Mais um amigo adentra o mundo blogueiro. É o Gabriel Rocha que está a partir de agora dando seus toques sobre quadrinhos no Quadriteca.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Estréia
Mais um amigo adentra o mundo blogueiro. É o Gabriel Rocha que está a partir de agora dando seus toques sobre quadrinhos no Quadriteca.
Magoou
I am Sam Moore the lead voice of the duo Sam and Dave whose recording of “Hold On I’m Comin” your campaign has been using at your rallies.
Unfortunately, I have been contacted by various media outlets because of a story on yesterday’s Newsweek blog about how my signature song as part of Sam & Dave was blasting for 18,000 adoring admirers of yours at a rally in Dallas and how the crowd was singing along and even spontaneously changed the words to “Hold On Obama’s Comin”. Questions have included: Why do I want you to be President? Have we met yet? Am I honored that my song was selected to be so important to the Obama for President Campaign?
I have had no choice but to set the record straight and I have begun explaining that the song was being performed at your rallies without my permission or my endorsement of you as my choice as a candidate for President and that I was writing this to you asking you to not continue including my material at your events.
I must request that you instruct your team to cease and desist from playing the song as I was not asked if I minded that my performance, as well as my name and the little bit of fame I enjoy, was associated to your bid to win the nomination of your party as their candidate for President of The United States of America, our wonderful country.
I have not agreed to endorse you for the highest office in our land.
I reserve my right to determine who I will support when and if I choose to do so.
My vote is a very private matter between myself and the ballot box. My endorsement and support of a candidate, because I do carry some celebrity, makes is quite a different matter changing a private act to a public statement, something I wouldn’t do without considerable thought.
I therefore must stand firm on being given the respect and courtesy of being asked if I mind having my talent, name and fame associated to you or any other candidate running for office, for that matter.
I do wish you well in your quest for the nomination. Having been hit with rocks and water hoses in the streets, in the day with Dr. King as part of his artist appearance and fund raising team, it is thrilling, in my lifetime, to see that our country has matured to the place where it is no longer an impossibility for a man of color to really be considered as a legitimate candidate for the highest office in our land.
Goin' home
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Guitarrada
Essa pérola aqui eu mesmo pesquei no YouTube. Tilda, cantora da Nigéria com a música Christiana.
Juju music porrada com guitarrinhas que mostram onde Herbert Viana se inspirou para compor Alagados.
Calhamaço

Via Biscoito Fino cheguei ao relatório completo da investigações que levaram Daniel Dantas e uma escumalha humana para a cadeia. Por pouco tempo é verdade.
Segundo o jornalista Cláudio Júlio Tognolli :
Ao longo de 210 páginas, recheadas com transcrições de interceptações telefônicas e de e-mails, relatório da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity é exaustivo na descrição dos passos seguidos pela Polícia e dos supostos indícios que permitiram aos delegados Protógenes Queiroz e Karina Murakami Souza chegar à conclusão de que “Daniel Dantas é o chefe da organização criminosa, envolvida com o cometimento de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e de lavagem de dinheiro”.
Os delegados federais registram que ainda não há definição legal para o conceito de organização criminosa, mas apontam que as investigações encontraram quase todos os indícios de uma organização criminosa: previsão de lucros, hierarquia entre seus membros, planejamento empresarial, divisão de trabalhos, ingerência no poder estatal e na imprensa, mescla de atividade lícitas e ilícitas para dificultar a atuação dos órgãos públicos encarregados da persecução penal. “No caso em tela, encontram-se presentes todas estas características”, afirma a delegada no documento.
Há ainda a declaração de que o grupo mantém proximidade com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, “pessoas muito bem articuladas, uma vez que esses contatos nas diversas esferas públicas e privadas são necessários para que esta organização criminosa continue atuando de forma protegida”.
Assim que tiver tempo vou me embrenhar.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Agora é a hora!
Na próxima sexta-feira Floripa vai tremer e o epicentro do terremoto será no bairro João Paulo, onde acontece a volta do Clube da Luta com novas regras e a partir desta data tornando-se um evento semanal. Toda sexta na Célula.
E a nova fase começa com muito rock em três distintas versões, Aerocirco, Os Berbigão e Kratera. Esta última lançando seu novo clipe " Boca de Lobo".
Let's rock! Lembrando que chegando até às 23h é só 5 pilas.
Petisco Sonoro

O músico carioca Marcelo Frota (Momo), integrante do Fino Coletivo, mandou uma prévia de seu novo álbum solo - Buscador - disponível em seu perfil no MySpace. São 3 faixas do disco que sai na próxima terça, 22 de julho. As 10 músicas do segundo trabalho solo de Momo estarão disponíveis no site da Trama Virtual, no MySpace e em SMD.
O álbum dá continuidade aos tons invernais de A Estética do Rabisco, disco de estréia que saiu em 2007 pela Dubas Música / Universal, e além dos elogios na imprensa brasileira, entrou pra a lista de melhores discos de 2007 segundo o crítico da Down Beat e Chicago Reader, Peter Margasak. Foi ainda indicado como uma das revelações de 2007 na revista Muziq – Jazz Magazine – Paris – pelo crítico musical Dan Yvnek.
Com uma roupagem calcada no folk e pitadas de progressivo e psicodelia, o novo trabalho remete a uma sonoridade setentista - o compositor, cantor e violonista é fã dos primeiros discos de Fagner, Belchior e Clube da Esquina e foi produtor musical do projeto Álbum Duplo - Clube da Esquina, realizado no SESC Pompéia em 2007, que contou com participação de Beto Guedes.
Sorria meu bem

Uma estréia teatral agita a Célula nesta quinta, 17 de julho. Produzido pela Ponte Cultural Escritório de Produção - mesma realizadora do Teatro de Quinta - o Comédia Com Leite – Humor Expresso - é um espetáculo de stand-up comedy que fica em cartaz até 18 de setembro, todas as quintas.
"Bastante conhecida do público norte americano e cada vez mais conquistando os palcos brasileiros, stand up comedy é um tipo de humor onde o comediante apresenta – se sem o auxílio de personagens, adereços ou jogos de cena, “de cara limpa”, munido apenas de um microfone e sua capacidade de encontrar graça nas mais absurdas situações. O humorista não conta piadas conhecidas do público (sabe aquela do papagaio?) e prepara um material original através da sua observação do cotidiano.
Em outras palavras, estamos falando de pessoas cara de pau o suficiente, para se apresentarem em frente a um bando de desconhecidos, falando da vida de forma irônica e geralmente tirando sarro de suas maiores tragédias. E torcendo silenciosamente para que riam de alguma coisa, ou para que pelo menos não atirem tomates, ovos ou garrafas de cerveja".
Comédia Com Leite – Humor Expresso é um espetáculo pioneiro neste tipo de humor em Santa Catarina. Os responsáveis pelas gargalhadas são Graziela Meyer, Higor Lima, Malcon Bauer e Milena Moraes.
Na última quinta, num evento fechado para músicos e imprensa, Grazi Meyer fez um preview lá na Célula que prometeu.
Começa às 22hs e quem chega até este horário paga R$10, depois é R$15. Não vacila e bora lá.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Sweeties
O camarada do vídeo é muito bom. Criativo e cheio de groove. "Déshhh pau" diria a Aracy de Almeida.
"Do que morrem os outros"
Desde menino, todo mundo diz que a voz de João é bonita. Ele canta em aniversários, nas reuniões do clube e da escola. Os parentes, amigos e conhecidos falam sempre que João tem muito jeito, é melhor do que muito artista da televisão. Um dia, João acredita e vai ser cantor. Não há muitos caminhos a escolher. Os programas de calouros pouco podem oferecer, mas é geralmente o primeiro passo. Cedo João percebe que o mundo artístico é bem mais complicado do que imaginava. Os responsáveis pelos programas de calouros estão mais empenhados em se autopromover do que em arranjar-lhe uma oportunidade. Então ele tenta lançar um disco. Vai de gravadora em gravadora, as respostas são parecidas: "Volte na semana que vem." "Infelizmente, nosso elenco está completo." "O encarregado não está."
Alguém aconselha João a arranjar um empresário, uma espécie de quebra-galhos profissional. Pela mão do empresário, João entra numa gravadora. Faz seu primeiro compacto. Começa então a caitituar, a divulgar seu disco. Levanta de madrugada para correr as emissoras de rádio. Os disk jockeys precisam ser visitados, adulados, comprados. Muitas vezes a carreira de João fica por aí mesmo. O disco não pega, a gravadora não lhe dá mais oportunidades. João vira porteiro de boate, divulgador de emissora, faz-tudo da televisão.
Pode acontecer, porém, que o disco estoure nas paradas de sucesso. O empresário conhece muita gente, consegue notícias no jornal, fala com os produtores de tevê e João é escalado para um programa. Nessa época, acontece talvez a coisa mais importante de sua carreira. Ele passa a ser considerado como um provável futuro ídolo. João agora precisa de uma imagem e um nome. Os Beatles não eram os Beatles antes que o empresário Brian Epstein criasse sua imagem cabeluda e inconformista. Nem Roberto Carlos, nem Wanderléa, nem Elis Regina alcançaram o estrelato sem antes serem estudados, catalogados e encaixados numa figura que nem sempre corresponde à realidade. A imagem é escolhida pelo empresário. O nome também: que tal Rob Lee, ou Carlos Augusto?
Praticamente todo o futuro de João está em jogo, mas ele não decide, nem ao menos influencia nestas escolhas. O empresário segue a moda do momento. O público quer um rapaz de olhar triste, jeito tímido, que veio da pobreza: um novo Roberto Carlos, com quem os garotos se identifiquem e por quem as meninas de apaixonem. João se transformará neste personagem. Ele pode ser alegre e extrovertido, mas terá que fingir que é triste e tímido. Pode ser da classe média, inventarão que passou miséria. Se o público recusar esta imagem, haverá mais um fracassado pelas redações de jornais e revistas, pedindo uma notícia, uma reportagem. Será o eterno freqüentador dos corredores de tevê, adulando produtores e diretores, gravitando em torno de um ídolo. João não ficará sozinho. Há muita gente na mesma situação dele.
Se a imagem for aceita, João se transformou em ídolo. Sua batalha agora é manter a posição. Os astros têm saúde delicada, morrem de diversas doenças: má orientação na carreira, escolha errada da imagem, tudo isso mata lentamente, numa agonia dolorosa e prolongada. João pode ser atacado deste mal. Se não vier um segundo sucesso, a moléstia é fulminante. João teve uma música nas paradas de sucesso. O público gostou, mas ficou esperando mais. Mas João não tinha mais o que mostrar.
Falta de amadurecimento artístico, lançamento prematuro, apoiado apenas num pistolão, mata ainda mais rapidamente. João cometeu o mesmo erro de tantos outros. Não tinha música nas paradas, nem era conhecido, mas conseguiu a proteção de um sujeito importante na tevê. Foi lançado como astro nos principais programas de uma emissora. O público não se deixou enganar. João não tinha o que mostrar. O público não teve pena de crucificá-lo.
Tirado daquela seção de editoriais não-assinados nas primeiras páginas da revista Realidade, década de 60.
Um dos excelentes artigos sobre música republicados no não menos excelente blog Vitrola.
Extra!Extra!
"Hey Al Capone, vê se te emenda..."
Via Cacau Menezes
Viver de olhos fechados é fácil
Ben Harper e os Innocent Criminals gravaram esta versão de uma das canções mais emblemáticas dos Beatles para a trilha do filme I Am Sam:
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Pérola
Stephen Stills, compositor, cantor e multi-instrumentista que conta com uma "capivara" e tanto no rock - só pra ficar nas mais conhecidas cito Buffalo Springfield e Crosby, Stills, Nash & Young - acaba de encontrar um tesouro perdido no meio de suas tralhas: um disco gravado com Jimi Hendrix.
Seu brother Graham Nash está ajudando na recuperação das fitas e o álbum deve ser lançado pra geral.
No primeiro disco solo do músico, lançado em 1970, o fantástico guitarrista canhoto de Seattle deu o ar de sua graça aqui:
Stephen Stills & Jimi Hendrix - Good Times, Old Times
Bom paca hein? Imagina o que deve vir por aí.
Ignorância
Aqueles que confundem o não-essencial como sendo essencial
E o essencial como sendo não-essencial,
Abrigando pensamentos incorretos,
Jamais chegam ao essencial.
Dhammapada 1 | 11
Via Samsara
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Emite acordes dissonantes
Programa Arquivo N da Globonews que fala sobre os 40 anos do disco Tropicália. Ficou meia boca mas vale a pena ver pela entrevista com Tom Jobim.
O mestre sempre arguto mandou essa: " No Brasil você pode matar, pode roubar, só não pode dizer a verdade".
Freak show
O alucinado Glauber Rocha entrevista Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza, em seu programa Abertura que foi ao ar semanalmente de fevereiro a junho de 1979 na Tv Tupi.
terça-feira, 8 de julho de 2008
"Caminante no hay camino..."
Eu não chegaria a afirmar como o Fábio Bruggemann que a elite catarinense "é a pior o mundo". Mas do Brasil chega perto.
Nesta entrevista como convidado do Conversas de Sábado na TvCom, ele lembra de um fato cultural simbólico que é o atraso de 30 anos de nossa terra em relação ao mundo. Isso por conta do conservadorismo e moralismo da sociedade catarinense.
O amigo Fábio cita o surgimento do Grupo Sul tentando trazer a Semana de Arte Moderna de 22 para cá...30 anos depois. O coletivo de jovens artistas, que incluia talentos como Meyer Filho, Hassis, Eglê Malheiros, Salim Miguel, Adolfo Boos Jr e Ody Fraga, foi muito hostilizado. Depois do golpe de 64 a livraria que Salim Miguel tinha no Centro, foi quebrada e os livros queimados em praça pública. É mole?
Uns dois anos atrás Salim escreveu sobre o episódio num artigo de jornal e falou que um dos mais inflamados no papel de inquisidor ainda estava na vida pública.
Na época eu morava no mesmo prédio que o escritor e sua esposa, a também escritora Eglê Malheiros e volta e meia os encontrava em suas caminhadas. Quando os vi no portão do condomínio cumprimentei-os e não resisti à curiosidade de perguntar quem era o cidadão incendiário.
Salim só me disse que era um que não valia a pena e ficamos nos olhando, ele deu um sorriso e seguiu no passeio.
Complexo de vira-lata
Ontem, sentado numa mesa junto a alguns integrantes da classe média conservadora da Tijuca ouvi por pelo menos meia dúzia de vezes a expressão "povinho de merda".
Como não tinha argumentos (e nem queria argumentar), fiquei anotando, num guardanapo de bar, como se comporta um autêntico vira- latas rodrigueano.
Pesquei 10 características típicas.
1. Use a expressão "povinho de merda", sempre quando for necessário.
2. Faça comparações com líderes (por exemplo, compare os salários do Brasil e dos EUA, e desconsidere o PIB 10 vezes maior deste último)
3. Torne exclusivo do Brasil males que também ocorrem em outros países
4. Silencie sobre nossos progressos.
5. Aponte como único aspecto favorável do nosso povo a descendência imigrante em algumas regiões do país. Desde que seja da Europa germânica, do leste, ou Japão.
6. Esqueça os problemas dos outros emergentes. Aliás, só lembre dos outros emergentes, naquilo em que estão melhores que nós.
7. Aponte o nosso 'pendor à diversão e à preguiça" (use o samba e o futebol como exemplos) e "nossa aversão ao trabalho".
8. Exagere nosso "comodismo" e fale que na Argentina "isso já tinha dado em panelaço".
9. Diga que nossa música é primitiva, batuqueira.
10. Conte a piada da conversa com Deus sobre as desgraças geológicas e climáticas em outros países. E acentue a sentença final: "Mas você vai ver o povinho que vou colocar lá". Não importa que outros já tenham ouvido esta piada. O importante não é fazer rir. Mas fazer chorar.
Os tempos mudam mas a ignorância continua sendo o ingrediente mais abundante do Universo. Os imbecis pobres de espírito seguem comprando suas opiniões formatadas pelo supermercado midiático.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Palhaçada
Marquinhos Espíndola escreveu em seu blog sobre o acontecido.
Dizem que o produtor do El Divino desconhecia o Clube da Luta. Este é o "profissional" que trabalha numa grande casa noturna e nem um jornal local deve ler. Mas não é nenhuma surpresa, o cara desconhecia também o Andy Rourke, ex-baixista dos Smiths. Como disse um amigo meu, o figura é quase um sexagenário metido a DJ teen.
Não faz muito tempo que ocorreu outro caso emblemático em que produtores de uma conceituada casa noturna da Lagoa não sabiam quem eram os Sex Pistols, quando tentaram lhes vender uma discotecagem com Glen Matlock, ex-baixista da banda seminal do punk-rock.
Ainda lembro também do site de uma grande casa de shows que anunciava o espetáculo de EDY Motta.
Infelizmente se exige profissionalismo dos artistas sem a contrapartida. Pessoas sem capacitação - além do sobrenome e Q.I - detém posições de destaque na produção musical e cultural de Floripa há tempos. Mudar isso também é nossa luta.
Mas enfim, o pessoal do Patrola que não teve nada a ver com isso, pelo contrário são apoiadores da luta, enviou um email-resposta para o baterista e produtor da Samambaia Sound Club, André Guesser, que trancrevo aqui:
André,
Cabe a nos simplesmente agradecer pela festa que vcs proporcionaram ao NOSSO público! Quando digo NOSSO, digo do Patrola e do Clube.
Lamentamos profundamente tudo que aconteceu. Assim como vcs, nosso estresse era intenso nos últimos dias e a indignação tb. Fomos apenas avisados por email e tb pegos de surpresa pela falta de profissionalismo e caráter de uma casa que, desde o começo, não era o nosso "local" preferido.
Infelizmente ainda barramos e somos limitados por questões comerciais e "maiores" que nós. Mesmo assim, tb acredito e pude perceber que conseguimos ser maiores que tudo isso.
Editorialmente e musicalmente estamos satisfeitos pois, assim como vcs, eu, Lele e Tata fizemos o que podíamos com raça, amor e coragem!
Desde quando acompanhamos o começo do Clube, assumimos a luta também. E vamos continuar, sempre. Mesmo que grandes "casas", "marcas" ou seja lá o que for continuarem a abocanhar nossas possibilidades.
Leve nosso cumprimento e o nosso agradecimento de coração a todos os músicos e bandas. Pedimos desculpas pelas atitudes que não foram nossas, mas que afetaram o trabalho de vcs.
Temos muita esperança e vamos batalhar para que as coisas mudem para o ano que vem, de verdade.
Um grande abraço de toda nossa equipe.
Zé, Tata e Lele.
Deste primeiro embate sério, o Clube sai fortalecido. Triste é ver o fogo amigo rolando.
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Karaokê
Sharon Jones & The Dap Kings com How Long Do I Have To Wait For You em versão instrumental num compacto de 45 rpm.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Memória da música pop catarinense
Com a devida autorização de seus autores o blog Esquerda Festiva traz para a internet um documentário histórico. O retrato de uma cena musical que sacudiu Floripa e Santa Catarina nos anos 90, da qual participei como idealizador, guitarrista e compositor da banda Phunky Buddha.
O vídeo Sete Mares Numa Ilha, lançado em 1999, foi parte de uma tese de doutorado da psicóloga social Kátia Maheirie que - junto com o jornalista André Gassen - analisou as reais conexões entre os "sete mares" da Ilha de Santa Catarina e a tentativa de se estabelecer uma cena a partir do trabalho de bandas com propostas diversas. Participam Dazaranha , Iriê, Stonkas y Congas, Tijuquera, Phunky Buddha, Primavera nos Dentes e Rococó. Esta última se tornaria o John Bala Jones.
Algumas lições para hoje, boas risadas e cenas levemente constrangedoras, incluindo o tombo de skate de Jorge Gómez que o afastou do contrabaixo por umas semanas.
Para situar um pouco.
No início dos anos 90 surgiu no atual bairro João Paulo em Florianópolis - então conhecido como Saco Grande - a banda Dazaranha que priorizou o repertório autoral e influenciou toda uma turma que gravitava pelo antológico Boulevard da Lagoa, pelo centro de artes da Udesc, festas no Morro do Badejo, Luau na Mole, Berro D'água, L'Equinox, Fly, Barulho do Mar e por outros pontos da boemia underground numa noite menos segmentada do que a atual.
Várias bandas surgiram tocando suas composições e logo havia um público cativo para muitas delas. Um bom exemplo do qual posso falar com propriedade foi o que se pode considerar o primeiro show oficial da Phunky Buddha. Numa noite em que fomos a única atração no Barzil na Lagoa da Conceição, estiveram presentes 470 pagantes. E na época só tocávamos nossas músicas e apenas um cover ou outro pelas apresentações que logo aconteciam por todo o interior do Estado e no Paraná.
E assim era com todas as bandas entrevistadas por Katita e Gassen. Como lembrou o Marcinho da Costa num papo outra noite no Célula, "naquele tempo a gente recebia uma porrada de telefonema para contratar shows e hoje só correndo atrás".
As bandas tocavam quase todos fins-de-semana em bares, eventos e festas. Esboçou-se um movimento mas não havia interação entre músicos, respaldo da mídia e a internet em seus primórdios era acessível para poucos.
Atualmente há um renascimento sobre bases mais sólidas. Santa Catarina é certamente um dos segredos mais bem guardados da música brasileira. Há uma efervescência nas ruas. Iniciativas pipocam pelo Estado. Em cada região alguns jovens empreendedores buscam consolidar um circuito para a música autoral catarinense. Esta é a nossa luta. Clube da Luta, Marcos Espíndola, Mundo 47, Válvula Rock, Célula, Barba Ruiva, Insecta, JB Pub, Tra-lá-lá, Devassa/Rocket/RaveMetal, Fancaria, Curupira, Psicodália, Rural Rock, Sol da Terra, Tschumistock e Transitoriamente
são alguns dos muitos outros festivais, bares, espaços culturais, músicos, jornalistas, produtores, blogueiros, fotógrafos, ativistas e entusiastas que movimentam o cenário.
Um agradecimento ao Jeco Thompson que me deu uma cópia digitalizada pois eu só tinha o original em VHS.
Divirtam-se. Lembrando que clicando na cruzinha você assiste o vídeo em tela cheia.
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Farinha do mesmo saco
Também acho que não dá pra facilitar, quando se negocia com prefeitura, sindicato de patrões e sei lá mais quem. Mas o prejuízo que os motoristas e cobradores causam a cada um dos usuários, que são tão vítimas quanto eles, é inexplicável, indesculpável e deveria ser inesquecível.
Anotem nos caderninhos o que sofreram hoje, pra que quando alguém inventar de colocar veículos de transporte coletivo automatizados, sem motorneiros e cobradores, a população não fique morrendo de pena nem se coloque do lado dos “coitadinhos”.
Lembrem-se que, ao planejar as lutas deles (que até podem ser legítimas e necessárias), nada fizeram para evitar o dano à parte mais fraca e sofrida. Que deveria ser tratada melhor, para apoiar a luta, para testemunhar que eles merecem ser melhor pagos.
Com tamanha insensibilidade política e humana, eles se igualam àqueles a quem acusam de maltratá-los. Farinha do mesmo saco. Se merecem.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Magnetismo
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"Estamos assistindo uma série de experimentos científicos, o Universo em fluxo, ou um documentário ou mundo fictício?"
Ruth Jarman e Joe Gerhardt do Semiconductor Films passaram um tempo como artistas residentes no Laboratório de Ciências Espaciais da NASA na Universidade de Berkeley, Califórnia.
Com esta experiência e muito talento em som, animação e programação, eles realizaram Magnetic Movie, maravilhosas visualizações de campos magnéticos e ventos solares, as "forças invisíveis trazidas para a escala humana".
Esporte faz mal à saúde
Em minhas observações como médico, tenho relacionado de modo muito significativo o viver mais com o interesse que a pessoa tem pela vida. Objetivos, metas e lutas para se conseguir algo importante prendem a pessoa na Terra. Esses motivos anímicos são os que realmente ajudam a viver mais. Esportes e exercícios ajudam a ampliar o círculo de relações e possibilitam a queima da tenebrosa adrenalina com alívio momentâneo dos males do espírito. Nada mais que isso. Fisicamente, até prejudicam, pois provocam cansaço cardíaco e deformações articulares que passam a ser mais uma carga de amolação. O negócio é viver bem. O exterior segue cegamente os comandos medulares. Se você se sente sossegado e seus pensamentos não rangem, saiba que vai viver mais.
Geraldo Siffert Júnior
Médico - Rio de Janeiro
quarta-feira, 2 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
Primeiro de julho

34 anos depois desta foto os cabelos não continuam os mesmos. Já escureceram e agora começam a ficar brancos.
Obrigado a todos que estão mandando mensagens, e-mails e telefonemas e um abração ao Marquinhos Espíndola que, além de dedicar um carinhoso espaço em seu blog e na Contracapa de hoje, deu o primeiro telefonema do dia.
E começa mais um ano. A luta continua.
sábado, 28 de junho de 2008
Seo Chico

Na próxima terça,1 de julho, sairá decisão da Justiça sobre o caso "Seo Chico".
Vivendo num sítio no Sertão do Peri, na Ilha de Santa Catarina, Seo Chico tinha um dos últimos engenhos de Florianópolis , onde produzia farinha e cachaça sem luz elétrica. Era tudo feito com a ajuda de seus bois. A casa tinha mais de 200 anos e estava com sua estrutura arquitetônica intacta.
Um ser humano fantástico que vivia no século XIX e que teve um pedaço de sua vida registrada no belíssimo documentário "Seo Chico, um retrato" de José Rafael Mamigonian.
Francisco Thomaz dos Santos, o "Seo Chico", foi assassinado em 19 de setembro de 1996.
Obama grooves
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Tu dizzzzzzz?
Em breve a expressão "a preço de banana" deixará de fazer sentido, ou melhor vai mudar de sentido.
Via New York Times. Foto : krymorg
terça-feira, 24 de junho de 2008
On Jack Tall Back?
Pintaram na rede algumas das músicas do novo álbum do Beck que deve sair no dia 8 de julho. Produzido por Danger Mouse, o disco promete.
Ouça em streaming a faixa Orphans.
Coisa que meu povo gosta.
Foto : Chad Wadsworth
Estupéunnnnnnnnnnnn
Marcinho da Costa, nossa mente mais lúcida, mandou essa no Festival de Outono no último sábado:- Vocês sabem que Floripa é uma "cidade de pouca cultura", não é?
- Siiiimmm - manifestam-se alguns da platéia.
- Pois é, isso é culpa de vocês! Saiam de casa, vão prestigiar seus artistas, vão conferir a boa música que é produzida e aí verão que estão enganados. Nós temos uma cultura sim!
Via blog do Marquinhos, que aproveitou a deixa e mandou muito bem ao citar o descaso com a pedreira do Abraão.
No sábado cerca de 3000 pessoas foram para a praça Bento Silvério na Lagoa da Conceição e viram shows com Luciano Bilu e Tijuquera no Clube da Luta edição Lagoa. Em seguida rolou show com Paulinho Moska.
Foto: Cassiano Ferraz
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Hermetismo

Parem as rotativas! Furo do Esquerda Festiva.
Hermeto Paschoal - que se apresenta gratuitamente no Festival de Outono da Lagoa no próximo sábado - incluiu no rider técnico de seu show uma piscina de 1000 litros cheia d'água.
E agora como é que ele vai usar isso é que é hein?
Com certeza será um sucesso e o Centrinho da Lagoa deve parar.
A visita do genial músico brasileiro à Floripa, parece que incluirá um encontro com Toicinho, o astro de Sistema de Animação.
Foto: superchordstheory
A sociedade somos nozes
Uma turminha animada se reuniu para degustar um peixe frito com cerveja e vinho ao som de muito rock, providenciado por um comparsa (infelizmente me esqueci o nome dele foi mal aí), que levou um HD player formidável. Reunia trocentos shows e discos e conectado na TV e no som, nos proporcionou a trilha deste peculiar convescote. Stevie Wonder, Ten Years After, Led Zeppelin.
Enquanto não recebo fotos que Caio Cezar fez com sua máquina profissa, mando aqui algumas imagens de celular.
Saca só a localização estratégica do rancho de pesca que o Baga herdou do pai.
E não encerrou por aqui este sábado. Na sequência alguns de nós subiram o morro do Pantanal e foram festejar o mês de junho com os amigos na casa de Paulo Brum lá nas alturas.
Uma tainhada na brasa com fartura. Apenas peixe, limão e farinha. E as tainhas eram ovadas. Renderam algumas ovas na brasa. Sensacional.
A espetacular casa do Paulete foi adquirida com a grana que ele embolsou por uma rescisão de contrato. Ele era o professor que foi despedido por exibir o Laranja Mecânica para os alunos de segundo grau de um colégio particular em Lages, que eu havia citado antes sem no entanto revelar o nome do personagem deste fato lamentável na educação da sociedaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaade catarinensssssssssssssssssssss.
Universo da cor

O lendário fotógrafo Walter Firmo, que trabalhou no não menos lendário jornal Última Hora de Samuel Wainer, vai ministrar um workshop em Floripa no mês de agosto.
Clique na imagem para ampliar e ler mais.
sábado, 21 de junho de 2008
Hoje

Luciano Bilu e Tijuquera vão propagar as boas novas ondas sonoras na praça Bento Silvério na Lagoa. Bora lá.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O sonho não acabou

Sonhos lúcidos. Albert Hoffmann. Renascimento Psicodélico. O repórter Bruno Torturra Nogueira, da revista Trip, foi conferir o Fórum Mundial Psicodélico onde centenas de pessoas se reuniram para "fortalecer o que eles acreditam ser a renascença do movimento. Uma sólida e coesa retomada das pesquisas e das políticas relacionadas a
essas substâncias depois de 40 anos de sombras. Na visão desse povo reunido em Basel, a experiência psicodélica é cada vez mais necessária. Relativizar a percepção como forma de buscar mais lucidez. Mergulhar em estados descritos como sonho para despertar uma sociedade caminhando ao abismo."
O encontro de cientistas, filósofos, místicos, músicos, políticos e psicodélicos em geral aconteceu em Basel, na Suíça. E lá, no meio da viagem, o repórter encontrou nada menos que o papa do dub Lee "Scratch" Perry. Travaram o seguinte diálogo:
– Com licença. Lee Perry?
– Simmm.
– O que o senhor faz por aqui?
– Eu moro aqui, my friend.
Imperdível. Leia mais.
E falando em psicodelia...
Pelas Barbas de Magritte, filme de Lina Lavoratti e Paulinho Maisatto, baseado no conto "O Mudo", do camarada Fábio Brüggemann, com o próprio atuando ao lado de Bruno Carvalho.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Jardim elétrico
Rock da Tainha com Valdir Agostinho em apresentação no jardim do Palácio Cruz e Souza.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Bandeira 2

No momento em que escrevo este post, Paulo Maluf está lançando em São Paulo sua biografia numa livraria Saraiva.
Via blog do Tas.
Star Wars vs Saul Bass
Ao som da The Buddy Rich Band com "Machine".
domingo, 15 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Réquiem
Eu tinha 15 anos e muita curiosidade sobre o blues quando comprei na empolgação um disco de vinil de Bo Diddley no sebo Lunário Perpétuo, que ficava no edifício Dias Velho, Centro de Florianópolis. O dono do sebo chamava-se Ênio e era idêntico ao personagem Stock do Angeli.Eu e toda uma geração de roqueiros compramos lá muitos bolachões que foram marcantes na nossa formação. Era um dos únicos locais onde se encontravam as coisas boas. No meu caso o Wheels of Fire do Cream, Hoje É o Primeiro Dia do Resto Da Sua Vida da Rita Lee/Mutantes e um disco que quase gastei de tanto ouvir, o Jimi Plays Monterey, um dos melhores álbuns ao vivo da história.
Mas voltando ao disco do bluesman recentemente falecido. Era uma reedição deste álbum que ilustra o post, lançado originalamente pela Chess Records e que saiu aqui numa série chamada Blues Anthology. A capa original era reproduzida na contracapa.
Este post homenageia o pai daquela batida diferente que influenciou tanta gente e me causou estranheza numa primeira audição. Mal sabia eu que o blues de Bo Diddley era só dele mesmo.
Ouça aqui:
Bo Diddley - Bo Diddley
sexta-feira, 13 de junho de 2008
"O Caso da Governanta"
Posso contar uma vitória? Não é que seja exatamente uma vitória, mas é uma grande forra. Sabe? Vingança é uma palavra forte para definir. Acho que forra é o que é. Não uma forra minha, particular. Uma forra que eu tomei em
nome de todos os artistas do país.
Vamos lá.
Quando o Sr. Victor Costa, diretor geral da Rádio Nacional, comprou a Rádio
Mayrink Veiga, nós da Mayrink passamos a ser escalados para shows em casas
de pessoas ricas, gente a quem o Sr. Victor devia favores ou desejava
obtê-los. O fato é que a gente chegava na tabela e estava lá:
- Fulano, Fulano, Francisco Anysio, Fulano, Altamiro Carrilho,
Jorge Veiga, Dolores Duran, Antonio Carlos – show na casa do Dr.
Não-Sei-O-Quê de tal, na rua Tal número tanto. 20 horas.
E a gente ia e fazia um show para o qual ninguém dava a menor
bola. Mas nem olhavam. Aquele show era uma coisa chata, que só servia para
atrapalhar a conversa deles. Mas fazer o show era uma ordem do patrão, e o
jeito qual era? Obedecer.
Pois bem.
Uma tarde estava na tabela o meu nome para um show numa casa da Lagoa
Rodrigo de Freitas. A gente lia o nome ali, escalado para esse serviço e
dava um frio que corria pela espinha. Era pedra!
Eu lembro do elenco escalado para aquele show: Jorge Veiga, Dolores Duran,
Aracy Costa, eu e (deixei de propósito para citar no final), o Antonio
Carlos – o pai da Glorinha Pires e maior comediante que eu conheci em toda a
minha vida.
Um locutor apresentava o show. E os cantores seriam acompanhados, como
sempre, pelo regional do Altamiro Carrilho.
Era pra chegar às oito horas, 15 para as 8 eu toquei a campainha,
abriu a porta uma governanta. Loura, já de uma certa idade, muito elegante,
um vestido cinza até os tornozelos, parecendo mais uma governanta de filme
inglês. Chiquérrima.
- Pois não.
- Eu sou artista do show.
- Ah, artista? Ali pela porta de serviço, por favor.
Eu fui lá e ela me ofereceu uma cadeira na copa. Daí a pouco
chegou a Dolores, chegou o Jorge, o Tuneca, o Altamiro com o regional dele.
Nós, os artistas, ficamos todos ali na copa.
A cozinheira serviu pra gente uns bolinhos de bacalhau e cerveja.
Ai veio a hora fatal: a hora do show. Nós fizemos aquela infelicidade que
era habitual, e fomos embora.
Quatorze anos depois, eu estava no Teatro da Lagoa com um show arrebentando
a boca do balão, um record que não tem como ser batido, porque eram oito
sessões por semana – (2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, duas no sábado e duas no domingo),
eu fiz 15 meses, com uma média de público de 23 pessoas acima da lotação, ou
seja: todas as casas superlotadas.
Pois bom.
Numa noite lá o Ricardo Amaral que até hoje não sei se é um amigo irmão ou
um irmão amigo, me disse:
- Olha aqui, Chico Anysio: você não me marque nada para depois do
espetáculo, porque o Fulano de Tal viu o show, adorou, e fez um jantar em
sua homenagem. Olha aqui o endereço.
E botou um papel no meu bolso.
- Ta legal.
- Eu não vou poder ir, porque já tinha um compromisso, ele sabe disso, mas
me falou que ele mesmo vai tomar conta de você.
- OK, Amaral. Eu vou lá.
Depois do show eu peguei o papel, vi o endereço e fui pra lá, para o tal
jantar em minha homenagem.
Quando eu desci do carro e olhei...
Era aquela mesma casa de quatorze anos atrás. A mesma. Olha só.
Quatorze anos depois eu estava ali, de volta.
Eu então o que fiz? Tranqüila e modestamente, fui à porta de serviço e
toquei a campainha.
Abriu a porta a mesma governanta, com a mesma roupa cinzenta...
- Chico Anysio. O que é isso? Aqui é a entrada de serviço. A porta
da frente é ali.
Eu disse:
- Eu sei. É que há quatorze anos atrás eu vim aqui fazer um show a
mando do Sr. Victor Costa, toquei a campainha lá e a senhora mesma me disse
que artista entrava pela porta de serviço. Como eu continuo artista vou
entrar por aqui. Com licença.
Entrei e fiquei na cozinha. Nem à copa eu fui. Fiquei brincando
com a cozinheira, tirando tampa de panela, dando uma provadinha numa coisa e
noutra e as pessoas foram vindo, me chamando pra sala e eu não indo e
mexendo nas panelas e a festa passou para a copa e cozinha.
Minha mãe me dizia que isto foi uma indelicadeza minha, mas será
que foi?
Pra mim foi uma forra, porque eu já estava de saco cheio de ser discriminado
somente por ser artista.
Julguem vocês.
Chico Anysio
em seu blog.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Outono musical


O Clube da Luta Floripa se inseriu no contexto do Festival de Outono da Lagoa da Conceição em grande estilo. A cada dia serão 2 bandas + DJ Zé Pereira fazendo a festa nas tardes de sábado e domingo no mês de junho. Sempre a partir das 15 h rola o som.
Começa no próximo finds com Coletivo Operante e Missiva no sábado, dia 14, e Maltines e Andrey e a Baba no domingo.
Bora lá. É de graça, é bom e é daqui.
Fez a horta na varanda
Dois juízes federais de Buenos Aires absolveram um homem que havia sido processado por ter uma plantação de maconha na varanda de seu apartamento na capital argentina.
Na decisão divulgada nesta terça-feira (10), os juízes Eduardo Farah e Eduardo Freiler consideraram inconstitucional que o réu (cuja identidade não foi revelada) fosse punido por ter seis vasos com a planta Cannabis sativa para uso pessoal, concordando com o argumento da defesa de que a plantação não atentava contra a "saúde pública".
Farah e Freiler entenderam, segundo a imprensa argentina, que este cultivo não é crime porque o homem não planejava comercializar o produto e atuava no "âmbito de sua privacidade".
Via G1.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Sombras outonais
Truculenta
E a governadora do nosso vizinho Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), está afundando na lama para não dizer outra coisa. Hoje ela mandou a polícia sentar o cacete na rapaziada dos movimentos sociais e sindicatos que queriam protestar em frente ao Palácio Piratini.
Via Diário Gauche e Carta Maior.










