Bossa Nova foi diluição. A gente sabe que Roberto Menescal, Carlos Lyra etc são músicos de segundo time.”


Do blog de Luciano Trigo. Hum...acelerados é?

Guerra intestina

Enquanto isso no Brasil, a Polícia Federal investiga os policiais que fizeram parte da Operação Satiagraha.

Neste post que reproduzo, Luís Nassif tacou lenha na fogueira. Confira e tire suas conclusões.

Boa tarde, Nassif.

Sou Policial Federal e me orgulho muito disso. Mas infelizmente o momento interno da PF não é dos melhores.

Nunca manifestei em blog’s, paineis de leitor e outras coisas do gênero, mera discrição, mas hoje preciso desabafar e você é um dos poucos jornalistas em que confio no momento.

Acompanhei várias investigações podendo citar como principais: “Law Kin Chong (Capela), Maluf (Bob Pai), Máfia do apito (Atenas e Atenas II), MSI/Corinthians (Perestroika) e Daniel Dantas/Naji Nahas (Satiagraha).

E aprendi a observar jornalistas, lendo o que eles escrevem sobre o que vi nesse tipo de trabalho. Muitos “pescam” situações isoladas e depois “complementam” os espaços vagos com suas ideologias, releituras, “outras fontes” etc; por vezes “criando” versões totalmente dissociadas dos fatos.

Você, Nassif, no momento é o que traz notícias e comentários mais próximos à realidade, não questiono se isso é relevante, apenas descrevo um fato, não o vejo comprometido com interesses políticos ou econômicos (o que pra você pode até ser ruim já que muitas vezes a sobrevivência financeira do jornalista depende de agradar os interesses dos financiadores dos meios de comunicação)

Em se tratando da Satiagraha, as informações disponíveis na internet são poucas (em comparação ao volume de dados coletados durante os trabalhos e o número de pessoas envolvidas que não foram presas). Se um jornalista sério tivesse acesso a 10% dos dados coletados já teríamos uma revolução no país, iniciada pela mídia. Muitas vezes me vi tentado a explicar o que muitos leitores questionam em seu blog, mas por motivos legais (sou funcionário público e estaria cometendo crime sujeito a demissão) não posso ajudá-lo, mas posso dizer que “todas as análises que você fez sobre o caso Satiagraha estão corretas”.

Hoje pela manhã recebi a visita de alguns colegas da PF, tinham um mandado de busca e apreensão para cumprir em minha casa, foi chamada de “operação G” (será que o “G” é de Gilmar ???). Acordei minha esposa e meus filhos para que acompanhassem as buscas em nosso apartamento, estavam “procurando grampos ilegais e mídias”, como todo o trabalho em que participei sempre foi respaldado por autorização judicial (seja a interceptação telefônica, ambiental ou ação controlada), não havia nada a ser encontrado, como não
encontraram.

Está apenas difícil de explicar para meus filhos e esposa que eu trabalhei honestamente como Policial Federal, não aceitei a proposta de suborno de um milhão de dólares, encontrei muita prova contra as pessoas que foram investigadas na operação Satiagraha e hoje recebi em minha residência busca autorizada pela justiça de Brasília e cumprida pela PF.

Entendi o recado... se quiser trabalhar, faça o trivial. Se quiser investigar, investigue um “peixe-pequeno” (ou seriam os três “P”), mas o melhor é que até agora não encontrei nenhuma linha na internet dizendo: “Policiais Federais que trabalharam na Satiagraha são alvo de busca e apreensão em suas residências como reconhecimento pelos trabalhos prestados.”

Realmente não é um dia dos melhores, mas com certeza o número de pessoas indignadas com esse tipo de situação está cada vez maior e essa “revolução silenciosa” não vai tardar. É o que penso, espero... peço a Deus.

The one for victory




Uma música para Obama, hoje.


Good morning



De José Mendoza.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Black and White


Cena de um dos documentários da série Martin Scorcese Presents The Blues. Aqui temos o reencontro do músico pioneiro Ike Turner e o lendário Sam Phillips, descobridor de Elvis Presley.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Eleições no Império combalido

Quer acompanhar a eleição norte-americana? Eu recomendo o blog do professor Idelber Avelar, O Biscoito Fino e a Massa.

Na madrugada de terça para quarta a cobertura será em tempo real.

E vale a pena ler o texto sobre Obama que Idelber publicou na revista Fórum.

Eu imagino que só um atentado feito pelos republicanos - que culpariam os "terroristas" e dariam um golpe - possa impedir Obama de ser o primeiro negro presidente dos EUA.

Se é bom pra nós não sei mas pro mundo será maravilhoso o fim da era Bush e do mandato republicano militarista-corporativo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Fight for Your Right


Por conta do episódio que relatei no post anterior, descobri a EFF, Electronic Frontier Foundation, que se coloca como a "primeira linha de defesa" quando a liberdade na internet é atacada.

No site há uma seção sobre os direitos do blogueiro com um ótimo guia.

Capitularam

Jornalista e blogueiro Ulysses Dutra foi uma das primeiras vítimas da ação "guerrilheira" empreendida a partir dos Estados Unidos com o objetivo de minar a disponibilização de arquivos para download. Nosso professor postou um link de uma música para a turma baixar. Eis que, dias depois, ele recebeu um e-mail de uma famigerada Associação em defesa dos direitos autorais com ameaças por conta da sua iniciativa. Paralelo a isso, o próprio servidor do Blog tratou de "implodir" o post, que literalmente sumiu do mapa. Terrorismo digital, quem diria!


Saiu na Contracapa de ontem . Aconteceu. Um pouquinho diferente só. Creio que eu me expressei mal para o Marquinhos na noite tumultuada da La Gonga. O e-mail que recebi foi do Blogger e não de nenhuma associação.

O post com um link para remix de What's Going On de Marvin Gaye, foi completamente apagado pela equipe do Blogger que atendeu uma denúncia baseada na DMCA, uma lei de copyright dos EUA. Segundo o e-mail, o servidor Blogger.com " está no processo de remoção de links que alegadamente ferem a lei de direitos autorais".

A denúncia, sem nenhum dado pessoal, será postada online num site chamado Chilling Effects. E o Blogger faz isso de acordo com a DMCA.

Titanomaquia


A propósito do lançamento do documentário sobre os Titãs - A Vida Até Parece Uma Festa - dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, o ex-titã Nando Reis escreveu um belo texto no Estadão que vale a pena ser reproduzido na íntegra aqui.

Dica quentíssima da janela vermelha.

A vida até parece uma festa

Talvez soe repetido isso que vou falar, talvez seja a continuidade do que comecei na semana passada - sem perceber que antecipava o que viria a acontecer. Mas quem disse que alguém, além de mim, se lembra do que escrevi sete dias atrás? Ou se tudo o que é dito, no fundo, não é apenas continuação do que foi ouvido ou lido antes, peça preparatória do que virá mais cedo ou mais tarde? O fato é que ontem fui assistir ao filme A Vida até Parece uma Festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, documentário sobre a história dos Titãs. Emocionante. Brilhante na sua maneira de costurar as imagens, apresentar as músicas e, de uma forma incomum e fluente, contar o impossível: como um grupo de amigos de colégio monta uma banda e cria uma coleção surpreendente de sucessos, pérolas inacreditáveis de tão originais. Sem falsa modéstia, que puta banda é os Titãs! Claro que tem gente que não gosta e não concorda com o que acabo de dizer. Ainda bem: unanimidade não combina com arte.

Não vou contar aqui mais sobre o filme, até mesmo por que a partir de 16 de janeiro ele estará em cartaz pra quem se interessar a ver. Mas uma coisa eu quero aproveitar como assunto desse artigo. Não existe nada mais poderoso do que certas combinações complementares. Os Titãs são um excelente exemplo.

A princípio 9, depois 8, 7, 6, 5 e, ainda assim, a força da compreensão sobre o que é o outro, sobre quem são os outros, e o que juntos podem fazer pessoas que se dispõem a misturar sua disposição e criatividade. Trabalhar em grupo é se permitir a não ser você o centro as atenções o tempo todo. Deslocar o eixo do seu interesse e de sua atração para outro pensamento, outra forma de comunicação e, a partir dela, através dela, formular uma nova expressão própria, resultante da informação adquirida. Assim, numa espécie de corrente, de fluxo e sucessão de entendimento/desentendimento, aceitação e recusa, compreensão e incomunicabilidade, vai sendo criada uma linguagem comum, a voz que traduz o pensamento que não é particular, mas diz e fala sobre todos. Não é fácil, nem sempre é bom, mas, como tudo aquilo em que acredito que seja verdadeiro e humano, se torna poderoso quando é transformador.

Durante os 20 anos em que fiz parte da banda, vivi todos os lados desse balaio. Fui núcleo e periferia, gozei de prestígio e fui marginalizado, contribui e boicotei, joguei limpo e sujo, admirei, invejei, ouvi, falei, gritei, barbarizei, gargalhei, ri e chorei intensamente. Não saberia dizer a quantidade de shows que fizemos, não importa, foram muitos, milhares. De todos os tipos: pra ninguém, para 100 mil no Maracanã, com performances inspiradas, outras completamente alcoolizadas, algumas mecânicas, mas a maioria com a alma entregue para ser sangrada e esfarrapada. De todas, saí diferente de como entrei. De algumas, não sei como saí vivo.

Trabalhar com um bando de amigos é um privilégio. Poder desentender-se sabendo que há um vínculo amoroso que predominará e fará a reconciliação, é uma dádiva. Mas um grupo é sempre um mistério. Por mais que você tenha a intimidade da convivência, nunca desvenda o que habita uma mente e um coração que não seja o seu. Eis o segredo, a magia - e também a desgraça. Gosto assim. Sem risco a vida não vale a pena. Assistindo ao filme, pensei naquilo que é o aspecto que sempre fez a música se parecer com o futebol: certas escalações se tornam clássicas. É o caso dos Titãs.

Nando Reis

Não vi e não gostei

Clique no camarim da aniversariante Zuleika após a festa La Gonga na última quarta no Blues Velvet.

O nível da calourada tava alto. Michele Pereira interpretou uma adorável Material Girl ( Madonna) , Ju Baratieri estava dulcíssima cantando Lovefool (Cardigans) e Caio Cezar mandou ver no Radinho de Pilha ( Genival Lacerda) caindo nas graças do júri. Mas quem ganhou a simpatia da maioria dos eleitores foi a dupla Crica Gadotti & Márcio Boechat, que cantou Candy (Iggy Pop e Kate Pierson).

Foram revelados os finalistas do prêmio Uóscar 2008 e o povo indie-under-supercool elegeu o Clube da Luta como uma das três finalistas na categoria Pior Festa, mas Zuzu que não é nem um pouco boba buscou os músicos pra formar seu grupo, os Gongo Boys, nas bandas de lá.

A votação está aberta na comunidade do orkut.

Mundo animal



O nome não podia ser mais adequado, Steve Winter. Com esse shot de um leopardo da neve ele ganhou o Prêmio Fotógrafo da Vida Selvagem 2008 - na categoria Fotógrafo do Ano - oferecido pelo Museu de História Natural de Londres e a BBC Wildlife Magazine.

Grande dica do Magrão que Dauro também curtiu e eu trouxe pra cá.

Sem ilusões


Do Latuff.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Uô-uô-uô nada mudou

"O trabalho mais duro que os jovens encaram hoje em dia, é aprender boas maneiras sem ver nenhuma"

Fred Astaire

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ilha dos casos e ocasos raros


Hoje fazem 5 anos do apagão que deixou Florianópolis sem energia elétrica por alguns dias e nos legou uma gambiarra que até hoje está na ativa. Brincadeira né.

A ponte Hercílio Luz, simbolicamente, ficou com a metade insular apagada e a metade continental acesa.

Eu estava na Biblioteca Central da UFSC lendo um livro após o almoço quando as luzes se foram. Após uns 15 minutos os funcionários informaram que havia ocorrido um acidente e a luz demoraria a voltar e estavam fechando.

Fui ao Centro no final da tarde e atravessei a cidade à pé e às escuras do Mercado Público até o shopping Beiramar. Incrível o clima e a escuridão.

Sozinho em casa com um rádio de pilha fiquei me informando e rindo. Os depoimentos ao vivo eram os mais hilários. Recordo um morador de Coqueiros que falou para o apresentador Nabor Prazeres no ar: " Daqui tô vendo a ilha toda escura. É uma coisa bruxólica. É a Ilha da Magia Negra mesmo!"

E você onde estava?

Foto: clicrbs

UPDATE 30/10/2008: Meu amigo Maia lembrou em comentário aqui, de um adjetivo que eu esqueci e que dá mais graça à história.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Loucura pouca é bobagem


O Clube da Luta terá uma edição especialíssima no bruxólico dia 31 de outubro, próxima sexta.

Além dos shows com Coletivo Operante, Missiva e Sociedade Soul ( ex-Gubas) , haverá a comemoração dos 10 anos do coletivo audiovisual Pintô Sujêra e do Catavídeo - Mostra de Vídeos Catarinenses e aniversário do quirido Caio Cambalhota.

Os lutadores do audiovisual se juntam aos lutadores da música para fazer tremer as paredes da Célula.E tu vai perder essa? Claro que não. Bora lá que essa vai ser antológica.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

La Gonga Edição Aniversário

A temporada de festas da semana começa na quarta com a super edição do La Gonga, o show de calouros comandada por Zuleika Zimbabue no Blues Velvet. A diva trash é escorpiana e comemora seu aniversário, junto com o Paulão neste dia.

Fui convidado para comandar a banda da Zuleika e chamei a cozinha da Maltines, Cisso Fernando e Marcill, para completar o trio The New Gongo Boys on The Block, que além de acompanhar a musa do under fará a cama para os calouros.

O animado júri dessa vez contará com Fábio Brüggemann, Lígia Gastaldi, Marcos Espíndola, Renato Turnes e Ricardo Tromm, só figuraças que não perdoam a tosquice.

Chegue cedo pois o Blues Velvet lota rapidinho e a animação é certa.

Cafa mór



"Sem liberdade para espinafrar, nenhum elogio é válido"

Carlos Imperial, que em plena ditadura fez um cartão de Natal com a foto acima e mandou para os milicos. Amargou uns dias no xilindró pela fanfarronice.

domingo, 26 de outubro de 2008

Mil loucuras

Esta é Bianca, mineira de Ituiutaba que surgiu no cenário artístico em 1979 como “a roqueira mais jovem do Brasil” segundo Carlos Imperial.

Na capa do compacto olha só a chinfra da guitarra tipo SG com o nome dela gravado na paleta.

Ouça a música Minha Amiga, um country-rock stoniano breganejo raulseixístico com solos de guitarra à la Eagles.


De Marco Jacobsen, via meandros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Um groove pro finds


E tenham todos um bom fim de semana.

Utilidade pública



Segundo episódio da série Marcelo Tas na Zona Eleitoral.

Em "Para que serve um prefeito?", Tas confere a rotina e o trabalho do síndico do COPAN, o mais populoso edifício residencial do Brasil.

Eleito e reeleito há 15 anos por 5 mil condôminos, Affonso Prazeres mostra algumas lições de gestão para os candidatos à prefeito.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Etc e tal

"Quando você vir uma pessoa chorando copiosamente, homem ou mulher, principalmente no meio da rua, ou em lugar público, sem receios de mostrar seus sentimentos, sem frustrações. Esta pessoa tranqüilamente é minha admiradora, minha amiga”.

"Quando você vir um cara saborear uma feijoada, ou uma buchada, dobradinha,vatapá, churrasco, acompanhado de cachaça, cerveja, vinho e etc... saiba que este ser, vibra com a minha música".

"Agora a pergunta final: onde está este público?
ora, ora... Em todo e qualquer lugar, são milhões. É o povo, em alma e osso. É a Maria, é o Zé, é o Tonho, é o Tião, é a Zabé, é o Chico, é o Mané, é a Cida...
É o povo que diz:
Nois faiz,
Nois trepa,
nois comi
nois mija
nois reza
nois briga, e etc...
E é ele que melhor:
faz
trepa
come
mija
reza
briga
e principalmente o etc...”.

Waldik Soriano

Astro Rei


Esta animação foi feita com imagens colhidas durante 6 dias por um satélite da NASA e fazem parte de uma série de incríveis fotos do Sol, publicadas pelo Boston Globe.

Via blog Jornalismo & Internet.

Tá bombando

Meu primo Rafael Weiss comemora 200.000 acessos no seu blog Mundo 47, espaço privilegiado para o rock e a música catarinense, que conta com pouco mais de um ano.

Pra quem não é daqui (SC) explico um pouco o nome do blog.

Santa Catarina é uma unidade da Federação muito peculiar, onde a Capital não é maior cidade do Estado e onde cada região tem diferenças culturais que fazem com que seja difícil, ou quase impossível, de se ter o que chamaríamos de "identidade catarinense".

Refletindo essa carência, alguns inseridos no contexto roqueiro adotaram a divisão pelos números de DDD no Estado para delimitar territórios culturais. E até que serve mesmo.

47 é o código DDD que reúne o Vale do Itajaí, o litoral norte e o Norte mas lá no blog 47 as notícias falam de muito mais além.

Parabéns primo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Shake, shake, shake

Quem me conhece e acompanha o blog, sabe que a minha maior paixão musical é o soul, o funk e todos esses derivados do blues que fazem a gente chacoalhar e arrepiam os cabelos da nuca.

Trago então mais um groove neo-soul com Eli "Paper Boy" Reed, cantor e guitarrista norte-americano que bebeu na melhor fonte. Otis Redding, Sam Cooke e Wilson Pickett.

Dedicado àqueles que dizem que hoje em dia só se ouve porcaria por aí e não há mais boa música. Quem procura acha.

Daí Frank, esse tem cota garantidíssima também né?












Buona gente

Foto : Agência Cambalhota

O multiartista Valdir Agostinho parte hoje para a Itália onde apresentará sua música e pandorgas no festival Terra Madre em Turim.

De acordo com o site oficial:

"A terceira edição do Terra Madre terá lugar em Turim de 23 a 27 de Outubro de 2008, em paralelo ao Salone del Gusto (Salão do Gosto). O encontro mundial da rede Terra Madre reúne durante quatro dias comunidades do alimento, chefes de cozinha, docentes e jovens provenientes de todo o mundo empenhados em trabalhar para promover uma produção alimentar local, sustentável e respeitosa dos métodos herdados e consolidados no tempo"

Me, I & myself


Eu ando, como dizia o poeta concretista, cheio de si. Recebi duas singelas homenagens na blogosfera de dois caras que admiro muito. Mái bródas Frank Maia e Caio Cezar me dedicaram posts em seus blogs. Talentos com C maiúsculo.

Caio me colocou em um dos posts da série Gente que é Pípou , que relembra a antiga seção do fanzine Fútio Indispensável editado pelo Frank e pelo Tomate nos anos 90 e obra seminal na cultura pop da Ilha e além.

Recentemente Frank me revelou algo que não sei como ele ainda não tinha me contado. Seu pai foi baterista da banda do Lafayette. Pra quem não sabe, músico de destaque na Jovem Guarda e nas carreiras fonográficas de Roberto e Erasmo. Tipo, manja aquele órgão sinuoso e tão característico de Não Serve Pra Mim, Quero Que Vá Tudo Para o Inferno, Sentado à Beira do Caminho e...por aí segue a longa lista.

Tirando meu merchã, vocês podem conferir o alto nível dos blogs desses camaradas. Falou amizadinhas!

Saturday Blues

Paulera Venenosa não é mais uma personagem do ator Paulo Vasilescu. É a já tradicional festa Paulera Records, à qual me junto no próximo sábado, trazendo um mix venenoso de música pra dançar no Blues Velvet. Bora lá chacoalhar your booty!

[SÁBADO || 25/10] ESPECIAL:
PAULERA VENENOSA
|| duas festas numa só

|| ULYSSES
|| PAULERA

[disco.electro. pop.80s.90s.trash.rock]

Blues Velvet [pedro ivo 147]
[22h || $10]

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Go, Sílvio, go!

Da esq. para dir: Luiz Maia, Léo Romão, Caio Cezar e o Sílvio César ( nenhuma relação de parentesco)


A chuva deu uma pequena trégua e atravessei a ponte no domingão pra curtir a festa de aniversário do Sílvio César, amigão da Esquerda Festiva, da torcida do Flamengo e figura mitológica da música florianopolitana.

Como já é tradição desde 1996, Sílvio arma o palco para os amigos e ele curtirem um som. Ontem fomos, Coletivo Operante, prestar homenagem ao quiridão e fizemos um show de 40 minutos na Merceria do Ori, onde aconteceu o regabofe. O tradicional local abriga uma galeria dos 'imortais' frequentadores. Entre eles Zininho e Aldírio Simões.

O aniversariante apresentou-se com a banda Blues Therapy, com quem fiz uma jam incendiária tocando, é claro, Hoochie Coochie Man. E a cantora Evelise Nunes, a Eve - super cotada no Úoscar da Zuleika - também apareceu e fizemos dois clássicos com o grupo, Chain of Fools e Ando Meio Desligado.

Aproveitando o embalo, Sílvio colheu depoimentos para um documentário que ele está realizando, sobre o cenário musical ilhéu.

Cuidado


Esta não teve a mesma sorte do Jaguarito.

Choque de gestão





De Kayser, via Diário Gauche.

sábado, 18 de outubro de 2008

Funk is here to stay





Uma pérola funk do século 21 com a banda Breakestra, de Los Angeles.

" O Demônio e a Rainha"


Guache sobre papel de Meyer Filho, 1963.

Escaneado de uma antiga edição do jornal Ô Catarina, da FCC.

Clique na imagem para ampliar.

Chega!


Chove a quase 48 horas na Ilha de Santa Catarina. É o décimo fim de semana consecutivo de chuva.

Foto: Satélite GOES do INPE.

Fela 70


Vivo fosse Fela Kuti completaria 70 anos na última quarta-feira, 15 de outubro. Pai do afrobeat, estilo que misturava guitarras à la James Brown com ritmos afro-funks e a metaleira em brasa, foi além de um músico inovador, ativista político.

Filho de um pastor protestante e sindicalista e de uma militante feminista, Fela Anikulapo Ransome Kuti nasceu na Nigéria e mudou-se para Londres em 1958 com o intuito de estudar Medicina mas acabou se matriculando numa faculdade de música. Ainda na Inglaterra criou um grupo, o Koola Lobitos, onde começou seus experimentos que misturavam o jazz americano com o highlife africano e retornou para a Nigéria.

Lá reformou a banda e em 1969 foram todos para os Estados Unidos onde Fela conheceu os Panteras Negras que influenciariam sua música e filosofia. Rebatizou a banda para Nigeria 70. Foram denunciados à Imigração por um empresário e deportados para a Nigéria.

De volta à Mama Africa, o músico renomeou a banda novamente, dessa vez para Africa 70 e montou uma comuna e estúdio de gravação, a República Kalakuta, que ele declarou, mais tarde, independente da Nigéria.

Peitando diretamente o regime militar instalado na nação africana em músicas com mensagens agressivas e ritmo hipnótico do afrobeat, ele comprou uma bronca imensa. O exército invadiu em 1977 a República Kalakuta e o espancou à vera, além de jogarem sua idosa mãe de uma janela, causando a morte da senhora. Tudo foi incendiado, casa, estúdio, gravações e Fela só foi salvo pela intervenção de um oficial, segundo ele mesmo.

Em resposta enviou o caixão da mãe ao quartel principal do exército em Lagos. A dor foi destilada nas canções "Coffin for Head of State" e "Unknown Soldier".

A história de Fela vale a pena ser conhecida.


Foto: sweetartville

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

...


A lei do quão

Deve ocorrer em breve
uma brisa que leve
um jeito de chuva
à última branca de neve.

Até lá, observe-se
a mais estrita disciplina.
A sombra máxima
pode vir da luz mínima.

Paulo Leminski


Foto: Dico Kremer

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gomez



Danilo Gentili do CQC vai no lançamento de um livro do Reinaldo Azevedo, o testa-de-ferro do PIG e entrevista Jorge Bornhausen, José Serra e o autor, além de um monte de zé-manés que vestiram o chapeuzinho símbolo do blogueiro de Veja.

José Serra destaca-se pelo bom humor.

"Virá que eu vi..."

"Não houve apenas um Buda. No passado, houve incontáveis despertos. Na era do universo presente, mil Budas vão aparecer. Em eras futuras, um número incontável de Budas vai surgir".

Tulku Urgyen Rinpoche (1920-1996)

Via Samsara.

25 de agosto de 1954


Enterro de Getúlio Vargas em São Borja. Com um tiro no peito o homem que modernizou o Brasil pôs fim a "crise de agôsto".

Oswaldo Aranha " exausto, com a máscara da dor estampada na fisionomia sulcada por tantos traços de sofrimento, começou sua oração com lágrimas correndo pela face lívida" *. Logo atrás no centro da foto, o herdeiro político de Getúlio, João Goulart.

Fotaça de Gervásio Baptista.


* Arakén Távora em O Dia em Que Vargas Morreu, Editora do Repórter - 1966

Girando pelo Velho Mundo


Tijuquera no seu stand na feira PopKomm em Berlin. O evento é uma das maiores mostras musicais do mundo.

Os rapazi do João Paulo se apresentaram no último dia 8 de outubro, ao lado de Tita Lima e Vanguart.

A banda está em sua segunda turnê pela Europa neste ano.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Band of Gypsys


Eugene Hutch, o cigano-freak líder da banda Gogol Bordello, quando não está em turnê, vive no Rio de Janeiro onde se tornou figurinha carimbada da noite.

Na foto ele se apresenta no festival Austin City Limits 2008, que aconteceu de 26 a 28 de setembro último na cidade texana de Austin. Detalhe da camiseta do maluco: bandeira de Pernambuco.

O ACL teve uma escalação de sonho. Manja só uma palhinha do que rolou além do Gogol Bordello: Sharon Jones & The Dap Kings, Racounters, Gnarls Barkley, Black Keys, Robert Plant & Alisson Krauss, Beck, David Byrne, Antibalas, Manu Chao, The Mars Volta, Erykah Badu. A nata do rock e do pop feito hoje em dia.

A cidade texana tem uma longa tradição na música e ruas repletas de bares com shows.

Direto do magnífico blog The Corner, pilotado pelo jornalista, radialista e mestre pela Universidade do Texas em Estudos Latino-americanos, Thomas Fawcett.